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terça-feira, maio 26, 2026
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Negócios

Atacadão corre para inaugurar loja na RMSP

De Administrador SH 6 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Segunda unidade do município contará com investimentos da ordem de quase 100 milhões de reais

Consolidada como cidade atrativa a novos investimentos, São Bernardo foi escolhida pela rede Atacadão, pertencente ao Grupo Carrefour Brasil, para a implantação de mais uma unidade, a segunda do município.

A nova loja será instalada na Avenida Maria Servidei Demarchi, a partir de dezembro de 2022, mediante investimento de aproximadamente R$ 80 milhões, o que irá proporcionar a geração de 300 postos de trabalho diretos e outros 300 de forma indireta.

“Esse é mais um ganho importante para São Bernardo, resultado de uma política séria e eficiente que pôde tornar o município ambiente seguro e propício para as empresas. Com a ampliação da presença do setor de atacarejo na cidade, quem também ganha é o consumidor, que passa a poder buscar pelos melhores preços e melhor atendimento, além de ter maior oferta de emprego”, observa o prefeito Orlando Morando.

O anúncio da expansão da rede Atacadão foi feito pelo diretor de operações da rede atacadista, Adriano Ferreira. “Quero ressaltar que todas as licenças para início das obras foram expedidas pelo município em tempo recorde, o que demonstra o empenho da Prefeitura em agilizar processos e se manter atrativa a novos negócios”, ressalta Ferreira.

Em mais de 60 anos de história, a rede Atacadão está entre as maiores do País, com presença em todos os Estados e mais de 250 lojas espalhadas pelo Brasil. O grupo conta com time de mais de 60 mil colaboradores e oferta de mais de 10 mil produtos para compras em atacado ou varejo.

GERAÇÃO DE EMPREGOS – São Bernardo é destaque na geração de empregos com carteira assinada no Grande ABC. A cidade registrou saldo positivo de 1.520 novos postos de trabalho criados em maio, conforme o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). No período, foram 11.138 contratações e 9.618 demissões na esfera municipal, computando variação de 0,60%.

Fonte: JWNews

6 de julho de 2022 0 Comentários
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Negócios

Número de atacarejos cresce de forma exponencial no NE

De Administrador SH 6 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Redes se multiplicam nas Regiões Metropolitanas e interior dos 9 Estados

Em tempos de inflação alta, o brasileiro só pensa em pechinchar e essa busca por melhores preços vem impulsionando o crescimento dos atacarejos. Nesse tipo de comércio, o cliente pode comprar o produto no varejo (por unidade), ou no atacado, para compras em grande volume, quando acaba economizando um pouco mais.

Segundo levantamento recente, o número de lojas nesse modelo cresceu 300% no Nordeste em comparação com o ano passado. Hoje, são 290 lojas na região.

“O atual cenário que nós vivemos, com inflação alta, perda do poder aquisitivo do consumidor e aumento de combustível força esse consumidor a realmente procurar produtos com preços mais em conta, então, nesse momento, o atacarejo se beneficia porque existe esse cenário de dificuldade financeira do consumidor”, disse Antônio Sales, secretário-executivo da Associação Cearense de Supermercados.

A rede de atacarejo comandada por Marco Oliveira abriu oito lojas no Nordeste no último ano e ele explica o motivo do sucesso. “Como o volume de vendas é muito grande porque a gente negocia para vender para o comerciante, o consumidor final acaba se aproveitando dessa boa negociação também”, disse.

Um tubo de pasta de dente, por exemplo, fica 9% mais barato a partir da 12ª unidade. E essa oportunidade vale para vários produtos. O caminhoneiro Ronaldo Coelho, por exemplo, está de olho no preço do café. “Eu compro esse mês e pronto. No próximo mês eu já não compro e baixou R$ 1. De real em real, a gente leva as coisas”, disse.

É sempre vantajoso?

O economista Wandemberg Almeida alerta que o consumidor precisa fazer as contas para conferir se a oferta vale mesmo a pena. Outra dica, segundo ele, é ficar de olho na data de validade dos produtos.

“Encontrar produtos que estejam variando de 5% a 20% de desconto na compra em grande quantidade, então você vai ter produtos não perecíveis que podem comprar a partir de três e já tem um desconto considerável, o que já ajuda o nosso consumidor final, que perdeu muito do seu poder de compra”, disse.

