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Internacional

Lojas autônomas avançam no varejo alemão

De Administrador SH 10 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Líder local Rewe implementa loja sem checkouts em Berlim em parceria com startup israelense

*Por Renato Muller

O grupo supermercadista alemão Rewe, um gigante de 70 bilhões de euros por ano, engrossou a lista dos varejistas globais que estão experimentando o conceito de lojas autônomas. A empresa inaugurou um ponto de venda de quase 400 metros quadrados no bairro de Prenzlauer Berg, em Berlim – a segunda unidade 100% autônoma da rede, que conta com 6.000 lojas na Alemanha e 3.500 em outros países.

A iniciativa é uma parceria com a startup israelense Trigo e, em uma fase inicial, está aberta somente para colaboradores da rede e clientes portadores do cartão fidelidade da marca. Nos próximos meses, a unidade será liberada para o público em geral. No ano passado, a rede abriu uma loja autônoma de 200 metros quadrados no coração de Colônia, com foco em conveniência.

A unidade de Berlim, por sua vez, foi projetada para atender às necessidades de consumidores que fazem suas compras semanais de abastecimento, inclusive de itens em maior quantidade e embalagens “jumbo”. A tecnologia implementada na loja permite que produtos sejam adquiridos por peso, em vez de somente por unidade – o que facilita a venda de hortifrutis.

O novo teste da Rewe tem um potencial disruptivo no varejo alemão, até hoje um dos mercados europeus com menor penetração de cartões de crédito. Mais do que parte do folclore do varejo local, fazer compras com moedas é parte da cultura alemã – e um movimento incentivado em várias redes. Com a loja autônoma, a Rewe quer testar o conceito de um PDV sem checkout e pagamento digital em um dos principais hubs de startups da Europa, com uma população jovem acima da média do país.

10 de julho de 2022 0 Comentários
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Negócios

Cenário econômico acelera a importância do comércio online

De Administrador SH 10 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Empresas que focam na digitalização e logística vendem mais, inclusive os atacarejos

Uma das tendências aceleradas pela pandemia, a compra online de produtos de supermercado se tornou parte indispensável da estratégia e do faturamento dos principais varejistas do país.

Segundo números da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), 44% dos supermercadistas vendem pelo WhatsApp, e 36% operam por ecommerce.

Não apenas os novos hábitos introduzidos com a crise sanitária, mas também os preços dos alimentos têm colaborado para que o consumidor, pressionado pela crise na hora da compra, procure tanto novos canais como novos centros de compra.

A inflação de alimentos e bebidas medida pelo IBGE nos últimos 12 meses registrou alta de 13,47% até abril, mas para alguns produtos da cesta básica a variação no preço ao consumidor pode chegar a quase 200%.

O DataFolha fez uma pesquisa onde avaliou as respostas dos consumidores em relação aos fornecedores de artigos de supermercado pela internet.

Pelo estudo, os vencedores no segmento atacadista são Assaí e Atacadão

No formato Supermercado: Americanas, Carrefour e Extra

“Já havia uma tendência de maior busca de entregas em domicílio. Mas por meio dos canais digitais há também o processo de comparação de preços, que é um ponto importante em um contexto de renda deprimida’’, explica Silvio Laban, professor de marketing do Insper.

Nesse cenário, as marcas mais lembradas na pesquisa Datafolha têm em comum o investimento na digitalização e em logística —com diversificação dos canais de venda e parcerias para realizar entregas mais rápidas.

ATACADISTA: ASSAÍ E ATACADÃO

ALÉM DE INVESTIR NO FÍSICO, ATACAREJO SE VOLTA À DIGITALIZAÇÃO

Em ascensão, o chamado atacarejo vem investindo não apenas em interfaces mais atraentes nas lojas físicas, mas também em melhorar a experiência para o cliente online.

Segundo a Abras, o atacarejo respondeu por 51% do faturamento e concentrou 41% de investimentos das supermercadistas em 2021. As duas maiores marcas do setor, Assaí e Atacadão, seguem, cada uma, sua estratégia para atender o cliente no digital —ambas dividiram o pódio na categoria atacadista online, com 8%, segundo pesquisa Datafolha.

No caso do Atacadão, o volume de vendas por canais online registrou aumento de quase oito vezes no primeiro trimestre deste ano na comparação com os últimos três meses de 2021. Um dos passos a contribuir para o resultado foi a aquisição, em 2020, de 51% da startup CotaBest, que oferece soluções para compra e venda na internet.

