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quinta-feira, maio 21, 2026
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ABRASEventos

Varejo e indústria: uma relação em evolução

De Redação SuperHiper 21 de setembro de 2023
Escrito por Redação SuperHiper

A relação dos supermercados com seus fornecedores vem evoluindo muito, mas existem muitas oportunidades de desenvolvimento 

Por Renato Müller 

Um dos assuntos mais espinhosos na história do varejo é o relacionamento com a indústria. Nem sempre harmonioso, às vezes difícil, mas sempre necessário para que o consumidor final seja bem atendido. Afinal, sem produtos não há varejo – e sem varejo o produto não chega ao cliente. 

Um painel no segundo dia da ABRAS’23, que acontece nesta semana em Campinas (SP), abordou as mudanças nas relações dos supermercados com a indústria e a formação de ecossistemas de negócios. Uma transformação que é temperada com um ingrediente importante: a complexidade do mercado brasileiro. “O consumidor brasileiro quer ESG, bem-estar e saúde, ao mesmo tempo em que busca preço baixo e quer ser atendido em diversos canais. É desafiador, tanto pelos custos quanto pela complexidade para fazer acontecer”, analisa Rodrigo Cambiaghi, sócio-diretor de consultoria da EY para a América Latina. 

Mas esse é um desafio que precisa ser encarado. “Temas como saúde e sustentabilidade se tornaram inegociáveis, e varejo e indústria precisam trabalhar para trazer esses elementos para os produtos, a um custo acessível”, afirma Fernando Rosa, presidente da Kraft Heinz no Brasil. “Como indústria, nosso papel é puxar essa agenda, fazer esses investimentos e levar ao consumidor o que ele espera. Para fazer isso sem repassar para o preço, temos que ser mais eficientes e buscar a colaboração do varejo”, acrescenta. 

A colaboração varejo / indústria para reduzir custos e ganhar eficiência passa, necessariamente, pelo melhor uso dos dados dos negócios. “Compartilhar dados é essencial. A indústria não consegue melhorar a oferta, ter melhores produtos, se o varejista não abrir seus dados e mostrar o que está sendo demandado pelo cliente”, afirma José Koch, presidente do Grupo Koch. “Essa é uma mudança de cultura e de posicionamento que precisa ser acelerada”, reforça. 

Para Koch, a mudança de cultura vem a reboque de uma ampliação importante do relacionamento com os fornecedores. “Tradicionalmente essa relação era focada no comercial, mas hoje precisa ser muito mais ampla, envolvendo logística, marketing, visual merchandising, planejamento e gestão. O varejo precisa capacitar seus times para poder conversar com a indústria em pé de igualdade”, diz o supermercadista. 

Tecnologia e muito mais 

Para Wlamir dos Anjos, Vice-Presidente Comercial e Logística do Assaí, a transformação da relação entre varejo e indústria envolve tecnologia, mas vai muito além. “Tecnologia, sozinha, não resolve. O Brasil não é para amadores: só quem tem um conhecimento muito grande das características locais dos clientes consegue ter sucesso por aqui. Por isso a parceria do varejo com os fornecedores é essencial”, explica. 

O executivo conta que, na última década, o relacionamento da indústria com o atacarejo evoluiu muito. “Sempre ficávamos para trás na conversa com a indústria, mas hoje é diferente, pois está claro que o consumidor consome em múltiplos canais e os fornecedores precisam desenvolver políticas específicas para cada formato de varejo. Se não fizerem isso, vão perder competitividade e ficar para trás”, acredita. Ao mesmo tempo, a indústria tem uma grande capilaridade e, com frequência, entende muito bem os desafios da regionalização. Com isso, consegue ajudar o varejo em sua expansão e na definição do mix ideal em cada ponto de venda. “Quando colaboramos, temos melhores resultados”, diz Anjos. 

Para Fernando Rosa, da Kraft Heinz, hoje varejo e indústria entendem muito melhor o valor da informação e, assim, têm deixado para trás os tempos de uma relação conflituosa. “Tanto o varejo quanto a indústria saem ganhando quando têm dados em tempo real e conseguem reagir rapidamente ao que acontece no PDV”, afirma. A empresa tem trabalhado em diversas plataformas para utilizar melhor os dados e aumentar sua eficiência operacional (e, em consequência, a eficiência dos parceiros varejistas). “Em um app para nossa área comercial, estamos desenvolvendo um sistema que prevê a ruptura com base nas informações de venda. O sistema orienta nosso time de campo, com detalhamento por loja e sugestão de sortimento ideal por PDV”, exemplifica. 

Assim, a empresa vai além do Gerenciamento por Categorias praticado no passado, que não funciona em um país com a complexidade do Brasil. “Precisamos ser muito mais granulares, atendendo cada loja de forma específica. É um passo muito importante, que também contribui para a evolução do varejo”, diz Rosa. 

Ter a tecnologia é ótimo, mas insuficiente. “Comprar o software é o mais fácil: a grande dificuldade é ter a equipe para implementar e, principalmente, utilizar bem a tecnologia”, comenta João Koch. Para o executivo, o grande desafio é fazer com que vendas e inovação caminhem juntos. “A tecnologia nos dá uma resposta mais rápida para tudo o que estamos fazendo. Mas o futuro do varejo não está na compra, e sim no custo operacional: o diferencial está em ter a estrutura mais eficiente possível para obter vantagem competitiva”, avalia. 

Além disso, é preciso tomar cuidado com a qualidade dos dados que são coletados. O custo de sistemas e hardware é cada vez menor, o que facilita a coleta e análise de informações – mas informação demais pode se transformar em ruído. “Do mesmo jeito como água demais mata a planta, quem tem muitos dados mas não sabe usar acaba se perdendo. E para saber usar é preciso preparar a cultura do negócio e as pessoas, o que leva tempo. Por isso, esse é um processo, uma evolução, que precisa ter em mente o consumidor e o que é importante para ele”, finaliza Wlamir dos Anjos, do Assaí. 

21 de setembro de 2023 0 Comentários
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ABRASEventos

Diferenciação é uma questão de escolha

De Redação SuperHiper 21 de setembro de 2023
Escrito por Redação SuperHiper

Líder global de varejo da McKinsey mostra que definir uma proposta de valor consistente é essencial para diferenciar seu supermercado da concorrência

Por Renato Müller 

O Brasil é um dos países com varejo supermercadista menos consolidado do mundo. Segundo dados do Ranking Abras, as mil maiores redes do país respondem por 70% do faturamento total do setor – no Chile, as top 3 supermercadistas somam essa participação de mercado. Em um ambiente tão fragmentado, encontrar um diferencial relevante em relação à concorrência pode fazer toda a diferença entre o sucesso e ficar pelo caminho. 

