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Negócios

Com garra, rede regional abre atacarejo

De Administrador SH 12 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Unidade quer gerar uma nova experiência ao shopper da região de Alta Floresta, no Mato Grosso ,

A rede Kinfuku inaugurou oficialmente a 5ª loja da rede na região Norte de Estado de Mato Grosso. Com 4 mil metros quadrados de área construída, o novo empreendimento visa gerar 80 empregos diretos no município de Nova Bandeirantes.

Com um novo conceito no modelo de venda e padrão de atendimento, a Rede Kinfuku chega em Nova Bandeirantes, implementando o sistema de atacarejo, além de oferecer preços convidativos e o sistema de cartão rotativo para compras.

Em entrevista, um dos diretores da rede, Jonhny Kinfuku, citou o crescimento de Nova Bandeirantes como um dos fatores essenciais para o investimento.

“A cidade está em crescimento e nós percebemos isso, no que se refere ao potencial econômico e para nós é muito gratificante inaugurar esta loja na cidade. É muito bom poder contribuir com esse crescimento”, apontou.

Outro fator lembrado pelo executivo do grupo, diz respeito a qualidade dos produtos ofertados. “Queremos contribuir com qualidade de vida da população, trazendo produtos de qualidade, além de ajudar a equilibrar os preços de mercado”, ressaltou.

A dimensão do empreendimento oferece ao cliente a comodidade para a área de estacionamento com disponibilidade de 60 vagas. O diretor da rede observa a questão da mobilidade, oferecendo vagas de estacionamento para deficientes e idosos e a geração e empregos.

“Estamos gerando aqui nesta loja, 80 empregos diretos sendo a nossa 5ª loja rede”, destacou Johni.

A chegada da rede Kinfuku em Nova Bandeirantes já era algo aguardado por muitos e passa a ser uma realidade.

“Foram 4 anos de luta, onde compramos o terreno tendo o investimento com a obra. Hoje o sonho se tornou realidade”, disse Carlos.

O grupo Kinfuku, que tem sua matriz em Alta Floresta, inaugura a quinta loja em cidades da região Norte

Trabalhando no sistema de atacado, a unidade de Nova Bandeirantes também irá oferecer aos clientes outros atrativos como praça de alimentação.

Fonte: Jornal MTNorte

12 de julho de 2022 0 Comentários
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ESGNegócios

Atacarejo prioriza a sustentabilidade na comunicação com os clientes

De Administrador SH 12 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH


Rede com 9 unidades adota uma interface moderna na emissão de ofertas e comunicados

Sustentabilidade é uma tendência de mercado e um recurso para impulsionar boas ideias que, além de ecológicas, são funcionais. Esse é o caso da rede Desco Super & Atacado que está trocando os, até então, tradicionais panfletos com anúncio de ofertas por uma ferramenta online: o uso do WhatsApp para divulgar promoções, novidades e informações diversas sobre a rede. Além de facilitar a divulgação de conteúdos interessantes aos clientes, a iniciativa estreita a relação com os consumidores, pois cria um canal direto de relacionamento.

– Assumimos o compromisso de reduzir a impressão de folhetos em 2023. Essa nova ferramenta permite que os clientes do Desco fiquem por dentro de tudo que acontece em nossas lojas, sejam ofertas, novidades ou horários de funcionamento – afirma a gerente de marketing, Jaqueline Gabiatti.

Para criar um cadastro, os interessados podem escanear o QR Code disponível no material de divulgação e seguir os passos indicados. Outras opções para se conectar com o Desco são enviar a mensagem com #ofertasdesco para 0800 701 3456.

Acesse o site do Desco e clique no banner “Atualização do WhatsApp do Desco” para se cadastrar

– Temos vantagens tanto para o consumidor final quanto para os comerciantes. A gente costuma dizer que é um atacado com qualidade de super, com um mix de produtos de mais de sete mil itens – pondera Jaqueline.

A rede faz parte do Grupo Imec, que também possui negócios nas áreas de panificação, engenho de arroz e supermercados. Tanto que, o pão francês quentinho e o pão de queijo próprios são citados pela gerente de marketing como uns dos destaques para os consumidores.

Economia

Uma das características que fazem do Desco um “atacarejo” com preços mais em conta é que, quanto maior a quantidade adquirida de determinados produtos, mais barato ele fica em relação à unidade avulsa. Tanto que os itens, costumeiramente, são comercializados em fardos, caixas, embalagens especiais para transformadores, entre outros.

Entre as razões para os preços mais competitivos está a estrutura enxuta (que permite um baixo custo operacional), o autoatendimento (o cliente empacota as próprias compras), a aquisição em grande quantidade das indústrias, a venda direto nas embalagens e o abastecimento em horário comercial.

