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Walmart nega precificação com base em dados pessoais

CEO da empresa quer superar polêmica dos preços algorítmicos e diz que prática violaria princípio de preço baixo todo dia

De Redação SuperHiper
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Por Renato Müller

Uma das grandes polêmicas do varejo dos Estados Unidos é o uso de informações pessoais para a precificação de produtos. A prática, aliada ao uso de etiquetas eletrônicas, vem sendo chamada de “surveillance pricing” e considerada, por grupos pró-privacidade, como uma violação de direitos dos consumidores. E o Walmart foi parar no centro da polêmica.

Nesta semana, diante da aceleração da implantação de etiquetas eletrônicas de preço nas lojas em todo o mercado americano, a varejista procurou acalmar os ânimos, dizendo não utilizar informações pessoais para definir preços.

Em uma declaração publicada no site da empresa, o CEO John Furner disse que o uso de dados como renda, histórico de compras ou momentos de necessidade para a definição de preços violaria o conceito de preço baixo todo dia, um bastião do posicionamento de mercado da empresa.

“Não definimos e não iremos definir preços diferentes com base em quem o cliente é ou no horário do dia”, disse Furner. “Renda, histórico de compras, urgência ou o que achamos que você poderá pagar não mudam o preço dos produtos, não são razões para cobrar mais”, acrescentou.

Em maio, o Walmart disse que estava ampliando o uso de etiquetas eletrônicas de preço em suas lojas nos EUA, com a expectativa de implementar em todos os pontos de venda no país até o fim do ano que vem.

John Furner também disse que ferramentas como o assistente de IA Sparky (que teve um crescimento de 70% no uso pelos clientes no último semestre) usam o mesmo princípio das etiquetas, sem trazer preços diferentes de acordo com a ocasião, urgência ou renda.

“Não vamos usar as informações que os clientes compartilham com a gente para aumentar preços ou esconder opções mais baratas. Nosso foco é usar os dados para atender melhor cada consumidor”, acrescentou Furner. Segundo ele, o impacto das etiquetas digitais vai além da eficiência financeira, pois evita erros em preços nas lojas, diminui o uso de papel e remove atrito nas atividades diárias dos colaboradores.

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