E-commerce: uma oportunidade para marcas próprias de supermercados

Mais de 50% dos supermercadistas americanos reforçam seus investimentos online nessa linha de produtos

Em meio à pandemia, o varejo supermercadista americano reforçou seus investimentos em marcas próprias e levou boa parte de seu mix para o e-commerce. Com os bons resultados, essa se tornou uma oportunidade interessante para as empresas do setor.

Segundo o estudo “Power of Private Brands”, divulgado neste mês, com a pandemia os supermercadistas levaram para o e-commerce 67% de seu sortimento de marcas próprias. As vendas desses itens saltaram 73% durante o ano passado, aproveitando a explosão do consumo online trazida pelo isolamento social.

Com isso, 14% das vendas de produtos de marca própria nos supermercados americanos aconteceram online, criando uma base importante para ainda mais crescimento no pós-pandemia. Não à toa, 61% das redes entrevistadas disseram considerar o e-commerce como uma grande oportunidade para as marcas próprias, sendo que esse percentual foi ainda maior nas redes que têm um sortimento maior de itens próprios em seus sites.

Outro dado importante do estudo é que mais da metade dos supermercadistas entrevistados estão ampliando seus investimentos na venda online de itens de marca própria, incluindo o uso de recursos como promoções por e-mail, catálogos digitais, estratégias mais agressivas de SEO (Search Engine Optimization), vitrines exclusivas e landing page para produtos e categorias específicas.

“Embora as marcas próprias tenham avançado, as marcas líderes ainda estão à frente, pois têm uma maior experiência com marketing digital e conseguem se engajar mais fortemente com os clientes”, alerta Doug Baker, vice-presidente de Relações com a Indústria do FMI, que desenvolveu o estudo. “Esse gap, porém, tende a ficar menor com o tempo, aumentando a competitividade no e-commerce de alimentos”, completa.

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