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Bebidas: 4 tendências que podem remodelar o setor

Da gestão de energia ao bem-estar, consumidores querem vivenciar momentos, redesenhando o mapa da categoria destes produtos

De Redação SuperHiper
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O comportamento do consumo de bebidas vem mudando nos últimos anos. As bebidas alcoólicas já dão sinais de retração, abrindo espaço para novas categorias, das funcionais às que promovem experiência e interação. Essas transformações foram amplamente debatidas durante o Cold Vault Forum, da CSP, realizado em Illinois (EUA).

A primeira mudança apontada pelo diretor administrativo da RBC Capital Markets, Nik Modi, é a transição das bebidas de estímulo para as de energia gerenciada. Segundo ele, os consumidores estão migrando de produtos voltados ao impulso energético para opções mais equilibradas, capazes de atenuar os picos fisiológicos do dia e proporcionar foco, equilíbrio emocional, calma física e ausência de euforia ou quedas bruscas de energia.

Um dos fatores que vêm impactando esse comportamento, e que já vem sendo observado há algum tempo, é o uso de medicamentos GLP-1, que têm alterado hábitos alimentares. Ao mesmo tempo, interferências externas, como ansiedade e fadiga no ambiente de trabalho híbrido, também influenciam essa nova dinâmica de consumo.

Diante desse cenário, as bebidas tendem a se dividir em dois novos espaços: produtos voltados ao fornecimento de energia constante, sem picos, e bebidas direcionadas ao sistema nervoso, com foco em relaxamento e tranquilidade.

Produtos pioneiros

Uma pesquisa desenvolvida pela Circana apontou mudanças cruciais na forma como os consumidores descobrem e escolhem novos produtos. Segundo o estudo, os fabricantes estão navegando em um cenário de consumo mais complexo, oferecendo soluções funcionais, envolventes e conectadas, capazes de equilibrar valor, confiança e necessidades do dia a dia.

Nesse contexto, a pesquisa mostra que as marcas que mais se destacam são aquelas capazes de encontrar os consumidores onde eles estão: equilibrando saúde e prazer, conectando valores de marca por meio de colaborações inteligentes e fortalecendo presença nos espaços digitais onde a descoberta começa. As regras do jogo mudaram fundamentalmente, e as empresas que reconhecem esse movimento são as que aparecem na lista de pioneiras.

A pesquisa New Product Pacesetters apontou os principais vetores que estão impulsionando o mercado e o foco que os novos produtos devem adotar:

  • Equilíbrio, saúde e prazer: escolhas que fazem o consumidor se sentir bem, combinando sabor, praticidade e experiência.
  • Elevado, confiável e para o dia a dia: produtos diferenciados que entregam múltiplos benefícios, qualidade e eficácia em uma única solução, ampliando a percepção de valor.

Bebida como ritual

A segunda transformação apontada por Modi é a ascensão da bebida como um ritual, e não mais apenas como uma categoria. Segundo ele, os consumidores não estão apenas consumindo bebidas, mas vivenciando momentos.

Esses produtos passam a representar pequenos rituais do cotidiano, como:

  • Clareza para o trabalho;
  • Retomada da energia no período pós-14h;
  • Transição do entardecer, após o expediente;
  • Recuperação no pós-atividade física.

“Os consumidores estão construindo sua identidade e equilíbrio emocional em torno de rituais com horários definidos”, explica Modi.

Segundo ele, a tendência já não está apenas em bebidas criadas para ocasiões específicas, mas em soluções associadas à funcionalidade matinal, clareza mental à tarde, relaxamento no pós-expediente e auxílio ao sono. Trata-se de um novo mapa de segmentação para a indústria de bebidas.

Outro ponto levantado foi a transformação no quesito sabor. Surge uma nova fronteira no universo das bebidas, marcada pela preferência por perfis mais suaves, em detrimento dos sabores intensos. Dados de redes sociais apresentados por Modi mostram crescimento em termos como “sabor suave”, “apenas um toque” e “doçura delicada”.

Fonte: Supermarket News, CSP e Circana

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