Empatia é fundamental para a coopetição

Líderes têm o importante papel de preservar empatia e propósito que se fortaleceram na pandemia

Por Renata Perobelli

No momento em que a pandemia dá uma trégua, o comércio e os restaurantes reabrem em horário normal após 18 meses do início do lockdown e grandes eventos, como a Convenção da ABRAS, voltam a ocorrer, a pergunta que executivos, líderes e humanistas se fazem é: o que esperar daqui para frente? Para ir em busca dessa resposta, o evento organizado pela ABRAS dedicou um painel especialmente ao tema “Empatia”, com o objetivo de refletir sobre este importante conceito para as relações e conexões humanas, algo intrínseco ao conceito de coopetição.

É certo que viveu melhor o ser humano que se colocou no lugar do outro ao longo deste período terrível para milhões de pessoas, seja pelas perdas de parentes pela covid-19 ou por dificuldades financeiras.

Quem praticou a empatia, ou seja, a capacidade de se colocar no lugar de outrem, sai melhor desta fase, afirmaram especialistas que debateram o tema durante este painel.

Para o palestrante e professor Dante Gallian, sócio-fundador da Responsabilidade Humanística, “a descoberta do propósito e a empatia são os maiores tesouros das pessoas. É preciso preservar, não é aceitável esquecer essa conquista”.

O mediador do debate, Carlos Mendonça, da PwC do Brasil, destacou que o fundamental hoje é perseguir a sustentabilidade da alma. “O brasileiro vive numa dinâmica tão automática ao criar dependência de processos e sistemas. É preciso parar e pensar. Deixar de ser escravo do celular”.

Para o debatedor Victor Bicca, presidente da Abir, Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Alcóolicas, os termos empatia e colaboração se entrelaçaram bastante na companhia onde atua, a Coca-Cola. “O engajamento foi tal que vimos competidores se unindo para ajudar o próximo”.

O CEO do Grupo Hirota provocou os integrantes no painel com as perguntas: – Qual o sentido da vida? E para onde vamos?, o executivo Francisco Hirota questionou. “É suportável ter gente passando fome enquanto se vai à lua a passeio?”

Os jovens já se posicionam com uma nova postura, comentou o debatedor Denis Correa, sócio da DMCard. Segundo ele, “a geração que está chegando quer trabalhar, descansar, trabalhar, descansar e não se matar no escritório”. No ponto de vista dele, o mais correto é valorizar pessoas e não deixar ninguém para trás.

Para saber mais detalhes desse e outros painéis da 55ª edição da Convenção ABRAS, confira a cobertura completa na edição da revista SuperHiper. E confira o evento vivo pelo endereço convenção.abras.com.br.

Compartilhe esta noticia!

Posts Relacionados