A operação permitiu o desenvolvimento de um marketplace, que, além de vender produtos das unidades do Atacadão, também lista mercadorias de mais de 300 vendedores parceiros, entre elas bebidas e itens de escritório. A marca também trabalha com entregas por meio de plataformas como o Rappi, a depender da unidade.

A parceria com aplicativos de entrega também foi a estratégia adotada pelo Assaí para atender pedidos online. Com o Cornershop, por exemplo, a cobertura de delivery da marca chega a 55 cidades e 17 estados do país. As vendas pelo canal cresceram 178% nos primeiros quatro meses de operação, iniciada em setembro do ano passado. A rede planeja expandir o serviço para outras empresas de delivery.

Com o incremento e a busca do consumidor por preços menores, as vendas líquidas do Assaí renderam R$ 11,4 bilhões nos primeiros três meses de 2022, aumento de 81% em relação a igual período de 2019.

SUPERMERCADO: AMERICANAS, CARREFOUR E EXTRA

NA CORRIDA POR VENDAS PELA INTERNET, MARCAS REFORÇAM LOGÍSTICA

Três empresas empataram na preferência dos brasileiros quando perguntados pelo Datafolha qual melhor supermercado da internet: Americanas (5%), Carrefour (4%) e Extra (4%).

No caso da Americanas, a pandemia fez com que a categoria se tornasse um dos destaques do seu ecommerce. Em agosto de 2021, a marca anunciou a aquisição por R$ 2,1 bilhões do Hortifrúti Natural da Terra para atender a demanda de alimentos frescos. Com a transação, tornou-se possível comprar pelo site da Americanas e receber em casa itens de 77 lojas do hortifrúti em quatro estados.

Além do Natural da Terra, a Americanas tem mais de 1.500 parceiros conectados ao seu marketplace, entre mercados de bairro e grupos nacionais.

Uma das iniciativas do Carrefour para acompanhar as mudanças de consumo foi a entrega de alimentos em até duas horas, implementada em outubro de 2021, com produtos comprados online saindo de gôndolas de lojas em vez de estoques exclusivos. “Qualquer ponto físico pode ser considerado um minicentro de distribuição”, diz Samuel James, diretor do departamento digital do Grupo Carrefour Brasil.

O Extra passou por uma divisão de suas operações que culminou em 2019, quando o Grupo Pão de Açúcar vendeu sua participação na Via, companhia dona de marcas como Casas Bahia e Ponto.

Desde então, o GPA comanda o ecommerce Clube Extra (clubeextra.com.br), que oferece entrega de produtos frescos e perecíveis em até duas horas ou retirada em apenas uma hora nas lojas físicas do Mini Extra e Mercado Extra.

ENTENDA A PESQUISA

Levantamento trata de serviços online e comportamento do brasileiro conectado

  • Datafolha

O levantamento que dá origem às matérias deste caderno especial foi feito pelo Datafolha e teve dois módulos, com duas pesquisas distintas, uma sobre as marcas favoritas dos brasileiros para serviços que envolvam a internet e outra sobre o seu comportamento online

  • Marcas

A pesquisa sobre as marcas reflete 1.500 entrevistas feitas entre 21 e 28 de março de 2022, com brasileiros de 16 anos ou mais, de todas as classes sociais e regiões do Brasil, que acessam a internet todos os dias. A margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais, e sua confiabilidade é de 95% –isso significa que, se cem pesquisas iguais a esta fossem feitas, em 95 os resultados estariam dentro da margem de erro

  • Comportamento

A pesquisa sobre o comportamento online do brasileiro reflete 2.064 entrevistas feitas entre 16 e 24 de março com brasileiros de 16 anos ou mais, de todas as classes sociais e regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, considerando um nível de confiança também de 95%

Já a Via permaneceu à frente do Extra.com.br, marketplace de eletrônicos que também oferece itens de casa e alimentos perecíveis —o que permite recorrência de compras e aumento no ticket médio dos clientes.

Fonte: Ana Paula Pereira, Folha SP

10 de julho de 2022 0 Comentários
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Negócios

Oxxo: nem tudo caminha como o planejado, diz CEO

De Administrador SH 7 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Muitas das 128 lojas da Rede não funcionam 24 horas . À curto prazo, grupo Nós quer praticamente triplicar o número de unidades

Quem anda por São Paulo provavelmente já viu uma fachada vermelha e amarela de um mercado Oxxo (pronuncia-se “óquisso”). O crescimento da rede mexicana é tão expressivo que virou meme na internet. Em entrevista exclusiva, Rodrigo Patuzzo, CEO do Grupo Nós, responsável pelas marcas Oxxo e Shell Select, conversou sobre as brincadeiras de usuários com a abertura frenética de lojas e a pronúncia certa da marca, revelou planos de abertura de novos mercados e se diz preocupado com a segurança de clientes e funcionários. O Grupo Nós é uma joint venture entre a brasileira Raízen e a mexicana Femsa Comercio.

