Supermercados reduzem ruptura em março

Com bares e restaurantes fechados pelos lockdowns, supermercados reforçaram estoques para atender maior demanda do consumidor

A ruptura nos supermercados voltou a cair em março e fechou o mês em 10,68%. O índice que mede a falta de produtos nas prateleiras dos supermercados caiu dois pontos percentuais em relação a janeiro, conforme aponta o monitoramento realizado pela Neogrid. Entre as razões para queda, estão o reforço dos estoques promovido pelo varejo e a normalização do abastecimento de vidro e alumínio para fabricação de embalagens.

Em uma sequência de alta desde setembro de 2020, a ruptura teve sua primeira queda em fevereiro quando atingiu 11,45%.  De acordo com Robson Munhoz, CCSO da Neogrid, a queda mais acentuada em março se deve a um melhor abastecimento dos estoques por parte do varejo que se preparou para os lockdowns anunciados em várias cidades do país da mesma forma que fez no início da pandemia no ano passado. “O varejo se preparou, pois sabia que as pessoas iriam garantir a alimentação em casa uma vez que os restaurantes, bares e lanchonetes estariam fechados ou com restrições para entrega por delivery”, explica.

Outra razão que puxou o índice para baixo é a melhora na cadeia de abastecimento de embalagens. Desde o ano passado, o vidro e o alumínio se tornaram matérias-primas escassas no mercado, impactando, em especial, o setor de bebidas. A cerveja bateu recorde de ruptura em novembro do ano passado, chegando a 19,90%, e em março ela fechou em 12,77%.

“A produção de embalagens começou a normalizar e com isso, o varejo começou a receber seus pedidos, inclusive os em atraso, e isso gerou essa sensível melhora no nivelamento dos estoques colaborando para a redução da ruptura”, explica o executivo.

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