Vendas de alimentos crescem em canais alternativos

Varejo americano vê expansão de dollar stores, lojas de descontos e atacarejo como canais de distribuição de alimentos

Nos Estados Unidos, existem 26 mil supermercados tradicionais, 900 menos que há 10 anos, segundo um levantamento da revista Progressive Grocer. O crescimento das vendas de alimentos tem acontecido em outros modelos de negócios: na última década, o número de lojas de conveniência avançou 5%, o de supercenters 18%, o de supermercados de descontos 61% e os supermercados gourmet saltou 133%.

Com isso, modelos “alternativos” já são 2,5 vezes mais presentes que as lojas tradicionais: são 65 mil lojas em outros formatos, contra os 26 mil supermercados convencionais. Mais importante que o número de lojas é sua participação nas vendas do setor. Segundo o Food Marketing Institute (FMI), os formatos não tradicionais são o canal mais importante de compra de alimentos para 61% dos clientes, contra 19% há 20 anos.

Assim como acontece no Brasil, vários fatores explicam o crescimento de outros formatos de venda de alimentos. Varejistas focados em preço baixo, como os clubes de atacado (Sam’s Club, Costco), ganham espaço ao lado dos varejistas de descontos (Aldi, Lidl) e das dollar stores (Dollar General, Family Dollar). Este último formato, por sinal, responde por 45% das 3.597 lojas abertas por grandes redes em todo o varejo americano, segundo dados da Coresight Research, e conseguem chegar a regiões de menor demanda, pois operam lojas pequenas e de baixo custo.

Na ponta do preço baixo, a competição deverá se tornar cada vez maior. Somente a rede Dollar General pretende ampliar a venda de alimentos frescos para 10 mil pontos de venda nos próximos anos, contra os atuais 1.300 PDVs. Já a Aldi, com mais de 2.000 lojas no varejo americano, pretende inaugurar outras 100 unidades até o fim do ano.

Como se não bastasse, 78% dos americanos aumentaram o uso de soluções omnichannel, como o “clique e retire”, em suas compras de supermercados durante a pandemia. Quase 70% dos consumidores pretendem continuar usando o e-commerce nas compras de alimentos em um volume igual ou superior ao atual. Com isso, a capacidade de oferecer pedidos online para retirada na loja, ou envio para a casa do cliente, será, em pouco tempo, essencial para todo supermercadista americano.

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