Perfumaria puxa resultado da indústria de higiene e beleza

Em compensação, importantes segmentos deste setor registraram queda acentuada, de dois dígitos, no primeiro trimestre

De acordo com o Painel Dados de Mercado da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), o setor apresentou retração de 1% em vendas no primeiro trimestre de 2021.

Os segmentos que levaram o resultado dessa indústria próximo à estabilidade foram o de perfumaria, que manteve crescimento de dois dígitos, de 11%, e de artigos de higiene pessoal, que teve alta de 6%, reflexo do consumo de itens como o álcool em gel e sabonetes nas versões em barra e líquida, produtos essenciais para o combate à pandemia.

Quem puxou para baixo o resultado desta indústria foram os segmentos de cosméticos, que apresentou retração de 14,8% nas vendas pela queda no consumo de maquiagem e coloração capilar, e de papéis sanitários (tissue), cujo desempenho foi 18% inferior em relação ao primeiro trimestre de 2020.

Especificamente no caso do tissue, a queda está mais relacionada ao aumento de preços repassados pelos fabricantes ao varejo, desde o início do ano em consequência da alta do câmbio e seu reflexo no custo da matéria-prima.

Em 2020, a indústria de HHPC registrou crescimento em vendas de 5,8% e empregou 2,1% mais colaboradores nas fábricas do país. Aliás, a pandemia alavancou milhares de negócios na área com a abertura de 3.148 novas companhias no Brasil que representam uma elevação de 7% no número de empresas ligadas à indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos.

Alguns elos da cadeia de valor do segmento sofreram muito em todo o ano, diante do fechamento dos salões de beleza e barbearias. Setores de franquias e vendas direta também acumulam prejuízos. As normas de isolamento social resultaram na redução de 1,6 milhão de oportunidades de trabalho no setor como um todo.

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