Para aproveitar o preço do atacado, a aposentada Zeneida Ribeiro gosta de juntar os familiares e fazer compras maiores. “Eu e minha irmã compramos os fardos para sair mais barato do que a unidade. Compensa e até ração de cachorro vai junto”, contou.

Fonte: JH- G1

6 de julho de 2022 0 Comentários
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Negócios

Conheça os novos planos da Heineken

De Administrador SH 6 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

O Brasil é o maior mercado da Cervejaria Holandesa no mundo e nos últimos tempos apresentou crescimento expressivo em suas linhas premium

Passado um ano, a Heineken Brasil colhe frutos de sua mudança de rota, como define Mauricio Giamellaro, presidente da cervejaria. Desde julho de 2021, a distribuição de Heineken e Amstel deixou de ser feita pelo Sistema Coca-Cola.

Nesse período, o volume de vendas da cerveja Heineken cresceu 40% e o número de pontos de venda atendidos subiu 50%. A Amstel cresceu 50% em volume e dobrou a presença em pontos de venda, com destaque para Rio e São Paulo.

“O que nos fez assumir o ‘go to market’ [distribuição] foi a possibilidade de crescer onde cerveja é forte: bares, restaurantes e adegas”, diz Giamellaro. O Brasil é o maior mercado para a cervejaria holandesa no mundo.

As engarrafadoras da Coca-Cola e a Heineken reformularam o contrato de distribuição que teve início nos anos 1990, com a marca Kaiser. Pelos novos termos, as empresas de refrigerante continuam responsáveis pela distribuição dos rótulos econômicos Kaiser e Bavaria e tiveram as marcas Eisenbahn, Tiger e Sol acrescentadas ao mix.

Além de Heineken e Amstel, o grupo holandês produz e distribui no país as cervejas Devassa, Glacial e Schin, rótulos artesanais como Lagunitas e Baden Baden, e não alcoólicos, como os refrigerantes Itubaína, Viva Schin e FYs.

A empresa, que assumiu a vice-liderança do mercado de cervejas com a compra da Brasil Kirin em 2017, agora desenha um caminho para seguir ganhando corpo. Para isso, aposta mais fichas na categoria de cerveja, concentra esforços em seus principais rótulos e quer aumentar sua presença em bares.

Enquanto a Ambev, que detém 61,5% do mercado, lançou uma unidade de negócio exclusiva para outras bebidas alcoólicas, a Heineken Brasil quer crescer com cerveja. Até 2025 espera ter em funcionamento sua décima quinta fábrica, em Passos (MG).

Giamellaro e Mauro Homem, que há quatro meses é vice-presidente de sustentabilidade e assuntos corporativos da cervejaria, deram entrevista em 29 de junho, um dia antes de começar o período de silêncio para a divulgação de resultados do primeiro semestre de 2022, em 1º de agosto.

O cargo de Homem, criado neste ano, é um exemplo do que a Heineken acredita ser o futuro. “Sustentabilidade é o novo puro malte, é o que vai nos deixar na frente. O consumidor, principalmente o mais jovem, quer que a escolha de compra dele reflita seus valores”, afirma o vice-presidente.

Mas o curto prazo também tem exigido soluções. Segundo dados da consultoria Euromonitor, o grupo perdeu participação de mercado total de cerveja de 2020 para 2021, passando de 18,2% para 16,8%. Antes da pandemia, em 2019, detinha 19,6% do mercado total.

Com um portfólio de rótulos mais baratos, na maior parte herdados da Brasil Kirin, a estratégia dos últimos anos foi de concentrar esforços nas marcas premium, como Heineken e Eisenbahn, e “mainstream”, como Amstel e Tiger.

O volume chegou a cair até a metade de 2021 e, ao fim do primeiro trimestre deste ano, cresceu “um dígito baixo” (de 1% a 4%), puxado justamente por Heineken e Amstel, enquanto os rótulos mais baratos recuaram “duplo dígito”. A Ambev registrou crescimento de 2,1% no volume vendido no Brasil no período. A terceira maior fabricante, o Grupo Petrópolis não divulga seus resultados.

Por isso, mesmo com o ambiente inflacionário, Giamellaro não vê migração para marcas mais baratas. Há, porém, o entendimento de que o bolso do consumidor pesa mais na hora da compra no supermercado. “ No bar, ele é menos racional. Ele não quer beber a cerveja que os avós bebiam, quer qualidade e hoje o brasileiro bebe uma cerveja melhor do que há 10 anos.”

