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Negócios

O que o varejo espera deste segundo semestre com 5G, Copa e Auxílio Brasil?

De Administrador SH 15 de agosto de 2022
Escrito por Administrador SH

Muitos setores relatam que os estoques estão repletos e aguardam com cautela por datas comemorativas para aumentar venda

Otimismo moderado, cauteloso, ou cautelosamente otimista, foram as expressões usadas pelos varejistas para definir as expectativas para o segundo semestre de 2022. Em geral, as empresas evitaram fazer grandes promessas, mas mostram estar com estoques preparados para uma segunda metade do ano melhor que a primeira. O fim do ano é melhor em vendas do que o início, já que há mais dinheiro circulando na economia e mais datas comerciais, como Black Friday e Natal.

Neste 2022, porém, o Auxílio Brasil com um valor maior, a Copa do Mundo e a chegada da tecnologia 5G da telefonia celular são alavancas positivas. A moderação na empolgação fica por conta do cenário de juros ainda altos, que atrapalha quem quer parcelar uma televisão nova para assistir os jogos do Catar, a inflação acumulada ainda alta e o endividamento das famílias.

A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) revisou para cima sua projeção de crescimento anual do setor, de 2,8% para 3% a 3,3%. As razões apresentadas para a melhora de perspectiva foram a melhora no índice de inflação, o aumento do emprego formal e os recursos que começaram a ser injetados na economia na semana passada com o pagamento dos auxílios do pacote de benefícios aprovados pelo Congresso Nacional.

“Esse dinheiro vai movimentar o consumo nos lares, então, o crescimento em ritmo moderado do primeiro semestre deve ficar para trás. Daqui para frente, o consumo tende a ser mais intenso e estável porque cresceu o número de famílias, aumentou o valor do benefício e novos auxílios foram criados para outras categorias profissionais: caminhoneiros e taxistas”, disse o vice-presidente da ABRAS, Marcio Milan.

Para os próximos meses, o pagamento do pacote de benefícios deve aumentar o consumo nos lares. A ABRAS estima que cerca de 50 a 60% dos valores liberados pelo governo devem ser destinados à cesta de consumo.

ELETRO

O presidente do Magazine Luiza, Frederico Trajano, se recusou a dar projeções de alta de vendas para o segundo semestre, mas disse que a empresa está em condições de ganhar mercado. “Prometo trabalhar duro. Temos tudo para conseguir voltar a ganhar mercado. Mesmo se o ‘bolo não crescer’, o que é improvável, temos como ganhar mercado”, disse o executivo.

Como no fim de 2021, a empresa ficou com estoque muito mais alto do que o desejado e teve de liquidar boa parte dele. Na divulgação de resultados do segundo trimestre de 2022, a posição de estoques da varejista foi uma questão para os investidores durante a teleconferência da companhia. Trajano, porém, disse não considerar que o estoque da companhia esteja alto. “A perspectiva de venda é melhor no segundo semestre. É preciso avaliar o estoque de acordo com a perspectiva”, completa.

IMPACTO

Ao Broadcast, o presidente da Via (dona das Casas Bahia e do Ponto), Roberto Fulcherberguer, disse que a empresa está preparada para as vendas do fim do ano. “Estamos bem programados”, afirmou. Ele acredita que o pagamento do Auxílio Brasil aumentado deve ter impacto maior no quarto trimestre para empresas como a Via, j á que, a exemplo do que se viu com o Auxílio Emergencial, as primeiras parcelas devem ir para o pagamento de dívidas e consumo básico.

Márcio Cruz, responsável pela plataforma digital da Americanas, afirmou aos investidores que as vendas de julho continuam tendo um crescimento consistente e que a companhia segue confiante para o segundo semestre, com os eventos sazonais, como Dia das Crianças, Black Friday e Natal, além do impacto positivo que a Copa do Mundo deve trazer.

TRIMESTRE FRACO

Essas perspectivas vêm depois de um trimestre de vendas fracas para a maior parte de varejistas do setor. O diretor de operações da consultoria Gouvêa Ecossystem, Eduardo Yamashita, explica que, com a atual conjuntura económica – alta de inflação, juros altos, massa salarial sem crescimento e baixa confiança do consumidor -, era mesmo esperado que os balanços das empresas de varejo de bens duráveis apresentassem uma retração na comparação com os anos anteriores.

“Diferentemente da pandemia, estamos vivendo um cenário de retração económica ‘clássico’ e, nesse contexto, o varejo de itens de valor mais alto e dependentes de crédito sofrem mais, pois o consumidor posterga as compras nessas categorias“, avalia.

Fonte: Estadão

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Negócios

Entenda a importância de fornecer cupons de desconto em tempos de crise

De Administrador SH 15 de agosto de 2022
Escrito por Administrador SH

O benefício atrelado ao marketing da indústria ou varejo surgiu há quase 100 anos na época da Grande Depressão, e aumentou o consumo em momentos difíceis

Os cupons de desconto têm desempenhado um papel importante para o marketing desde o final dos anos 1880. Eles foram criados pela Coca-Cola, em 1887, quando a empresa ofereceu aos clientes um bilhete escrito à mão que dava direito a um copo grátis da bebida. Essa tática foi tão bem-sucedida que ajudou a transformar a pequena empresa de bebidas em uma marca nacionalmente conhecida.

Desde então, as promoções cresceram em popularidade, principalmente em tempos de crise econômica. Os cupons decolaram durante a Grande Depressão, quando as famílias procuravam maneiras de economizar em alimentos e necessidades básicas. Essa mesma tendência ocorreu durante a recessão econômica de 2008, com um salto de mais de 20% no uso de cupons. O atual clima financeiro gerado pela pandemia do covid-19 e outras instabilidades também deu início a uma tendência semelhante, pois os consumidores procuram aumentar as possibilidades de consumo com o mesmo valor gasto.

Durante uma crise, fornecer valor ao cliente é algo fundamental. O aumento de compradores preocupados com o orçamento impulsiona o consumo de cupons e eles estão mais acessíveis hoje do que nunca. Para exemplificar, as promoções são mais fáceis de obter, ativar e resgatar hoje em dia com cupons digitais e aplicativos integrados.

