Por Renato Müller
As vendas de alimentos têm sido um dos grandes impulsionadores do crescimento da Amazon. Segundo a empresa, desde o início do ano o número de clientes mensais de itens perecíveis cresceu mais de 50%. Considerando que os clientes que fazem pedidos para entrega no mesmo dia com itens perecíveis na cesta compram em média três vezes mais que clientes “comuns”, os alimentos deverão continuar a levar crescimento para o negócio.
A Amazon teve um aumento de 20% nas vendas líquidas no segundo trimestre do ano, batendo a marca de US$ 200 bilhões nos três meses fechados em 30 de junho. Na América do Norte, o crescimento foi de 16%, para US$ 116,2 bilhões. Entre os 20 itens mais vendidos na plataforma, 6 são alimentos frescos.
No ano passado, a Amazon vendeu mais de US$ 150 bilhões em itens de supermercados, garantindo a segunda colocação no varejo americano. “Grande parte disso é nosso negócio Whole Foods Market, que lidera o varejo de produtos orgânicos”, disse o CEO da Amazon, Andy Jassy, na conferência de divulgação de resultados do trimestre.
Segundo o executivo, a Whole Foods tem crescido mais rápido que os rivais nas regiões onde está presente. “Nosso formato Daily Shops, para vizinhanças urbanas, tem tido uma receptividade incrível dos clientes e é uma via de expansão importante para nós”, revela Jassy.
No trimestre, a Amazon levou seu serviço de entregas Amazon Now para 80 novas cidades, aumentando a base de clientes que podem receber produtos em até 30 minutos. O Amazon Now teve um crescimento de mais de 80% nas vendas no trimestre, com expansão de 60% na base de clientes em relação ao trimestre anterior.