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RedeCompras investe R$ 15 milhões em nova loja-conceito em João Pessoa

Unidade no MAG Shopping tem 1.500 m², cerca de 15 mil itens e mais de 150 empregos diretos; grupo prevê fechar 2026 com 13 lojas na Paraíba e faturamento de R$ 1 bilhão

De Redação SuperHiper
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Por Giseli Cabrini

O Grupo RedeCompras inaugura nesta quinta-feira, 29 de outubro, sua nova loja-conceito agora no MAG Shopping, em João Pessoa (PB) que recebeu investimentos de cerca de R$ 15 milhões.

Com 1.500 m² de área de venda, aproximadamente 15 mil itens e mais de 150 empregos diretos, a unidade aposta na combinação de gastronomia, serviços, tecnologia e conveniência para ampliar a experiência de compra. O espaço reúne padaria, açougue, hortifrúti, adega, sushi e rotisseria com bufê, além de nove terminais de autoatendimento e sete check-outs convencionais.

A abertura representa mais um passo na expansão da rede para além de Campina Grande, cidade onde o grupo nasceu. Presente na Grande João Pessoa desde 2024, a companhia vem ampliando sua atuação na capital paraibana e prevê encerrar 2026 com 13 lojas no estado, entre supermercados e unidades de atacarejo, além de faturamento anual próximo a R$ 1 bilhão.

O novo formato também reflete a estratégia de integrar a experiência nas lojas físicas aos canais digitais, investir em inteligência artificial (IA) nos processos de retaguarda e ampliar a eficiência logística.

A proposta é combinar um mix diversificado e serviços gastronômicos com preços competitivos, atendendo moradores, consumidores que circulam pelo shopping e turistas que visitam a capital paraibana.

Em entrevista exclusiva à SuperHiper, o CEO do Grupo RedeCompras, Bruno Holanda de Farias, detalha os diferenciais da loja-conceito, os planos de expansão, a estratégia de multicanalidade e os desafios operacionais de administrar uma rede em crescimento entre Campina Grande e João Pessoa.

A inauguração da loja-conceito no MAG Shopping marca a consolidação da marca RedeCompras em João Pessoa? Fale sobre a importância da abertura desta unidade para a expansão da companhia fora de Campina Grande.

Sim. Trata-se de consolidação, não de chegada. O Grupo RedeCompras opera na Grande João Pessoa desde o início de 2024 e, com o MAG, chega a três supermercados na região. Com o atacarejo de Três Lagoas, em dezembro, encerramos 2026 com quatro das nossas 13 lojas na Grande João Pessoa. Em menos de três anos, a região passou a responder por quase um terço da rede. Nascemos em Campina Grande, onde construímos a marca e seguimos investindo, mas a capital deixou de ser mercado de expansão e virou o segundo pilar do grupo. O MAG, em Manaíra, é o endereço de maior visibilidade de João Pessoa e o ponto certo para apresentar a melhor versão do que já somos: um supermercado completo, com curadoria e serviços, sem abrir mão da variedade e do preço competitivo que marcam a nossa história.

Quanto foi investido? Como será a loja? Área de venda, seções, serviços, SKUs e tecnologia? Quais as novidades em relação às unidades já existentes e principalmente à loja do Partage Shopping, em Campina Grande?

O investimento foi na casa de R$ 15 milhões. A loja tem cerca de 1.500 m² de área de venda, aproximadamente 15 mil SKUs, 16 check-outs — 9 terminais de autoatendimentos e sete convencionais — e está gerando mais de 150 empregos diretos. Em serviços, reúne padaria, açougue, hortifrúti, adega completa, sushi e rotisseria com bufê. O cliente de Manaíra e o turista da orla não vêm só abastecer a casa: mais para almoçar, resolver o jantar e comprar o vinho da noite. A loja foi desenhada para essas ocasiões. Em tecnologia, além do self-checkout, a unidade nasce integrada ao ERP do grupo e a um programa de inteligência artificial (IA) no backoffice: conciliação financeira, gestão de estoques e indicadores. Queremos a equipe gastando tempo com cliente e produto, não com planilha. Em relação ao Partage, o MAG é a segunda geração do mesmo conceito. A principal evolução está nos perecíveis: padaria, açougue, hortifrúti, rotisseria e sushi ganharam mais área, mais equipe e mais protagonismo no layout. É onde o cliente percebe a diferença de qualidade e o que o traz de volta várias vezes por semana. O Partage foi o protótipo; o MAG é a versão de produção.

Por que a escolha de operar esta loja-conceito também dentro de um shopping? Pensam em inaugurar alguma unidade com esse conceito fora de um shopping ou não?

O shopping entrega três coisas que uma loja de rua precisa construir sozinha: fluxo, segurança e estacionamento. No MAG, o supermercado entra na rotina do cliente de forma natural: ele vem ao shopping e resolve a compra, ou vem ao supermercado e aproveita o shopping. O formato também nos disciplina: em shopping, cada metro quadrado custa mais, e isso obriga mix, layout e produtividade a serem muito mais precisos. Esse aprendizado já está sendo levado para as demais lojas. Mas o conceito não depende do shopping. O que define a loja-conceito é a curadoria, os serviços e a experiência, e isso cabe em loja de rua. É uma possibilidade que está no nosso radar. Não queremos ser uma rede de lojas de shopping; queremos ser a rede com o formato certo em cada ponto.