Para Steven Begley, líder global de varejo da consultoria McKinsey, em mercados menos consolidados, como o brasileiro, é ainda mais importante ter uma proposta de valor muito consistente. “O Brasil é um mercado muito dinâmico, em que a digitalização avançou bastante, existe uma grande preocupação dos clientes em manter seu poder de compra e a experiência de compra tem uma importância enorme. Quem consegue atender às necessidades e desejos dos clientes salta à frente dos concorrentes”, explica. 

Segundo o executivo, palestrante internacional da ABRAS’23, que acontece nesta semana em Campinas (SP), globalmente 5 grandes temas estão dominando o cenário do varejo de alimentos: a recuperação do otimismo, o aumento do consumo alavancado pela indulgência, o aumento do interesse por atributos saudáveis, uma pressão contínua sobre a rentabilidade e a expansão do omnichannel. “Neste ambiente não é fácil ser vencedor, mas é ainda mais difícil permanecer vencendo. É preciso acompanhar o comportamento dos clientes e ter uma proposta de valor muito sólida, que traga diferenciação”, analisa Begley. 

Na avaliação do consultor, a pior estratégia é tentar ser tudo para todos. “Quem tenta ser tudo acaba sendo genérico e não se diferencia. Empresas que fazem escolhas e definem um ou dois atributos-chave em que são excelentes tendem a ter um melhor desempenho, pois conseguem ter um posicionamento claro para o consumidor”, explica. Para Begley, os supermercados precisam focar em um ou dois destes atributos: 

  • Valor: está ligado à percepção de preços baixos, o que não necessariamente significa ter sempre ofertas matadoras. “Valor está mais ligado à ideia de que o consumidor encontra o melhor produto por preços justos, o que pode ser impulsionado tanto pelo desenvolvimento de marcas próprias como por promoções em categorias relevantes e preços sempre competitivos em produtos essenciais”, analisa Begley. 
  • Sortimento: o supermercado precisa funcionar como um curador de produtos, ajudando o consumidor a ganhar tempo em suas escolhas. “O sortimento também comunica posicionamento, seja pelo tipo de produto, seja pela exclusividade no fornecimento. Por isso, é um fator estratégico de diferenciação”, diz o executivo. 
  • Experiência: a personalização do relacionamento com os consumidores e a criação de um ambiente que traz bem-estar para o público amplia o engajamento. “A questão é que experiência significa uma coisa diferente para cada cliente. Só quem conhece o consumidor e analisa seus dados consegue entender o que faz diferença para o seu público”, alerta Begley. 
  • Serviços: oferecer serviços extras aumenta o share of wallet do supermercado e tem um impacto positivo sobre os resultados do negócio. De clínicas odontológicas a serviços financeiros, passando por restaurantes, lavanderias e óticas, existem inúmeras possibilidades. “A oferta de serviços agrega valor, traz diferenciação e transforma os ativos do varejista. Especialmente em um setor de margens tão apertadas como os supermercados, é um caminho de grande potencial – desde que tenha afinidade com o que o consumidor entende como importante”, recomenda. 
  • Conveniência: economizar tempo é uma demanda importante dos clientes – e uma oportunidade para os supermercados. “As empresas que simplificam o dia dos consumidores e oferecem agilidade têm um diferencial importante”, analisa Begley. A conveniência pode ser traduzida no dia a dia do supermercado em acessibilidade (facilidade de entrar e sair da loja, um layout prático para a loja e boa alocação dos produtos no PDV), pagamentos (velocidade, variedade de opções e simplicidade de uso) e omnichannel (incluindo a integração aos programas de fidelidade). 

Mas antes, conheça o cliente 

Ter uma proposta de valor sólida, baseada em um ou dois atributos, é essencial, mas decidir que caminho tomar depende daquilo que é importante para o consumidor. “O supermercado precisa definir sua proposta de valor com base no que é importante para seus clientes e em suas necessidades não atendidas. É o foco no consumidor que define o campo de jogo e a maneira como o negócio pode se diferenciar dos concorrentes”, explica Begley. 

Segundo o executivo, um erro comum é definir o foco da proposta de valor sem levar em conta o que é mais relevante para o consumidor. “Faça pesquisas de mercado, entenda a atuação do seu negócio hoje, reconheça as demandas ainda não atendidas e, a partir daí, tome as decisões estratégicas”, recomenda. 

Nesse processo, vale um alerta: garanta que as lojas físicas e a operação digital tenham a mesma proposta de valor. “É preciso ser consistente. A proposta de valor tem que ser a mesma, ainda que ela se apresente de formas diferentes nos diversos canais. O sortimento, por exemplo, pode trazer produtos diferentes no site e na loja física, mas eles precisam atender aos mesmos objetivos estratégicos e ter o mesmo posicionamento”, exemplifica. 

Além disso, é preciso estar atento às pessoas. “O varejo é um negócio de pessoas. Por isso, capacite sua equipe para entregar para o consumidor a proposta de valor. Invista no treinamento do seu time, pois as pessoas fazem toda a diferença para conquistar os clientes”, completa Begley. 

 

21 de setembro de 2023 0 Comentários
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ABRASESG

ABRAS’23 food retail future lança materiais inéditos para supermercadistas

De Redação SuperHiper 20 de setembro de 2023
Escrito por Redação SuperHiper

Guia ESG, Relatório Smart Market 2023 e Prêmio Advantage são destaques do segundo dia do evento

ABRAS’23 food retail future terminou na última terça-feira (19 de setembro), e foi um momento de muita transformação e novidades para o setor do varejo alimentar brasileiro. O segundo dia do evento destacou-se especialmente pelo lançamento de dois materiais: o Relatório Smart Market 2023 e o Guia ESG. O encerramento também foi marcado pela divulgação dos ganhadores do Prêmio Advantage 2023 e pela nova aliança estratégica entre a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) e a NIQ.  Além disso, a data contou com painéis que contribuíram com a evolução do setor supermercadista.

Nos painéis dedicados à associação, o ABRAS em Ação, a Vice-presidente de Serviços aos Associados, Thais Anselmo, informou sobre a nova parceria entre a ABRAS e a NIQ, iniciativa que contribuirá com o relacionamento entre os supermercados e a indústria, criando uma linguagem comum para os setores e expansão do ramo. A VP também aproveitou o momento e lançou o Relatório e Dashbord Smart Market 2023, documentos que contêm todas as informações de performance para auxiliar os líderes a tomarem decisões estratégias nas empresas.

