Varejo americano amplia aposta em robôs

Empresas como Walmart, Target, Albertsons, Kroger e Amazon automatizam Centros de Distribuição para aumentar eficiência de processos logísticos

Nos Estados Unidos, um dos grandes movimentos tecnológicos do varejo de alimentos é a automatização dos Centros de Distribuição. Em um negócio de margens muito estreitas que avança com velocidade no mundo digital, a robotização vem sendo vista não como uma tendência, e sim como uma necessidade estratégica.

Números da consultoria Interact Analysis indicam que o mercado de automação de Centros de Distribuição deverá movimentar US$ 70 bilhões em 2025, contra US$ 30 bilhões no ano passado. O motivo é muito claro: quanto mais desenvolvido o e-commerce, maior a necessidade de investimentos na logística para garantir entregas em questão de horas.

Embora o player mais conhecido seja a Kiva Systems, adquirida pela Amazon em 2012 por US$ 775 milhões, outras empresas também estão ocupando espaços importantes na automação logística. Um bom exemplo é a Ocado, companhia inglesa que também atua nos EUA em parceria com a Kroger, desenvolvendo CDs 100% robotizados.

O Walmart, por sua vez, entrou nessa briga de gigantes de forma indireta. A empresa fechou um acordo com a Symbotic, empresa criada pelo fundador da C&S, maior distribuidora de alimentos dos Estados Unidos. Pelo acordo, fechado em julho, o Walmart adotará as soluções da Symbotic em 25 de seus 42 Centros de Distribuição regionais, além de adquirir uma participação minoritária na empresa, que pretende abrir seu capital no ano que vem, sendo avaliada em pelo menos US$ 5,5 bilhões.

O acordo com o Walmart fará com que a Symbotic cresça cerca de 80% no próximo ano fiscal, chegando a cerca de US$ 430 milhões. A empresa tem, entre seus clientes, grandes varejistas como Target, Albertsons e a própria C&S, com um cronograma de pedidos de pelo menos US$ 5 bilhões a ser entregue nos próximos anos.

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