Com quase dois anos de operação no Brasil, o Oxxo tem 128 mercados abertos em São Paulo —76 somente na capital—e promete chegar a 309 lojas até março de 2023. O custo para abrir uma loja, que tem 90 m², é de R$ 750 mil. A rede tem cerca de 1.000 funcionários. A estratégia é estar sempre próximo do cliente, por isso é chamada de mercado de proximidade. Olegário Araújo, pesquisador do FGVcev (Centro de Excelência em Varejo da Fundação Getúlio Vargas), afirma que a inauguração de várias unidades ao mesmo tempo faz sentido para esse modelo de negócio. “O Oxxo precisa de escala, e para ficar de pé é preciso ter muitas lojas”, diz.

Leia trechos da entrevista com Rodrigo Patuzzo a seguir:

A rápida expansão do Oxxo em São Paulo caiu nas redes sociais em formato de memes. Como avalia essas brincadeiras?

O balanço é extremamente positivo para esse curto período de vida porque se conecta com a nossa estratégia de crescimento. Enquanto nossos concorrentes têm uma loja em determinada região, a nossa ideia é ter três unidades.

A minha loja é menor que a do concorrente e meus custos fixos são mais baixos. A nossa expectativa é que isso gere conhecimento da marca e acelere à medida que vamos avançando em direção ao consumidor.

O Oxxo já fez publicações nas redes sociais em que ensina a pronúncia correta do nome da marca. Isso é uma preocupação?

É uma palavra fácil de ler, você lê do mesmo jeito de trás para frente e da frente para trás. Nós brincamos muito com isso, no nosso Instagram tem uma série de postagens que explicam como se fala Oxxo (ó-quis-so).

Vemos muito potencial de explorar de forma leve, jovial e usando o bom humor do brasileiro. Ao mesmo tempo, não vemos nenhum problema porque não importa como o cliente vai falar. O que importa é o cliente satisfeito com os produtos.

Por que o centro de SP tem tantas unidades?

Nosso primeiro movimento foi começar pelo centro e depois ir para o centro expandido, em bairros como Vila Mariana, Brooklin, Jardins, Pinheiros, Itaim Bibi. Hoje também já estamos no Morumbi, Mooca, Tatuapé e Santana.

Na hora em que tornamos a operação em São Paulo robusta, vamos para outros lugares do Brasil que estão mapeados. Posso dizer que será na região Sudeste, mas não posso dar mais detalhes.

As periferias estão nos planos?

Com certeza, é onde efetivamente vamos atingir o sonho de replicar no Brasil o que foi feito no México, que tem 21 mil lojas. Não tem como atingir esse sonho se eu não me posicionar nas periferias.

Qual é o perfil do seu consumidor?

Dois públicos se destacam mais: mulheres de 45 a 65 anos e jovens universitários, tanto homens quanto mulheres.

Nos mercadinhos de bairro, se vê a senhora fazer compra com gasto médio mais alto e mais produtos na cesta. Nas áreas mais comerciais, onde os jovens estão de passagem, a quantidade de produtos é menor, mas a recorrência é maior na semana.

Nós também estamos começando a atuar com dark stores [espaço para armazenar e distribuir produtos de várias empresas rapidamente]. A ideia é trabalhar com um marketplace digital para começar a entregar [produtos da] Oxxo em São Paulo. Já estamos fazendo isso [no bairro da] Consolação, mas queremos entregar na casa do consumidor em toda a cidade e num intervalo de 15 minutos.

Quais são as categorias de produtos mais vendidos?

A categoria de food service, que inclui alimentos em geral e padaria, tem o percentual mais alto, com participação acima de 22%.

Temos dois segmentos completamente diferentes: o mercadinho de bairro em uma área residencial tem um consumo alto de frutas, legumes e verduras, de mercearia e itens de higiene e limpeza. Nos grandes centros comerciais, essas categorias praticamente não aparecem. Aí são mais bebidas, que ficam “pau a pau” com comida.

A inflação tem impactado a negociação com fornecedores e o consumo dos seus clientes?

