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Aurora amplia sua força no mercado avícola

Companhia efetiva aquisição e, já nesta semana, ampliará em 20% o seu processamento industrial de aves

Após concluir a aquisição da estrutura de produção de aves do Grupo Agrodanieli, sediado no município sul-rio-grandense de Tapejara, a Aurora Alimentos, com o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), assumiu, efetivamente, as operações industriais nesta segunda-feira (17). E já na próxima sexta-feira, dia 21, iniciará o abate avícola para o processamento de produtos da marca Aurora.

A Aurora Alimentos abate cerca de um milhão de cabeças de aves por dia. Com a aquisição, aumentará, de imediato, em 20% o processamento industrial de aves.

Entraram no negócio quatro unidades produtivas instaladas no município de Tapejara: o frigorífico de aves localizado na comunidade de São Domingos, com capacidade para abate de 155 mil aves por dia; o frigorífico de aves situado em São Silvestre, com capacidade de abate de 50 mil aves por dia; a fábrica de subprodutos e a fábrica de rações com capacidade estática de produção para 70 toneladas por hora.

Também foi adquirido um incubatório de aves localizado no município vizinho de Ibiaçá (RS), com capacidade aproximada de 1,7 milhão de ovos/semana, assim como uma estrutura de armazenagem de grãos com capacidade de 110.000 toneladas.

A Aurora prepara um plano de investimentos nas unidades incorporadas para execução em médio prazo. A unidade de aves de São Silvestre terá seu abate ampliado para 155 mil aves por dia, igualando-se em capacidade à planta de São Domingos. Todas as unidades passarão por melhorias com o objetivo de ampliar a produção e diversificar o mix de produtos à base de carne de frango que as plantas podem gerar.

O presidente da companhia, Neivor Canton, assinalou que as melhorias fazem parte do programa de investimentos para modernização das indústrias, aperfeiçoamento de processos e melhoria contínua das condições de produção e trabalho.

Outro avanço previsto é a qualificação da planta localizada em São Silvestre para hospedar o SIF (Serviço de Inspeção Federal) e receber habilitação para o mercado externo. No momento ela opera com o SISBI (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal). A outra unidade avícola já tem SIF.

Apesar de a proteína de ave não estar com demanda tão alta no mercado internacional como as de bovino e suíno, as vendas estão crescendo. As exportações de frango do Brasil tiveram alta de 4,92% no período de janeiro a abril frente aos mesmos meses do ano passado, segundo apuração da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). No mercado interno, as vendas do produto tiveram alta de 5% no ano passado e alcançaram consumo per capita de 45 quilos, contra 42 no ano anterior.

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