Ainda, Rodrigo Segurado, Vice-presidente executivo, fez o lançamento inédito do Guia ESG e também da nova pesquisa para mapear os indicadores de ESG do mercado alimentício, ambos realizados junto com a KPMG. Esse material é resultado de uma extensa pesquisa feita sobre o nível de engajamento do setor sobre o assunto, e traça dez objetivos para orientar os supermercadistas na melhoria constante de seus indicadores.

Além disso, no dia 19 várias palestras trouxeram insights valiosos para o público:

  • Renan Herveilha, Diretor de Business Unity de Consumo da Viveo, empresa que possui a marca Cremer, apresentou o mix de produtos da marca que fortalece o institucional da Cremer.
  • André Ferreira, CEO e Fundador do Grupo Luminae Energia, mostrou como a eficiência energética pode ajudar o negócio.
  • Roberto Butragueño, Diretor de Varejo da Nielsen Brasil, trouxe a importância de entender os hábitos e atitudes dos consumidores.
  • João Alberto Giaccomassi, Diretor do Segmento de Supermercados da TOTVS, faz o lançamento de dois novos produtos da empresa que utiliza Inteligência Artificial.
  • Rafael de Oliveira Brito, CEO da Strategicos Group,  contou como fazer fluxo de caixa através de incentivos fiscais.
  • Steven Begley, líder global da McKinsey, compartilhou ideias sobre a remodelação da proposta de valor nesse segmento.
  • Ricardo Sabatine, Diretor Nacional de Vendas da Heineken,  falou sobre os desafios na construção de diferenciação de marcas.
  • Thiago Alves, Arquiteto de Soluções da Microsoft, representou a Lattine Group e palestrou sobre a transformação digital no varejo.
  • Luis Molina, VP de Trade da Danone e Vendas, e Bruno Lourenção, Diretor de Vendas do canal alimentar da Danone, discutiram sobre “Grandes parcerias, grandes resultados”.
  • O CEO da DM Denis Correa, apresentou o painel “Toda história merece um crédito”.
  • Parceria entre indústria e varejo, debatem desafios da logística, tecnologia, inovação e satisfação do consumidor. Rodrigo Cambiaghi, Sócio Diretor de Consultoria EY LATAM; Fernando Rosa, Presidente da The Kraft Heinz Company no Brasil; José Evaldo Koch, Presidente do Grupo Koch; Wlamir dos Anjos, VP Comercial & Logistica Assaí Atacadista, participaram do debate.
  • Leandro Casella, CEO da Exato Digital falou, falou sobre a simplificação de processos através do background check.
  • Fabricio Scalioni, Diretor de Produtos da IT Works, discorreu sobre o usa da Inteligência Artificial no varejo alimentar do Brasil.
  • Cristiane Amaral, o Presidente da Mondelez, Liel Miranda, o CEO do GPA Marcelo Pimentel, o CEO do Tenda Atacado, Marcos Samaha, o diretor geral da NIQ Brasil, Alfredo Costa, e a diretora comercial da Advantage Group, Rosana Carvalho, palestraram sobre a evolução do JBP para o JVC.

Seguindo, a ABRAS’23 encerrou com a divulgação dos ganhadores do Prêmio Advantage 2023, que avalia os maiores destaques da indústria e do varejo alimentar. Mas, contou com um momento único, com o protagonismo do João Galassi, Presidente da ABRAS, que direcionou um prêmio também para o atacarejo, a Tenda Atacado. Os ganhadores da premiação desse ano foram:  rede Savegnago e a Coca-Cola, no Top 1 Varejo e Industria; GPA e Supermercados Imperatriz, na Maior Evolução no Varejo; Heineken e Ypê, na Maior Evolução na Industria e Nestlé (alimentação), Coca-Cola (Bebidas), Colgate (Higiene e Beleza) e Johnson (Limpeza Caseira),  no Top 1 Indústria por Segmento. Galassi também chamou ao palco os representantes do Tenda Atacado, que se destacam na colaboração no segmento atacarejo.

Foram mais de 80 patrocinadores que estiveram presentes nos dois dias de evento, em Campinas (SP). E, para celebrar a ocasião, a ABRAS’23 reuniu todo o público em uma festa de despedida, que contou com muita música, bebida, comida e diversão.

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ABRASEventos

Prêmio Advantage reconhece os melhores em colaboração da indústria e do varejo

De Redação SuperHiper 20 de setembro de 2023
Escrito por Redação SuperHiper

Premiação homenageia as empresas com maior destaque no ano na agenda colaborativa. Ainda, em ato inédito, João Galassi, Presidente da ABRAS, premia o atacarejo

Para encerrar a ABRAS’23 food retail future nesta terça-feira (19), os ganhadores do Prêmio Advantage 2023 foram divulgados. A premiação analisa os melhores do ano na indústria e no varejo alimentar. Mas, esse ano, teve uma surpresa, João Galassi, Presidente da ABRAS, também premiou uma rede do atacarejo.

A Advantage, em parceria com a ABRAS, avalia as empresas que mais se destacaram no mercado na agenda colaborativa, do setor supermercadista e da indústria. Aqueles que conquistaram maior pontuação, variando de 1 a 5 estrelas, são as marcas ganhadoras. Alguns dos critérios analisados são: estratégia do negócio, equipe, trade marketing, entre outros.

Celso Furtado, Vice-presidente de Vendas e Marketing da ABRAS reforçou que a Advantage faz uma análise completa sobre o setor e que serve de guia para o varejo. “É uma honra fazer a entrega da premiação Advantage, que tem construído um trabalho para o setor. Sempre destacando a colaboração entre a indústria e o varejo no principio da atuação”, afirmou.

Este ano, no Top 1 Varejo e Industria foram agraciados a rede Savegnago, pelo quarto ano consecutivo, e a Coca-Cola. Na premiação de Maior Evolução no Varejo houve empate técnico entre GPA e Supermercados Imperatriz, e na Maior Evolução na Industria também ocorreu empate entre Heineken e Ypê. Por fim, no Top 1 Indústria por Segmento, os vencedores foram: Nestlé (alimentação), Coca-Cola (Bebidas), Colgate (Higiene e Beleza) e Johnson (Limpeza Caseira).

Ainda, este ano a ocasião contou com um momento inédito, quando João Galassi direcionou um prêmio para o atacarejo. “A ABRAS é a entidade que representa o varejo alimentar brasileiro, ou seja, nós representamos todos os modelos, canais e negócios do setor. Aqui é o palco de todos que abastecem os lares brasileiros”, explicou. Dessa forma, o Presidente da ABRAS reconheceu o grupo que mais se destacou no ramo, o Tenda Atacado.