As promoções digitais causaram uma mudança dramática na indústria de diferentes lugares do mundo. Os cupons, que em muitos países ainda eram muito fortes em mídias físicas (recortados de jornais, por exemplo) antes da pandemia,  agora estão cada vez mais fortes em sites e aplicativos – integrados diretamente às experiências de compras online. As mudanças de hábitos e o aumento do uso de comércio eletrônico são os grandes responsáveis por isso.

Os cupons digitais tornam a economia de dinheiro simples, rápida e acessível aos consumidores em geral. Com a fidelidade à marca em disputa nesses tempos de crise, as empresas buscam maneiras de garantir que as pessoas permaneçam fiéis aos seus produtos e promoções digitais são uma ótima maneira de fazer isso. Com as estratégias do mercado de cupons digitais, os anunciantes conseguem direcionar seu público ideal para atingir os consumidores certos. Ao estender os incentivos no momento certo, as empresas podem conquistar ou manter clientes, oferecendo valor e recompensando a fidelidade.

Algo fundamental é alcançar os compradores onde quer que eles estejam, oferecendo acesso fácil aos cupons. Isso pode ser alcançado configurando promoções com base nas necessidades da marca, e pode ser qualquer coisa, desde uma campanha de mídia social, mídia de exibição, promoções digitais, promoções integradas ou colocando uma promoção em uma plataforma de cupons como a Cuponeria.

Mas é crucial que a decisão sobre onde e como promover cupons para uma marca seja baseada em um plano estratégico respaldado por dados de comportamento do consumidor. A estratégia certa de marketing de cupons on-line pode fazer toda a diferença. Os varejistas podem capitalizar a mudança atual para compras on-line, aproveitando o aumento do tráfego e desenvolvendo uma estratégia de marketing de cupons que se concentra em vendas on-line e campanhas digitais integradas.

Com o mercado em mudança, as marcas precisam garantir que estão entregando promoções de forma eficiente e eficaz, aproveitando os dados históricos de compras para oferecer as promoções de melhor desempenho, de forma a aumentar o volume de vendas à medida que mais compradores buscam valor, e segmentando públicos específicos para reconquistar consumidores perdidos ou mesmo manter os recém adquiridos. Isso acaba gerando um ganha-ganha. Consumidores se beneficiam dos descontos, que permitem aumentar a cesta de consumo em tempos de crise; canais de distribuição, como sites de cupons, atuam como a ponte em meio a essas transações; e as empresas fornecedoras conseguem anunciar de forma mais certeira, vendendo mais e fidelizando os clientes.

Fonte: Nara Iachan, Exame

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NegóciosTecnologia

Biometria facial é passaporte que agiliza pagamento no checkout

De Administrador SH 15 de agosto de 2022
Escrito por Administrador SH

Atrelado ao app da rede, tecnologia inédita será aplicada às quatro lojas de uma rede supermercadista

Esse mês, a Payface – Startup de reconhecimento facial para pagamentos – anunciou a expansão da parceria com a rede mineira de supermercados D’Ville. Com isso, a rede passa a ser a primeira do Brasil a fazer uso da biometria facial para pagamentos em todos os pontos de venda.

Já em operação na loja D’Ville Supermercados Santa Mônica, o sistema além de proporcionar segurança aos consumidores, viabiliza um procedimento de pagamento 9x mais rápido que os métodos tradicionais, colaborando para a redução das filas no processo de checkout.

Segundo Eládio Isoppo, CEO da Payface, a implementação da tecnologia de reconhecimento facial para pagamentos em toda a rede gera praticidade e agilidade. “O que estamos propondo junto aos nossos parceiros é a melhora significativa na experiência do consumidor no processo de identificação e pagamento. Estar presente em todas as unidades ajuda a viabilizar uma experiência de checkout otimizada em toda a rede e para todos os clientes, além de campanhas de marketing com benefícios exclusivos”, explica.

No caso da varejista mineira, a tecnologia da Payface está integrada ao aplicativo Clube de Vantagens D’Ville, fornecido pela Cresce Vendas. Muitos clientes do app não tinham ainda acesso à tecnologia por frequentarem outras lojas da rede, mas pediam pela inovação. Agora todos poderão usufruir dessa experiência omnichannel. “O D’Ville tem como princípio trazer soluções inovadoras que viabilizem uma experiência diferenciada para nossos clientes. Com o pagamento por reconhecimento facial, acredito que o processo ficará mais confiável, dificultando fraudes e proporcionando rapidez para o consumidor”, comenta Leandro Borges Carrijo, CEO da rede D’Ville Supermercados.

A finalização da implantação nas lojas do D’Ville nas unidades Centro, Santa Maria e Jardim Karaíba está prevista para o final do trimestre e todos os clientes poderão utilizar a tecnologia, para isso, basta um cadastro no aplicativo da varejista, solicitando a opção de pagamento com o rosto. O Sistema necessita ser veiculado a um cartão de crédito.

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Negócios

Produtos para cães e gatos rendem bilhões de reais

De Administrador SH 15 de agosto de 2022
Escrito por Administrador SH

Indústrias de todos os portes se voltam ao Mercado Pet que faturou mais de R$ 50 bi em 2021

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o Brasil está em sexto lugar no ranking de maior mercado pet do mundo.

O setor avança cada vez mais no país, tanto que o faturamento em 2021 foi de R$ 51,7 bilhões, sendo que, em 2019, o segmento fechou o ano com faturamento de R$35,3 bilhões.

O crescimento do setor tem contribuído para que eventos voltados ao mercado pet ocorram aqui, no Brasil, como é o caso do Pet South America, uma feira considerada um dos maiores eventos da América Latina voltados para o setor de cães e gatos.

O evento começa amanhã e vai até o dia 19 de agosto no São Paulo Expo com a participação de mais de 400 empresas que vão apresentar as novidades para os animais de estimação como cosméticos á base de nanotecnologia, fraldas veganas, entre outras novidades.

