Número de consumidores de cerveja cresce em relação ao pré-pandemia

 Número de consumidores de cerveja cresce em relação ao pré-pandemia

Dados da Kantar mostram que o consumo de bebida fora do lar já atingiu 3 milhões de pessoas a mais em comparação à 2020

O mercado de cerveja mostra sinais de forte recuperação, com o consumo fora do lar aquecido.

Segundo dados do novo relatório Consumer Insights da Kantar, líder global em dados, insights e consultoria, o 1o semestre deste ano registrou um crescimento de 23,8% de unidades da bebida vendidas em relação ao mesmo período de 2021, ficando apenas 2,9% abaixo do mesmo intervalo de 2020. 

O valor com as vendas de cerveja no semestre ficou 28% maior do que em 2021 e 4,8% maior do que em 2020, o que pode ser explicado pelo aumento do preço da bebida no intervalo, 7,8% a mais desde 2020.

O Brasil apresenta hoje 2.3 milhões a mais de consumidores de cerveja fora do lar do que no 2º trimestre de 2021, e 3.1 milhões a mais do que no mesmo período de 2020, período pré-pandemia.

A frequência de consumo fora do lar no 1o trimestre deste ano cresceu expressivos 78% em relação a 2021, quando ainda vivíamos o isolamento social, e está 14% abaixo do período pré-pandemia. Fatores como preços altos e segurança para socializar ainda impactam o consumo fora do lar, mas a tendência é de recuperação. O estudo LinkQ Covid-19 da Kantar, feito em março deste ano, mostrou que 61% dos brasileiros declaram sair apenas para atividades essenciais.  

O relatório trimestral Consumer Insights da Kantar contempla 3.200 consumidores nas principais regiões e classes sociais do país. A amostra representa 47 milhões de pessoas no Brasil. 

Redes varejistas trabalham com 220 rótulos em seis estilos

A tendência também é acompanhada no Bretas. No primeiro trimestre deste ano as vendas da bebida foram superiores em Goiás em 43,5% em comparação ao mesmo período do ano passado. Em Minas Gerais, o crescimento entre janeira a março de 2022 se comparado ao mesmo período do ano passado foi de 14,8%.

Hoje se tem uma vasta opção de categorias e marcas, que podem ser encontradas tantos nos bares como nos supermercados. E para atender ao consumidor, que está cada vez mais exigente em relação à qualidade da bebida, o Bretas conta com uma vasta linha, indo desde as tradicionais até as artesanais. A rede possui um mix com mais de 220 rótulos.

Lúpulo em fazendas urbanas verticais

A fabricante de cervejas Ambev vai produzir lúpulo, um dos principais ingredientes da bebida, em plena cidade de São Paulo. O experimento, anunciado hoje – quando se comemora o Dia Internacional da Cerveja -, será conduzido em uma fazenda vertical da 100% Livre, startup com experiência em agricultura em ambientes controlados.

Em vez das prateleiras comumente utilizadas em fazendas verticais de hortaliças, o plano inclui a construção de andares de cinco metros de altura. Assim, a cultura poderá se desenvolver como se estivesse no campo.

Uma das vantagens do plantio em ambiente fechado, argumenta a Ambev, é que ele independe das condições naturais de luz, temperatura e chuva. Assim, a produção pode ocorrer durante o ano todo.

Consumo pelo mundo

Em termos de consumo per capita, a média no Brasil em 2020 é de 62,6 litros, ante 59,9 litros por cada brasileiro em 2019.  A República Tcheca é o país em que mais se toma cerveja no mundo. A média de consumo anual é de 143 litros por habitante. A Áustria segue em segundo lugar com a média anual por pessoa é de 108 litros.

Em terceiro está a Alemanha, com média anual de 107 litros por pessoa. Já na quarta posição a Irlanda. O consumo dos irlandeses é de 94 litros por ano. Os poloneses também gostam de tomar uma boa cerveja. Como resultado estão na quinta posição do ranking do Bath-hass Group. O consumo médio anual do país é de 89 litros por habitante.

Desempenho das grandes cervejeiras

Criado em 2007 em Santa Cruz, na Califórnia, o Dia Internacional da Cerveja é comemorado sempre na primeira sexta-feira de agosto. A bebida, que é paixão nacional, está presente em diferentes ocasiões, inclusive para aqueles que procuram as marcas de cerveja como fonte de investimento.

Rodrigo Lima, analista de investimentos e editor de conteúdo da Stake, plataforma que conecta pessoas de diferentes países a oportunidades de investimentos, comenta que o ano não tem sido muito bom para as grandes companhias do setor. “A AB-InBev (BUD), maior companhia cervejeira do mundo, cai -11,54% no ano, enquanto seu principal concorrente, a Heineken (HEINY), cai -13,58%. A grande exceção é do grupo Molson Coors (TAP), dono da tradicional cerveja americana Miller e que sobe +18,61% impulsionado principalmente pela revisão do seu guidance para 2022 no início do ano para cima”, revelou.

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