O Abrasmercado, indicador que acompanha a variação de preços da cesta de 35 produtos de largo consumo, registrou alta de 1,09% em setembro, após as quedas de 1,24% em julho e de 0,57% em agosto.
Com o resultado, o valor médio da cesta passou de R$ 837,14 em agosto para R$ 846,22 em setembro. No acumulado de janeiro a setembro, o Abrasmercado registra alta de 5,73%.
Entre os produtos básicos, o arroz apresentou uma das principais altas do mês, de 4,56%, após avançar 1,34% em agosto. No acumulado do ano, o produto registra alta de 4,96%.
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O óleo de soja avançou 1,83% em setembro, após alta de 0,48% em agosto. Mesmo com os dois meses consecutivos de aumento, o produto registra queda de 8,59% entre janeiro e setembro. O açúcar refinado também voltou a subir (+1,11%), depois das quedas de julho (-3,41%) e agosto (-0,89%), e acumula retração de 13,64% no ano.
Em sentido contrário, o feijão recuou 4,12% em setembro, terceira queda mensal consecutiva, depois das retrações de 2,17% em julho e de 4,82% em agosto. Apesar das quedas recentes, o produto acumula alta de 36,43% no ano. O café torrado e moído também manteve trajetória de queda, com recuo de 1,09% em setembro, após as reduções de 2,45% em julho e de 1,86% em
agosto. De janeiro a setembro, a queda acumulada chega a 16,19%.
Entre os demais produtos básicos, as variações de setembro foram mais moderadas. A massa sêmola de espaguete avançou 0,18%, enquanto recuaram a farinha de mandioca (-0,47%), a farinha de trigo (-0,45%), o leite longa vida (-0,26%), o queijo muçarela (-0,10%) e a margarina cremosa (-0,08%).
No acumulado de janeiro a setembro, o leite longa vida se destaca com alta de 27,00%. Também avançam a margarina cremosa (+4,79%), o queijo muçarela (+3,81%) e a farinha de mandioca (+2,26%). Em sentido contrário, a farinha de trigo acumula queda de 4,77% e a massa sêmola de espaguete, de 0,20%.
No grupo das proteínas, os cortes bovinos do traseiro registraram alta de 1,10%, enquanto o dianteiro ficou praticamente estável, com variação de 0,06%. Em sentido contrário, recuaram o frango congelado (-1,96%), os ovos (-1,84%) e o pernil (-1,43%).
No acumulado de janeiro a setembro, as carnes bovinas permanecem em alta: o traseiro registra avanço de 10,99% e o dianteiro, de 7,84%. Já o pernil (-8,65%), o frango congelado (-4,35%) e os ovos (-2,60%) acumulam queda.
Nos vegetais frescos, setembro foi marcado por fortes altas. O tomate avançou 37,76%, a batata, 24,07%, e a cebola, 10,14%.
Apesar das oscilações registradas nos meses anteriores, os três produtos apresentam altas expressivas no acumulado de janeiro a setembro: cebola (+61,81%), tomate (+58,70%) e batata (+45,55%).
Nos itens de higiene pessoal, setembro apresentou alta no papel higiênico (+1,29%), no creme dental (+1,11%) e no sabonete (+0,09%), enquanto o xampu recuou 0,40%.
No acumulado de janeiro a setembro, todas as categorias permanecem em alta: creme dental (+7,06%), papel higiênico (+5,48%), xampu (+5,34%) e sabonete (+3,82%).
Na limpeza doméstica, a água sanitária avançou 1,75% em setembro e o detergente líquido para louças, 1,06%. Em sentido contrário, recuaram o desinfetante (-0,59%) e o sabão em pó (-0,06%).
No acumulado do ano, todos os itens permanecem em alta: água sanitária (+6,21%), detergente líquido para louças (+5,02%), desinfetante (+4,82%) e sabão em pó (+0,14%).
Análise regional
Em setembro, todas as regiões registraram alta no valor médio da cesta Abrasmercado na comparação com agosto. A maior elevação ocorreu no Centro Oeste, de 1,97%, com o valor médio passando de R$ 786,58 para R$ 802,04.