 

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ABRASEconomia

Do retrovisor para o GPS

De Redação SuperHiper 20 de setembro de 2023
Escrito por Redação SuperHiper

Evolução da relação varejo/indústria para a criação conjunta de valor exige mudança de posicionamento, uso de tecnologia, novos indicadores e parcerias efetivas

Por Renato Müller 

O planejamento comercial do varejo costuma ser feito a partir do retrovisor, olhando os dados do passado e a partir dali projetando o futuro. Para ter sucesso em um mundo cada vez mais instável e que se move em alta velocidade, porém, é preciso mudar: a nova atitude é como a de um GPS, entendendo onde está o cliente hoje para construir o futuro. 

“Em alguns varejistas, 80% das vendas são para clientes que já estão no CRM. Já nós, da indústria, temos visibilidade de 90% do sell out dos nossos clientes varejistas, e com isso conseguimos construir um modelo de distribuição muito mais efetivo. Esse é um poder enorme para fazer ativações de maneira muito mais eficiente e gerar valor para todo o ecossistema”, afirma Liel Miranda, presidente da Mondelez Brasil, durante o painel final da ABRAS’23, em Campinas (SP). 

Para o executivo, para que varejo e indústria se desenvolvam de forma mais eficiente, é preciso atuar em parceria. “Mas não se trata de resolver problemas do passado, e sim de criar oportunidades para o futuro. Focar no passado não gera valor e não cria crescimento”, afirma Miranda. Para o executivo, a solução é olhar o que o shopper está buscando e trabalhar para entregar o que ele procura. “Só o foco no cliente gera resultado”, reforça. 

Olhar para a frente está no DNA do Grupo Pão de Açúcar. A rede supermercadista vem passando por uma profunda transformação nos últimos anos, desmembrando a operação de atacarejo (Assaí), saindo do setor de hipermercados e focando nos mercados premium e de proximidade. “O GPA de hoje não é o GPA de 2 ou 3 anos atrás. Olhar a base histórica não nos ajuda a construir o futuro”, afirma Marcelo Pimentel, CEO da empresa. “Precisamos engajar o cliente, mas só com o apoio da indústria conseguimos fazer isso de forma efetiva”, diz. 

Segundo o executivo, ser uma empresa diferente da que era no passado ajudou o GPA a entender ainda melhor a importância de criar relacionamentos sólidos com os fornecedores. “As duas partes precisam sair ganhando. Só assim se cria um relacionamento de confiança, para desenvolvermos investimentos de longo prazo”, comenta. 

Um foco da empresa tem sido a redução da ruptura nas lojas, que era uma das grandes reclamações dos consumidores. Uma questão complicada de resolver em um setor de margens apertadas em um momento de alto custo de capital. “Para resolver, precisamos atuar em parceria com a indústria, revendo a estratégia logística e o uso de dados. Ter um estoque mais saudável melhora nosso planejamento e dá mais visibilidade para as ações dos fornecedores. Ao final, todo mundo sai ganhando: o varejo, o fornecedor e o cliente”, analisa Pimentel. 

No Tenda Atacado, a visão de crescimento foi definida há 5 anos, com base em três pilares estratégicos: foco no cliente, engajamento dos colaboradores e relacionamento com os fornecedores. “Avançamos da criação de planos de negócio em conjunto (JBP) para a criação conjunta de valor (JVC), inicialmente com 32 fornecedores que representavam 50% do nosso volume de vendas, e aos poucos ampliando”, afirma Marcos Samaha, CEO da empresa. “Com eles, estabelecemos um planejamento olhando para o futuro, construindo juntos um caminho de crescimento com foco no que o cliente nos demandava”, explica. 

Alicerces para a criação de valor 

Para que essa jornada tenha sucesso, porém, é preciso contar com uma série de requisitos: confiança entre varejo e indústria, troca regular de informações, dados confiáveis, metodologia, disciplina e um diagnóstico claro do que é preciso fazer para melhorar. Tudo isso desenvolvido de forma consistente. “A consistência é essencial para gerar valor para o cliente, para o fornecedor e para nós”, comenta Samaha. 

Para Liel Miranda, da Mondelez, tudo começa em garantir o abastecimento correto. “Trabalhando com o varejo, reduzimos o estoque dos clientes pela metade e, ao mesmo tempo, a ruptura caiu de 10% para 3%. Isso mostra o potencial de ganhos com uma estrutura de dados consistente e o compartilhamento de informações”, analisa. 

A partir daí, passa a ser possível explorar outras oportunidades. Um exemplo é o melhor aproveitamento do checkout das lojas: em parceria com P&G e GPA, a Mondelez redesenhou essa área das lojas, aumentando as vendas em 20%. “É uma venda incremental que gera ganhos evidentes para o varejo e melhora muito a experiência do cliente no PDV”, conta Miranda. 

Nem todas as ações têm como foco o aumento de vendas. O projeto Mãos na Massa, de treinamento de padeiros em comunidades carentes, e o uso de caminhões elétricos na logística são exemplos de como varejistas e indústrias têm atuado em conjunto para gerar ganhos em aspectos não necessariamente financeiros dos negócios. “Nossa atuação vai além do financeiro, e por isso temos muito a fazer”, comenta Pimentel. 

Já no Tenda Atacado, uma iniciativa em parceria com a Cargill implementou pontos de coleta de óleo de cozinha usado nas lojas da rede. “O consumidor recebe um bônus que pode usar em suas compras, a Cargill coleta e recicla o óleo e nós temos um ponto a mais de relacionamento com os consumidores. Todo mundo sai ganhando”, diz Samaha. Outro exemplo é uma ação em que 50 empresas, entre varejistas e indústrias, estão unidas para aumentar o número de lideranças negras, por meio de programas de capacitação e treinamento. “Essa iniciativa surgiu de um processo de relacionamento entre empresas que se conheciam e confiavam umas nas outras”, explica o executivo. 

Esses e vários outros exemplos, seja em aspectos comerciais, financeiros ou ligados a ESG, mostram que a criação de valor entre indústria e varejo pode assumir várias formas. “O mais importante é que exista a construção de confiança entre as partes, e isso só vem com o relacionamento e com o passar do tempo. Por isso, é um processo de longo prazo, que depende de fazer escolhas e tomar decisões”, comenta Rosana Carvalho, diretora comercial do Advantage Group. 

Para Alfredo Costa, diretor geral da NIQ Brasil, o sucesso só ocorre quando existem objetivos em comum. “Cada vez mais, o varejo e a indústria podem falar a mesma língua, usando KPIs e dados em comum para quebrar os silos internos e as barreiras culturais entre os negócios. Só assim é possível gerar valor em conjunto, com foco no que é melhor para os clientes”, completa. 