Marfrig

A Marfrig tem investido por meio da marca Bona Pet, de ossos e petiscos para cães. A linha é 100% natural com recheio sabor carne, frango ou bacon). Além da marca própria, a companhia produz para outras empresas.

Sem conservantes, promovem o bem-estar dos cães porque funcionam como uma eficaz distração e reduzem a ansiedade dos animais, além de ajudarem na limpeza e no funcionamento dos dentes.

Dog’Care

A marca, começou com tapetes higiênicos e hoje explora a área de cosméticos produzidos com nanotecnologia, hidratantes com aveia para focinho e até pasta de dente com carvão ativado.

O tapete Block Gel potencializa a secagem rápida do tapete e garante o uso sem patas molhadas, além de neutralizar maus odores. É produzido com celulose 100% virgem. O tapete Carbox, é feito à base de matéria prima vegetal (fruto do descarte da agricultura), com alto poder de controle de maus odores. Possui uma cobertura cinza claro para deixar o xixi mais visível, além de contar com um design mais clean.

Na Feira, há produtos como shampoos e condicionadores formulados com nanotecnologia.

Comércio de animais

O IPB – Instituto Pet Brasil aponta ainda que os ganhos também foram impulsionados pela venda de animais de estimação diretamente pelos criadores, que movimentou R$ 5,6 bilhões (11% do faturamento, alta de 14,9% em relação a 2020), já o setor de pet care, produtos de higiene e bem-estar animal, faturou R$ 2,8 bilhões (5,4% do mercado e 19,5% de crescimento).

Adoleta

A marca lançou no segundo semestre desse ano as fraldas higiênicas para cachorros e gatos. Com materiais de alta qualidade, formatos anatômicos e com até 8h de absorção. As fraldas se ajustam a diferentes portes físicos de cães e gatos.

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ESG

Maior varejista de FLV do país vai distribuir mini hortas e adubo de presente

De Administrador SH 15 de agosto de 2022
Escrito por Administrador SH

São 15 mil combos orgânicos na ação “Comprou, colheu” , onde é preciso gastar R$ 500 para levar o kit

Entender o ciclo dos alimentos para evitar o desperdício. Essa é a proposta da ação de aniversário da Hortifruti Natural da Terra, maior rede de hortifrutigranjeiros do país, que comemora 33 anos no mês de agosto.

Com a missão de promover uma vida mais saudável e levar o frescor para dentro da casa das pessoas, durante o mês temático, a marca dá início à ação “Comprou, Colheu”: os clientes receberão de presente uma mini horta de temperos e uma unidade do adubo orgânico produzido pela rede.

“Queremos incentivar uma megaoperação de plantio de pequenas hortas caseiras com a primeira remessa do adubo que produzimos com o resíduo orgânico de nossas lojas e incentivar a prática de sustentabilidade”, explica Damiano Sanna, gerente geral de marketing da rede.

Serão 15 mil pequenas hortas caseiras plantadas pela Fazenda Frutifique – que nasceu em 2002, em Teresopolis (RJ), especialmente para atender a demanda de orgânicos da Hortifruti. Cada mini horta será composta por 5 temperos: Manjericão roxo, Manjericão verde, Endro, Cebolinha e Salsa.

Os tipos de temperos foram escolhidos com todo o cuidado levando em consideração as características de crescimento e desenvolvimento de cada planta, possibilitando a convivência entre elas, sem impactar nas fases posteriores, quando a horta já estiver na casa do consumidor.

“Somos especialistas em alimentos frescos, e queremos levar o nosso frescor para dentro da casa das pessoas. Entendendo como o alimento nasce e cresce, você respeita e conhece o ciclo, evitando o desperdício de alimentos. Conectar todos com a terra, com a natureza, será a missão do aniversário mais ‘verde’ de nossa história” – conta Fábio Amorim, CEO da rede Hortifruti Natural da Terra.

A iniciativa funcionará da seguinte forma: a cada R$500 em compras, o cliente será presenteado com 1 mini horta + 1 saquinho de 400g de adubo – criado em parceria com a empresa de compostagem Ciclo Orgânico, onde a rede preparou sua primeira remessa de compostagem, feita 100% com o lixo orgânico do grupo, captado na loja Marquês de Abrantes, no Flamengo. Todo resíduo passou pelo processo de compostagem e se transformou em adubo orgânico.

“A primeira coleta para o adubo totalizou 600 kg de lixo orgânico (cascas de frutas, de legumes, de verduras, caroços, sementes) – gerando de 200 a 300 kg de compostagem. Com a iniciativa, umas das grandes vantagens é não termos lixo dispensado em aterros sanitários. É o fechamento de um ciclo: quando o alimento chega ao fim da vida, ele se “renova”, se transforma. Cria-se um novo produto a partir da compostagem, que é o adubo. Produzido sem nenhum aditivo químico, apenas resíduos orgânicos segregados na fonte e podas de árvores trituradas.” – conta Mariana Arrivabene, head de sustentabilidade da rede.

A ação é válida para as lojas físicas e canais digitais, nas plataformas da rede @hortifruti e @naturaldaterra, além do site hortifruti.com.br e naturaldaterra.com.br.

Sobre a rede Hortifruti Natural da Terra

A rede Hortifruti Natural da Terra é a maior rede varejista de hortifrutigranjeiros do Brasil. Atualmente, conta com 80 lojas em quatro estados: Espírito Santo (onde a empresa começou), Rio de Janeiro, Minas Gerais, com a bandeira Hortifruti, e São Paulo com a bandeira Natural da Terra. Além de uma Dark Store que atende apenas pedidos digitais. Com uma equipe de cerca de 8 mil colaboradores as lojas recebem quase 2 milhões de clientes todos os meses.  Com operações no modelo omnichannel, as compras podem ser realizadas também pelo site, app, WhatsApp e marketplaces parceiros, atendendo consumidores nas regiões onde estão presentes em até duas horas.  A rede conta com uma frota própria com mais de 230 veículos que transportam 16 mil toneladas de frutas, legumes e verduras todos os meses, do campo às bancas em até 24 horas.

