Shopper muda perfil de compras nos atacarejos

Conheça os dados da GS Ciência do Consumo que revelam os impactos da inflação no dia a dia dos consumidores

A GS Ciência do Consumo divulga resultados do varejo referente ao mês de outubro e mais uma vez, aponta o aumento considerável de 7,51% da frequência em cash & carries, se comparado ao mesmo período do ano anterior.

No mês passado, o indicador de 11,62% já era positivo e esse movimento é traduzido por uma alteração da missão de compra deste canal, ou seja, pelo aumento da frequência de shoppers com compras de conveniência e emergência, ao invés de abastecimento, resultando em uma diminuição significativa de quantidade de itens no carrinho, por conta da alta inflação registrada do segundo semestre de 2021.

Na avaliação de produtos no carrinho dos shoppers (25 principais), os itens básicos apresentaram aumento do preço médio na comparação do biênio. Ainda influenciados pelo crescente aumento da taxa de inflação, refletindo na elevação do preço médio, na comparação com setembro, itens como Frios (Kg), Biscoitos Industrializados e Refrigerante de cola (2L), apresentaram aumento no preço médio, 4,47%, 1,57% e 2,48%, respectivamente. Assim como Frutas, Legumes e Verduras, Pão Francês (Kg), Detergente (500mL) e Leite Condensado (395g), apresentaram quedas no preço médio, em 1,30%, 2,31%, 3,56% e 1,43%, respectivamente.

Analisando supermercados, hipermercados e cash & carry e, considerando como referência outubro do ano passado, observou-se uma queda de 3,76% no faturamento nos três canais, acréscimo de 0,89% no faturamento de clientes fidelizados e queda de -11,54% para clientes não fidelizados.

A queda do faturamento é resultado da diminuição de itens por carrinho e aumento do preço médio dos produtos. Os clientes fidelizados apresentaram ticket médio positivo, já para os não fidelizados, esse indicador foi negativo. A frequência mantém-se em crescimento desde julho de 2021, indicando o retorno gradual dos shoppers às compras presenciais.

Considerando os canais separadamente, em outubro os três apresentaram queda no faturamento sobre o mesmo mês de 2020. O supermercado decresceu em de 0,03%, o hipermercado reduziu em 0,93% e o cash & carry apresentou a maior diminuição de 13,67%.

Em relação ao ticket médio, o supermercado cresceu 3,40%, o hipermercado, 6,34% e o cash carry mais uma vez obteve queda de 7,09%, apesar do melhor indicador de frequência impacta também no faturamento. O preço médio subiu no supermercado 12,4%, no hipermercado 9,1% e no cash & carry 8%.

Referente ao comparativo mensal – outubroXsetembro de 2021, os canais Super e Hiper tiveram aumento de faturamento de 6,39% e 7,16%, respectivamente, além de aumento no ticket médio e gasto médio. Itens no carrinho foi o único indicador que desempenhou negativamente nestes dois canais. Cash & Carry teve quedas em todos os indicadores nesse período.

Destaca-se, a continuidade do crescimento das vendas para o público acima de 60 anos e, em outubro deste ano. No supermercado o crescimento foi de 18,92%, no hipermercado 17,7% e no cash & carry, 17,5%, dados comparados ao mês anterior. Sendo assim, tanto o aumento da frequência quando o das compras para esse público acima aponta para a necessidade de constantes melhorias nos serviços e atendimentos presenciais. Foram analisadas 27 milhões de transações de vendas para essa edição.

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