Sim, o que tem acontecido é o repasse da inflação para o consumidor. Eu estou crescendo, investindo capital, enquanto meus concorrentes já estão estabelecidos. Vejo a inflação pressionar de um lado e tento segurar o máximo que dá do outro. Nós negociamos todo dia, fazemos promoções, tentamos abaixar o preço de algumas mercadorias. A indústria às vezes banca, às vezes não.

Mas o que o Oxxo tem de diferente em relação à concorrência?

Somos uma one stop shop [loja de parada única] em um formato bem compacto. O consumidor entra e em três minutos faz sua compra de reposição imediata. A variedade não é grande, mas as soluções são muito bem pensadas.

Para este ano, estamos ensaiando conectar o consumidor e suas compras. Exemplo: tenho um cliente que compra um pack de cerveja às quartas-feiras, no fim da tarde, para ver um jogo de futebol. Eu já saquei isso e vou colocar uma promoção só para ele.

Como faz pouco tempo que estamos construindo um gigante para ser líder no segmento de proximidade no Brasil, nós vamos avançar para a segunda etapa que é o uso de machine learnings e inteligência artificial para trabalhar o CRM [Gestão de Relacionamento com o Cliente], o CPF da pessoa e os hábitos de consumo e gerar benefícios customizados.

O funcionamento 24 horas por dia é colocado como uma vantagem do Oxxo. Entretanto, clientes já reclamaram que encontraram unidades fechadas. Por que isso acontece?

Em um primeiro momento, para manter a competitividade de custos, a nossa visão era ter um funcionário na madrugada. Por questão de segurança, a primeira abordagem foi a da portinhola [a loja fica fechada, e o consumidor é atendido em uma janelinha]. Depois testamos outras alternativas, como a porta aberta com um segurança e um funcionário ou dois funcionários, dependendo da região.

Algumas das nossas lojas não vão funcionar 24 horas, mas são uma minoria. Imagina que no centro de São Paulo é possível andar em um raio de 500 metros e encontrar seis, sete, oito lojas. Não faz sentido manter todas elas abertas. Vou priorizar ter uma unidade aberta, com número de funcionários ideal e fechar uma que está muito próxima. A tendência é que o cliente da madrugada não tenha dificuldade de achar uma loja.

É possível conviver em harmonia com mercados de bairro?

No Brasil, antes da pandemia, havia cerca de 500 mil pontos comerciais registrados como mercado de bairro. Nós temos pouco mais de 100 lojas. Vamos dizer que a gente chegue a 2.000. Tem espaço para todo mundo. Queremos trabalhar com eles para entregar a competitividade de custos que estamos conseguindo obter junto à indústria.

Ao olhar para frente, é parte da nossa estratégia usar a nossa capacidade de compra, volume e escala por meio de um marketplace e otimizar as rotas logísticas para entregar a eles esse benefício. Eu ganho em escala, negocio ainda mais barato com a indústria e ainda os ajudo a evoluírem, a sobreviverem e ganharem dinheiro. Vejo a oportunidade de nos ajudarmos.

Fonte: Henrique Santiago, UOL

7 de julho de 2022 0 Comentários
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Negócios

Invasão de território fomenta maior concorrência no segmento de higiene e beleza

De Administrador SH 7 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Varejista de roupa lança linha própria, acessível e vegana de olho no bem estar do cliente

Encontrar produtos de beleza em lojas de varejistas de moda já é mais do que comum no cotidiano brasileiro. Comprar cosméticos fabricados por grandes empresas do setor, por outro lado, está longe de ser usual.

A Zara é um dos raros exemplos de empresa que deram os primeiros passos nessa direção — feitos nos últimos anos, com a Zara Beauty— e, agora, é a vez da C&A se juntar a esse seleto grupo.

A empresa começa a vender, a partir da semana que vem, a linha própria de produtos de beleza, chamada Bel&za, em 271 lojas espalhadas pelo Brasil, além de site e aplicativo.

São 12 produtos da categoria de corpo e  banho (hidratantes, body splash, gel e creme de mãos), divididos em três fragrâncias diferentes: macadâmia e bergamota, cereja e baunilha e algodão e jasmim. Todos serão vendidos no modelo store-in-store, nas lojas físicas, com preços que variam entre R$ 19,90 e R$ 35,90. O foco é proporcionar uma oferta acessível aos consumidores que já frequentam a loja.

“É apenas o começo, enxergamos um potencial imenso nessa categoria e vamos continuar investindo para ampliar o portfólio de produtos ao longo do tempo”, diz Paulo Correa, CEO da C&A, na reportagem.