Fonte: Asserj

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Gente

Carrefour contrata executiva para seu time de Gestão Inclusiva

De Administrador SH 15 de agosto de 2022
Escrito por Administrador SH

Confira as prioridades da nova diretora da rede que conta com 150 mil colaboradores no país

O Grupo Carrefour Brasil, maior varejista alimentar do país, anuncia a chegada de Esabela Cruz como nova Diretora de Gestão Inclusiva da companhia.

Em 2022, o Grupo Carrefour Brasil concluiu a aquisição do grupo BIG e fortaleceu a sua posição como maior empregador privado do país, com mais de mil pontos de vendas e 150 mil colaboradores. Diante deste cenário de expansão, a executiva chega com o desafio de implementar um novo modelo de Gestão para a Inclusão, na plataforma de Diversidade, que completa 10 anos este ano.

Esabela Cruz, nova Diretora de Gestão Inclusiva do Carrefour.

“Valorizar a diversidade e a inclusão faz parte do DNA do Grupo Carrefour Brasil e, neste momento de integração e expansão, precisamos garantir que essa visão esteja presente e seja prioritária na nova companhia. A frente da área de Gestão Inclusiva terei o papel de seguir promovendo essa agenda, que é estratégica para o nosso negócio, nossos clientes, colaboradores e todo o ecossistema, em um momento de transformação cultural importante para a empresa e ajudar a desenvolver a liderança inclusiva como uma habilidade essencial em cada um dos 150 mil colaboradores”, afirma Esabela Cruz, Diretora de Gestão Inclusiva do Grupo Carrefour Brasil.

A executiva possui mais de 10 anos de experiência na área de Recursos Humanos, tendo atuado como Head de Inclusão na empresa Mercado Livre, Líder do Programa de Diversidade e Inclusão para Aquisição de Talentos na HP e também como Head de Cultura, Diversidade e Inclusão na UnitedHealth Group.

Mestre em Inclusão Social e Diversidade Cultural, Pós-Graduada em Relações Étnico Raciais e Tradutora/Intérprete da Língua Brasileira de Sinais, Esabela foi eleita pela Out&Equal como líder no apoio à igualdade LGBTQIA+ no mercado.

Além disso, é autora do eBook ‘Quem quer ser profissional de ‘Inclusão e Diversidade’? e do Capítulo Liderança inclusiva na obra Diversidade e Inclusão e suas dimensões lançado neste ano. 

Sobre o Grupo Carrefour Brasil 

Há mais de 46 anos no país, o Grupo Carrefour Brasil é líder de mercado de distribuição de alimentos. A partir de uma plataforma omnicanal e multiformato, reúne operações de varejo e Cash & Carry, além do Banco Carrefour e de sua divisão imobiliária, o Carrefour Property. Atualmente, conta com os formatos Carrefour (hipermercado), Carrefour Bairro e Carrefour Market (supermercado), Carrefour Express (varejo de proximidade), Carrefour.com (e-commerce), Atacadão (atacado e atacado de autosserviço), Sam´s Club (Clube de compras) e BIG (hipermercado e supermercado), além de postos de combustíveis e drogarias. Presente em todos os Estados e Distrito Federal, sua operação já abrange mais de mil pontos de vendas. Com faturamento de R$ 81,2 bilhões em 2021 e mais de 150 mil colaboradores no Brasil, a empresa é a segunda maior operação dentre os países nos quais o Grupo Carrefour opera. A companhia se destaca ainda por ser uma das maiores empregadoras privadas do país e uma das 20 maiores empresas listadas na bolsa brasileira (B3). Além disso, tem focado em democratizar cada vez mais o acesso da população à alimentação saudável, promovendo o movimento Act For Food. No mundo, o Grupo Carrefour atua em mais de 30 países e, nos próximos anos, implementa estratégia prevista no plano Carrefour 2022, por meio da qual lidera intenso movimento de omnicanalidade, transformação digital e transição alimentar para que seus clientes consumam ainda melhor em qualquer lugar. Com mais de 320 mil colaboradores e 12 mil lojas espalhadas pela Europa, Ásia e América Latina, está presente na vida de mais de 105 milhões de clientes. Em 2021, a receita global da companhia totalizou € 81,2 bilhões. Clique aqui e conheça mais sobre o Grupo.

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ESG

Câmara Americana do Comércio concede prêmio ao Lopes Supermercados

De Administrador SH 15 de agosto de 2022
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Rede participou de um pool de empresas focadas na redução do desperdício de alimentos

O Movimento Todos à Mesa, da qual o Lopes Supermercados faz parte, recebeu, no final de julho, o Prêmio Eco Amcham-Brasil 2022, na modalidade “Práticas de Sustentabilidade”, da categoria “Processos para Grandes Empresas”.

A iniciativa é a primeira coalizão de organizações focadas em reduzir o desperdício de alimentos e os impactos da fome no Brasil. São dez empresas, dentre elas a #SuperFamília, da rede Lopes. As empresas, juntas, já doaram mais de 4 mil toneladas de alimentos em 19 Estados brasileiros, impactando mais de 1,3 milhão de pessoas. A responsabilidade social está no DNA do Lopes Supermercados, que estruturou um programa, nomeado #SuperFamília do Bem, para organizar projetos do grupo nesse sentido.

“A ideia Movimento Todos à Mesa teve início em 2021, quando indústrias de alimentos e varejistas se juntaram para dar uma destinação digna ao que seria desperdiçado, mas que ainda estava bom para o consumo. Todos os dias, 33 milhões de brasileiros não sabem se terão do que se alimentar e foi com esse foco, o de combater os efeitos da fome, que a coalização surgiu. Estamos muito orgulhosos com o reconhecimento, o que nos dá ainda mais força para seguirmos firmes neste propósito, incentivando outras empresas a agirem com responsabilidade social e ambiental”, conta Luís Felipe Almeida, Gerente de Gestão de Gente do Lopes Supermercados.

