Perecíveis se tornam diferencial estratégico de supermercados

Principais redes americanas ampliam investimentos na área de fresh food para gerar fidelização e aumentar vendas

A redução de 3% nas vendas de alimentos no varejo americano no final do ano passado, por causa da inflação, levou as principais redes do setor a repensar suas estratégias e, com isso, reforçar a oferta de hortifrutis. Vista como o principal potencial de diferenciação das marcas em um varejo cada vez mais competitivo, a categoria vem ganhando corpo e até mesmo fazendo parte da estratégia de atração de clientes em outros setores, como os pet shops.

Itens de fabricação regional são um ponto importante nessa tentativa das empresas em gerar diferenciação e atrair clientes – até mesmo para as operações online, o que gera o desafio adicional de fazer o consumidor confiar que alguém fará uma boa seleção de produtos para ele.

Em alguns casos, os resultados já estão aparecendo: a Albertsons, por exemplo, disse em sua conferência com analistas do primeiro trimestre que as vendas de itens frescos cresceram 2,8% acima da média da rede na comparação anual. Mas não basta apenas ter bons produtos: a empresa vem investindo na simplificação de processos e pelo planejamento automatizado dos estoques de perecíveis para ter produtos mais frescos na quantidade certa.

Na rede Kroger, as vendas de alimentos também ficaram acima da média no primeiro trimestre deste ano, com destaque para itens como queijos e sushi – apontando para a tendência de transformação dos supermercados em “centros de compras” de alimentos, competindo também com bares e restaurantes.

“Os consumidores querem ter em suas casas produtos com qualidade de restaurante para preparação em casa. Essa é uma oportunidade para termos melhores margens em perecíveis”, disse Rodney McMullin, CEO da varejista. “Estamos acelerando nossas iniciativas em perecíveis locais, sustentáveis e de alta qualidade para lojas selecionadas em todo o país”, completa.

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