No fim do dia, é muito mais uma iniciativa de aumentar tíquete médio do que de trazer novos clientes para dentro das lojas. Um objetivo que condiz com os resultados recentes da companhia. No primeiro trimestre deste ano, a alta da inflação e o aumento das despesas operacionais com a reabertura de lojas fizeram com que a companhia tivesse prejuízo, mesmo com aumento de receita, que chegou à casa do bilhão — aumento de 54,2% em relação ao mesmo período do ano passado. E incremento de 75,2 pontos percentuais nas vendas em mesmas lojas (SSS, no jargão em inglês).

Não à toa, Correa afirma que “o investimento é uma forma de fazer o metro quadrado da loja render mais”, em uma análise pragmática do assunto. “A venda por metro quadrado dessa categoria é muito alta, maior do que a de vestuário. Isso deve trazer mais produtividade para a empresa”, diz.

O custo de colocar a nova vertical de pé, de lançar os novos produtos e a estimativa de retorno a partir da nova linha ainda não são pontos divulgados pelo executivo, ao menos por enquanto. Mas, também, o executivo não deixa completamente no ar o potencial que enxerga na nova linha.

Correa afirma que, com os cosméticos próprios, será possível triplicar ou até quadruplicar de tamanho as vendas desse segmento realizadas pela C&A  dentro dos próximos dois anos. A companhia, vale lembrar, não deixará de vender produtos de terceiros a partir do lançamento da linha própria.

A empresa não divulga dados específicos de cosméticos, eles estão incluídos na categoria Fashiontronics nas demonstrações financeiras. No primeiro trimestre deste ano, a vertical faturou R$ 214,3 milhões, aumento de 50% em relação ao mesmo período do ano passado.

Comercializar produtos para corpo e banho é uma oportunidade significativa para a companhia, na mesma medida em que representa um grande desafio. O setor cresce, de modo geral, de acordo com dados da Euromonitor: olhando para bases anuais, as vendas de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos subiram 1,7% em 2021 no país, a R$ 124,5 bilhões. O resultado ficou abaixo dos patamares dos anos anteriores (3,9% em 2019 e 4,7% em 2020) mas o lado bom dessa história é que os produtos para banho, mesmo em crescimento menor, continuaram em alta. O crescimento foi de 7,2% no último ano, ficando abaixo somente dos produtos de oral care. O desafio — talvez até mesmo mais relevante do que o crescimento em ritmo menor — é a concentração desse mercado. Ainda segundo dados da Euromonitor, Natura&Co, Unilever e Grupo Boticário têm 37% das vendas de higiene e cosméticos no país.

Questionado a respeito dos diferenciais da linha da C&A em relação à concorrência, Correa ressalta o tripé: preço baixo, ampla disseminação das lojas físicas e do e-commerce da C&A no país e crédito. Ou seja, oferecer os produtos para 1 milhão de pessoas por dia (esse é o volume que passa pelas lojas da C&A), a preços atraentes para as classes B e C, ter a possibilidade de experimentá-los em uma loja próxima e, se necessário, parcelar esses produtos e roupas em uma única compra em até dez vezes sem juros, com o C&A Pay.

Tudo isso sem desviar do foco principal da companhia. “A C&A não quer se tornar uma empresa de cosméticos. A nossa história não é só cosméticos. É conexão, é o grupo junto. Sempre vamos estar alinhados em moda”, diz o executivo. No dia a dia, isso se traduz em uma integração de inteligência dentro da companhia e entre as equipes de estilo, de olho em desenvolver, por exemplo, embalagens para presente que diferenciem os produtos da C&A do que a concorrência já apresenta.

Para selecionar os produtos que serão vendidos dentro da C&A dos que não serão, a companhia estabeleceu uma espécie de regra, olhando para o lado mais aspiracional da coisa, baseada em três características: Indulgência, Facilidade e Alegria. Um produto tem de apresentar todas elas para ser vendido pela companhia – seja via marca própria ou de terceiros — sempre de olho em itens de baixa complexidade. De novo, o foco da varejista é muito mais facilitar a vida dos clientes que passam pelas lojas com produtos acessíveis e de boa qualidade do que dedicar rios de dinheiro em pesquisas para novas tecnologias em dermocosméticos.

O que não significa, entretanto, que a companhia prioriza apenas custos baixos na hora de entregar os produtos que oferece. Não é esse o único critério para criar margem a partir da nova linha. A companhia tem uma longa tradição de contribuições em ESG para a moda, com a certificação da plataforma Moda Livre — criada pela ONG repórter Brasil — na categoria mais alta desde 2018, referência contra o trabalho escravo na moda, além do Instituto C&A.