 

20 de setembro de 2023 0 Comentários
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ABRASESG

ABRAS’23 lança Guia ESG e pesquisa inédita do setor supermercadista

De Redação SuperHiper 20 de setembro de 2023
Escrito por Redação SuperHiper

Segundo e último dia do evento também é marcado por debates com executivos nacionais e internacionais sobre geração de valor para consumidores e relação do varejo com indústria

A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) lançou nesta terça-feira, 19, em parceria com a KPMG o primeiro Guia ESG para o setor e uma nova pesquisa para mapear mais indicadores ESG, durante o segundo dia do ABRAS’23 food retail future. A iniciativa fez parte do último dia do evento, que proporcionou debates e exposições sobre o cenário do varejo alimentar brasileiro, tendências de mercado para o setor e como aprimorar a relação do varejo com a indústria.

O guia foi anunciado pelo 1º vice-presidente da ABRAS e responsável por coordenar o trabalho de criação do guia por meio do Comitê ABRAS KPMG, Paulo Pompílio. “Seguir todos os indicadores ESG pode parecer extremamente desafiador, mas o importante é começar. Inicie com um indicador, dois e assim ganhe escala”, afirmou. Também presente no painel, o vice-presidente executivo da ABRAS, Rodrigo Segurado, destacou que o guia é inédito e servirá de referência para o setor em todo o mundo.

Da esquerda para direita: Fernando Gamboa, KPMG, Rodrigo Segurado (ABRAS), Paulo Ferezin (KPMG), Marcio Milan (ABRAS) e Paulo Pompílio (ABRAS)

Desenvolvido em parceria com a KPMG, o Guia é fruto de uma extensa pesquisa feita sobre o nível de engajamento do setor com as ações envolvendo a temática ESG e traça dez objetivos para orientar os supermercadistas na melhoria constante de seus indicadores.

Cenário e desafios do setor.

O último dia da ABRAS’23 food retail future foi marcado ainda pelos debates e exposições de alto nível de representantes das maiores consultorias do mundo e alguns dos principais CEOs do setor supermercadista brasileiro que debateram o contexto atual do varejo, os desafios para conquistar o consumidor cada vez mais exigente e disperso em diferentes canais de compras e como aprimorar a relação do varejo com a indústria.

O diretor de varejo da Nielsen no Brasil, Roberto Butragueño apresentou dados inéditos de uma recente pesquisa feita pela empresa com 3,1 mil consumidores de todo o país entre junho e julho deste ano. “Quase metade dos consumidores tem comprado em uma loja nova nos últimos 6 meses, sendo a proximidade o principal driver junto com o boca a boca”, afirmou o executivo. Segundo o estudo, a proximidade da loja é considerada importante para 40% dos entrevistados na hora de escolher seu mercado, seguida pelas menções boa a boca, citada por 25% dos entrevistados.

Outro ponto de destaque citado por Butragueño foi o fato de os varejos regionais ainda resistirem mesmo com o crescimento acelerado dos atacarejos que somente nos últimos seis anos abriram 996 lojas. “O varejo brasileiro é resiliente e o varejo regional brasileiro é muito resiliente, mesmo em um momento que o atacarejo tem uma força e um crescimento muito específico”, afirmou.

O sócio da consultoria Mc Kinsey e referência global na área de varejo, Steven Begley, por sua vez, apresentou um painel com as cinco dimensões-chave para uma empresa definir sua proposta de valor para o cliente : Valor, Sortimento, Experiência, Serviços de Valor Agregado e Conveniência. O executivo também trouxe vários cases internacionais para mostrar aos presentes algumas das tendências que vem sendo adotadas por varejistas em países desenvolvidos para se manterem relevantes para os consumidores e reforçou a importância de as empresas terem bem definida sua proposta de valor independente do canal a ser utilizado para chegar ao consumidor.

“Pelo que você quer ser conhecido? Não existe resposta certa ou errada, mas sim uma escolha sobre como você quer atuar e ao qu quer ser associado”, afirmou.

Nos debates finais, representantes da indústria e de redes varejistas debateram a importância de se manter uma boa relação entre os segmentos e como aprimorar a interface de forma a garantir a satisfação dos consumidores finais. “A indústria está buscando eficiência e inovação para oferecer produtos melhores sem repassar o custo para o consumidor. O relacionamento com o varejo é fundamental para essa transformação”, afirmou o presidente da Kraft Heinz no Brasil, Fernando Rosa.

“O relacionamento entre varejo e indústria precisa ser baseado na confiança e na transparência. O varejo precisa acompanhar a evolução do consumidor e da indústria”, destacou o vice-presidente comercial do Assaí, Wlamir Lemos.

O CEO do Grupo Pão de Açucar, Marcelo Pimentel ressaltou ainda a bem-sucedida estratégia de agir em sintonia com a indústria e o consumidor. “Parte do sucesso que temos conseguido administrar tem sido por essa relação de ganha-ganha, na qual, ao manter um estoque mais saudável, conseguimos dar previsibilidade. A indústria consegue se planejar, consegue reduzir os atritos dessa relação em termos de como o recebimento é feito”, explicou. “Ao final de tudo o cliente ganhando, todo mundo ganha”, concluiu o executivo.

No encerramento do evento foi feita ainda a entrega do Prêmio ABRAS Advantage de Colaboração, resultado da tradicional pesquisa realizada pela Advantage Group sobre colaboração com o objetivo de reconhecer as empresas do varejo e da indústria que mais cooperam. “O objetivo desta pesquisa é fornecer informações para que as empresas tenham uma agenda colaborativa como diferenciador e motor de crescimento. E trabalhar com a ABRAS e a Superhiper é auxiliar neste processo, uma possibilidade para exercitar o tema de forma a melhorar os negócios do varejo alimentar e da indústria”, afirma a diretora da Advantage Group para o Brasil e América Latina, Ana Fioratti.

Confira os premiados neste link: Prêmio Advantage reconhece os melhores em colaboração da indústria e do varejo

20 de setembro de 2023 0 Comentários
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ABRASNegócios

Primeiro dia da ABRAS’23 discute os caminhos do varejo alimentar

De Redação SuperHiper 20 de setembro de 2023
Escrito por Redação SuperHiper

Reforma tributária, administrativa, inovações, entre outros temas, foram destaques do primeiro dia da ABRAS’23 food retail future

O 18 de setembro foi marcado por painéis que discutiram inovações, singularidade, reforma administrativa, tributária e como tornar o negócio singular, para assim evoluir com o varejo alimentar brasileiro. O dia começou com a abertura do Presidente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), João Galassi, que destacou a importância do setor para o Brasil, além de comentar a necessidade de aperfeiçoamento do negócio, com o uso de novas tecnologias, como a Inteligência Artificial, bem como seguir com a proposta da ABRAS da Cesta Básica Nacional isenta de impostos, pauta que já está em discussão no Senado.

