Temas atuais e mais que fundamentais para o setor foram debatidos durante o Smart Market

Durantes os dias de Smart Market foram debatidos os assuntos mais relevantes nas principais áreas do setor supermercadista; inovação, gestão e melhores práticas estavam entre elas

A primeira edição do Smart Market, evento promovido pela ABRAS que reuniu empresários e lideranças do setor supermercadista para analisar dados e discutir sobre os assuntos mais atuais e de extrema relevância para o varejo de alimentos, trouxe insights preciosos que contribuirão para o rumo das empresas que atuam no setor. “Quero parabenizar a ABRAS por termos a oportunidade de discutir mais questões operacionais e situações do dia a dia, e não só fazer essa discussão, mas também trazer quais os indicadores, quais os indicativos para cada área dentro do supermercado, seja ela comercial, operacional, pessoas, jurídico, financeiro, obras, enfim, isso tá dando essa oportunidade da gente discutir com os supermercadistas esses indicadores, inclusive também as boas práticas.”, destacou o vice-presidente Institucional da ABRAS, Marcio Milan.

A primeira parte da programação, que aconteceu no dia 28, contou com 18 painéis, que abordaram os mais diversificados temas de importância para o negócio do varejo de alimentos. “Cultura e Liderança” foi o painel que abriu o evento. Em seguida, teve a apresentação do programa Rama. O período da tarde contou com sessões como “Melhores Práticas e Referências de Mercado” e “Desafio da Área e Indicadores de Performance”. Ao entardecer, o painel “Estratégia e Modelo de Negócio” teve participações de nomes como o de José Koch, CEO do Grupo Koch, que fez questão de destacar que “planejamento estratégico é uma necessidade de toda empresa”. O último painel do dia, “Modelo de Organização e Gestão”, abordou questões como o aumento de mulheres em cargos de liderança e a importância do ser humano no centro da gestão. “As mulheres estão ocupados mais cargos de liderança que antes eram ocupados por homens, como o da logística. As mulheres são mais resilientes e temos resultados surpreendentes.”, disse Honório Pinheiro, sócio do Pinheiro Supermercado.

Após os painéis do primeiro, um dos momentos mais esperados: a premiação das 25 maiores empresas participantes, o Ranking. “Foi um dia maravilhoso, casa cheia, uma premiação [Ranking] que contou com 43% do PIB. Espero que vocês aproveitem o segundo dia do Smart Market e que nós possamos entregar o nosso máximo.”, destacou o presidente da ABRAS, João Galassi.

