Por Giseli Cabrini
Integrar produtos de suplementação e bem-estar à jornada natural de compra dos consumidores, evitando a criação de um “corredor fitness” isolado. Essa é a lógica do Assaí para facilitar a jornada do cliente, aumentar a conveniência e estimular a recorrência dentro de um fluxo já consolidado nas unidades.
A iniciativa, que expande a presença de categorias ligadas à saudabilidade, nutrição e energia, está em fase experimental em 93 lojas espalhadas por São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito
Federal.
Estratégia de gôndola e posicionamento no PDV
Para naturalizar o consumo e tirar os produtos saudáveis de um posicionamento nichado, o Assaí priorizou espaços de alto fluxo e posicionou os itens próximos a categorias cotidianas:
- Whey protein e bebidas proteicas: dispostos próximos a bebidas lácteas, leites comuns e zero lactose.
- Aveias, sementes, castanhas e grãos: integrados às áreas de FLV (frutas, legumes e verduras) e adjacências.
- Novos hábitos: inclusão de produtos sem glúten e cervejas sem álcool para atender a diferentes perfis de clientes.
Evolução do FLV e foco em marcas próprias
Em paralelo, a companhia aposta na evolução do FLV como um dos pilares da sua estratégia de bem-estar com foco em qualidade, frescor e abastecimento mais recorrente, fortalecendo o posicionamento das lojas como destino completo de alimentação equilibrada.
Outro novo projeto do Assaí envolve sua linha de marca própria. Em relação a isso, sobre lançamentos de itens com apelo saudável com o private label da marca, segundo a empresa, o Assaí acompanha a evolução da demanda por categorias relacionadas a suplementação e bem-estar, em parceria com a indústria que produz whey protein, creatina e outros itens.
Confira a seguir entrevista feita por SuperHiper com a diretora comercial nacional do Assaí, Hellen Lima, sobre o assunto.
Atualmente, a iniciativa está presente em 93 lojas localizadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal. Quanto tempo irá durar esse período experimental? Durante ele, quais variáveis serão analisadas para medir a performance dessas novas categorias? A ideia é ampliar o número de lojas nessas mesmas praças ou aumentar o número de cidades?
O projeto foi estruturado como um piloto inicial. Durante esse período, vamos acompanhar indicadores relacionados à performance de vendas, recorrência de compra, experimentação dos produtos e comportamento do consumidor diante da nova disposição das categorias dentro da jornada de compra. Neste primeiro momento, o foco está concentrado nas 93 lojas piloto localizadas em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, regiões escolhidas a partir de critérios combinados de operação e demanda de mercado. Foram priorizadas lojas com maior proximidade de academias, capacidade de execução de layout e exposição, além de regiões com maior concentração de consumo de produtos de bem-estar e suplementação. Após essa fase inicial, a companhia avaliará os próximos passos da estratégia, incluindo a ampliação do número de lojas tanto nessas mesmas praças quanto para outras regiões do País.

Existe uma máxima no varejo alimentar que diz: “a gôndola não estica”, então como foi esse processo de inclusão dos novos itens? Quais saíram para dar espaço para eles? De que forma foi pensado o posicionamento deles dentro do PDV? Onde eles estão posicionados? Qual foi a lógica: facilitar a jornada de compra do consumidor ou aquecer áreas mais frias da loja?
A estratégia foi integrar os produtos de suplementação e bem-estar à jornada natural de compra dos consumidores, evitando criar um espaço isolado ou um “corredor fitness”. Os produtos foram posicionados próximos a categorias já presentes no consumo cotidiano, facilitando o acesso e a experimentação. Por exemplo, whey protein e bebidas proteicas ficam próximos às bebidas lácteas, leites comuns e zero lactose. Já aveias, sementes, castanhas e grãos foram integrados às áreas de FLV e categorias adjacentes. Além disso, priorizamos espaços de alto fluxo dentro das lojas para naturalizar o consumo e tirar esses produtos de um posicionamento nichado. A lógica principal foi facilitar a jornada de compra, aumentar a conveniência e estimular a recorrência dentro de um fluxo já consolidado. O projeto também amplia o portfólio para outras categorias alinhadas a novos hábitos de consumo, como produtos sem glúten e cervejas sem álcool, atendendo a diferentes perfis de clientes dentro da mesma loja.
Segundo o material encaminhado pela assessoria de vocês, “a iniciativa também se conecta a movimentos recentes do Assaí em categorias relacionadas à alimentação equilibrada. A seção de FLVs passou recentemente por uma reformulação com foco em critérios de qualidade e em abastecimento mais recorrente, para garantir produtos mais frescos”. Como foi essa reformulação? Ela envolveu a exposição, o abastecimento, a reposição e o sortimento? O que mudou na rotina de abastecimento e reposição desses itens?
A evolução do FLV é um dos pilares da estratégia de bem-estar do Assaí. A companhia vem trabalhando continuamente nessa categoria com foco em qualidade, frescor e abastecimento mais recorrente, fortalecendo o posicionamento das lojas como destino completo de alimentação equilibrada. Esse movimento também inclui a oferta de frutas secas a granel, castanhas, sementes e grãos, categorias que dialogam diretamente com a crescente busca dos consumidores por produtos ligados a bem-estar, energia e praticidade no dia a dia. A estratégia está conectada à evolução da experiência de compra e à integração de categorias saudáveis dentro da jornada dos consumidores, aproximando esses produtos de áreas já consolidadas da loja e ampliando sua relevância dentro da cesta alimentar.
Qual é a expectativa da rede em relação ao incremento tanto de fluxo quanto de vendas com a inclusão das novas categorias?
O Assaí entende que a busca por produtos ligados ao bem-estar, energia e nutrição representa uma mudança estrutural no comportamento de parte dos consumidores brasileiros. Mesmo com a ampliação dos itens pensando no bem-estar, seguimos com a comercialização em larga escala de produtos mais tradicionais que estão na mesa das famílias e no dia a dia dos empreendedores, comerciantes e demais pessoas jurídicas que compram conosco. A estratégia busca oferecer ainda uma variedade para a compra dos clientes, aumentando a conveniência, a recorrência e as possibilidades de consumo dentro da mesma visita à loja. Ao incorporar categorias de maior valor agregado à jornada de compra, a companhia também amplia naturalmente as oportunidades de incremento de tíquete médio e frequência. O movimento faz parte das avenidas de crescimento da companhia e reforça o posicionamento do Assaí como uma empresa em constante evolução, sempre conectada às novas demandas do consumidor e apoiada em pilares como escala, preço competitivo e eficiência operacional. Sobre projeções específicas relacionadas a fluxo e vendas, não abrimos dados, por sermos uma empresa de capital aberto.
O Assaí também anunciou que irá investir em marcas próprias. Elas alcançarão essas categorias de wellness? Quais itens?
O lançamento das marcas próprias faz parte da estratégia das novas avenidas de crescimento da companhia, acompanhando mudanças estruturais no comportamento dos consumidores, cada vez mais orientado por custo-benefício, conveniência e busca por soluções acessíveis no dia a dia. Diante deste contexto, os itens de marcas próprias buscam trazer produtos de alto giro, como o arroz da marca Assaí. Já dentro da estratégia de bem-estar, acompanhamos a evolução da demanda por categorias relacionadas a suplementação e bem-estar, em parceria com a indústria que produz whey protein, creatina e outros itens.