Operação brasileira se destaca no resultado global da Unilever

No Brasil, a Unilever viu crescimento de dois dígitos nas vendas recorrentes no primeiro semestre

No primeiro semestre, o balanço global da multinacional aponta queda no lucro líquido e executivos classificaram o momento como desafiador

A britânica Unilever anunciou nesta quinta-feira que teve lucro líquido de 3,397 bilhões de euros nos primeiros seis meses de 2021, uma queda de 4,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Já suas receitas tiveram leve alta de 0,3%, a 25,791 bilhões de euros, com a empresa destacando um crescimento de 5,4% nas vendas recorrentes.

Em comentário, a empresa diz que o ambiente de negócios viu uma melhora, mas continua desafiador. “As restrições da pandemia permanecem ao redor do mundo, impactando as dinâmicas de mercado, mix de vendas e hábitos do consumidor”, diz o comunicado da Unilever.

Produtos de beleza e cuidado pessoais responderam pela maior parte das receitas da Unilever no semestre, 10,4 bilhões de euros, seguido de alimentos e bebidas, 10,2 bilhões de euros, e produtos para casa, 5,2 bilhões de euros.

O mercado da China continua seu retorno à normalidade, diz a empresa, mas ainda está abaixo dos níveis pré-pandemia. Já Europa e América do Norte tiveram retração, por conta da forte comparação com os primeiros seis meses do ano, enquanto América Latina cresce mesmo com condições macroeconômicas desfavoráveis.

No Brasil, a Unilever diz que viu crescimento de dois dígitos nas vendas recorrentes, se aproveitando da alta dos preços, com inflação e desvalorização do real. A empresa destaca que os custos caíram no país.

“Estamos confiantes que vamos entregar uma alta nas vendas recorrentes em 2021 dentro da nossa meta de 3% a 5%, apesar de comparativos mais fortes no segundo semestre”, diz Alan Jope, diretor presidente da Unilever. A empresa diz que a inflação é um fator para ficar de olho, o que pode afetar suas margens.

Na Bolsa de Londres, as ações da Unilever recuam 5,47% após o resultado. Em comentário, o Citi diz que o crescimento nas vendas recorrentes não diz muita coisa uma vez que o impacto da inflação pode gerar uma forte redução em marketing e descontos para preservar suas margens. Já o Deutsche Bank disse que os resultados do primeiro semestre foram fracos, mas o que está pressionando as ações são as projeções também desapontadoras para o restante do ano.

Fonte: Por Felipe Laurence, Valor

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