O ritmo de recuperação nos bares, afirmam os executivos, não era esperado e se faz sentir a falta de mão de obra, como garçons. A Euromonitor mostra que em 2021, as vendas de cerveja nesse canal cresceram 9,2%, acima dos 5,4% do varejo em geral.

Assim, a mesa do bar ficou no centro da disputa de mercado, que se acirra. Em março, a Heineken recorreu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) acusando a Ambev de impedir o acesso de rivais a pontos de venda relevantes em volume. “Quem tem mais poder econômico no mercado não pode limitar o crescimento de outras empresas. Não só da Heineken. Das pequenas também. O consumidor precisa ter liberdade de escolha”, diz Giamellaro.

O processo está em fase de contestação. Ao Jornal, a Ambev afirmou que suas práticas de mercado são regulares e respeitam a legislação concorrencial e que há dez anos um comitê com membros externos monitora o “compliance” concorrencial.

Fonte: Raquel Brandão, Valor

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LançamentosNegócios

Memória afetiva em formato de picolé

De Administrador SH 6 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Collab entre Nestlé e Lowko promete gerar muitos ganhos aos supermercadistas

A Lowko, startup do sorvete impossível, zero açúcar e de baixa caloria, fez uma collab com a Nestlé para o lançamento de um picolé que junta o sabor inconfundível de Leite Ninho com a indulgência saudável de Lowko.

O Lowko Pops Milk é o resultado de uma parceria deliciosa que chegou para enriquecer o produto com alto teor de vitaminas e minerais, destacando o propósito da Lowko e o seu compromisso com a indulgência saudável.

A colaboração entre Nestlé eLowko teve início no Scale-Up Endeavor Alimentos e Bebidas, um programa de aceleração de empresas com alto potencial de crescimento, que reúne as maiores empresas do segmento aos principais nomes do empreendedorismo no Brasil.

A parceria teve como fruto a concepção de um sorvete que resgata memórias afetivas e traz inovação e saudabilidade para a categoria.

“Ninho é uma marca que apoia o desenvolvimento das crianças e desde a sua origem busca oferecer a melhor nutrição. Sabemos dos desafios de criar uma rotina saudável nas refeições das crianças. Afinal, a alimentação é uma das principais preocupações das mães quando o assunto é crescimento e desenvolvimento saudável. Essa parceria reforça o nosso compromisso de trazer para o mercado inovações e renovações com foco no bem-estar e na saúde dos consumidores”, revela Stephanie Arnesen, diretora de marketing de Ninho.

Assim, as definições de Lowkura foram atualizadas, através do lema “Melhor feito com Ninho”, Lowko Milk oferece o sabor único do produto em um picolé com textura e cremosidade, coberto com uma casquinha de chocolate branco sem açúcar misturada com leite Ninho.

O lançamento é uma edição limitada e se destaca pela baixa caloria, além de ter zero adição de açúcares e ser rico em fibras, minerais, vitaminas A, C, D, E, cálcio, ferro e zinco.

Trata-se de um produto super inovador na categoria de sorvetes, que seria impossível se não fosse Lowko. Será vendido por R$ 13,90 a unidade e em multipacks de três Pops por R$ 39,90.

Quem adora indulgência sem culpa, e ainda com mais nutrição, precisa se apressar se quiser experimentar o produto, pois a edição é limitada.

O Lowko Pops Milk está disponível em toda a rede de revendas da Lowko como supermercados e-commerces. 

“É um orgulho desenvolver um produto em conjunto com a Nestlé, em especial, com a marca Ninho. O fato de trazermos saudabilidade para a categoria de sorvetes proporciona cada vez mais parcerias relevantes. O Pops Milk é mais um produto que reitera nosso objetivo”, finaliza Rodrigo Studart, CEO da Lowko.

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Negócios

Grupo lança loja-conceito com “beer cave” em prédio histórico

De Administrador SH 6 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Novo modelo deve se estender para outras unidades do grupo que advém da fusão de empresários do setor

A UniSuper, que se originou da fusão de cinco redes de supermercados, vai inaugurar a sua nona loja em Porto Alegre nesta quinta-feira (7), na Avenida Brasil, no 4º Distrito.

Com investimento de R$ 6,8 milhões, a nova unidade fica em um prédio histórico de 1, 75 mil metros quadrados que abrigou a fábrica da Alumínios Royal. Será a quarta loja da rede na região, que também tem unidades na Avenida São Pedro, na Avenida A. J. Renner, e na Rua Bonifácio Nunez.

