Confira o raio-x do consumo das classes C e D em 2021

Pesquisa revela onde e de que forma aconteceram os desembolsos desta expressiva faixa socioeconômica

Compreender os comportamentos dos consumidores das classes C e D é necessário para que o ramo varejista possa projetar suas ações e se relacionar com sucesso com essa camada social tão importante para o mercado de bens e serviços. Olhando em retrospecto, o final de 2021 – especificamente – trouxe um alívio para o varejo do ponto de vista do consumo dessas classes sociais.

“Foi um ano de recuperação para o varejo, que ainda sofreu muito por conta da pandemia, mas dezembro trouxe um alívio e ficou acima das expectativas”, essa é a avaliação de Luciana Godoy, CEO da Superdigital Brasilfintech do Grupo Santander, focada em inclusão econômica sobre o desempenho do setor varejista em 2021.

Sua afirmação é baseada no estudo “Pesquisa de Hábitos de Consumo” realizado pela própria Superdigital, onde os dados revelaram uma alta de 31% em dezembro de 2021 no consumo das classes C e D no varejo brasileiro.

De acordo com o estudo, esse crescimento foi impactado positivamente pelo 13° salário e festas de Natal e Ano Novo, sendo o melhor resultado do ano de 2021 – apesar de ainda ter representado uma queda de 13% em relação a dezembro de 2020.

Setores e preferências

Na pesquisa, todas as regiões do Brasil mostraram alta no consumo dessas classes sociais, com destaque para o Sudeste, que impulsionou o resultado, com alta mensal de 33%. Nas demais regiões, Nordeste fechou com alta de 32%, seguida do Sul (26%), Norte (22%) e Centro-Oeste (22%).

Os setores que mostraram recuperação mais significativa no consumo foram Lojas de Roupas, com alta de 32%, Supermercado, com 24%, Lojas de Artigos Diversos (15%), Transporte (15%) e Restaurantes (13%). Já os setores que apresentam quedas no consumo foram Rede Online (-9%), Companhias Aéreas (-7%) e Diversão e Entretenimento (-3%).

O levantamento mostrou também que o principal gasto no orçamento foi no segmento Supermercado (36%), seguido de Restaurantes (11%), Lojas de Artigos Diversos (11%) e Transportes (8%).

Gasto presencial e ticket médio

Outro dado da pesquisa mostrou que 87% dos gastos totais foram feitos presencialmente, o que representa dois pontos percentuais a mais se comparado a novembro de 2021.

Em relação ao ticket médio, houve aumento significativo nos setores de Transporte (9%), Hotéis e Motéis (8%), Supermercado (8%) e Lojas de Roupas (7%). Entretanto, caíram os valores médios em cada compra com Rede Online (8%), Companhias Aéreas (5%) e Serviços (3%).

Fonte: Marcelo Brandão, Consumidor Moderno  

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