Por Renato Müller
No início de setembro, a Rye Bakery foi aberta no SoHo, em Nova York, com uma proposta super premium: pães artesanais com ingredientes orgânicos importados da Áustria. O preço? Uma mixaria: US$ 60 em um pão de 1,5kg.
Acreditando que muitos novaiorquinos consideram absurdo pagar mais de R$ 300 em um pão, e percebendo o hype gerado pela Rye Bakery nas redes sociais, a Lidl embarcou em uma campanha de guerrilha para lá de provocativa. A empresa estacionou um caminhão na porta da loja com um painel digital onde se lê: US$ 60 por um pão? Muito mais barato: US$ 3,99”.
O cartaz também conta com um QR Code e com o endereço da loja Lidl mais próxima, na Grand Street – a uma milha de distância, ou 20 minutos de caminhada. Uma segunda mensagem no cartaz faz a conta: “com US$ 60 você pode comprar 122 croissants na Lidl, a US$ 0,49 cada”.
A ação se tornou viral antes mesmo que a Lidl pudesse ativá-la em seus próprios canais: stories e Reels de pessoas comuns geraram impacto orgânico antes que a Lidl comunicasse oficialmente o que estava acontecendo.
A campanha da Lidl, além de expor o forte contraste, chega em um momento em que grande parte da população americana tem dificuldade em fazer compras de supermercado devido ao alto preço dos alimentos. Segundo uma pesquisa feita pelo Global Strategy Group há dois meses, quase dois terços dos americanos entrevistados citaram o preço da comida como o principal fator de pressão financeira em suas vidas.