Estamos muito focados em oferecer ainda mais serviço ao cliente, como, por exemplo, refeições rápidas, para levar ou consumir no local. Nosso objetivo é tornar mais prática a vida das pessoas que moram e trabalham na região, sendo a melhor escolha quando falamos de conveniência, economia e mix de produtos — afirma o presidente da Rede UniSuper, Sandro Formenton.

Além do supermercado, o endereço terá uma cafeteria Forcaffé, rotisseria e padaria próprias. Para ficar no clima do 4° Distrito, terá ainda uma beer cave – freezer climatizado no qual o cliente poderá entrar e se abastecer do produto beeem gelado.

A operação na Avenida Brasil foi planejada para ser uma loja-modelo da rede e marcar o novo momento da marca. A UniSuper foi criada em 2000, a partir da união de um grupo de empresas gaúchas.

Em 2021, após fusão e reorganização societária, cinco empresas deste grupo, que detinham o controle acionário, unificaram as suas operações para dar origem a uma única companhia.

A rede emprega atualmente 1.950 mil funcionários, que trabalham em 26 lojas e 12 operações licenciadas de 11 cidades gaúchas: Cachoeirinha, Canoas, Capela de Santana, Dois Irmãos, Gravataí, Ivoti, Novo Hamburgo, Pelotas, Porto Alegre, São Leopoldo e Xangri-lá.

Fonte: Mathias Boni e Marta Sfredo, GZH

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Negócios

Brasileiro troca almoço por lanche

De Administrador SH 6 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Indústria reajusta produtos e clientes reduzem quantidade de itens no carrinho

Em um cenário de alta de preços, os brasileiros reduziram a quantidade de produtos consumidos. O valor desembolsado com uma cesta de 120 categorias de itens, entre alimentos, bebidas, limpeza doméstica e higiene e beleza, avançou 13,1% no primeiro trimestre de 2022, ante igual período de 2021. Mas na quantidade de produtos houve recuo de 5%.

Os dados são de um estudo da consultoria Kantar, antecipado com exclusividade pelo periódico. Quando se considera o preço médio por unidades (cada produto ou embalagem), a alta foi de 13,7%.

Os dados do relatório “Consumer Insights 2022” mostram mudanças de hábitos também nos gastos fora de casa. Neste caso, o preço médio por produto cresceu 11%, acompanhado por um recuo de 10% na quantidade consumida. O valor, no entanto, se manteve estável.

“Este primeiro trimestre de 2022 é um primeiro início de retomada de normalidade em termos de consumo por causa da situação da pandemia. E o que se vê é um conjunto de dois efeitos: aumento de preços, especialmente de alimentos, e bolso mais apertado do consumidor. E isso afeta todas as classes de renda, embora as mais baixas sejam mais prejudicadas, e todas as regiões. O consumidor acaba reduzindo o número de unidades compradas, não consegue acompanhar a alta da inflação”, explica a diretora comercial da Kantar, Raquel Ferreira.

A pesquisa traz o cenário para diferentes regiões no país. A consultoria usa um conjunto de sete regiões, que permite avaliar o desempenho no interior e nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro.

Preço da refeição fora de casa sobe 21% e consumidor opta por ‘snack’, que ficou 11% mais caro, diz a Kantar

Todas as sete regiões pesquisadas tiveram alta de dois dígitos no preço médio por produto no primeiro trimestre de 2022, ante igual período de 2021.

As altas mais expressivas foram no Centro-Oeste (16,4%), na Grande São Paulo (15,6%) e no grupo que reúne Norte mais Nordeste (15,3%). Se no Centro-Oeste o número de unidades vendidas cresce (1,6%), na Grande São Paulo houve queda de 3%, acompanhada de recuo de 5,4% no Grande Rio, onde o preço médio por unidade subiu 14,4%. No Norte e Nordeste, há estabilidade nas quantidades vendidas.

“O Norte e Nordeste têm uma estabilidade no consumo, um efeito muito claro da redução do subsídio governamental. Era uma região que vinha sustentando o consumo, quando o alcance do auxílio diminuiu, isso impactou bastante o que vai para as mesas”, explica Ferreira.

Um outro olhar sobre a redução do consumo pode ser verificado no indicador que acompanha o número médio de itens incluídos pelo consumidor no carrinho de supermercado a cada vez que vai às compras. Na média nacional, o brasileiro comprava 13 itens a cada visita ao supermercado no primeiro trimestre deste ano – no primeiro trimestre do ano passado eram 15 produtos.