Ao todo, 108 projetos concorreram ao Prêmio Eco Amcham-Brasil 2022, mas somente 28 iniciativas foram selecionadas como vencedoras e foram reconhecidas no evento de entrega, na sede da Amcham em São Paulo.

Em sua 39ª edição, o prêmio é uma das mais reconhecidas premiações de sustentabilidade do País, por ser a maior ferramenta de reconhecimento de empresas que adotam práticas ESG (Meio ambiente, Social e Governança).

“Fazemos questão de agradecer e ressaltar o empenho de todos os nossos colaboradores, que direta e indiretamente atuam nesse projeto e fazem a diferença nos lares de muitas famílias. Mas esse é um desafio diário e o prêmio é um reconhecimento de que estamos no caminho certo, mas ainda há muito por fazer,” afirma Luís Felipe.

Quem quiser se sentar à mesa com essas empresas, pode fazer parte desta transformação social, clique aqui para acessar o site do Movimento Todos à Mesa e saber como ajudar.

Histórico de doação 

“No Lopes, temos como lema #SomosSuperFamília, porque nascemos de uma família que sempre se preocupou em ajudar o próximo e a comunidade local. Sempre tivemos o hábito de apoiar causas sociais, seja com doações de alimentos, cestas básicas e apoio em geral para instituições de caridade”, descreve Luís Felipe.

Segundo ele, o grupo sempre atuou dessa forma, doando àqueles que mais necessitam. No ano passado, por exemplo, o grupo doou à Prefeitura de Guarulhos mil cartões de R$ 100 para compras em suas lojas na cidade. E, nos últimos dez meses, já foram doadas mais de cem toneladas de alimentos para diversas causas.

Além disso, os próprios colaboradores são convidados a participar e esse é um dos pilares do grupo. Nesse sentido, pelo programa #ColaboradoresEmAção, os colaboradores doam o valor que quiserem e puderem e quando quiserem e puderem. Também participam parceiros, fornecedores e o próprio Lopes. Com o valor arrecadado, são compradas cestas básicas e doadas a famílias carentes de comunidades localizadas próximas de nossas lojas. Nos últimos nove meses, mais de 1,1 mil cestas básicas foram doadas.

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Negócios

Supermercados constatam clientes preocupados com o valor final das compras

De Administrador SH 14 de agosto de 2022
Escrito por Administrador SH

Com ajuda da inteligência artificial, empresa de tecnologia consegue mapear os produtos deixados antes do caixa e detectar que o volume de abandonados cresceu 16,43% no primeiro semestre deste ano

Cresceu nos últimos meses o número de brasileiros que não consegue levar para casa toda a comida que escolhe e coloca no carrinho do supermercado.

O corte na compra acontece na boca do caixa, quando o valor da conta passa do previsto. A saída tem sido abandonar na loja itens que vão do básico, como óleo de soja e açúcar, ao supérfluo, como refrigerante e cerveja, por exemplo.

O que acontece é que a indústria aplicou aumentos no último semestre por questões de falta de matéria-prima, elevação dos custos internacionais devido à Guerra da Ucrânia e ainda reflexo dos dois anos de pandemia.

Resultado: preços majorados na ponta, nos supermercados, e o cliente deixando quase 5 milhões de produtos em mais de  900 lojas no País, número 16,42% superior ao do ano passado.

Na prática, impulsionado pela alta de preços dos alimentos, o carrinho que fica nos caixas dos supermercados está cada vez mais cheio. Entre janeiro e junho deste ano, 4,997 milhões de itens foram abandonados. É um volume quase 16,5% maior em relação ao primeiro semestre do ano passado, ou 704,9 mil itens a mais barrados na boca do caixa, revela uma pesquisa inédita feita, a pedido deste veículo de comunicação, pela Nextop. A empresa é especializada em tecnologia de segurança de varejo e prevenção de perdas e está há 25 anos nesse mercado.

Por meio de inteligência artificial e de um grande banco de dados, foram extraídas informações autorizadas do movimento de caixa de 982 supermercados de médio e pequeno porte do País. A amostra inclui estabelecimentos que atendem a todas as faixas de renda e que juntos faturam R$ 5 bilhões anuais.

Para chegar ao volume de produtos que deixou de ser comprado, Juliano Camargo, CEO e fundador da empresa, reuniu itens cancelados, isoladamente e também cupons fiscais inteiros, com aqueles produtos que o consumidor consultou o preço no caixa e desistiu da compra antes de registrar no ponto de venda.

“Um crescimento de 16,42% na quantidade de itens abandonados é altíssimo e reflete que muita gente deve estar tomando susto”, afirma Camargo. Apesar de não ter uma série histórica longa desses dados, pela experiência acumulada no setor, ele acredita que a quantidade de itens devolvidos na boca do caixa não teria aumentado, se a inflação de alimentos estivesse controlada.

Em julho, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou deflação de -0,68%, por causa dos cortes de impostos nos combustíveis e na eletricidade. No entanto, os preços da comida continuaram subindo e a inflação do grupo alimentação acelerou, indo de um aumento 0,80% em junho para 1,30% em julho. Neste ano até julho, os alimentos subiram 9,83% e, em 12 meses, 14,72%, ante o IPCA de 4,77% e 10,07%, respectivamente, acumulado em igual período.

O presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (Ibevar), o economista Claudio Felisoni de Angelo, também atribui esse aumento de volume de produtos devolvidos à disparada da inflação nos últimos meses e ressalta a clareza desse indicador. “O tamanho da pilha de produtos deixados no caixa pelo consumidor é a medida concreta do tamanho da crise que vivenciamos hoje”, afirma. Ele argumenta que resultados revelados normalmente pelos indicadores de inflação, renda e emprego, têm uma dimensão mais abstrata.

Básicos e supérfluos

“O carrinho que fica está refletindo a inflação e pega pobres e ricos, com itens básicos e supérfluos”, observa Camargo. Ele faz essa afirmação com base num ranking de produtos mais devolvidos no primeiro semestre deste de ano.