Agora, repassou esses cuidados para a produção da linha de cosméticos também. Todos os produtos são cruelty-free e veganos. “Levamos um longo processo para desenvolver os produtos por causa dos valores da companhia. Queríamos trabalhar com fornecedores que, infelizmente, não conseguimos, mas no fim ficamos com as empresas em que tínhamos mais segurança sobre o processo de produção. Há grandes companhias no setor que trabalham com terceirizados menores, mas não estamos arriscando absolutamente nada”, diz Correa. Os produtos são fabricados pela Yuzi Indústria de Cosméticos Ltda., localizada em Diadema (SP). 

O foco, daqui para frente, é trazer esses aprendizados e continuar em uma pegada sustentável para os demais produtos a serem comercializados dentro da linha própria de cosméticos da C&A. Correa dá um leve ‘spoiler’: maquiagem está entre as categorias analisadas pela companhia.

Faz sentido. O Brasil é o quarto maior mercado de beleza no mundo e as vendas para produtos para os olhos, rosto e boca crescem com o fim da obrigatoriedade das máscaras. Para além da sensação generalizada de crescimento, com lançamentos frequentes de criadores de conteúdo em parceria com marcas, dados da consultoria Euromonitor mostram que o setor começou o ano com 10% de crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior, com faturamento de R$ 7 bilhões.

Na C&A, ainda não há detalhes sobre quando e como a nova linha deve chegar às lojas. O que se sabe, ao menos por enquanto, é que o propósito permanece o mesmo: unir cosméticos com moda cada vez mais ‘dentro de casa’.

Questionado sobre uma possível linha de perfumes, Correa afirma: “Temos uma série de novidades em produção. Queremos fazer diferente do que tem disponível no mercado, mas ainda há detalhes a serem compartilhados”, diz. 

Nesse ambiente, uma coisa é certa: a varejista presente há 46 anos no Brasil entendeu as mudanças de comportamento dos consumidores e uniu o potencial de ganhos nessa ponta para, também, trazer mais resultados positivos no balanço da companhia. O veredito que fica é o de que a empresa parece estar com a faca e o queijo na mão para fazer tudo dar certo, ao menos por enquanto.

Fonte: Karina Souza, Exame

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Negócios

Mateus entrega loja no sertão

De Administrador SH 7 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Trata-se da quinta unidade da rede no Ceará, onde o grupo aposta em crescimento rápido

O Grupo Mateus acaba de abrir mais uma loja no Ceará, a quinta unidade no Estado. O empreendimento está localizado em Quixeramobim. Ao todo, são 190 empregos diretos gerados, e na construção da unidade priorizou-se a mão de obra local.

A nova loja Mateus está instalada na Rua Antônio Pinto de Mendonça, bairro Edmilson Correia. No total, são 8.553 m² de área construída com um salão de vendas de 1.860 m². O estacionamento tem capacidade para 257 veículos, sendo 159 carros e 98 motocicletas, além do bicicletário.

“O Ceará tem uma característica marcante que é a determinação da sua população. Toda vez que planejamos chegar a uma nova cidade, queremos contribuir para o desenvolvimento regional. Quixeramobim é uma cidade promissora em diversos aspectos e o Grupo Mateus chega para somar e contribuir, dando oportunidades para as pessoas. A prioridade é contratar colaboradores locais”, disse Ilson Mateus, CEO e fundador do Grupo Mateus.

Com a inauguração da loja em Quixeramobim, o Grupo Mateus passa a dispor de 221 lojas em operação, sendo 70 de varejo, 49 de atacarejo e 102 de eletro. Por Estado, são 125 lojas no Maranhão, 75 no Pará, 13 no Piauí, 5 no Ceará, 2 na Bahia, 1 em Pernambuco e 1 em Sergipe.

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Negócios

Rede quer crescer 50% em um ano

De Administrador SH 7 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

2022 marca a temporada de expansão de empresa criada há mais de 30 anos

A rede de supermercados Viezzer abriu uma loja que é um marco na sua expansão. A sétima unidade da marca fica em Esteio, sendo a primeira fora de Canoas. O investimento na adaptação do local foi de R$ 3 milhões, com geração de 46 empregos. Ela tem 600 metros quadrados de área de venda e fica na Rua 24 de agosto, 2.534, no bairro Parque Amador.

A rede Viezzer foi criada há 36 anos. Ocupa a 29ª posição no ranking de faturamentos da Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS). A empresa também tem venda pela internet, com a marca Supernahora, e passou a trabalhar em parceria com a Empresa IGet para instalação de mercados dentro de condomínios.

