Varejo online de alimentos se aproxima dos US$ 100 bilhões nos EUA

Digital representou 13% das vendas totais dos supermercados americanos no ano passado

As vendas do varejo online continuam em alta no mercado americano. Números divulgados pela Brick Meets Click e pela Mercatus mostram que o setor de alimentos movimentou, em 2021, US$ 97,7 bilhões pelos canais digitais, subindo de 11% para 13% do faturamento total do setor. Segundo o levantamento das duas empresas, mais de 70% das residências americanas fizeram pelo menos um pedido online no ano passado.

Os meses campeões de vendas foram janeiro e março (ambos com US$ 9,3 bilhões em vendas online), seguidos por dezembro, com US$ 8,9 bilhões). O estudo também mostra que alguns comportamentos começam a se consolidar: o modelo de “clique e retire”, também conhecido como pick-up ou curbside delivery, é o preferido dos consumidores, respondendo por 45% do total de pedidos em 2021 (5 pontos percentuais mais que em 2020). A entrega por meio de apps de delivery se manteve constante em 33%, enquanto as entregas por meio de empresas convencionais de entrega (FedEx, UPS) perderam 5 pontos de participação, para 22%.

Outro dado relevante é que, em dezembro, 29,1% das residências americanas fizeram pedidos online de alimentos em varejistas de massa (como Walmart e Target), em vez de comprar de redes supermercadistas. Esse é o maior número da série histórica da pesquisa e mostra que outros players estão ocupando um espaço relevante na venda online de alimentos nos Estados Unidos.

“O atual momento do varejo online americano mostra não somente que os supermercadistas precisam competir no digital para conquistar os clientes, mas também têm que implementar estratégias mais claras de aumento de lucros, uma vez que aumentar as vendas está se tornando cada vez mais desafiador”, analisa Sylvain Perrier, presidente e CEO da Mercatus.

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