Vacinado, cliente retoma rotina nas lojas

Estudo da GS aponta que o ritmo ainda é lento, por isso o varejo alimentar aproveita para turbinar os programas de fidelização

A pesquisa realizada pela GS Ciência do Consumo para o mês de agosto mostrou resultados para supermercados, hipermercados e cash & carry e, pelo segundo mês consecutivo, a frequência dos consumidores nesses canais vem crescendo, devido a reabertura do mercado e à disponibilidade das vacinas contra a COVID-19. Neste mês, o aumento foi de 0,42%, se comparado ao indicador no mesmo período do ano passado.

Ainda comparados dados atuais com os de agosto de 2020, observou se que as três categorias em conjunto – supermercados, hipermercados e cash & carry – registraram queda de 1,34% no faturamento. De acordo com o CEO da GS Consumo, Thiago Simonato, “o varejo supermercadista veio, de 2019 para 2020, com alta expressiva no faturamento, entre outros fatores, também por conta da indisponibilidade de outros estabelecimentos na pandemia. Porém, com a reabertura do mercado, os indicadores vêm se estabilizando”.

O Índice de Fidelização e Engajamento do Varejo (IFEV), criado pela GS, expressa o aumento das ações focadas em fidelizar clientes nos canais. Os supermercados aparecem com IFEV de 173,9%, o hipermercado registra 114,4% e o cash & carry 66,1%.

O ticket médio, por sua vez continua sendo o principal fator de crescimento do setor, atingindo a marca de 25,27%, em relação ao mês do ano passado, com uma leve alta de 1%. Destaca-se que no período, o ticket médio dos clientes fidelizados aumentou em 1,12% e o dos não fidelizados diminuiu 2,30%. Referente aos produtos no carrinho, houve a redução de 16 para 14, decorrente do aumento dos preços em itens básicos da cesta.

Considerando os canais separadamente, o faturamento dos supermercados apresentou alta de 3,39% sobre agosto de 2020, enquanto os do hipermercado e cash & carry decresceram em 1,79% e 8,53%, respectivamente, no mesmo período neste ano. O ticket médio continuou se apresentando positivamente, com o aumento de 4,37% em supermercado e 2,63% em hipermercados. No cash & carry, o indicador diminuiu em 4,24%. Em relação a frequência, houve aumento nos canais cash & carry e hipermercado e, em relação aos supermercados, o indicador mostrou estabilidade com a pequena variação de -0,15%.

Todas as categorias atingiram indicadores negativos da quantidade de tickets e quantidade de itens no carrinho, o que é decorrente do aumento substancial no preço médio dos produtos e o que impacta também no faturamento. O cash & carry, local de compras de maior volume, apresentou a maior queda, 11,50%, na quantidade de itens no carrinho.

Na pesquisa, a visão top dos 25 produtos presentes no carrinho dos shoppers aponta a variação de cada categoria no ranking de compras no varejo. Em alguns casos, as categorias se reposicionam na participação da compra de acordo com o aumento ou diminuição do preço.

Em comparação com agosto de 2020, no mesmo mês deste ano, os produtos básicos da cesta continuam apresentando aumento no preço médio, como ovos, açúcar refinado, óleo e açougue. E como houve pouca movimentação desses itens no ranking, o que é resultado do esforço do shopper de mantê-los na compra de abastecimento, observou-se a perda de posição de outros produtos na lista, como frios, refrigerantes e leite condensado.

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