Mudanças na cúpula da JBS

Wesley Filho torna-se executivo chefe de operações, Xandó responde pelo Brasil e Nogueira é o novo presidente global das operações na América do Norte

A JBS anunciou nesta quinta-feira uma dança da cadeiras na cúpula, em mais um sinal da ascensão de Wesley Batista Filho e da preparação da companhia para fazer a listagem de ações nos EUA no ano que vem.

Depois de investir quase R$ 20 bilhões em aquisições desde 2020, um ritmo intenso que vai trazer o faturamento para US$ 65 bilhões, o CEO Gilberto Tomazoni decidiu redistribuir funções para não perder o que considera ser um diferencial da JBS – o foco minucioso no detalhe.

Aos 30 anos, Wesley Filho vai assumir como executivo-chefe de operações no Hemisfério Sul, passando a ser responsável também pelos ativos da JBS na Austrália – que até então ficavam sob o guarda-chuva da JBS USA -, o que inclui a nascente divisão de aquicultura e o plant based.

Ao mesmo tempo, o longevo CEO da JBS USA, André Nogueira, vai assumir uma função mais estratégica. Ele será par de Wesley Filho, assumindo a posição de executivo-chefe de operações, com foco no Hemisfério Norte – abaixo dele, ficam as operações americanas e, por tabela, também os ativos europeus controlados pela Pilgrim’s Pride (listada na Nasdaq, a PPC opera atualmente com governança independente, mas a JBS já propôs fechar o capital da companhia, um tema que cabe aos minoritários). Wesley Filho e Nogueira vão se reportar a Tomazoni.

“O André era quem tocava o dia-a-dia, batia o bumbo. Agora, ele vai poder focar mais em M&A e crescimento”, disse Tomazoni ao Pipeline. Nogueira teve um papel vital na reestruturação da Swift, comprada em 2007. Egresso do Banco do Brasil, ele foi CFO do JBS USA e também conduziu as operações na Austrália.

No Brasil, a promoção de Wesley Filho mexe na Seara, que vinha sendo comandada por ele há dois anos, período marcado por um agressivo plano de expansão fabril e contínuo ganho de market sobre a rival BRF.

A partir de janeiro, João Campos assume como CEO da Seara. Ele chegou à Seara em 2020, como diretor-executivo de alimentos preparados. Nos bastidores, poucos duvidavam que ele estava fadado ao comando da Seara. Antes da Seara, Campos chefiava a PepsiCo no Brasil. No lugar de Campos, a JBS trouxe um velho conhecido da família Batista. Alexandre Almeida, que comandou o laticínio Itambé quando ele pertencia à J&F, assume como diretor de alimentos preparados da Seara.

Outro velho conhecido também está voltando. Gilberto Xandó, que liderou a Vigor e é próximo dos Batista – ele é chairman do PicPay e membro do conselho da JBS -, ficará responsável pelos negócios da JBS no Brasil, respondendo a Wesley. Os chefes de Friboi e Seara, que perfazem 25% do faturamento da companhia, vão se reportar a Xandó.

Na América do Norte, a JBS também está mudando cadeiras. Nogueira passará o bastão de CEO nos EUA para Tim Schellpeper, que estava à frente do negócio americana de carne bovina, o mais ponsável pelos negócios da JBS no Brasil, respondendo a Wesley. Os chefes de Friboi e Seara, que perfazem 25% do faturamento da companhia, vão se reportar a Xandó.

Na América do Norte, a JBS também está mudando cadeiras. Nogueira passará o bastão de CEO nos EUA para Tim Schellpeper, que estava à frente do negócio americana de carne bovina, o mais importante para a companhia. Schellpeper já comandou as operações da Smithfield e veio para a JBS em 2017.

Fonte: Valor

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