Eficiência operacional indica a evolução das empresas durante Smart Market

O mapa com informações da nova pesquisa com a performance do setor revela que existem muitas oportunidades para as empresas alcançarem cada vez mais eficácia nos resultados  

*Roberto Leite

Para debater o resultado de eficiência operacional do setor no ano de 2021, de 98,13%, e fazer uma leitura do mapa de oportunidades apresentado pela Pesquisa de Eficiência Operacional, durante o Fórum de Eficiência Operacional no Smart Market, o vice-presidente Administrativo e Institucional da ABRAS, Marcio Milan, colocou em pauta alguns pontos do mapa de alavancas e oportunidades para serem exploradas pelo ex-coordenador do Comitê de Perdas e Desperdícios da ABRAS, Gernaldo Gomes, também coordenador de Riscos, Compliance e Prevenção de Perdas da Coop; Romualdo Teixeira, CEO da RTC Brasil, empresa de consultoria para o varejo, e para o vice-presidente de Ativos Setoriais da ABRAS, Rodrigo Segurado.

“Estamos falando de um setor altamente eficiente e queremos destacar as alavancas para melhorar essa eficiência, vamos olhar todo esse universo de informações. Quando a gente olha a linha das alavancas, no mapa das oportunidades, fica muito claro que na quebra operacional temos as maiores oportunidades para conseguir melhorar a eficiência”, ponderou Milan.

Gomes foi instado pelo vice-presidente da ABRAS a analisar alguns dados da pesquisa, avaliando o mapa de oportunidades. Em primeiro lugar, o ex-coordenador do Comitê de Perdas da ABRAS, Gernaldo Gomes, pontuou que a nova configuração da pesquisa é uma mudança grande de cultura, uma das principais mudanças dos últimos anos. “Agora paramos de olhar o copo meio vazio para olharmos com muito foco para a eficiência do nosso negócio, óbvio que sempre há oportunidade de melhoria”, afirmou.

Em sua opinião, o resultado de 98,13% de eficiência operacional, mostra o quanto as empresas evoluíram ao longo dos anos e o quanto que existe ainda de oportunidades. E para olhar essas oportunidades, destacou Gomes, foi feito um desdobramento com as principais alavancas e onde é preciso atuar com maior foco, com os três pilares já conhecidos: pessoas, processos e tecnologia, além de outro pilar importante, que é inovação, sugeriu Gomes.

“Com essa árvore de informações, de alavancas, que foi muito bem-criada, a gente vê exatamente onde está a oportunidade. Dentro da quebra operacional, temos 44% de prazo de validade, e aí tem bastante oportunidade mesmo. Isso faz com que a gente consiga, de uma forma muito estratégica, entrar em várias áreas da cadeia de valor, desde o cadastro, comercial, logística, e a própria operação de loja, onde as coisas acontecem, identificar quais as principais causas.”

Gomes identificou um outro ponto extremamente importante de mudança de conceito. Se antes era falado em perdas não identificadas, agora se fala em desvio operacional, e com isso é possível procurar onde está ocorrendo esse desvio, quais as oportunidades, inclusive de medição do negócio. “A gente sabe que o que não se mede não é possível gerenciar, se não consegue medir, não consegue chegar nas causas-raízes. Com essa nova abordagem dessa pesquisa, a ABRAS está nos dando um grande norte pra gente atuar exatamente nas causas.”

Romualdo Teixeira, da RTC Brasil, analisando a Pesquisa de Eficiência Operacional, acrescentou que o mapa com todas as informações apresentadas não é um mapa final. “Estamos incluindo determinados indicadores importantes para fazer parte dessa eficiência, dessa busca de ganho. Dentro desse contexto, hoje estamos apresentando um mapa que não é final, ele vai crescer com a inclusão de vários outros indicadores. E isso vamos construir juntos com todo do setor, desenvolvendo esse mapa. O que a gente precisa agora é monetizar, criar de fato indicadores que sejam sustentáveis e que façam de fato sentido nosso negócio.”

Dentro da quebra operacional, Teixeira pontuou que há uma grande oportunidade, que é de conhecimento que essas oportunidades giram em torno de perecíveis, e que em não perecíveis existem grandes situações também. “E quando se fala em eficiência operacional a gente começa a incluir determinados indicadores que fazem com que a prevenção trate e consiga negociar com diversas áreas, como comercial, logística, operações, mas tratando na mesma página, compreendendo que é preciso ter diálogo entre as áreas, olhar com foco o indicador, só com informação a gente não consegue navegar nessas áreas de forma efetiva”, analisou o CEO da RTC. Ele considerou que o propósito da criação da área de eficiência operacional está fundamentada e baseada exatamente dentro desse contexto.

Completado a análise de Romualdo Teixeira, o vice-presidente de Ativos Setoriais da ABRAS, Rodrigo Segurado, disse que o mapa vai crescer, incorporando questões de eficiência que hoje não são consideradas justamente porque estávamos tratando no espectro de perdas, mas quando ampliamos o espectro para eficiência operacional da empresa, outras questões podem compor esse mapa, onde as alavancas ficam claras. Precisamos identificar quais são as alavancas que produzem muito ganho de eficiência pra que a gente dedique força e energia e tempo nelas. Por isso eu diria que o grande passo que estamos dando para o setor é celebrar a alta eficiência e a consciência dessa eficiência.

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