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Tesco oferece licença remunerada para vítimas de abuso doméstico

Varejista é a primeira rede de supermercados do Reino Unido a contar com esse tipo de estrutura de apoio a colaboradoras

De Redação SuperHiper
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Por Renato Müller

A rede britânica de supermercados Tesco se tornou a primeira em seu país a garantir licença remunerada para colaboradoras que são vítimas de abuso ou violência doméstica. A nova política oferece até três dias (ou 21 horas de trabalho) para participar de audiências judiciais, conseguir acomodações emergenciais ou encontrar creches para seus filhos, entre outras medidas práticas para que elas reconstruam suas vidas.

As ações de Safe Leave foram desenvolvidas em parceria com o Usdaw, o sindicato de trabalhadores do varejo britânico. A Tesco também treinou os gestores das lojas para identificar sinais de violência doméstica, responder a eles e dar apoio a colegas impactadas, inclusive indicando serviços especializados.

“A violência doméstica é uma das questões mais devastadoras que afetam nossa sociedade atualmente, e esse impacto continua presente quando alguém está trabalhando”, afirma Emma Taylor, Chief People Officer da Tesco. “Para quem passa por isso, tarefas diárias, como encontrar um novo lugar para morar ou participar de uma audiência, podem ser passos essenciais para independência e segurança”, acrescenta.

A Tesco disse que não irá pedir que as colaboradoras apresentem evidências formais ou revivam experiências traumáticas. O programa Safe Leave estará disponível a todos os funcionários da rede, ao lado de recursos como sessões de aconselhamento e apoio legal, financeiro e psicológico.

Segundo dados do governo britânico, cerca de 20% dos cidadãos adultos do país experimentam algum tipo de abuso ou violência doméstica ao longo da vida, mas menos de um a cada cinco vítimas reporta os incidentes à política. “Somos o maior empregador privado do país e esperamos que o Safe Leave estimule outras políticas desse tipo. Ninguém deveria ter que escolher entre sua segurança pessoal e seu emprego”, afirma Emma Taylor.

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