Na sequência, aparece o Norte, com alta de 1,83%, de R$ 925,66 para R$ 942,56. No Sudeste, o avanço foi de 1,50%, com o valor médio passando de R$ 853,35 para R$ 866,17.
No Sul, a cesta avançou 1,38%, de R$ 916,40 para R$ 929,03. A menor elevação ocorreu no Nordeste, de 0,70%, com o valor médio passando de R$ 751,61 para R$ 756,86, mantendo a cesta de menor valor entre as macrorregiões.
Em 12 meses, todas as regiões também acumulam alta. O maior avanço ocorre no Norte (+8,21%), seguido pelo Centro-Oeste (+6,81%), Sudeste (+6,37%), Nordeste (+6,30%) e Sul (+5,36%).
Cesta de 12 produtos básicos fica praticamente estável em setembro
No recorte da cesta de 12 produtos básicos, o valor médio nacional apresentou variação de 0,12% em setembro, passando de R$ 356,76 em agosto para R$ 357,20. Na comparação com setembro de 2025, a cesta registra alta de 2,96%.
Entre os 12 produtos acompanhados, cinco registraram alta no mês: arroz (+4,56%), óleo de soja (+1,83%), açúcar refinado (+1,11%), massa sêmola de espaguete (+0,18%) e carne bovina – corte dianteiro (+0,06%).
Em sentido contrário, o feijão recuou 4,12% em setembro, terceira queda mensal consecutiva. Apesar das retrações recentes, o produto ainda acumula alta de 36,43% entre janeiro e setembro.
O café torrado e moído também registrou a terceira queda consecutiva, com recuo de 1,09% em setembro, e acumula retração de 16,19% no ano.
Entre os demais produtos, recuaram a farinha de mandioca (-0,47%), a farinha de trigo (-0,45%), o leite longa vida (-0,26%), o queijo muçarela (-0,10%) e a margarina cremosa (-0,08%).
No acumulado de janeiro a setembro, destacam-se, além do feijão, a alta de 27,00% do leite longa vida e de 4,96% do arroz. Entre as principais quedas estão o café torrado e moído (-16,19%), o açúcar refinado (-13,64%) e o óleo de soja (-8,59%).
Análise regional da cesta de 12 produtos
Na análise regional, a cesta de 12 produtos básicos apresentou alta em três das cinco macrorregiões em setembro.
A maior elevação ocorreu no Norte, de 1,88%, com o valor médio passando de R$ 444,54 para R$ 452,91. No Centro-Oeste, a alta foi de 1,13%, de R$ 350,57 para R$ 354,53.
O Sudeste registrou avanço de 0,53%, com o valor médio passando de R$ 370,86 para R$ 372,82. Em sentido contrário, o Sul apresentou queda de 0,79%, de R$ 385,50 para R$ 382,46.
No Nordeste, a cesta recuou 0,22%, de R$ 318,04 para R$ 317,33, mantendo o menor valor médio entre as macrorregiões.
Capitais e regiões metropolitanas
No Norte, Rio Branco apresentou o maior valor médio da cesta, de R$ 460,18, seguida por Belém, com R$ 445,63.
No Nordeste, São Luís registrou o maior valor médio, de R$ 318,49, seguida por Fortaleza (R$ 317,87), Salvador (R$ 317,12), Aracaju (R$ 317,06) e Recife (R$ 316,08), que apresentou o menor valor entre as localidades analisadas na região.
No Centro-Oeste, Brasília apresentou a cesta de maior valor médio, de R$ 357,92, seguida por Campo Grande (R$ 353,47) e Goiânia (R$ 352,20).
No Sudeste, Grande Vitória registrou o maior valor médio, de R$ 374,91, seguida por Belo Horizonte (R$ 372,32), Rio de Janeiro (R$ 372,05) e São Paulo (R$ 371,98).
No Sul, Porto Alegre apresentou valor médio de R$ 385,03, acima de Curitiba, com R$ 379,89.