Como o setor reage à disparada nos custos de energia elétrica?

Sondagem aponta como executivos do Varejo Alimentício enfrentam o problema que encareceu as operações em 2021

Com um aumento médio de 13% nas contas nos últimos meses, o peso da energia elétrica nos custos operacionais de algumas das empresas do varejo de alimentos já supera os 20%, segundo sondagem realizada pelo Sincovaga (Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de São Paulo) com 100 empresas de todas as regiões da capital, na semana de 12 a 19 de outubro de 2021.

O levantamento do Sincovaga mostrou que do total de empresas entrevistadas de todos os portes (de mercearias e mercadinhos a supermercados), 25% afirmaram que o peso da energia elétrica nos custos operacionais é de mais de 20%; 10% estimam em 16% a 20% e 18% calculam que a energia significa de 11% a 15% dos custos da operação.

Desde agosto de 2021, para 30% das empresas o valor da conta de energia elétrica chegou a aumentar mais de 20%. Para 17% dos estabelecimentos, a conta aumentou de 16% a 20%, e outros 17% afirmaram que a fatura mensal aumentou entre 11% e 15%. Outros 36% dos empresários relataram que a conta aumentou até 10% desde então. Essa distribuição permite concluir que a conta de energia elétrica subiu em média pelo menos 13% para as empresas do varejo de alimentos da amostra.

Entre as medidas que os empresários do setor têm tomado para tentar economizar energia elétrica estão: diminuir o número de luzes acesas (44%); trocar lâmpadas antigas por modelos mais eficientes, como LED (30%); desativar alguns freezers (22%); investir em meios de gerar a própria energia, como a instalação de painéis fotovoltaicos (13%); desligar o ar-condicionado em algum período do dia (11%); trocar equipamentos de refrigeração por modelos mais eficientes (7%).

Perguntados sobre as expectativas em relação a um possível racionamento de energia elétrica, 88% dos entrevistados acreditam que terão prejuízo caso aconteça, com reflexos na perda de estoque (78%), na perda de faturamento (51%), na perda de clientes (22%), e no aumento de custos com gerador (19% das respostas).

Sobre o Sincovaga

Com 90 anos de história, o Sincovaga (Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de São Paulo) representa mais de 40 mil empresas da categoria econômica do varejo de gêneros alimentícios, entre elas as que comercializam, predominantemente, alimentos, produtos de higiene pessoal e de limpeza doméstica no Estado de São Paulo.

Dentre os estabelecimentos representados estão hipermercados, supermercados, autosserviços, mercados, mercadinhos, lojas de conveniência, quitandas, mercearias, empórios, laticínios e sacolões.

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