Nos planos de curto prazo, está abrir mais uma unidade em Esteio, o que ocorrerá no mês que vem. A rede tem vagas de emprego abertas, principalmente nas novas unidades. Para 2023, a ideia é abrir mais duas lojas em Canoas.

Fonte: Giane Guerra e Daniel Giussani, GZH

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Negócios

Inflação norteia novos hábitos de compra

De Administrador SH 7 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Levantamento da DOTZ retrata alterações importantes que mexem com o estoque e o fluxo de caixa das empresas

Mudança na frequência de idas ao supermercado, redução do número de produtos no carrinho e restrição de supérfluos, comportamentos típicos dos períodos de inflação e aperto na renda parecem ter se consolidado no varejo no primeiro semestre.

Segundo a Dotz, empresa de acúmulo de pontos em programas de fidelidade, a frequência de ida às lojas subiu 9%, com uma média 15% menor de produtos no carrinho em maio, na comparação com o mesmo mês do ano passado.

O preço médio dos produtos, porém subiu 17%.

A quantidade de biscoitos na compra caiu 7%, enquanto o preço médio subiu 21%, ainda segundo a análise da Dotz.

Fonte: Joana Cunha, Painel Folha

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Internacional

Quais serão os próximos passos da Amazon no setor de supermercados?

De Administrador SH 7 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

*Por Renato Müller

Novo CEO para divisão de negócios de consumo aponta para aceleração da presença da empresa no varejo de alimentos

Recentemente, a Amazon anunciou Doug Herrington como novo CEO da sua divisão de negócios de consumo. O executivo, na empresa há 17 anos, passou nesse período por várias áreas da companhia, com destaque para o serviço de entrega de e-commerce de alimentos frescos, o Amazon Fresh.

A nomeação de Herrington para o comando da divisão de supermercados traz indicações sobre o que a varejista vislumbra para seu futuro.

A expectativa de analistas americanos de mercado é que Harrington aumente o foco da Amazon em categorias onde possui baixa penetração, como o varejo de supermercados. Mas ele assume o posto em um momento de transição da empresa, que divulgou em abril seu primeiro prejuízo desde 2015, por causa de bilhões em despesas extras causados por excesso de capacidade na logística.

“O varejo de alimentos é uma oportunidade importante para a Amazon. Por isso, é bem razoável esperar a aceleração da abertura de lojas físicas Amazon Fresh a partir de agora”, afirma Jason Goldberg, chief commerce strategy officer da Publicis.

O varejo de alimentos é a principal categoria na cesta de consumo, teve um forte impulso à digitalização durante a pandemia e ainda é um segmento em que a Amazon tem uma presença tímida (são cerca de 500 lojas Whole Foods, mais aproximadamente 50 lojas entre Amazon Fresh e Amazon Go) – especialmente considerando que esse é um setor que movimenta US$ 1,4 trilhão em todo o mundo.

No primeiro trimestre de 2022, a Amazon faturou cerca de US$ 4,6 bilhões em seus supermercados físicos (o Walmart, em comparação, teve US$ 103,2 em vendas), mas o crescimento em mesmas lojas tem sido modesto nos últimos dois anos. Herrington terá a missão de acelerar a expansão das vendas, integrar o backoffice das várias bandeiras (Amazon Fresh, Amazon Go, Whole Foods Market), impulsionar o crescimento da base de lojas e dar continuidade à transformação do negócio de lojas físicas como um todo.

Em março deste ano, a Amazon decidiu fechar todos os 68 pontos de venda com a marca 4-Star, além da bandeira Amazon Books, nos EUA e Reino Unido.

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Lançamentos

Condor privilegia o autocuidado com a nova linha SPA

De Administrador SH 7 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Indústria reforçou o portfólio na categoria Beleza no primeiro semestre de 2022

A Condor — empresa com produtos em diversas categorias dos segmentos de limpeza, higiene bucal, beleza e pintura — esteve presente recentemente à Apas Show 2022 com diversas novidades na categoria Beleza.

A indústria lançou sua Linha SPA, e a extensão da linha de Escovas Infantis, que passa a ter também os personagens da Pixar. Os lançamentos chegaram às lojas a partir de junho. A empresa também apresentou a linha completa das escovas para cabelos Condor by Novex Superfoods, em parceria com a Embelleze.

“Nos últimos dois anos o autocuidado tem garantido um espaço importante na lista de compras dos consumidores, especialmente em função da saúde mental. Nesse sentido, a nova Linha SPA vem fortalecer a presença da Condor em todos os lares”, explica a gerente da categoria de Beleza, Tatiana Soares.