Quem lidera a lista é o refrigerante, seguido pelo leite, óleo de soja, cerveja e açúcar. Dos dez itens que mais sobraram na boca do caixa, quatro são básicos – leite, óleo de soja, açúcar e farinha de trigo – e seis não tão essenciais – refrigerante, cerveja, molhos, biscoitos, hambúrguer e bebida láctea.

Quatro produtos mais abandonados no caixa – leite, óleo, cerveja e biscoito – também constam entre os dez que registraram as maiores quedas nas quantidades vendidas no varejo de autosserviço no primeiro semestre deste ano em relação a igual período do ano passado, segundo um levantamento inédito feito, a pedido desse veículo de comunicação, pela NielsenIQ, consultoria que monitora o desempenho dos produtos nos supermercados.

A cerveja puxa a fila dos itens com maiores quedas de venda em volumes apurada pela consultoria com -15,6%, seguida pelo leite (-13,7%), cortes de frango (-11,6%), café em pó (-8,5%), legumes (-8,2%), óleo comestível (-7%), queijos (-6,5%), biscoitos (-5,1%), industrializados de carne (-2,8%) e cortes bovinos (-2,7%). Não por acaso, vários desses produtos estão entre os que mais registram altas de preços nos últimos meses, como leite, café, óleo, carnes, biscoitos, por exemplo, segundo o IPCA, a medida oficial da inflação do País.

A freada brusca do consumidor na reta final das compras provoca um efeito em cascata na cadeia de abastecimento. O encalhe faz com que os supermercados comprem volumes menores das indústrias e esfriem o ritmo de produção e atividade. “Hoje o nível de estoques dos supermercados é o mais baixo dos últimos anos”, diz Camargo.

Alerta

A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), que reúne 93 mil lojas , entre supermercados, hipermercados, atacarejos e comércio online, com faturamento anual de R$ 611 bilhões anuais, não tem dados sobre produtos devolvidos. “É a primeira vez que estamos tomando conhecimento dessa medição”, afirma o vice-presidente da entidade, Marcio Milan.

Apesar de ponderar que a amostra usada para realização do estudo responde por menos 1% das vendas do setor, Milan diz que os resultados indicam crescimento. “É um alerta para as empresas que eventualmente essas coisas podem estar acontecendo em maior ou menor escala, dependendo do tipo de loja e da região.” Ele observa também que lista produtos mais devolvidos é coerente com o quadro atual: reúne itens básicos que tiveram alta expressivas de preços e também produtos não essenciais que podem ser cortados em caso de aperto no orçamento.

Procurada, a Associação Paulista de Supermercados (Apas) não quis se manifestar sobre o levantamento.

Mais trabalho

O movimento de devolução nas prateleiras de itens deixado pelo consumidor no caixa do supermercado cresceu desde o mês passado numa loja da capital paulista onde Marcos Paulo da Silva Moura é subgerente. “Antes eram, no máximo, dois carrinhos por período e agora de três para cima”, conta. Entre os itens que mais retornam às prateleiras estão carne e os supérfluos, como biscoitos, frios e laticínios. Esses últimos voltam imediatamente para a geladeira para evitar perdas e demanda mais viagens do pessoal da loja.

A aposentada Maria do Carmo Azevedo, de 63 anos, que ganha um salário-mínimo e faz bico como diarista, por exemplo, já deixou produto no caixa não só uma vez, mas várias. Com um pacote de pão na mão e outro de mandioquinha e abóbora – os ingredientes para preparar a sopa–, na última quarta-feira ela conferia o preço do biscoito, que, segundo ela, subiu de R$ 3 para 6,98, e fazia as contas. “Se passar de R$ 30 vou ter que tirar alguma coisa, porque amanhã tem que comprar pão de novo.”

Nas ocasiões nas quais Maria do Carmo teve de devolver o produto, ela se recorda que ficou muito constrangida. “Já aconteceu isso algumas vezes por eu ter feito conta errada e também por me surpreender com os preços: hoje é um e amanhã é outro.”

Já a consumidora Juliana Gomes Rosa, de 35 anos, casada e mãe de dois filhos, que trabalha no mercado financeiro, nunca teve de devolver produto no caixa. Mas a seleção é feita antes. “Tenho deixado de escolher coisas que gostaria de comprar”, conta.

De seis meses para cá, Juliana tem sentido uma diferença muito grande nos preços e no gasto da compra do mês. Até pouco tempo atrás desembolsava, em média, R$ 1,5 mil. Hoje gasta um pouco mais de R$ 2 mil, mesmo tendo reduzido bastante a compra de itens não essenciais, como chocolates e laticínios, e cortado também as quantidades de básicos, como açúcar. “O nosso poder de compra não aumentou e os preços estão um absurdo.”

Ela explica que o aumento da inflação levou à perda de referência de preços de vários produtos, como leite, café, ovos, óleo, azeite, por exemplo. Juliana diz que ela, como todos brasileiros, está tentando viver um dia após o outro para não ficar ansiosa e ter reflexos em outras áreas da vida. “Toda essa situação não impacta só as compras: é a viagem, a escola. Tudo isso a gente tira para poder se alimentar.”

Fonte: Marcia De Chiara, Estadão

14 de agosto de 2022 0 Comentários
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GenteNegócios

Coop implementa novo modelo de gestao

De Administrador SH 14 de agosto de 2022
Escrito por Administrador SH

Associação com quase 1 milhão de cooperados traça novas estratégias para ampliar divisas e nichos de mercado

A Coop adotou no início deste ano um novo modelo organizacional orientado por processos e para reforçar e contribuir com as metas traçadas em seu planejamento estratégico, a diretoria do Negócio Supermercado passou a contar, desde 1º de agosto, com duas cadeiras.

O posto de diretor de Operações de Supermercado e Supply Chain passou a ser ocupado por Marco Aurélio Prometti e o de diretor comercial de Supermercados, por Carlos Dante Proveti.