Seguindo, o segundo painel teve a participação do Marcio França, ministro de Estado do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, junto com Galassi, que se reuniram para discutir desafios e propor oportunidades para o supermercadista. A conversa abordou linhas de crédito facilitadas e diversas formas de apoiar o setor.

Em mais um painel político, o ponto principal foi a Reforma Administrativa, e João Galassi; Efraim Filho, Senador (União-PB) e Presidente da Frente Parlamentas do Comércio e Serviços; Izalci Luzas, Senador (PSDB-DF), Joaquim Passarinho, Deputado Federal (PL-PA) e Presidente da Frente Parlamentas do Empreendedorismo; e João Hummel, Action Relações Governamentais, participaram do debate. Finalizando os encontros políticos, Gallasi; Angelo Coronel, Senador (PSD-BA); Aguinaldo Ribeiro, Deputado Federal (PP-PB) e Relator Tributária na Câmara dos Deputados; Domingos Sávio (PL-MG) e Presidente da Frente Parlamentar de Comércio e Serviços; Pedro Delboni Lupion Melo, Deputado Federal (PP-PR) e Presidente da Frante Parlamentar do Agro, encerrou levando em pauta a Reforma Tributária.

Além disso, a ABRAS’23 está sendo palco para apresentar no que a associação tem trabalhado para a melhoria das redes de supermercados, o ABRAS em Ação. O primeiro tema foi ministrado por Marcio Milan, Vice-presidente de Institucional e Administrativo, com apoio do Vice-presidente executivo, Rodrigo Segurado. Na ocasião, eles comentaram sobre dosimetria das multas, Programa de Alimentação do Trabalhador, regulação do cartão de crédito do Brasil, Relatório de Acompanhamento e Alinhamento Alimentar (RAMA), entre outros temas.

No segundo ABRAS em Ação, Celso Furtado, Vice-presidente de Marketing e Vendas, compartilhou com o público os eventos mais importante e de grande relevância para o varejo alimentício, como: Dia do Supermercado, ABRAS em Nova York, Smart Market, ABRAS em Ação nas estaduais e ABRAS’24 food retail future. Além disso, o executivo mencionou a multicanalidade do canal de comunicação oficial da ABRAS, a SuperHiper.

Outros acontecimentos relevantes foram os painéis com as marcas, que mostraram produtos inovadores para o público, além de terem argumentado sobre a importância do setor se manter atualizado, por meio de uso de novas tecnologias e metodologias. Ambos os aspectos são facilitadores que otimizarão diversos serviços prestados pelos supermercados, além de atender o consumidor de forma mais efetiva.

Ainda, a ABRAS’23 contou com diversos estandes dos patrocinadores, que trouxeram novidades da empresa, que tem o propósito de melhoras e facilitar o mercado do varejo alimentar do país.

 

20 de setembro de 2023 0 Comentários
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ABRASEventosNegócios

Aliança estratégica para desenvolvimento do varejo alimentar é apresentada na ABRAS´23

De Redação SuperHiper 19 de setembro de 2023
Escrito por Redação SuperHiper

No painel ABRAS em Ação, a VP de Serviços aos Associados compartilha a parceria entre a NIQ e a ABRAS, além de divulgar o Relatório Smart Market 2023

No primeiro ABRAS em Ação do dia, Thais Anselmo, Vice-presidente de Serviços aos Associados, apresentou a aliança estratégica entre a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) e a NIQ. Além disso, ocorreu o lançamento do Relatório Smart Market 2023, com insights de gestão e metodologia estratégica para os supermercadistas.

A palestra iniciou junto com um convidado, Roberto Butrageño, Diretor de Varejo da Nielsen Brasil. A NIQ tem uma cobertura completa, confiável e imparcial de mais de 1 milhão de pontos de vendas do varejo brasileiro e, os palestrantes, o compartilharam com o público a nova parceria entre as instituições.

Essa iniciativa contribuirá com o sucesso do relacionamento entre os supermercados e a indústria, criando uma linguagem comum para os setores e expansão dos negócios. A NIQ tem uma base de dados seguros e controlados, que gera recursos para o desenvolvimento do varejo via ABRAS e associações estaduais.

Hoje, já tem alguns grupos de supermercados que estão participando dessa aliança, dentre eles: Carrefour, Supermercados BH, Koch, Grupo Apoio, Super São Judas Tadeu, entre outros.  “Fazemos o trabalho de cuidar das informações e queremos ter todos os varejos compartilhando os seus dados com a indústria”, afirma Brutageño.

Semana Técnica Internacional ABRAS

Em maio deste ano, a ABRAS proporcionou a Semana Técnica Internacional, que aconteceu na Espanha. O objetivo foi levar conhecimento e atualização sobre o potencial e a importância das marcas próprias no varejo alimentar, em uma semana técnica internacional imersiva.

A semana contou com a participação de grandes players do setor, como o Grupo Muffato, Plurix, Supermercados São Luiz, Tenda Atacado e Supermercados Avenida. A ocasião foi marcada pela visita ao Mercadona, importante empresa espanhola do setor. Estima-se que 9 a cada 10 espanhóis são consumidores da marca, com 1600 lojas na Espanha e 40 em Portugal. Além disso, foi apresentado para os presentes o Centro de Inovação do Mercado.

Lançamento do Relatório e Dashbord Smart Market 2023

Continuando o evento, Thais convidou o Vice-presidente de Ativos Setorias, Rodrigo Segurado, para subir ao palco e fazer o anúncio sobre o lançamento do Relatório e Dashbord do Smart Market 2023. O primeiro, é um relatório completo sobre o Samart Markt,  já o Dashbord traz um layout interativo com os 10 painéis de gestão, apresentando 397 indicadores para todas as áreas: estratégica, tática e institucional. Assim, o material disponibiliza uma série de informações para a liderança do setor.

Além disso, Thais reforçou o convite para os supermercadistas participarem do ABRAS em Nova York, em que será realizado um jantar exclusivo durante a NRF, no Fasanos.  Outro ponto destacado pela Vice-presidente foi para que o público fizesse a inscrição para o Prêmio Profissionais do Ano da ABRAS.

