Cinco tendências em alimentos e bebidas que foram aceleradas pela pandemia

Da digitalização das compras ao ESG, passando por novos padrões de consumo, veja o que mais se transformou nos últimos quinze meses

Com a sensação de que o pior da pandemia já passou, e que de alguma forma o consumo voltará a padrões mais previsíveis, os supermercados começam a analisar o que foi acelerado, transformado ou derrubado pela Covid-19. Uma análise feita pela empresa americana de consultoria Hartman Group indica 5 aspectos que não serão mais os mesmos nos supermercados de todo o mundo:

A digitalização das vendas de supermercados

Mesmo sendo considerado como varejo essencial, os supermercados foram impactados pela pandemia. A presença do varejo online, que era tímida, foi impulsionada pelo comportamento digital dos consumidores. A busca por opções vistas como mais seguras levou os clientes para o e-commerce: segundo o relatório Food Sourcing in America, 56% dos americanos compraram itens de supermercado online durante o segundo trimestre de 2020, 27% compraram mais alimentos pela internet do que antes da pandemia e 14% passaram a fazer suas compras de supermercados online ou por aplicativos.

Uma nova relação com a comida

Uma das consequências iniciais da pandemia foi a redescoberta da cozinha como um lugar de diversão e relaxamento. Logo no início da crise, dispararam as buscas por receitas na internet e os pedidos de alimentos para preparação em casa. Entretanto, o estudo Eating Occasions 2020 mostra que, com o prolongamento da pandemia, cozinhar em casa deixou de ser tão divertido e se tornou, cada vez mais, uma tarefa. Por isso, os níveis de preparação de refeições começaram a diminuir, com os restaurantes retomando seu papel no consumo – mas agora, com refeições para entrega, e não mais nos salões.

Pequenas distrações diárias

Em meio à pandemia, o consumo de snacks disparou. No mercado americano, o estudo Snacking: Emerging, Evolving and Disrupted indica que 35% dos consumidores consumiram mais petiscos do que no pré-crise. Para 40% dos entrevistados, o momento de “beliscar” um alimento representa uma pausa nas agitações do cotidiano. Resta saber o quanto esses momentos de indulgência diária permanecerão com a volta das pessoas aos escritórios e a normalização da vida.

Crescem alimentos e bebidas funcionais

A pandemia trouxe uma preocupação adicional com a saúde, o que levou as pessoas a refletir sobre seus hábitos de consumo. Como consequência, aumentou o consumo de frutas e verduras, bem como de alimentos funcionais. Nos EUA, segundo o estudo Functional Food & Beverage and Suplements, 55% dos americanos passaram a consumir alimentos e bebidas para tratar ou prevenir uma condição de saúde específica ou para melhorar seu estado físico em geral.

Aumento da preocupação com justiça social, igualdade e comunidade

A pandemia mostrou mais claramente as desigualdades econômicas e sociais, levando a uma reflexão sobre o que cada um pode fazer para melhorar a situação do próximo. Questões relacionadas à diversidade e à igualdade de condições de trabalho também cresceram e geraram ações de apoio às comunidades. Para as empresas, esse movimento cria o desafio de participar das ações de forma genuína, sem dar a entender que se trata de uma ação oportunista. É cada vez mais difícil para uma empresa se manter neutra em relação a questões socioambientais.

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