Confira abaixo outros cinco benefícios da Rede, de acordo com a gerente de marketing, Jaqueline Gabiatti:

1) Sustentabilidade e conexão com os clientes

Enviar ofertas, promoções e informações sobre a rede Desco por WhatsApp é uma ideia que surgiu como forma de criar uma ferramenta online capaz de conectar os clientes diretamente com a rede. Uma relação direta e fácil de ser estabelecida, que também serve para reduzir o impacto ambiental. Isso faz parte do compromisso que o Desco tem em zerar o uso de panfletos impressos até o próximo ano.

 Para ter essa facilidade diretamente do seu celular ou computador, é preciso apenas se cadastrar. O registro para ficar por dentro de todas as novidades do “atacarejo” pode ser feito ao escanear o QR Code disponível no material de divulgação. Ao fazer a leitura do código, o cliente deve escolher a loja de preferência, clicar no link informado, salvar número nos contatos e enviar #ofertasdesco. Depois, basta seguir as orientações do assistente virtual.

Outra opção é enviar a mensagem #ofertasdesco para 0800 701 3456. No site da rede também é possível fazer o cadastro. Para isso, é preciso apenas clicar no banner em que diz “Atualização do WhatsApp do Desco” e seguir as orientações.

2) Clube de desconto

Outro recurso que demanda apenas um cadastro online, sem custo, é o clube de descontos. Para participar basta acessar o site do Desco na aba “Clube” ou aqui. Essa ferramenta serve tanto para pessoas físicas ou jurídicas e oferece vantagens exclusivas para quem faz parte.

3) Produtos com fabricação própria

Por fabricar alguns dos itens que vende, o Desco consegue oferecer uma melhor qualidade e preço acessível. Entre os destaques estão os perecíveis: pão quentinho, o pão de queijo mineiro (que realmente leva queijo) e a carne, que é manipulada e embalada em áreas visíveis para que os clientes possam conferir todo o processo da equipe antes da disponibilização nas prateleiras.

4) Variedade de marcas

O Desco trabalha com diferentes marcas dos produtos que comercializa, oferecendo uma maior diversidade de escolha para quem compra, como no caso das bebidas. Com isso, a rede conta com estoque de cervejas, vinhos e destilados de qualidade, nacionais e importados.

5) Televenda para CNPJ/PJ

Empresas e pessoas jurídicas têm facilidade para comprar no Desco. Isso porque cotações para produtos e alimentos podem ser feitas à distância pela televenda voltada a transformadores e revendedores que precisem de atendimento prático, ágil e com preços especiais. Importante: Apesar da televenda, a compra segue ocorrendo presencialmente pelo consumidor PJ.

Para utilizar o serviço, basta acionar a equipe do Desco Super e Atacado. Os contatos para cada loja estão disponíveis através do site.

12 de julho de 2022 0 Comentários
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Negócios

A virada da McCain

De Administrador SH 12 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Maior produtora global de batata pré-frita anuncia novos planos para a América do Sul

Após 30 anos no Brasil, a McCain, maior produtora de batata pré-frita do mundo e de outros alimentos congelados, está inaugurando sua primeira fábrica no Brasil em Araxá, Minas Gerais. Recentemente, a empresa também lançou a nova linha de aperitivos para ampliar seu portfólio, com produtos de maior valor agregado.

Luciana Cardoso, gerente de marketing para foodservice da McCain, define 2022 como um como muito importante para companhia. “Estamos inaugurando, nos próximos meses, a nossa primeira fábrica aqui no Brasil”, conta.

Na planta da fábrica, que será inaugurada em breve, o espaço será totalmente moderno, novo e com possibilidades de expansões para o futuro. Além disso, a construção da estrutura permitirá à McCain ter um foco maior no setor varejista. “Temos trazido cada vez mais novos produtos e inovações para o mercado do varejo”, diz.

Sobre o embate entre foodservice e varejo, Luciana explicou que a McCain é uma empresa de foodservice, e esse é o DNA global da marca, mas não nega que o varejo tem conquistado cada vez mais espaço internamente.

“Hoje nosso maior faturamento vem do foodservice. É um setor muito importante para gente. Mas o varejo vem ganhando relevância, e vamos ter muitas novidades para esse setor”, completa a executiva. Ela ainda explicou que, além da atenção natural ao varejo, a pandemia também fez com que isso se potencializasse.

Maior valor agregado

Falando sobre inovação e produtos, a gerente de marketing destacou que, no final de 2021, a McCain lançou uma linha de aperitivos, que chama Pickers. