Vendas nos supermercados de SC fecham o ano empatadas com 2020

Termômetro da Acats reflete a retração no consumo das famílias, puxada pela alta da energia e dos combustíveis

As vendas do setor supermercadista catarinense fecharam o ano de 2021 praticamente empatadas com o ano anterior, leve variação positiva de +0,16% comparando o desempenho de vendas de janeiro a dezembro de 2021 com o mesmo período de 2020 e descontada a inflação do período. A comparação dezembro/2021 versus dezembro/2020 registrou (-1,34%) enquanto dezembro em relação a novembro de 2021 teve resultado superior em 29,32%, o que sempre acontece por conta do impacto do período de Festas.

Os índices foram apurados na pesquisa mensal do Termômetro de Vendas, realizada pela Associação Catarinense de Supermercados (Acats) e são apresentados já deflacionados pelo IPCA. Participaram desta amostragem empresas de todos os portes e regiões catarinenses.

Para o Presidente da Associação Catarinense de Supermercados (Acats), Francisco Crestani, o balanço do ano passado reflete a retração do potencial de consumo das famílias, que tiveram o bolso fortemente afetado pelas altas da conta de energia elétrica e principalmente dos combustíveis, os quais, por sua vez, puxaram a taxa da inflação para cima e assim comprimiram ainda mais o poder de compra da população.

– Temos ainda um cenário desfavorável para a retomada do crescimento econômico, afetado não só pelas consequências da pandemia, mas, sobretudo, pelas incertezas geradas a partir da política econômica. Cotação do dólar oscilante, inflação alta, desemprego, redução do poder aquisitivo e turbulências políticas são fatores que não ajudam a economia, pelo contrário, a prejudicam – comentou Crestani.

Para 2022 o dirigente antevê um período que os analistas costuma classificar que o país vai andar ‘meio de lado’ por conta da expectativa das eleições presidencial, de governadores e dos legislativos federal e estaduais.

– Infelizmente, é um ano que gera um efeito paralisante na conjuntura política e todas as pautas como as reformas estruturantes que o empresariado tanto aguarda deverão ficar mais um período paralisadas no Congresso Nacional, o que é uma pena. Mesmo assim, o segmento supermercadista deve reagir e buscar a superação de todas as dificuldades para manter a geração de empregos e a garantia de abastecimento de itens básicos de alimentação, higiene e limpeza das famílias, seguindo nosso principal compromisso – concluiu Crestani.

Fonte: Acats

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