 

19 de setembro de 2023 0 Comentários
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ABRASEventosNegócios

A nova transformação do varejo alimentar

De Redação SuperHiper 19 de setembro de 2023
Escrito por Redação SuperHiper

Depois de anos de crescimento, o formato de atacarejo exibe sinais de desaceleração. Essa pode ser uma oportunidade para supermercadistas regionais se destacarem 

Por Renato Müller 

 

O varejo alimentar brasileiro está em um ponto de virada. O crescimento do atacarejo tem desacelerado, as redes regionais mostram resiliência e a fidelidade do consumidor recuou aos patamares pré-pandemia. Para o futuro, o caminho para o sucesso depende da capacidade que as empresas tiverem de oferecer preços baixos, facilidade para o cliente encontrar o que precisa, conveniência e praticidade. 

Essas foram as principais conclusões trazidas por Roberto Butragueño, diretor de varejo da NielsenIQ Brasil, durante a ABRAS´23, nesta semana em Campinas (SP). “Estamos terminando um ciclo em que o consumidor precisou fazer grandes mudanças em seus padrões de consumo, diante do cenário macroeconômico”, afirma o executivo. Em um ambiente de mercado de inflação alta e juros elevados, nos últimos três anos os consumidores tiveram um aumento de quase 50% no preço de sua cesta de alimentos – e isso levou o consumidor a buscar alternativas. “Os consumidores aproveitaram mais promoções, substituíram produtos, trocaram marcas e buscaram formatos de loja mais focados em valor, tudo para aumentar seu poder de compra”, analisa Butragueño. 

Com a redução da inflação (que, no acumulado de 12 meses, caiu de 12,13% em abril de 2022 para 3,16% em junho de 2023) e o início do ciclo de queda dos juros, o cenário tende a mudar, mas dentro de um ambiente ainda mais competitivo. “O consumidor tem cada vez mais alternativas de consumo, e canais como e-commerce, pet shop e o atacarejo ganharam penetração de mercado, tomando espaço de formatos como hipermercados, sacolões e pequenos supermercados”, explica o especialista. 

O interessante é que o consumidor não tem optado por um ou outro canal – e sim adicionado canais de compra ao seu mix. “Ninguém usa somente o atacarejo ou o hipermercado, e metade dos clientes usa pelo menos três diferentes formatos. Não existe mais consumidor exclusivo”, decreta. Assim, o conceito tradicional de fidelidade, ligado à exclusividade de compra, não faz tanto sentido. “O varejo precisa ser competitivo contra vários formatos e alcançar os clientes em diversas ocasiões de compra”, afirma. 

Um novo ponto de inflexão 

Nos últimos anos, a grande história do varejo alimentar foi o crescimento dos atacarejos, um formato que inaugurou quase 200 lojas no ano passado – mas mostra sinais de estagnação. “O atacarejo chegou a representar 48,4% das vendas do varejo alimentar e ganhou 6 pontos de participação nos últimos dois anos, espremendo os hipermercados, enquanto os grandes supermercados regionais se mostraram resilientes. Mas neste ano, o atacarejo tem sido o canal de menor crescimento em mesmas lojas: apenas 0,5%”, analisa Butragueño. Os grandes supermercados, por sua vez, avançaram 6,7%. “O atacarejo não tem apresentado crescimento incremental, e sim canibalização das lojas”, afirma. 

O fato é que, hoje, não existe uma diferenciação clara entre diversos formatos de varejo alimentar: 17 das 20 maiores redes do Ranking Abras 2023 contam com operações de atacarejo e autosserviço (e somente três não contam com atacarejo). “O varejo de alimentos hoje é híbrido, trazendo uma nova proposta de valor para os consumidores, que têm ampliado a frequência de compras e reduzido o número de itens por compra. O atacarejo tem se aproximado dos hipermercados, tanto em mix de produtos quanto em missões de compra”, explica. 

Por outro lado, o atacarejo tem procurado ganhar força em categorias destino, como açougue e FLV, que impactam o custo operacional. “Esse é o grande desafio para o setor continuar a crescer com rentabilidade”, afirma Butragueño. 

Para atender consumidores que têm uma diversidade de formatos à disposição, as redes supermercadistas precisam se diferenciar da concorrência em atributos que são valorizados pelos clientes. Segundo o estudo NIQ Shopper Trends 2023, apresentado durante a ABRAS´23, os itens mais importantes na definição de onde o cliente compra são a oferta de preços baixos, boa relação custo/benefício, acesso conveniente, promoções atrativas e uma experiência de compra agradável. 

“Permitir que o cliente encontre rapidamente o que deseja, ter tudo em uma única loja e apresentar preços baixos para a maioria dos itens são aspectos fundamentais, que funcionam como diferenciais competitivos”, explica Butragueño. “Os consumidores demonstram saber o preço dos produtos e identificar mudanças em seus gastos. Por isso, é preciso ser muito seletivo ao repassar custos e trabalhar a eficiência operacional sem impactar negativamente a experiência do cliente”, diz. 

Essa pode ser uma grande oportunidade para o varejo regional. “Quem for excelente na apresentação dos diferenciais da loja e conseguir se comunicar bem com os clientes tem um potencial maior de crescimento com rentabilidade. Temos hoje no Brasil uns 20 varejistas com patamares semelhantes de penetração em mercados regionais, mas níveis muito diferentes de fidelidade dos clientes. O desafio é entender onde você está, como a concorrência se posiciona e o que faz sentido para os consumidores”, explica Butragueño. 

19 de setembro de 2023 0 Comentários
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ABRASEventosLegislação

ABRAS’ 23 discute benefícios sociais e sobre reformas tributária e administrativa

De Redação SuperHiper 19 de setembro de 2023
Escrito por Redação SuperHiper

Primeiro dia do evento que reuniu empresários do setor de todo o país tem debates com políticos sobre temas que estão na ordem do dia do Congresso

A Associação Brasileira de Supermercados, ABRAS, vai levar ao presidente Lula no mês que vem uma proposta para manter o Bolsa-Família e os benefícios dados a pessoas com deficiência aos beneficiários que forem contratados, além da isenção de impostos na contratação de pessoas acima de 60 anos e de primeiro emprego. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 18, pelo presidente da entidade João Galassi durante a abertura do ABRAS’23 food retail future em Campinas (SP).

