Supermercados reforçam vocação de saúde e bem-estar

Ideia de “alimento como remédio” ganha força no varejo e é bem aceita por quase metade dos consumidores americanos

Nos Estados Unidos, as redes de supermercados estão indo além de sua missão tradicional de oferecer alimentos a preços competitivos. Cada vez mais, as empresas do setor estão assumindo a vocação de ajudar os consumidores a melhorar sua saúde e bem-estar.

De acordo com o relatório “The Food as Medicine Opportunity in Food Retail”, desenvolvido pelo FMI, 48% dos consumidores acreditam que seu supermercado preferido contribui para sua saúde, índice superior ao de nutricionistas (47%) e farmacêuticos (45%).

Segundo o relatório, a pandemia teve um efeito positivo sobre os hábitos alimentares dos americanos, já que eles perceberam a importância de uma alimentação mais saudável: 35% dos consumidores dizem estar se alimentando melhor do que antes de março de 2020. O mesmo percentual de entrevistados disse que sua visão sobre os alimentos mudou de forma permanente nos últimos dois anos.

Com isso, cresce o conceito de “alimento como remédio”. Nada melhor do que comer comida “de verdade” para estar mais saudável – isso é visto como positivo por 70% dos varejistas ouvidos no estudo.

Quase 80% dos americanos dizem estar comendo mais frutas e vegetais, enquanto 70% passaram a consumir grãos integrais, por exemplo. Quase 40% ativamente buscam produtos com baixo teor de açúcar, 33% com baixo sódio e 31%, itens com muitas fibras e sem adição de açúcar. Isso tem muita relação com o fato de que, atualmente, 48 milhões de residências americanas têm pelo menos um indivíduo com uma doença que vem sendo administrada por meio da dieta, como obesidade, problemas cardíacos ou diabetes.

Para o relatório do FMI, é possível aplicar o conceito de “alimento como remédio” nos supermercados de 5 maneiras diferentes (e complementares): programas de prescrição alimentar, programas de incentivo à alimentação saudável, nutrição personalizada, marketing ao longo da jornada de compras, e educação nutricional personalizada.

Segundo o estudo, os supermercados têm hoje a oportunidade de aumentar suas chances de sucesso ao combinar estrategicamente esses diversos modelos, dando suporte a iniciativas específicas e desenvolvendo indicadores para medir o sucesso das ações.

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