Consumo em supermercados no pós-Covid ainda é incerto

Varejistas precisam entender como preferências pessoais e percepção de risco impactam cada cliente para encontrar novas formas de interagir com o público

Com a vacinação em andamento em todo o mundo, aumenta a expectativa de quando deixaremos a pandemia para trás. Na visão de Genevieve Aronson, VP de Global Thought Leadership da Nielsen IQ, porém, talvez a Covid-19 faça parte de nossas vidas para sempre. “Mesmo com o aumento da vacinação, o surgimento de novas variantes tem ampliado a percepção de que conviveremos por muito tempo com o vírus. Isso tem levado muitos países a rever suas políticas de saúde e os consumidores a mudar sua perspectiva”, analisa ela em artigo publicado na americana Supermarket News.

Sem regras tão rígidas de isolamento social quanto na primeira fase da pandemia, decisões individuais ganham importância no comportamento e nos padrões de consumo. “Em nossos estudos, temos identificados uma grande disparidade na forma como diferentes consumidores pretendem escolher produtos, trabalhar e fazer compras. Com isso, as empresas têm a oportunidade de entender como a percepção de risco e a visão sobre o vírus alteram o engajamento dos clientes com produtos, serviços e marcas”, afirma Genevieve.

Segundo a Nielsen IQ, hoje convivem pelo menos três mindsets diferentes, em todo o mundo, a respeito da Covid-19:

Confortáveis: são os que querem voltar à vida pré-Covid e desejam mais interação social. Frustrados com restrições permanentes, impõem menos barreiras a si mesmos no dia a dia.

Cautelosos: priorizam a flexibilidade de avaliar decisões do dia a dia e mudam seus níveis de restrição de acordo com a percepção de risco em cada momento. Sentem um conflito em como proceder em um ambiente em movimento constante e buscam formas criativas de equilibrar a segurança e uma vida com menos restrições.

Preocupados: continuam muito atentos aos impactos da pandemia sobre o dia a dia e, por isso, mantêm em vigor suas práticas de prevenção, proteção e isolamento. No futuro, continuarão a limitar suas possibilidades de exposição ao vírus, reduzindo interações sociais ao mínimo necessário.

Para Genevieve, uma dica importante para reconhecer diferentes perfis de clientes é analisar hábitos que se transformaram em rituais e que mostram quais comportamentos relacionados à pandemia passam a ser frequentes. A conclusão é clara: “precisamos estar muito atentos ao comportamento dos consumidores, para podermos entender exatamente como oferecer soluções para eles”, completa.

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