O segundo dia de evento (28) contou com uma programação bastante focada em indicadores de performance, melhores práticas e soluções para que o setor continue em expansão. Após a abertura feita pelo presidente João Galassi, houve o debate sobre ESG na arena principal do evento, com Sebastian Soares, sócio na KPMG, Chalim Savegnano, presidente executivo dos Supermercados Savegnano, Denis Correia, CEO da DMCard, João Augusto Lobato Rodrigues, do Supermercado Lider. “O ESG aumenta o valor das empresas e faz com que estas fiquem com maior resiliência no mercado.”, disse João Augusto Lobato Rodrigues. Na sequência, teve a apresentação dos números do Fórum de Prevenção de Perdas com Marcio Milan, vice-presidente Institucional da ABRAS, Gernaldo Gomes, Coordenador Comitê de Perdas do COOP, Ederson Fernandes, gerente de Prev. de Perdas do Giassi, Romualdo Teixeira, CEO do RTC Brasil. “Vamos encontrar soluções tecnológicas e chamar outros elos da cadeia de abastecimento para melhores resultados no que diz respeito às perdas”, disse o vice-presidente Institucial da ABRAS, Marcio Milan. O dia só estava começando quando outros painéis se iniciaram. Na comunidade Operações teve o painel “Soluções e Cases de Sucesso” no setor, com Jorge Possato Teixeira, CEO da Veilling Holambra e Dr. Alfredo Rodriguez, sócio e Diretor Técnico da BMS. Na comunidade de Marketing, Alex Terra, Diretor de Produtos e Inovações da Pricefy, falou sobre “Transformando a experiência na loja com a comunicação omni-mídia”. Na sequência deu-se continuidade ao Fórum de Prevenção de Perdas, mas, dessa vez, para o comunidade do Financeiro, e, depois, tiveram quatro sessões simultâneas. Elas foram: “Melhores Práticas e Referências do Mercado” (Operações), com Eduardo Gimenes, Diretor de Operações do Enxuto, Antonio Carlos Rodrigues, diretor administrativo financeiro da Andorinha Hiper Center, Ana Paula Maniero, Gerente de Desenvolvimento Setorial da GS1 Brasil, Marcos Passarella, CEO do Nextop; “Tributário Fiscal” (Jurídico), com Alexandre Buzato Fiorot, advogado e consultor Jurídico Tributário, ACAPS – Associação Capixaba de Supermercados, Dr. Mauricio Antônio Ungari da Costa, vice-presidente da ABRAS e diretor juridico do Cencosud, Dr. Paulo Gomes, diretor de Tributos Indiretos da BMS; “Melhores Práticas e Referências de Mercado” (Marketing), com Eandres Gomes Aguiar, Diretor de Marketing, Companhia Sulamericana de Distribuição, Viviane Rachel Aben Athar, gerente de Marketing da AMPM, Alexandre Pinheiro, diretor executivo do Supermercado Pinheiro, Eduardo Jaime Martins, CCO da MegaMidia e “Sessões e Casos de Sucesso” (Tecnologia), com Juliano Carmargo, CEO da Nextop, Nelson Barbosa, CEO do Supermercados Barbosa, e João Ricardo Cestari, Diretor de TI & Inovação do Enxuto.

Após o almoço a agenda seguiu com o Fórum de Prevenção de Perdas voltado para Operações, com Marcio Milan, Vice-presidente Institucional ABRAS, Ederson Fernandes, gerente de Prev. de Perdas do Giassi, Roseane Caminha, gerente de Prev. de Perdas do Supermercado Nordestão, Geonei Trevisan, gerente de Prev. de Perdas do Condor Supermercados. Enquanto isso, na comunidade Comercial acontecia a sessão “Metodologia Trade Master – Rentabilidade Máxima do Trade no Varejo”, com Eduardo Jaime Martins, CCO da MegaMidia. Já na comunidade Financeiro a plenária “Melhores Práticas e Referência de Mercado” se fazia acontecer com Emilio Nunes de Carvalho, diretor financeiro da Cencosud, Vladimir Fortes, diretor financeiro da Companhia Sulamericana de Distribuição e Alexandre Ribeiro, CEO da R-Dias.

