Ruptura nos supermercados segue em alta em junho

Conheça as categorias mais afetadas no monitoramento da Neogrid

Na análise, aplicada entre a base de clientes varejistas da Neogrid, a ruptura manteve um patamar de alta de 11,11%. Em maio, o índice ficou em 11,14%. No retrospecto do comportamento do índice, um período de alta contínua ocorre entre setembro de 2020 e janeiro deste ano, quando foi registrado o maior patamar (12,49%). Os meses seguintes são de oscilação: queda em fevereiro (11,45%) e março (10,68%) e elevação em abril (11,03%) e maio (11,14%).

No ranking elaborado pela empresa, o leite registrou alta de 4,17 pontos percentuais (17,36% em maio para 21,53% em junho), registrando taxa elevada. O resultado indica estabilidade nas categorias de bebidas à base de soja (24,07% contra 23,68%) e ovos (16,98% ante 17,03%).

“As pessoas criaram novos hábitos de consumo. Buscam produtos mais baratos em detrimento de marcas caras, o que lhes permite comprar em quantidade maior quando encontram boas promoções. Em contrapartida, o desafio do varejo é ajustar a demanda aos efeitos econômicos atuais, com equilíbrio entre o estoque e o volume de vendas”, explica Robson Munhoz, CCSO (Chief Customer Success Officer) da Neogrid.

Outras categorias com rupturas acentuadas incluem a granola, com expressivo avanço de 7,84% em maio para 14,91% em junho; a margarina, que passou de 12,08% para 13,10%; a farinha de arroz, 10,76% contra 12,58% e o álcool, cujo índice aumentou de 9,37% em maio para 12,45% no mês seguinte.

“A ruptura permanece em alta devido ao cuidado do varejo no controle do capital de giro. Muitas vezes, o varejista deixa de comprar linhas de produtos completas, como por exemplo, ter na prateleira somente o sabor de geleia mais vendido ao invés de todas as opções de sabores. Isso também se aplica a muitas categorias que apresentam fragrâncias e tamanhos variados no portfólio. Esse fenômeno é chamado de “ruptura por mix””, diz Munhoz.

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