Seis das sete regiões brasileiras analisadas pela Kantar tiveram queda na quantidade de produtos incluídos no carrinho: apenas no Grande Rio o número se manteve estável em 11. Os consumidores do Nordeste diminuíram de 19 itens no primeiro trimestre de 2021 para 14 no primeiro trimestre de 2022.

No consumo fora de casa, o relatório da Kantar também mostra a mudança do perfil de compras: o consumidor tem negligenciado as refeições completas, que ficaram 21% mais caras principalmente na hora do almoço, com um tíquete médio de R$ 43,94, e dado preferência a petiscos (“snacks”), que ficaram 11% mais caros e ainda assim têm valor correspondente a um quarto da refeição (R$ 10,43).

Os dados apontam que a frequência de refeições caiu 25% no primeiro trimestre de 2022, frente ao primeiro trimestre de 2020, enquanto na categoria “snacks” essa queda foi menor, de 9,8%.

“O grande ponto de atenção é que o início de retomada em 2022 ainda não permite que o ritmo seja o que era antes. Tem duas coisas: as pessoas que foram se habituando a rotinas diferentes e uma pressão no bolso que faz com que, mesmo que as pessoas façam refeições fora de casa, essa refeição diminuiu também para as opções mais econômicas”, nota Raquel Ferreira.

A inflação é uma das principais preocupações das lideranças empresariais do país, como mostrou, na semana passada, reportagem sobre a premiação “Executivo de Valor”, que reconhece os melhores gestores de companhias brasileiras. O cenário da inflação continua incerto. As recentes desonerações tributárias podem ajudar a reduzir a inflação neste ano, mas em 2023 o quadro fiscal deve pressionar a inflação para cima.

O Bradesco, por exemplo, reduziu a projeção do índice oficial da inflação (IPCA) de 9% para 7,5% este ano e elevou a expectativa para 2023, de 4,1% para 4,9%.

Procuradas para comentar sobre o efeito da inflação nas vendas, muitas redes de supermercados preferiram não falar sobre o tema. Entre as que se pronunciaram, não se admitiu que haja redução na quantidade de compras pelos clientes, mas a busca de marcas com preços menores foi ressaltada como um comportamento dos consumidores neste momento.

“A redução de itens não [foi percebida], mas percebemos sim uma movimentação de troca de marcas. Uma parte dos consumidores está mais aberta a experimentar marcas alternativas. Mas é uma movimentação sempre baseada na qualidade e no custo versus benefício”, diz Manuel Pinheiro, diretor comercial do Supermercados Mundial, rede com 20 lojas no Estado do Rio de Janeiro com foco em descontos e promoções relâmpago nas lojas.

Ele afirma que a rede – que já trabalha com marcas alternativas além das chamadas grandes marcas do mercado – também tem investido no que chama de desenvolvimento de novas categorias de produtos.

Um exemplo citado por ele é o da linguiça de frango, produto no qual foi feita uma aposta, com aumento de exposições nas lojas e anúncio em televisão. O preço do quilo é menor que o do filé de frango, um dos itens que tiveram alta recente de preços. O volume de vendas mensal da linguiça de frango, que era de 500 quilos, passou para mais de 50 toneladas. “Queremos oferecer opções ao consumidor para que a cesta de compras continue farta”, afirma Pinheiro.

A Rede Supermarket, com mis de 120 lojas no Estado do Rio, informou que tem investido na busca por novas marcas para oferecer ao consumidor, que unam qualidade e preço baixo. De olho no cenário atual, tem planejado um ciclo de promoções para o fim do mês. O objetivo, segundo o presidente, Paulo Bonifácio, é “ajudar o consumidor que já está com o salário chegando ao fim”.

Consumidor pesquisa mais, corta supérfluos e compra menos produtos

Das famílias aos pequenos negócios: as compras nos supermercados precisaram de adaptações para dar conta dos preços mais altos. Redução de quantidade, mudança de marcas, pesquisa de ofertas e suspensão da compra de algum produto são as principais estratégias citadas para lidar com o impacto da inflação no orçamento.

