Busca por alimentos saudáveis cresce na pandemia

Estudo da Nielsen detecta que artigos saudáveis alavancaram a venda da cesta de alimentos em 2020

A pandemia afetou vários hábitos do consumidor brasileiro. Um deles é a busca por alimentos saudáveis. Dados da Nielsen mostram que os itens saudáveis puxaram a venda da cesta de alimentos em 2020.

A categoria de saudáveis subiu 11% em relação a 2019. Já os básicos avançaram apenas 2,6% na mesma comparação.

Para Bruno Achkar, coordenador de atendimento ao varejo da Nielsen, esse movimento é reflexo da chamada indulgência permitida: o consumidor até se permite comprar produtos mais caros, desde que tenham o apelo de saudabilidade.

Essa mudança de comportamento também afeta a alimentação: 53% estão mudando as refeições para reduzir o consumo de carnes.

Pesquisa da Kantar mostra que o consumidor prioriza alimentos naturais e com menor teor de gordura. Veja:

Naturais: 79%

Menor teor de gordura: 75%

Menor teor de açúcar: 70%

Produtos sem aditivos: 69%

Preço é fator limitante

A busca por alimentos saudáveis esbarra no fator preço. Pesquisa da Kantar mostra que 35% dos consumidores não compram alimentos saudáveis porque consideram muito caros. Por isso, a presença dessa categoria é de 22% na cesta de compras da classe AB. Já na cesta da classe CDE, esse percentual cai para 13%.

Hábitos saudáveis

Outro levantamento da Nielsen mostrou que 1/3 da população já adota hábitos saudáveis. Dentro desse grupo, 71% estão mudando os hábitos de consumo por conta de preocupações com o ambiente.  Exemplo disso é que 79% não compram produtos de empresas de fazem testes com animais.

Quais são seus hábitos saudáveis?

Pesquisa perguntou que hábitos são esses aos consumidores – Nielsen

Separo lixo orgânico do reciclável – 68,1%

Uso sacolas recicláveis ou caixas de papelão nas compras – 61,1%

Priorizo produtos com embalagens sustentáveis – 46%

Priorizo embalagens de fácil reciclagem – 36,4%

Priorizo produtos com embalagem 100% reciclada – 25,2%

Nenhum hábito de reciclagem – 6,7%

Fonte: Por Fabiana Futema, 6 Minutos

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