“Além disso, as linhas Pixar e Novex Superfoods também trabalham a identificação do consumidor com os produtos que usam, seja pelo personagem, seja por aromas e cores”, complementa.

A marca apresentou ainda a linha Love Sensações, uma gama completa de acessórios de limpeza idealizada para fazer parte da harmonização do lar e composta por vassoura, rodo, pá para lixo, escova sanitária, panos, prendedores e baldes.

A Linha Love Sensações, segundo a empresa, atende consumidores que buscam utensílios domésticos com design diferenciado, perfeitos para ficarem expostos e darem charme à casa.

7 de julho de 2022 0 Comentários
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Negócios

Sétimo maior grupo de varejo alimentar do país anuncia aporte de R$ 150 mi no Centro-Oeste

De Administrador SH 6 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Obras preveem três grandes empreendimentos em cidade com o terceiro maior PIB da região

Um dos maiores grupos de varejo alimentar do país, o Grupo Pereira confirmou que, após a inauguração do Supermercado Comper, que está em fase final de construção, no centro de Rondonópolis, devem ser iniciadas as obras na região do Jardim Tropical, na avenida Goiânia, da loja do tipo atacarejo com a marca Fort Atacadista, que terá anexo um shopping center no conceito “life center” com 140 lojas.

O investimento previsto pelo grupo em Rondonópolis, no Mato Grosso, é de cerca de R$ 150 milhões e devem gerar mais de 2.300 vagas de empregos diretos.

Representantes do grupo foram recebidos no Palácio da Cidadania para falar sobre o andamento dos projetos no município.

O presidente do Grupo, Beto Pereira, comunicou que a loja de varejo Comper, edificada no centro da cidade, na avenida Rui Barbosa, deve ser inaugurado este ano.

O empreendimento moderno, com cerca de 12 mil metros quadrados de área construída e com 250 vagas de estacionamento coberto, deve transformar todo o entorno.

“Conforme já anunciamos anteriormente, os investimentos previstos para a cidade serão desenvolvidos em três fases. A primeira é com o Comper no centro da cidade, que está para ser inaugurado ainda este ano e que trará modernidade e o que há de melhor disponível no mercado hoje, promovendo melhorias para aquele local que estava abandonado”, disse o executivo, que preside o grupo que conta com 16 mil funcionários, distribuídos em 90 unidades em quatro estados do país, além do Distrito Federal.

O Fort Atacadista, que atua na modalidade atacarejo, virá na segunda fase com a construção do shopping, ambos em uma área de cerca de 50 mil metros quadrados, na avenida Goiânia, na região do Monte Líbano.

“Já protocolamos os outros dois projetos, o Fort Atacadista, que vamos acelerar, e o Shopping”, completou Beto Pereira, acrescentando que a reunião foi “fantástica” e enalteceu o apoio que o município tem dado para execução dos projetos do grupo na cidade.

“Quero parabenizar o Executivo e toda a sua equipe pelo acolhimento que nos deram e a agilidade com que se dispôs para resolver as questões que cabem ao poder público”, destacou Beto Pereira. Ele salientou que o grupo escolheu Rondonópolis para realizar novos investimentos após analisar os números de crescimento da cidade, que é um polo do agronegócio brasileiro. “Queremos participar deste desenvolvimento da cidade e fazer com que cresça ainda mais e seja um bom lugar para se viver, trabalhar e construir histórias”, afirmou.

Durante a reunião, representantes da Prefeitura reafirmaram que o município é parceiro de quem quer investir na cidade e determinaram que se inicie o processo para a desafetação de uma área para construção de duas ruas no entorno da área que irá receber o Fort Atacadista e shopping, visando garantir a segurança viária e o fluxo de veículos na região.

“Estamos atuando em favor das iniciativas que têm como foco trazer investimentos e criar as condições para que a cidade avance. Melhorar o ambiente econômico, gerar emprego e renda são compromissos da nossa gestão”, disse o prefeito, lembrando que o município vem investindo pesado para resolver os problemas de infraestrutura dos distritos industriais da cidade.

O prefeito José Carlos Pátio destacou ainda que os investimentos do Grupo Pereira, que está entre os maiores do ramo alimentício do país, é motivo de orgulho para a cidade e é muito positiva. “É um grande grupo que acredita na cidade e contribuirá com a criação de empregos e oportunidades para a população”.

Fonte: NMT

6 de julho de 2022 0 Comentários
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