Para dar prioridade a frutas e legumes para o filho Gael, de um ano, Bianca Kelly Gonzaga Pereira, de 26 anos, tem deixado fora do carrinho do supermercado proteínas mais caras como a carne e supérfluos que costumava comprar antes, como biscoitos e doces. Com os R$ 300 que fazia as compras para o mês há alguns meses, agora só consegue abastecer a casa por no máximo duas semanas.

“Somos três pessoas em casa, contando também meu marido. Com o que gastava para o mês, agora só dura, no máximo, duas semanas. A gente tem comido mais ovo e linguiça, a carne ficou muito cara nem dá para pensar. Deixei as besteiras de lado e pesquiso bem mais os preços atrás de promoções, vou comprando aos poucos”, conta.

Saídas para comer fora ou pedidos de comida por “delivery” foram hábitos abandonados pela família; “A gente saía para comer ou pedia [pelo] iFood. Agora, um hambúrguer dá R$ 40. A gente teve que cortar esse lazer, não dá para arcar com um gasto desse”, diz.

A aposentada Jerusa Maria Alves Prado, de 73 anos, também tem na ponta na língua a a diferença no preço de suas compras. Com uma nota fiscal de R$ 418 do supermercado na mão, diz que o gasto não saía por mais de R$ 200 há alguns meses: “Tudo aumentou. Feijão, manteiga, açúcar, carne, frutas, queijo… Material de limpeza está uma fortuna”, afirma.

Mesmo as marcas que costumavam ser mais em conta tiveram alta de preço, nota ela, e está difícil fazer substituições de marcas. “Com esses preços, a gente acaba ficando mais nos produtos básicos”, diz.

A redução de quantidades foi a alternativa encontrada pelo aposentado José Monte Novo, de 79 anos, para fazer as compras continuarem cabendo no seu orçamento. A cada ida ao supermercado, diz, é um susto.

“Cada dia pensa uma coisa de preço e é outra. Toda vez é um susto. Não tem outro jeito. O que eu levava cinco [unidades], levo dois. O que eu comprava dois, agora não compro nenhum”, diz. Por uma compra de apenas cinco itens, pagou R$ 47. Na sacola, apenas pão (dois tipos), queijo, melancia e laranjas.

Fundador de uma empresa que hoje fornece cerca de 200 refeições por dia, Bruno Braga Miquelino, de 45 anos, sai todo dia em sua bicicleta percorrendo supermercados atrás de promoções para garantir o preço mais baixo possível para os insumos. Embora também tenha fornecedores, diz que a pesquisa é fundamental para garantir as ofertas que vão ajudar a melhorar sua margem de lucro afetada pela inflação.

“Os preços aumentaram muito. Um quilo de frango, que há uns meses saía por R$ 12, agora está mais de R$ 20. A gente tem que ir onde está mais barato, tudo para amenizar essa inflação”, diz ele, conhecido como “Bruno Mineiro”, já que é natural de Peçanha (MG).

A pesquisa é ainda mais necessária, segundo ele, porque não consegue repassar grande parte do aumento de seu custo para o preço das refeições. O prato de frango à parmegiana, por exemplo, que custava R$ 20, aumentou para R$ 22. Esse aumento de 10%, no entanto, conta, ficou muito abaixo do que foi a alta do seu custo.

“Mesmo repassando só uma parte tem gente que reclama. Por isso a gente precisa pesquisar muita promoção, para segurar um pouco a perda da margem”, afirma.

Além das pesquisas permanentes de preços de insumos, Miquelino lançou recentemente refeições em embalagens menores, de 350 gramas, e também opções de caldos e sopas. Se o preço médio das refeições fica em torno de R$ 20, esses novos produtos têm preços mais perto dos R$ 15.

Fonte: Por Lucianne Carneiro, Valor

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Negócios

Entrega de décima loja reforça expansão de rede na região Norte

De Administrador SH 5 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Grupo mescla seus negócios com supermercados e atacarejos em região manauara

A rede de supermercados Atack, especializada em atendimento no atacado e varejo, inaugura nesta quarta-feira, uma nova unidade do grupo no formato Mercado. Localizada na Av. Profº. Nilton Lins, a unidade é a 6ª da rede na Capital Amazonense.

A proposta da nova loja é continuar oferecendo ao cliente economia e encantamento, com uma experiência de compra mais prazerosa e prática.

“Pensamos desde o estacionamento coberto até um tamanho e layout de loja onde o consumidor consiga, de forma rápida, fazer suas compras com mais frequência e aproveitar produtos mais frescos”, William Medeiros, diretor da rede de supermercados.