“A ABRAS terá, no final de outubro, um encontro com o presidente Lula, durante o qual apresentaremos algumas propostas do setor. Entre as soluções, vamos sugerir a manutenção do Bolsa Família para os beneficiários por um período após serem contratados e a manutenção definitiva dos benefícios para as pessoas com deficiência, que consigam emprego”, afirmou Galassi sob aplausos dos empresários supermercadistas presentes no auditório do hotel Royal Palm Plaza, em Campinas. O primeiro dia de evento, que reuniu empresários supermercadistas de todo o país, foi marcado pela presença de políticos, como o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, Márcio França e deputados e senadores que debateram a importância e o desafio das reformas administrativa e tributária.

Galassi abriu o evento abordando o cenário e os desafios do setor e ressaltou que o encontro será uma oportunidade para todos os representantes do segmento se atualizarem sobre os desafios políticos e econômicos e encontrarem a singularidade de seus negócios para conseguirem se diferenciar. “O futuro é agora e vamos construir a visão que ditará o futuro do varejo alimentar”, afirmou o presidente da ABRAS.

Com o tema “Singularidade” o encontro deste ano traz debates e palestras com os principais executivos do setor e consultorias do mundo, como MCKinsey e Bain, para auxiliar os empresários do ramo a identificar oportunidades para trabalhar suas características próprias e adotar estratégias de negócio voltadas às demandas do cliente.

Também presente na fala de abertura, o ministro da Micro e Pequena Empresa, Márcio França, destacou a importância da pacificação do país para permitir o crescimento da economia e falou sobre o seu novo ministério e como será importante para a nova pasta ouvir as demandas do setor.

“É preciso você ter o olhar de quem conhece. Claro que posso dar uma opinião da minha experiencia de vida, mas é totalmente diferente de vocês que conhecem, que vivem o dia a dia as vezes um detalhe muda totalmente o assunto, como a tributação”, afirmou o ministro. “Vou pedir muito a ajuda de vocês porque sei que temos essa relação de confiança de anos para que possamos, então, ajudando a destravar essas coisas necessárias, que é no fundo a tarefa de um ministério novo, para que ele fique de pé e seja montado com as necessidades que as pessoas precisam”, seguiu França.

Reformas. Na parte da tarde, o evento foi marcado pela participação de deputados e senadores nos painéis que discutiram as reformas administrativa e tributária. Participaram presencialmente dos painéis os presidente da Frente Parlamentar de Comércio e Serviços na Câmara e no Senado, Domingos Sávio (PL-MG) e Efraim Filho (UNIÃO-PB), respectivamente, o presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, Joaquim Passarinho (PL-PA) e o senador Izalci Lucas (PSDB-DF). O presidente da Frente Parlamentar do Agronegócio, Pedro Lupion (PP-PR) e o relator da reforma tributária na Câmara. Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) participaram por vídeo.

Os políticos defenderam que ambas as iniciativas são importantes e precisam ser aprovadas, mas abordaram a falta de interesse do governo federal na reforma administrativa e os riscos de medidas polêmicas, como a possibilidade de criação de novos impostos, ser aprovada na reforma tributária.

Presente no debate sobre a reforma administrativa, o presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, Joaquim Passarinho (PL-PA) comentou sobre a falta de posicionamento mais claro do governo sobre o tema. “Esse governo não concorda com a PEC 32, porém também não diz o que quer. Não temos nenhuma proposta sobre o tipo de reforma que ele quer”, afirmou o parlamentar. Ele ainda criticou o fato de o serviço público, atualmente, não ter mecanismos para diferenciar o servidor que entrega mais resultados daquele que não trabalha direito e disse que a reforma administrativa é importante para se pensar nisso.

“Não estamos trabalhando contra o servidor, queremos eficiência do serviço público. Queremos pagar melhor o servidor público desde que ele trabalhe de maneira efetiva. Agora precisamos que o governo diga o que ele pensa sobre isso.”

Também presente no painel, o presidente da Frente Parlamentar do Comércio e Serviços no Senado, senador Efraim Filho (UNIÃO-PB) destacou que a reforma administrativa tem relação com a agenda econômica e pode também beneficiar os empreendedores. “Reforma administrativa dialoga sim com a agenda econômica. Ela está no dia adia. Fazer ela vinculada com a reforma tributaria é perceber algo que parece que ficou para tras, que o maior desafio hoje é o equilíbrio fiscal (…) Se eu conseguir controlar o lado da despesa vai ter espaço para que eu consiga investir mais sem aumentar imposto”, afirmou o senador.

No painel sobre a reforma tributária, o presidente João Galassi e os parlamentares presentes relembraram da importância do debate sobre a cesta básica nacional, que foi pautado pela ABRAS durante a discussão da proposta na Câmara. O presidente da Frente Parlamentar de Comércio e Serviços na Câmara, deputado Domingos Sávio (PL-MG), destacou a importância da atuação da ABRAS no debate para conscientizar os parlamentares. “O pensamento incial era uma taxação no nível máximo e isso era inaceitável”, afirmou o parlamentar.

“Todo mundo precisa se alimentar, se alimentar com dignidade, e isso tem que ter de fato um cuidado para a gente não ter uma tributação pesada. Mas aí o segmento tinha que estar presente e eu tenho que fazer aqui o registro, você (João Galassi) não foi só na imprensa, mas lá em Brasília nos corredores para baixo e pra cima, porque, a princípio não havia sequer a cogitação de dar o tratamento diferenciado (para a cesta básica). Como não havia cogitação também para alimentos em geral”, contou o deputado.

Presente no debate, o senador Angelo Coronel (PSD-BA) destacou que, no Senado, os parlamentares não deixarão passar nenhum retrocesso para o setor. “O que foi apresentado na câmara que gera benefício para o segmento vai contar com nosso apoio no senado”. Já o senador Izalci Lucas (PSDB-DF), lembrou que o Senado terá que discutir o imposto seletivo para que o texto da PEC não abra a possibilidade de o governo federal ampliar indiscriminadamente a tributação.

“Temos que tirar essa redação (do imposto seletivo) para não ficar um cheque em branco para o governo. Acho que o governo está muito tranquilo com o texto da Câmara, do jeito que está lá ele vai taxar tudo (com o imposto seletivo). Isso não vai evidentemente ser mantido no Senado com essa redação. Temos mais de 33 milhões de pessoas passando fome no Brasil, não tem sentido um país exportador de alimentos, do agro, e as pessoas passando dificuldade. Então consumo de alimento não tem que ser taxado”, afirmou o parlamentar.

19 de setembro de 2023 0 Comentários
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Publicação oficial da  Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS)

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SuperHiper é a publicação oficial do setor supermercadista, produzida pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) há 50 anos. É uma importante ferramenta utilizada pela entidade para compartilhar informações e conhecimento com todas as empresas do autosserviço nacional, prática totalmente alinhada à sua missão de representar e desenvolver os supermercados brasileiros.

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