Nos EUA, supermercados tradicionais ficaram para trás no online

Ecossistemas como Amazon e Walmart lideram preferência dos consumidores, muito à frente de plataformas especializadas

No mercado americano, as vendas online de alimentos deverão superar US$ 100 bilhões neste ano, de acordo com projeções da eMarketer. Para as redes tradicionais de supermercados, porém, essa não é uma boa notícia, já que 60% dos clientes que fizeram compras online de alimentos em junho usaram Amazon ou Walmart. Plataformas focadas em alimentos, como Instacart e Kroger, foram usados por entre 10% e 20% dos consumidores, enquanto outros players especializados, como a Fresh Direct, tiveram menos de 5% de utilização.

Esse é um mercado em que há concorrentes de diversos formatos e modelos, do Google à Costco. Com a formação de ecossistemas de negócios e a preferência dos americanos por soluções do tipo “Amazon Prime”, que oferecem serviços e frete grátis por uma taxa fixa anual, as redes tradicionais do setor encontram mais dificuldade em ganhar tração e conquistar uma maior participação.

O cenário guarda semelhanças com o que acontece no Brasil, uma vez que, por aqui, diversos modelos de negócios convivem. Grandes marketplaces têm aberto canais próprios de venda, em voo solo ou em parceria com redes varejistas, enquanto supermercadistas investem em canais próprios e startups são criadas para aproveitar oportunidades e fazer a conexão entre varejistas e consumidores finais.

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