Qual é o público-alvo? Quantos empregos estão sendo gerados? Qual é o diferencial da loja-conceito do RedeCompras em relação a bandeiras da concorrência também voltadas ao público premium?

São mais de 150 empregos diretos, além dos indiretos na cadeia de fornecedores, logística e serviços. O público tem três camadas: o morador de Manaíra e bairros vizinhos, que faz a compra completa da casa; quem circula pelo MAG e pelo entorno, que usa a loja para almoço, jantar pronto e compra rápida; e o turista. Estamos a poucos minutos da orla e dos hotéis, e João Pessoa recebe cada vez mais visitantes que precisam abastecer o apartamento de temporada ou fazer uma refeição. A loja foi estruturada para atender os três no mesmo espaço. Sobre o diferencial: não somos uma loja premium que vende para poucos. Somos um supermercado completo com curadoria premium. O cliente encontra o importado e o azeite especial, mas também o arroz, o feijão e a cesta básica com o preço que a escala do grupo permite: temos atacarejo, atacado e centro de distribuição (CD) próprios. O nosso “Aqui tem de tudo” continua valendo no MAG. Somam-se a isso o Clube RC+, com até 10% de cashback nas compras às quartas-feiras, o e-commerce próprio desde 2017 e uma relação de longa data com o consumidor paraibano. Premium, para nós, é serviço e curadoria: não é preço alto.

De que forma essa nova loja-conceito “conversa” com o conceito de multicanalidade cada vez mais presente na jornada de compra dos consumidores, em particular os mais jovens?

O RedeCompras opera e-commerce próprio desde 2017 — bem antes da pandemia — com entrega e retirada em loja em Campina Grande e João Pessoa, e somos um dos principais parceiros regionais do iFood na Paraíba. Para nós, multicanalidade não é tendência; é rotina. O MAG nasce conectado a essa estrutura: iFood e Clube RC+ estão ativos desde a inauguração. O cliente pode pedir do hotel ou do apartamento de temporada, ou vir à loja, usar o self-checkout e acumular cashback — tudo com o mesmo cadastro. O jovem não escolhe entre loja e aplicativo; usa os dois no mesmo dia. O que ele não tolera é fila, fricção e informação desencontrada entre canais. Por isso o self-checkout, o clube integrado em todos os canais e a aposta em serviços de alimentação. O jovem vai ao supermercado para comer, não só para abastecer. A loja física continua insubstituível em uma coisa: o item fresco. A multicanalidade serve para tirar a parte maçante da compra do caminho e deixar o cliente com a parte boa.

O RedeCompras está em franca expansão no território paraibano. Para quando está prevista a inauguração do atacarejo Três Lagoas, em João Pessoa? Haverá mais inaugurações em 2026? Com isso, vocês encerram o ano com quantas lojas em todo o Estado da Paraíba?

O RedeCompras Atacarejo Três Lagoas abre na primeira quinzena de dezembro. É a última inauguração de 2026 e fecha o ano mais intenso de expansão da história do grupo: três lojas em um único trimestre — o atacarejo da Estação Velha, em Campina Grande, e a loja-conceito do MAG Shopping, em outubro; e Três Lagoas, em dezembro. Encerramos o ano com 13 lojas na Paraíba: 9 RedeCompras Supermercados e 4 RedeCompras Atacarejo, além da operação de atacado B2B (business to business) e do centro de distribuição. Com isso, o grupo chega a um faturamento anual na casa de R$ 1 bilhão. Para 2027, a prioridade é maturar essas três operações, levando cada uma ao padrão de produtividade do grupo. Seguimos olhando oportunidades nas duas praças, nos dois formatos, com a mesma disciplina financeira que nos trouxe até aqui: crescemos no ritmo que a operação e o caixa sustentam, não no ritmo que o mercado pede.

O que muda na operação tanto de varejo quanto de atacarejo em Campina Grande x João Pessoa? Quais mudanças isso tem exigido? Como fica a operação logística?

Muda principalmente a gestão. Operar uma praça a 130 km da sede exige lideranças locais com autonomia, processos padronizados e indicadores que mostrem cada loja em tempo real. Desde a entrada em João Pessoa, investimos em lideranças nas lojas e em uma operação unificada em um único ERP, que nos dá o mesmo padrão de controle nas duas cidades. Em comercial, o consumidor e a concorrência são diferentes. João Pessoa tem mais presença de redes nacionais e um consumo mais influenciado por turismo e bairros de alta renda, o que exige mix ajustado loja a loja. No atacarejo, Campina Grande tem forte demanda do pequeno comerciante do interior. João Pessoa combina pequeno varejo, food service e consumidor final: o Três Lagoas foi desenhado com isso em mente. Em logística, o centro de distribuição e a operação de atacado abastecem as duas praças. Com o patamar de 13 lojas, a prioridade é ganhar frequência de abastecimento e reduzir o custo logístico por loja: a escala conquistada em 2026 precisa aparecer na margem em 2027. Crescer para duas praças é fácil de anunciar e difícil de operar; o que nos sustenta é processo, gente e um CD que entrega todo dia.

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