Para o diretor geral Pedro Mattos, abastecer e vender são processos complexos. “Por isso, vimos a necessidade de diretorias separadas para que cada uma possa ter foco total em suas áreas de atuação. Entre os benefícios que a reorganização traz para a nossa cooperativa estão maior eficiência, ganho em rentabilidade, melhor atendimento aos cooperados e clientes e maior velocidade e efetividade no relacionamento com os fornecedores”, explica Pedro Mattos.  

Marco Aurélio Prometti é formado em Administração com habilitação em Comércio Exterior e possui várias especializações, como MBA em Gestão Estratégica de Negócios pela FGV, pós-graduação em Marketing e capacitação executiva em Supply Chain pela USP. Conta com mais de 30 anos de experiência, passando por empresas nacionais e multinacionais, atuando na gestão de toda a cadeia de suprimentos.

Carlos Dante Proveti é graduado em Administração de Empresas pela Universidade Católica de Petrópolis (RJ), possui vasta experiência em empresas de grande porte, com ênfase no setor de varejo e atacado, acumulando mais de 30 anos de vivência nas áreas de Operações e Comercial. Tem passagens por grandes redes de varejo, inclusive já trabalhou em diversos estados do Brasil como diretor regional de operações e comercial.

Atualmente, a Coop possui mais de 900 mil cooperados ativos, 30 lojas de supermercado, sendo 23 no Grande ABC, uma em Piracicaba, duas em São José dos Campos, duas em Sorocaba, duas em Tatuí e um atacarejo em São José dos Campos, além de três postos de combustíveis e 81 drogarias em operação. Por ser uma cooperativa, seu principal objetivo é oferecer os melhores serviços a preços justos, além de reverter benefícios aos cooperados e à comunidade. 

14 de agosto de 2022 0 Comentários
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ESG

Nem toda multinacional cumpre metas de reduzir o uso plástico

De Administrador SH 14 de agosto de 2022
Escrito por Administrador SH

Estudo europeu revela que muita gigante do setor de alimentos passa longe dos próprios desafios imputados para uma cadeia produtiva sustentável

Investigação da DW aponta que dois terços das promessas de redução do uso de plástico em embalagens não foram cumpridas por multinacionais europeias. A multinacional francesa de alimentos Danone fez uma promessa ambiciosa em 2008: dentro de um ano, 50% do plástico usado ​​nas garrafas de água da empresa deveria ser de material reciclado. O relatório de sustentabilidade da Danone classificou a medida como “uma alavanca para reduzir o peso das embalagens e diminuir as emissões de CO2”.

O plano teria sido um passo na direção certa na luta contra a poluição global por plásticos. O plástico não é apenas um dos principais produtos feitos a partir de combustíveis fósseis – como petróleo e gás natural -, mas também um dos mais duradouros.

As garrafas de plástico, por exemplo, podem levar até 450 anos para se decompor. Os microplásticos resultantes prejudicam tanto animais quanto humanos, poluindo oceanos, solo e até o ar. E a indústria de alimentos e bebidas é uma das maiores poluidoras por plásticos do mundo.

De acordo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 79 milhões de toneladas de resíduos plásticos foram descartadas diretamente no meio ambiente em 2019: no solo e nos oceanos, por meio da queima a céu aberto ou em aterros sanitários. Isso representa mais de um quinto do total de resíduos plásticos de todo o mundo.

As empresas estão cumprindo suas promessas de serem mais sustentáveis?

A DW e a Rede Europeia de Jornalismo de Dados analisaram algumas das maiores fabricantes de alimentos e bebidas da Europa para descobrir.

Esse não foi o caso, por exemplo, da Danone. Em 2009, ela estipulou uma meta para o uso de plásticos reciclados: “O grupo pretende atingir 20% a 30% em 2011”, consta do relatório de 2009. “E, por fim, 50%.”

Quando a firma não consegue atingir o plano, ela reduz novamente a meta. E de novo. Em 2020, a Danone ainda usava apenas 20% de plástico reciclado em suas garrafas de água em todo o mundo. E, para 2025, 16 anos após seu primeiro prazo autoimposto, a Danone estabeleceu uma meta familiar: 50% de plástico reciclado em garrafas de água.

Danone não responde a questionamentos

A Danone não respondeu aos pedidos de resposta sobre essas discrepâncias. No total, a DW e seus parceiros identificaram 98 comprometimentos sobre plásticos assumidos nos últimos 20 anos por 24 empresas de alimentos e bebidas sediadas na Europa. Mais da metade dessas promessas foi feita apenas nos últimos anos, tendo como meta o ano de 2025.

No caso de 37 promessas que já deveriam ter sido cumpridas, o histórico não é bom: 68% ou falharam claramente ou nunca mais foram mencionadas. Quando as companhias não cumprem suas promessas, elas geralmente não mencionam o fato abertamente. Em vez disso, abandonam silenciosamente a meta, mudam seu escopo ou adiam o prazo.

Quando as metas não puderam ser verificadas, a DW entrou em contato com a empresa responsável – e, quando houve esclarecimento, atualizou os dados. As empresas que não comentaram sobre as metas permaneceram rotuladas como “não está claro”.

Esses números conferem com estudos sobre outros setores: em 2021, a União Europeia investigou alegações de sustentabilidade em sites de empresas de setores como vestuário, cosméticos e eletrodomésticos – e descobriu que 42% das alegações eram potencialmente exageradas, falsas ou enganosas.

Dos objetivos supostamente alcançados, alguns eram mais jogadas de marketing do que melhorias de longo prazo. Há, por exemplo, a cervejaria belga Anheuser-Busch InBev, fabricante de marcas como a americana Budweiser, a Corona e a Beck’s. Em 2017, ela anunciou a promessa de “proteger 100 ilhas da poluição marinha por plásticos até 2020”.

Na prática, a AB InBev não se envolveu em proteção de longo prazo. Em vez disso, organizou 214 ações únicas de limpeza de praias em 13 países, e em seguida declarou os esforços como sucesso, um ano antes do previsto.

“Muitas empresas usam a limpeza de praias para se autopromover”, observa Larissa Copello, responsável por campanhas de políticas da ONG ambientalista Zero Waste Europe. “Mas são eles que estão colocando todo esse lixo nas praias.” A Zero Waste Europe defende, ao invés disso, “fechar a torneira” para reduzir o uso de resíduos plásticos nas embalagens.