O Atack Mercado conta com um mix de 10 mil produtos voltados para o consumo do dia a dia, divididos entre diversos setores, como hortifruti com legumes e frutas fresquinhos, padaria, bebidas, e o açougue, um dos maiores da cidade e com variados cortes de carnes.

A rede de supermercados Atack conta com 6 unidades em Manaus, sendo 4 lojas de “atacarejo”, 1 exclusiva para atacado e a nova unidade, com conceito mercado, que possui 2.500 m² de área de vendas, número de caixas acima da média para esse formato de loja, 150 vagas de estacionamento e está gerando 200 vagas de empregos diretos.

Segundo William, a inauguração da loja vai contar com muitas promoções e deve agradar todos os públicos, “desde os itens mais básicos, voltados a maioria dos clientes, até públicos mais específicos, como o cliente do churrasco do fim de semana e as mamães que adoram promoções de fraldas”, afirmou o diretor.

Localizada na Av. Prof. Nilton Lins, 1360, Parque das Laranjeiras, Flores, zona Centro-sul de Manaus, a unidade vai funcionar de segunda a sábado, das 7h30 às 21h, e nos domingos e feriados das 7h30 às 18h.

5 de julho de 2022 0 Comentários
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InternacionalNegócios

A disparada por marcas próprias na Europa

De Administrador SH 5 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

É significativo o volume de clientes que incrementou as compras com “MP” em todos os segmentos nos supermercados

Na Europa, quase três em cada dez consumidores estão comprando mais alimentos “marcas próprias” (fabricados especialmente para um varejista, com seu nome na embalagem) em comparação com a quantidade que compravam antes da pandemia.

Essas descobertas foram divulgadas em um novo relatório do PLMA International Council. No geral, quatro em cada dez consumidores disseram que, nos próximos dois anos, esperam comprar mais marcas próprias de alimentos do que atualmente.

Os autores do estudo sublinham que “os europeus nunca farão as mesmas compras de mercearia”. Neste caso, observaram que a pandemia trouxe mudanças significativas na Europa na forma como os consumidores compram produtos alimentares e não alimentares. Além disso, consideram que muitas dessas mudanças mais importantes são duradouras.

Apesar de os supermercados ainda serem maioria na escolha de alimentos, 26% esperam fazer compras online com “mais” ou “muito mais” frequência para seus mantimentos nos próximos dois anos. Os consumidores relataram que, antes da pandemia, cerca de 80% de suas compras de supermercado eram realizadas em uma loja física — e esse número hoje caiu para 74%.

Padrões nas compras online de alimentos

Segundo o levantamento, os consumidores europeus são metódicos quando o assunto é realizar compras online. Alguns dados são:

  • cerca de 28% procuram alternativas mais baratas sugeridas do item que escolheram;
  • 25% trabalham a partir de uma lista de itens encomendados anteriormente;
  • 25% digitam a descrição do alimento;
  • 16% digitam a marca e a descrição do produto do próprio supermercado;
  • 15% digitam a marca nacional e a descrição do produto;
  • e 14% buscam por promoções. Além disso, consumidores online também optam por produtos recomendados ao item de interesse

Fonte: Food Ingredients First, Ecommerce Brasil

5 de julho de 2022 0 Comentários
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GenteNegócios

Ex-VP da Ambev é novo diretor do Dom Atacadista

De Administrador SH 5 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Companhia tem a meta de abrir 45 lojas no Rio de Janeiro e em Minas Gerais até 2025

Caio Lira, ex-vice-presidente de off trade da Ambev, é o novo diretor geral da rede de supermercados Dom Atacadista. A rede, com sede no Rio de Janeiro, teve 50% do capital adquirido pela rede mineira Mart Minas, em março.

A contratação faz parte dos planos da companhia de acelerar o ritmo de expansão. A meta é abrir 25 lojas em Minas Gerais e 20 no Rio de Janeiro, chegando a 105 lojas no total, ante atuais 60 lojas. Em faturamento, a previsão é atingir R$ 16 bilhões por ano até 2025, ante R$ 6,5 bilhões no ano passado.

Lira tem mais de 20 anos de experiência na Ambev, sendo que atuava como vice-presidente para o canal off trade desde janeiro de 2020.

O executivo chega à varejista com o desafio de promover maior digitalização da companhia, capturar sinergia com a união das duas redes de supermercados, aumentar a rentabilidade com adoção de novas práticas e processos e uma nova visão sobre tendências de mercado e do consumidor.

