O AbrasMercado, indicador que acompanha a variação de preços da cesta de 35 produtos de largo consumo, recuou 1,24% em julho e passou a acumular alta de 5,20% no ano. O resultado mensal ampliou a retração observada em junho (-0,28%) e reduziu o avanço acumulado, que havia encerrado o primeiro semestre em 6,52%.
Com a queda de julho, o valor médio da cesta passou de R$ 852,54 para R$ 841,95.
Na comparação com junho, os produtos básicos apresentaram variações distintas: recuaram o açúcar refinado (-3,41%), o café torrado e moído (-2,45%), o feijão (-2,17%), o óleo de soja (-1,56%) e o arroz (-0,43%). Em sentido contrário, avançaram o leite longa vida (+2,47%), a farinha de mandioca (+0,54%), a massa sêmola de espaguete (+0,51%) e a farinha de trigo (+0,04%).
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No acumulado de janeiro a julho, as principais altas permanecem no feijão (+49,50%) e no leite longa vida (+25,11%). Em sentido oposto, registram queda o açúcar refinado (-13,82%), o café
torrado e moído (-13,66%), o óleo de soja (-10,66%), a farinha de trigo (-4,74%), o arroz (-0,94%) e a massa sêmola de espaguete (-0,14%).
No grupo das proteínas, que tem peso relevante no orçamento das famílias, julho foi marcado pela estabilidade das carnes, especialmente as bovinas – cortes do dianteiro (+0,09%) e traseiro
(-0,04%). O frango congelado teve leve alta de 0,22%, enquanto o pernil caiu 0,48% e os ovos, 2,73%.
No acumulado do ano, as carnes bovinas registram altas de 8,24% no traseiro e de 7,09% no dianteiro, enquanto os ovos avançam 3,52%. Em contrapartida, o pernil (-6,10%) e o frango congelado (-1,44%) acumulam queda.
Entre os vegetais frescos, julho foi marcado por fortes quedas no tomate (-29,09%) e na batata (-19,59%) em relação a junho. A cebola seguiu em sentido contrário, com alta de 7,74%. Mesmo após as retrações mensais, a batata acumula elevação de 46,44% no ano e o tomate, de 29,35%. Já a cebola alcança alta de 65,20% de janeiro a julho, a maior entre os 35 produtos acompanhados pelo AbrasMercado.
Nos itens de higiene pessoal, as variações de julho ante junho foram: creme dental (+0,91%), sabonete (+0,23%), papel higiênico (-0,24%) e xampu (-0,03%). No acumulado do ano, todas as categorias permanecem em alta: creme dental (+5,36%), xampu (+5,05%), papel higiênico (+4,34%) e sabonete (+4,02%).
Na limpeza doméstica, as principais altas vieram do detergente líquido para louças (+1,10%), seguido pelo sabão em pó (+0,85%) e pelo desinfetante (+0,49%). A água sanitária recuou 0,98%.
No acumulado de janeiro a julho, avançaram o desinfetante (+4,68%), o detergente líquido para louças (+3,21%) e a água sanitária (+2,98%), enquanto o sabão em pó registra leve retração de 0,22%.
Análise regional
Em julho, todas as regiões registraram queda no valor médio da cesta AbrasMercado na comparação com junho. A maior retração ocorreu no Sudeste, de 1,53%, com o valor médio passando de
R$ 870,48 para R$ 857,12.
Na sequência, aparece o Norte, com queda de 1,50%, de R$ 941,00 para R$ 926,88.
No Centro-Oeste, a redução foi de 1,30%, com o valor médio passando de R$ 801,23 para R$ 790,83. O Nordeste apresentou queda de 1,29%, de R$ 773,03 para R$ 763,08, mantendo a cesta de menor valor médio entre as macrorregiões.
A menor retração foi registrada no Sul, de 1,21%, com o valor médio da cesta passando de R$ 928,72 para R$ 917,52.
Preços da cesta de 12 produtos básicos recuam 0,27% em julho
No recorte da cesta de 12 produtos básicos, o valor médio nacional recuou 0,27% em julho na comparação com junho, passando de R$ 357,39 para R$ 356,43. No acumulado de janeiro a julho, a cesta registra alta de 4,71%.
Entre os 12 produtos básicos, seis apresentaram queda em julho ante junho. As maiores retrações ocorreram no açúcar refinado (-3,41%), no café torrado e moído (-2,45%), no feijão (-2,17%) e no óleo de soja (-1,56%). Também recuaram o arroz (-0,43%) e a margarina cremosa (-0,16%).
Entre os produtos em alta no mês, o principal avanço foi registrado no leite longa vida (+2,47%), seguido da farinha de mandioca (+0,54%), da massa sêmola de espaguete (+0,51%) e do queijo
muçarela (+0,40%). Ficaram praticamente estáveis a carne bovina – corte dianteiro (+0,09%) – e a farinha de trigo (+0,04%).
Análise regional da cesta de 12 produtos
Na análise regional, o comportamento da cesta de 12 produtos básicos foi distinto entre as macrorregiões em julho. A maior queda ocorreu no Norte, de 2,05%, com o valor médio passando para
R$ 440,00 em julho.
O Sudeste apresentou leve recuo de 0,05%, com o valor médio passando para R$ 370,00. Nas demais regiões, houve alta. No Nordeste, o avanço foi de 0,21%, com preço médio de R$ 317,67,
mantendo a cesta de menor valor médio entre as macrorregiões. No Centro-Oeste, a elevação foi de 0,27%, de R$ 349,99 para R$ 350,94. A maior alta mensal ocorreu no Sul, de 0,44%, com o valor médio passando de R$ 379,86 para R$ 381,53.
Capitais e regiões metropolitanas
No Norte, Rio Branco apresentou o maior valor médio da cesta, de R$ 444,53, seguido por Belém, com R$ 435,47.
No Nordeste, Fortaleza registrou o maior valor médio, de R$ 320,33, seguida por Recife (R$ 319,95), São Luís (R$ 317,32), Aracaju (R$ 316,97) e Salvador (R$ 313,76), que apresentou o menor valor entre as localidades analisadas na região.
No Centro-Oeste, Brasília apresentou a cesta de maior valor médio, de R$ 355,87, seguida por Goiânia (R$ 352,85) e Campo Grande (R$ 344,11).
No Sudeste, os valores ficaram bastante próximos. Belo Horizonte registrou o maior valor médio, de R$ 370,67, seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 370,59), Grande Vitória (R$ 369,69) e São Paulo (R$ 369,07).
No Sul, Porto Alegre apresentou valor médio de R$ 381,87, ligeiramente acima de Curitiba, com R$ 381,20.