Mart Minas quer crescer 50% em número de lojas até 2025

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Filipe Martins, 38, está no Mart Minas – empresa focada no segmento de atacado autosserviço -, desde a fundação, em 2001. Agora, o diretor comercial e marketing e sócio da rede mineira tem a meta de chegar em 2025 com 75 lojas em Minas Gerais.

Com 48 lojas, e fechando o ano com 50 lojas, o Mart Minas vai priorizar qual tipo de expansão para os próximos anos: o atacarejo ou as lojas convencionais de supermercado?
Somos uma empresa focada no segmento atacado autosserviço, mais conhecido hoje como “atacarejo”, e vamos continuar atuando nesse mesmo segmento para os próximos quatro anos. Nascemos assim, e é um modelo em que a gente acredita muito, principalmente em momentos de bolso apertado. Estamos vivendo essa crise financeira desde 2014, e todos buscam a opção mais barata. O modelo de atacarejo oferece vantagens, custo operacional baixo e economia tanto para clientes de pequeno comércio (padaria, restaurante, lanchonete, hotéis e minimercados) quanto para o consumidor final.


Qual é o plano plurianual da rede mineira para os próximos cinco anos, de chegar a quantas unidades?
Tínhamos como objetivo 40 lojas até 2020, depois firmamos outro compromisso, de 50 lojas até o final de 2021, e agora estamos com uma nova meta de chegar em 2025 com 75 lojas em Minas.


Haverá uma concentração maior de inaugurações nas regiões em que o Mart Minas já atua, ou agora é priorizar a capilaridade em outras regiões do Estado?
Hoje já estamos presentes em todas as regiões do Estado. O que estamos fazendo daqui pra frente é inaugurar lojas em cidades que ainda não tinham Mart Minas, como aconteceu neste ano nos municípios de Nova Lima, Monte Carmelo, Janaúba, Campo Belo, Bom Despacho, e também estamos fortalecendo nossa presença em cidades onde já existiam lojas Mart Minas, que foi o caso de Divinópolis e Juiz de Fora, que receberam a segunda loja. No ano que vem vamos abrir mais lojas em Montes Claros, Uberlândia (quinta unidade). Ano que vem será nossa estreia em Belo Horizonte. A partir de 2023, vamos abrir mais lojas na capital mineira.


Nova sede do Mart Minas em Belo Horizonte faz parte do plano de expansão?
Sim. A parte administrativa cresceu muito, e o novo espaço melhora a integração entre as áreas. Vai dar para dobrarmos de tamanho.


O Mart Minas fez 20 anos, você esperava esse crescimento tão veloz?
Não planejamos, as coisas foram acontecendo, e isso tem a ver com trabalho, a equipe, e o modelo cresceu muito de lá pra cá. E contribuiu o trabalho de ter ido para o interior primeiro.


Na geração de empregos, quantos colaboradores fazem parte atualmente do quadro e Quantos empregos devem ser gerados nos próximos anos com a expansão?
Vamos fechar o ano de 2021 com aproximadamente 8.300 colaboradores e vamos gerar em 2022 um número próximo de mais 1.500 novos empregos.


Qual é o faturamento previsto da rede Mart Minas neste ano em cifras e como se dará esse crescimento nos próximos anos?
Para 2022 estamos projetando inaugurar mais dez novas lojas e crescer aproximadamente 20% em relação a 2021.


Qual é o diferencial das lojas do Mart Minas em relação aos concorrentes?
A Mart Minas trabalha com lojas amplas, com aproximadamente 6.000 metros quadrados de área de vendas, um mix de produtos de 10 mil itens, estacionamento amplo e boa parte coberto e com preços extremamente competitivos, atendendo o consumidor final e o pequeno comerciante.


O Mart Minas ficou em 11º lugar no ranking nacional da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) 2021, com faturamento bruto registrado de R$ 4,59 bilhões em 2020. Existe alguma meta para chegar ao pódio das cinco primeiras redes do país, já que nenhuma rede mineira alcançou essa marca?
Nunca tivemos como objetivo subir de posição no ranking Abras. Sempre ficamos felizes quando melhoramos nossa posição, mas ter uma melhor performance no ranking sempre foi uma consequência, e não uma meta. Estar entre os maiores varejistas de alimentos do Brasil, pra nós, é motivo de muito orgulho. Hoje em Minas Gerais a Mart Minas configura-se como a maior empresa de atacado e varejo do Estado.


A ação de filantropia vai continuar no Mart Minas, ajudando hospitais?
A Mart Minas tem um trabalho social muito abrangente, apoiamos mais de 50 instituições em Minas Gerais, também hospitais, clubes formadores de atletas etc. Apoiamos alguns projetos com recursos próprios, fazemos alguns por meio das leis de incentivo e temos um projeto chamado Troco Solidário, em que o cliente, quando quiser, pode doar o seu troco ou parte dele, e nós o repassamos para uma instituição na cidade onde o cliente fez a doação.


Nas cidades onde o Mart Minas atua, espera-se fazer também esse tipo de parceria com hospitais regionais e interiorizar a campanha?
Em todas as cidades em que temos lojas, existe um trabalho social. Sempre adotamos uma instituição, aportamos recursos em alguns projetos e fazemos a ação do Troco Solidário. Nem sempre são hospitais. Apoiamos também projetos que cuidam de idosos, jovens, crianças com necessidades especiais, enfim, é um trabalho muito bonito.


Nas áreas cultural e esportiva, quais são os projetos que o Mart Minas está apoiando?
Em Belo Horizonte, apoiamos os projetos do Mackenzie, Olympico e Ginástico. São clubes formadores de atletas, eles trabalham com jovens que buscam um futuro no esporte. Também apoiamos muitos projetos culturais, voltados para a gastronomia, música etc.


Passa pelos planos do Mart Minas patrocinar algum time de futebol em Minas Gerais ou em outros Estados?
Já patrocinamos alguns times no interior de Minas Gerais: o Guarani, em Divinópolis; a Caldense, em Poços de Caldas; e o Aymorés, em Ubá. Por enquanto, não temos a intenção de fazer parcerias com times que são de fora do Estado de Minas Gerais.


A venda por metro quadrado do Mart Minas só cresce?
Sim, por dois motivos: porque o consumidor final passou a comprar mais no ambiente do atacarejo e porque novos clientes passaram a frequentar o ambiente de loja, e as compras coletivas ficaram mais comuns para comprar um volume maior. É que, quando se compra a caixa fechada ou o fardo, o preço fica ainda mais baixo. E mais: o atacarejo está mais acessível a essas pessoas.

Fonte: Coluna Minas S/A – O Tempo

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