Fonte: Cibelle Bouças, Valor

5 de julho de 2022 0 Comentários
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ESGNegócios

Anitta é a garota propaganda do plant-based da Fazenda do Futuro

De Administrador SH 5 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Sócia da startup, cantora e empresária foi escolhida para popularizar a proteína à base de planta

Depois de atrair Anitta como sócia, a startup de proteína vegetal Fazenda Futuro vai usar o “canhão” de marketing da cantora como alavanca de uma nova linha de produtos. O lançamento é uma aposta na popularização do chamado plant-based, nicho que cresce rápido, mas ainda está distante do prato da maioria dos consumidores brasileiros.

Anitta vai estampar as embalagens de três novos produtos que compõem uma linha batizada de Futuro Party. São quibes, nuggets de frango e mini-hambúrgueres congelados. A ideia é promover os quitutes como opção de cardápio para compartilhar em ocasiões de festa — justamente aquelas em que mesmo os consumidores mais rígidos com a dieta sucumbem à indulgência de alimentos menos saudáveis.

Embora opere em mais de 30 países, a Fazenda Futuro vai comercializar os produtos apenas no Brasil, onde a presença dos produtos de base vegetal é menor e a “marca” Anitta tem maior apelo. O Brasil representa apenas 35% das receitas da startup, e o percentual deve cair para 30% no fim do ano com a recente entrada em mercados da Oceania (Austrália e Nova Zelândia) e o crescimento de sua operação nos EUA.

— Queremos cada vez mais dar opções de escolha para as pessoas, democratizar essa categoria. Neste momento, o lançamento conta com esses três produtos, mas, em um futuro próximo, ampliaremos (o cardápio) — disse Anitta, em entrevista por e-mail. — A ideia de salgados para festas já estava em pauta quando entrei (em maio). (…) Daí pensamos nas embalagens, nos nomes, quais seriam os produtos etc. Fiz questão de provar todos.

Segundo o fundador e CEO, Marcos Leta, o plano é lançar nova linha de produtos centrados na imagem da Anitta no ano que vem.

Uma das contribuições da cantora, acrescentou Leta, resultou na marca do quibe, que será comercializado como “Ki-ki-kibe”. O nome é inspirado no termo “kiki”, que significa fofoca no dialeto pajubá, usado pela comunidade LGBTQIA+ e que incorpora vocabulários de origem nagô e iorubá. O nome é uma tentativa de potencializar a conexão da marca com a base de fãs de Anitta, na qual essa comunidade tem peso importante.

A startup vai explorar ainda a associação de Anitta com a nova linha de produtos em campanhas de marketing nas redes sociais e em mídia out-of-home (exibida no mobiliário urbano, em pontos de ônibus).

Disputa com rivais

O lançamento também representa a entrada da Fazenda Futuro em categorias que já eram explorados por gigantes como BRF (quibe vegetal da linha Veg & Tal, da Sadia) e JBS (empanados de frango da linha Incrível, da Seara).

— Somos líderes nas categorias plant-based de hambúrguer e almôndega no Brasil, mas não tínhamos nem quibe nem nuggets, que são linhas importantes nesse mercado. Nossa meta é brigar para sermos líderes também nesses segmentos — afirma Leta, que, antes da Fazenda Futuro, fundou a marca de sucos Do Bem, vendida para a Ambev.

Anitta se tornou sócia da startup há menos de dois meses, depois de a companhia ser avaliada em R$ 2,2 bilhões e ter atraído investidores como BTG Pactual, XP, Enfini Investments, Rage Capital, Monashees e Go4it Capital. A cantora chegou incumbida de ser a “cara” do negócio no Brasil, usando sua projeção para popularizar os produtos plant-based da marca.

Os novos produtos vão complementar um portfólio que já inclui itens veganos como hambúrguer, almôndega, carne moída, linguiça, atum e frango. O quibe é produzido com soja, óleo de girassol, cebola, alho e hortelã, enquanto o nugget é feito com soja, ervilha e grão de bico. O mini-hambúrguer leva soja, ervilha, gordura de coco, óleo de canola e beterraba em pó.

O quibe e o mini-hambúrguer estão chegando ao varejo em embalagens de 240 gramas e preço sugerido de R$19,90. O nugget está previsto para os próximos meses.

Fonte: Rennan Setti, Capital, O Globo

5 de julho de 2022 0 Comentários
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