Apenas 19 das 98 promessas identificadas pela DW visam reduzir as embalagens plásticas ou a quantidade de plásticos virgens, e a maioria delas ainda está programada para uma data futura.

A DW registrou comprometimentos de 24 firmas, 16 das quais se propuseram produzir embalagens de plástico reciclável. Contudo isso não garante que o material realmente será reciclado.

“Se não houver infraestrutura para coletar esses produtos separadamente, eles não serão reciclados”, comenta Copello. O mesmo se aplica a produtos supostamente degradáveis ​​ou compostáveis: “Pelo menos aqui na Bélgica, não há coleta separada para itens compostáveis ​​ou biodegradáveis. Eles simplesmente acabam no lixo.”

Em um terço dos compromissos documentados, as empresas prometeram usar uma proporção maior de plástico reciclado em suas embalagens – o que, para Copello, já seria um avanço.

E alguns pequenos passos foram dados: a italiana Ferrero, por exemplo, começou a aumentar a quantidade de plástico reciclado em suas embalagens secundárias a partir de 2010. A fábrica de envasamento suíça Coca-Cola HBC lançou uma garrafa 100% reciclada para quatro de suas marcas de água em 2019, depois de anunciar a medida no ano anterior.

Compromissos voluntários não são suficientes

Em geral, a demanda por plástico reciclado permanece baixa, e os preços, altos, tornando mais lucrativo para as empresas usar plásticos recém-produzidos.

As iniciativas voluntárias não são suficientes, afirma Nusa Urbancic, diretora de campanhas da Fundação Changing Markets, com sede em Bruxelas, que trabalha para expor práticas corporativas irresponsáveis ​​e faz lobby por uma legislação mais abrangente sobre plásticos.

“Em vez de usar seu poder, dinheiro e recursos para impulsionar soluções, muitas vezes as empresas fazem o oposto”, disse Urbancic. “Elas se escondem atrás de compromissos voluntários para evitar fazer as mudanças que deveriam fazer.”

Na verdade, contou Urbancic, os compromissos voluntários são frequentemente uma tática consciente para procrastinar e se desviar da legislação progressiva.

Legislação impulsiona uso de plástico reciclado

Apesar da pressão dos fabricantes de plásticos, a União Europeia aprovou recentemente uma legislação ambiciosa: e acordo com a diretiva sobre plásticos de uso único, por exemplo, itens descartáveis, como sacolas plásticas, talheres e canudos, não podem mais ser distribuídos nos mercados da UE. Isso segue o exemplo de países africanos como a Eritreia, que proibiu as sacolas plásticas em 2005; Ruanda, em 2008; e Marrocos, em 2009.

A diretiva europeia também inclui a meta de incorporar pelo menos 25% de plástico reciclado em garrafas PET até 2025, e em 30% em todas as garrafas até 2030.

A nova legislação provavelmente explica em parte o rápido aumento dos compromissos sobre plásticos. “Ela fez as empresas perceberem que precisam intensificar seus esforços para atingir essas metas”, diz Urbancic. Agora, as próprias empresas estão até mesmo pedindo melhores sistemas de reciclagem para ajudá-las a cumprir suas obrigações legais.

Incentivo à “lavagem verde”

Mais iniciativas também estão inserindo promessas voluntárias das empresas em bancos de dados públicos. A União Europeia compila os comprometimentos na Plataforma Europeia de Partes Interessadas da Economia Circular, e a Fundação Ellen MacArthur, com sede no Reino Unido, coleta as iniciativas sobre plásticos dos signatários de seu programa Compromisso Global.

As promessas feitas à fundação variam muito em seu escopo. A Unilever, por exemplo, declarou que sua meta é reduzir o uso de plásticos recém-produzidos em 50%, de 2020 a 2025, mas a Ferrero prometeu apenas 10%. Já a produtora francesa de vinhos e destilados Pernod Ricard ofereceu apenas uma redução de 5%.

Copello, da Zero Waste, e Urbancic, da Fundação Changing Markets, consideram os compromissos voluntários solicitados pela Fundação Ellen MacArthur como menos eficazes do que a legislação vigente. Urbancic chamou essa estratégia de “política do pau e da cenoura”.

“As empresas não são obrigadas nem mesmo a revelar informações básicas, como suas pegadas plásticas. E os dados publicados não são verificados de forma independente.” Assim como outros esquemas voluntários, há o risco de o esquema ser usado como uma cortina de fumaça para facilitar a assim chamada “lavagem verde” e atrasar uma mudança real, critica a especialista.

Desacelerando o aumento da produção de plásticos

A Changing Markets recomenda que, no mínimo, as iniciativas voluntárias estabeleçam metas ambiciosas de participação, garantam que os membros informem seus progressos e tornem as empresas publicamente responsáveis por seu desempenho.

Nos próximos anos, a União Europeia planeja implementar uma legislação mais completa sobre plásticos no âmbito do Plano de Ação para a Economia Circular, que incluirá metas para a reciclagem de plásticos e medidas para evitar o desperdício de embalagens. E mudança é extremamente necessária: a produção global de plásticos ainda está crescendo e a previsão é que continue assim nas próximas décadas.

Para desacelerar ainda mais esse incremento, outros países precisariam seguir o exemplo. Dados mostram que as empresas só mudam de tática se pressionadas pela legislação, prestação de contas pública e exigências dos consumidores.

O próximo teste decisivo será em 2025, quando elas terão que cumprir suas promessas atuais sobre plásticos. Algumas agora são obrigatórias, pelo menos dentro da União Europeia.

Fonte: Julia Merk, DW, IstoÉ

Este projeto é uma colaboração entre vários meios de comunicação da Rede Europeia de Jornalismo de Dados. Enquanto DW foi líder do projeto, Alternatives Economiques, EURACTIV, Interruptor, OBC Transeuropa, Openpolis e Pod črto foram parceiros.

14 de agosto de 2022 0 Comentários
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