O Grupo Pão de Açúcar (GPA) encerrou o primeiro trimestre de 2026 dando um passo importante na agenda de estabilização e transformação da empresa. O EBITDA Ajustado pré-IFRS 16 da companhia totalizou u R$ 899 milhões, refletindo uma evolução de 7,1% em relação ao período anterior. Já o Fluxo de Caixa Operacional, após as variações de capital de giro, atingiu R$ 1,0 bilhão, com leve avanço de 0,4% na comparação anual, mesmo diante de um impacto pontual relacionado à maior alocação de caixa para fornecedores, com o objetivo de preservar a normalidade operacional durante o processo de Recuperação Extrajudicial.
O CAPEX somou R$ 507 milhões, registrando redução de 28,5% em relação ao ano anterior. Na comparação trimestral, a queda foi de 54,8%, refletindo a maior seletividade nos investimentos e a descontinuidade do plano de expansão.
“Neste trimestre, ajuizamos o processo de recuperação extrajudicial e concluímos as negociações com credores não operacionais em menos de 60 dias. A companhia carregava uma estrutura de dívida incompatível com o seu tamanho atual e a decisão pela recuperação extrajudicial teve como objetivo claro reorganizar a estrutura de capital sem afetar a operação”, afirmou o CEO do GPA, Alexandre Santoro.
Segundo o executivo, a prioridade permanece clara, que é de fortalecer a operação, preservar liquidez, melhorar rentabilidade e construir uma trajetória sustentável de geração de valor. “Seguiremos executando essa agenda com foco e disciplina, trimestre após trimestre, concluiu.
Movimentação de lojas
No primeiro trimestre de 2025, a empresa realizou conversão de duas lojas do Pão de Açúcar Fresh em Pão de Açúcar, visando maior aderência de sortimento às características regionais de cada unidade. No mesmo período, encerramos a operação de uma loja de Minuto Pão de Açúcar em decorrência de um incêndio ocorrido na unidade, tendo a companhia optado por não retomar suas operações no local. Aqui cabe ressaltar que, conforme divulgado pelo GPA, a empresa não prevê abertura de novas lojas para os próximos trimestres.
Desempenho por bandeira e canal
No Pão de Açúcar, as vendas em mesmas lojas cresceram 0,2%, com destaque para a categoria de perecíveis que, assim como no trimestre anterior, apresentou desempenho mais resiliente do que as demais categorias, mesmo em um ambiente de demanda mais desafiador. A estratégia de priorização dos canais de e-commerce com maior rentabilidade, com consequente redução de vendas, teve efeito mais relevante sobre a bandeira e limitou o crescimento no trimestre. Ainda assim, a proposta de valor do Pão de Açúcar, sustentada por sortimento premium, elevada qualidade de perecíveis e excelência no atendimento, permanece bem-posicionada para capturar mudanças nos hábitos de consumo, especialmente a busca crescente dos clientes por opções de alimentação mais saudáveis.
No Extra Mercado, o crescimento de vendas em mesmas lojas atingiu 1,2%, refletindo a continuidade da captura de ganhos decorrentes do projeto de revisão de sortimento e gestão de categorias, iniciado no 2º semestre de 2024 — que incluiu o reposicionamento dos perfis de loja e a revisão do papel das principais categorias. Assim como no Pão de Açúcar, a categoria de perecíveis foi o principal destaque do trimestre, registrando crescimento superior ao das demais categorias.
No formato de proximidade, as vendas em mesmas lojas cresceram 0,3% no trimestre, refletindo uma desaceleração em relação ao período anterior em um contexto de mercado mais desafiador, com consumo pressionado e deflação em categorias de maior relevância para a bandeira. Ainda assim, o formato manteve a solidez de sua proposta de valor e a consistência de sua execução operacional, com destaque para a categoria de perecíveis, que apresentou desempenho superior em relação as demais categorias.
No e-commerce a companhia seguiu executando sua estratégia de priorização da rentabilidade nas operações. No e-commerce, isso se traduziu em ajustes relevantes no mix de vendas, com maior foco no canal próprio (1P) e menor exposição às plataformas de terceiros (3P). Como consequência, as vendas do e-commerce totalizaram R$ 542 milhões, com retração de 7,7% no período. Ainda assim, a operação apresentou evolução relevante de rentabilidade, refletida na expansão da margem operacional. Esse desempenho decorre da combinação entre o crescimento de 8,5% no canal 1P e a redução de 17,3% no canal 3P, em linha com a estratégia da Companhia de priorizar modalidades com melhor perfil de retorno.
A participação do e-commerce nas vendas totais alcançou 11,6% no trimestre, uma redução de 0,9 p.p. em relação ao ano anterior. Considerando a composição de vendas por canal, o 1P ampliou sua penetração para 5,1%, avanço de 0,4 p.p., enquanto o 3P representou 6,5% das vendas, com retração de 1,3 p.p.
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