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ABRAS apresenta propostas para que colaboradores, empresas e consumidores ganhem com o fim da escala 6×1

Associação defende medidas para ampliar descanso dos trabalhadores, preservar empregos e reduzir pressão sobre preços

De Redação SuperHiper
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A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) reconhece a importância de ampliar o tempo de descanso e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. Para que essa conquista seja sustentável e seus benefícios alcancem toda a sociedade, a entidade apresenta cinco propostas:

1. Fim das bets para proteger a renda das famílias

O setor supermercadista já começa a sentir uma mudança no consumo das famílias desde a assinatura da Medida Provisória que proíbe a operação das plataformas de apostas online no país. A ABRAS considera importante que se aprove de forma definitiva o fim das bets, buscando preservar o orçamento familiar e recuperar recursos para alimentação e outras necessidades essenciais.

2. Contratação por hora, com carteira assinada

A ABRAS defende que se ampliem as possibilidades de contratação, com foco na remuneração por hora e vínculo formal pela CLT, para suprir as necessidades de funcionários nas novas escalas definidas pelas lojas. Para os trabalhadores, essa medida assegura os direitos trabalhistas e poderá atrair para o setor pessoas que atualmente, por falta de opção, pegam trabalhos por aplicativos e não contam com direitos trabalhistas. Para a eficiência operacional, a medida permite adequar as equipes aos diferentes horários de movimento das lojas e oferecer oportunidades a quem busca jornadas mais flexíveis.

3. Redução dos encargos sobre a folha de pagamento

O mesmo Congresso que aprovou o fim da escala 6×1 pode, agora, focar seus esforços na aprovação da redução dos impostos sobre a folha de pagamento. Ao diminuir o custo de contratação, especialmente para as pequenas empresas, torna-se mais viável chegar a um equilíbrio operacional que impeça o repasse das mudanças para os preços dos produtos e facilite a adaptação à nova jornada, a manutenção e a criação de empregos.

4. Revisão do crédito consignado privado

É urgente definir juros menores para os empréstimos consignados, além de condições de crédito que evitem o endividamento excessivo e preservem a renda disponível dos trabalhadores. Quando a ABRAS notou o endividamento crescente dos colaboradores do setor supermercadista e denunciou as altas taxas de juros das entidades financeiras, o Governo demorou para tomar uma atitude. A associação propõe que, neste momento, o Governo custeie os juros e custos financeiros sobre os empréstimos consignados, da mesma forma que vem assumindo as dívidas em determinados segmentos, para termos os colaboradores do setor de volta ao consumo.

5. Mais segurança jurídica nas relações de trabalho

Tendo em vista a redução dos custos operacionais e a consequente preservação dos preços dos produtos nas gôndolas, a ABRAS aponta a importância de retomar a discussão sobre os custos associados à judicialização das relações de trabalho. É essencial aprimorar as regras para prevenir conflitos e reduzir os custos da judicialização, preservando os direitos dos trabalhadores e chegando a uma Justiça do Trabalho mais adequada à realidade que vivemos.

Adicionalmente, a ABRAS levanta duas questões relevantes: a atenção à revisão dos acordos coletivos, que se torna necessária para ajustar cada categoria à sua situação de abastecimento e consumo nas novas regras de escalas de trabalho, e uma reflexão sobre o fim da reeleição para cargos do Poder Executivo no Brasil, para que o debate de questões de setores primordiais da economia brasileira não seja acelerado de acordo com os resultados de pesquisas de intenções de votos.

Para a ABRAS, o objetivo é claro: mais qualidade de vida para os colaboradores, condições para as empresas manterem os empregos e a eficiência operacional e poder de compra preservado para os consumidores.

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