No debate sobre o “Desafio da área, Indicadores de Performance, Melhores Práticas e Referências de Mercado” (Expansão), Marcos Pessanha,Diretor do Big Box, tocou num ponto fundamental: geração de emprego e renda. “Todo mundo está buscando isso, até mais que arrecadação. Então, a geração de emprego e renda para nós é o que vai abrir as portas, o nosso apelo principal, depois disso. Nós vamos entender um time de backoffice bastante alinhado, de engenheiros, arquitetos e até de advogados para que, primeiro, acatam e atendam ao que está em total dos órgãos de concessão e licença e das concessionárias.”. Questionado por Rodrigo Segurado, vice-presidente de Ativos Setoriais da ABRAS, sobre como as empresas têm conseguido para mitigar os atrasos de obtenção de infraestrutura de energia elétrica considerando que energia elétrica é o segundo custo da curva ABC de custo da operação, João Claudio Andrade Nunes, sócio da Redemix, disse: “No nosso caso é com antecipação de projeto. Planejando isso com bastante antecedência, a concessionária nos dá o prazo de até 180 dias para ligar, então a gente se planeja com bastante antecedência pra fazer o estudo de demanda e a solicitação.” Também participou dessa sessão Francisco Antonio de Souza Junior, Gestor de Expansão do Grupo Koch. Em paralelo, acontecia a sessão “Melhores Práticas e Referências de Mercado”, com Ana Luiza Guimarães Brasil, Diretora de RH do Grupo Zaragoza, Marilia Oliveira, vice-presidente de Gestão e Pessoas do Grupo Pereira, Liliane Adachi, Diretora de RH da Confiança, Alisson Pereira dos Santos, Gerente de RH do Grupo Koch, e Angelita Garcia, Supervisora de DHO, Grupo Assun. O Fórum de Prevenção de Perdas (Operações) acontecia na sequência, com Marcio Milan, vice-presidente Institucional ABRAS, Monica Reimberg, Subgerente Prev. de Perdas do Sonda, Sérgio Ricardo Prazeres, Gerente de PP e Compliance, Cidade Canção – CSD, e Paulo Barros, gerente de Prev. de Perdas do Supermercado Serra Azul. “Quando a gente fala de eficiência operacional não tem como não envolver as pessoas. As pessoas são a base de tudo, então o meu pedido aqui para finalizar é: trabalhem junto com as pessoas, tenham seus indicadores, trabalhem, mostrem esses indicadores para seus colaboradores, mostrem para a liderança, não ataquem somente onde tem o problema”, disse Monica Reimberg. Simultenamente aconteciam as sessões “Rentabilidade por Categoria” (Comercial), com Paulo Garcia, CEO da Infoprice, e “Melhores Práticas e Referências do Mercado”, com Nivaldo Reduzino, diretor de Finanças e Controladoria do Grupo Vanguarda, Evandro Furtado, diretor dos Supermercados Cavicchiolli, Maíra Goulart Honório, diretora administrativa financeiro e RH do Enxuto Supermercados e João Luiz Marçola, diretor de Finanças e Tecnologia da AMPM.

Após o coffee break, e já no final da programação, o tema Inovação foi discutido na arena principal entre os executivos Alberto Serrentino, fundador e consultor da Varese Retail, Charles Schweitzer, head de Inovação do Banco Carrefour, e José de Barral, presidente do Conselho de Administração do Lopes Supermercados. “Agenda de transformação digital quando se fala especificamente dela de dentro dos negócios de varejo frequentemente é confundida com uma agenda de aumento ou de entrada de vendas online e aumento de investimentos em tecnologia, nem uma coisa nem outra transforma o negócio. A transformação digital ela é essencialmente uma agenda cultural e organizacional pelo qual a empresa redefine a maneira como organiza pessoas, processos e usa a tecnologia para transformar a relação com o cliente.”, observou Alberto Serrentino. 

Para finalizar, a pauta Economia e Ecossistema, que não podia ficar de fora, foi discutida entre os nomes de peso para o setor German Quiroga, sócio-fundador da Solution Squad, Paulo Madureira, Sócio da Solution Squad Consultoria, Roberto Butragueno, diretor de Varejo Vertical e E-commerce, Nielsen Brasil, Rodrigo Segurado, vice-presidente de Ativos Setoriais da ABRAS. No debate, German Quiroga levantou fez um paralelo entre as gigantes do ecossistema de e-commerce e as microempresas: “Esses grandes players, que têm o ecossistema mais completo, têm a oportunidade de ter vários tipos de negócios que geram caixa, isso permite que eles possam em alguns braços de negócio, ir no limite e até perder um pouco de dinheiro. Então para quele player que é ‘mononegócio’, um supermercadista que realmente fica focado no seu negócio terá um grande desafio. Então é importante que ele pense, de alguma forma, como montar ou participar de um ecossistema que dê para ele capacidade de competir com esses players que têm essas outras ferramentas.”, concluiu.

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