Cadeia de abastecimento elege desafios que serão enfrentados de forma conjunta

Inédito no Brasil, fórum promovido pela ABRAS formou coalizão multisetorial, que trabalhará para avançar em importantes demandas sociais, econômicas e corporativas

A primeira edição do Fórum da Cadeia Nacional de Abastecimento ABRAS – ESG cumpriu com o seu objetivo: reuniu autoridades, lideranças setoriais e especialistas, em torno da agenda de governança social, ambiental e corporativa, e formatou uma robusta coalizão multisetorial que se uniu para eleger e enfrentar grandes e antigos desafios – veja a seguir. O conceito e a essência deste inédito evento ficaram claramente expressos logo em sua abertura, durante o discurso do presidente da ABRAS, João Galassi.

“Pela natural interdependência dos elos da cadeia nacional de abastecimento, por meio desta iniciativa, criamos um ambiente de alto nível, para que de forma colaborativa, organizada e inovadora possamos envolver todos os atores da cadeia na criação de maior impacto econômico, social e ambiental, a partir de altos níveis de governança. Foi por esta razão, que elegemos como tema central da primeira edição do fórum a agenda ESG”, esclareceu o presidente da entidade. “Estamos muito felizes em reunir expoentes de altíssimo nível, seja da área governamental, econômica e financeira, de mercados de capitais, de governança e especialistas em impacto social e ambiental para nos ajudar a compreender melhor os desafios e, juntos, elegermos os desafios mais nobres e caros ao desempenho e desenvolvimento da cadeia nacional de abastecimento. Confesso que ficamos encantados com o acolhimento que recebemos das principais lideranças setoriais que representam essa longa cadeia quando sugerimos a criação deste fórum.”

Na ocasião, Galassi também destacou a força e a dimensão do setor supermercadista, bem como a mobilização do autosserviço para atender, plenamente, às novas demandas e comportamentos de consumo. “O setor supermercadista nacional, que registrou em nosso Ranking ABRAS R$ 554 bilhões em receita e que representa 7,5% do PIB, se orgulha de, mesmo em um ano tão desafiador, manter uma geração de empregos diretos e indiretos para mais de 3 milhões de trabalhadores, atender diariamente 28 milhões de consumidores nas nossas 91 mil lojas em todo o país e representar a ponta da cadeia produtiva e de serviços prestados à sociedade e a população brasileira. Estamos nos organizando para reposicionar e requalificar a nossa atividade, estimulados pelo novo contexto competitivo, pautado pela transformação digital e pelos novos hábitos de consumo dos brasileiros, influenciada pela crise sanitária que a covid-19 nos impôs.”

Na sequência, dezenas de notáveis nomes compartilharam suas visões e propostas para o fortalecimento das práticas de ESG no País – veja cobertura completa na edição de julho da Revista SuperHiper – e, ao final, lideranças de importantes cadeias produtivas e de elos que integram a cadeia de abastecimento definiram cinco grandes desafios para centrarem esforços conjuntos nos próximos meses, com vistas a obterem progressos nestas pautas. São elas:

1 – Redução de custos

2- Fomentar o consumo consciente

3 – Reduzir o desperdício de alimentos

4 – Lutar contra a fome

5 – Ampliar o nível de conhecimento dos profissionais das cadeias em torno dos pilares da sustentabilidade.

Todas essas pautas estão alinhadas com os objetivos de desenvolvimento sustável da ONU.

Veja, a seguir, como ficou a organização dos setores em torno de cada uma dessas pautas.

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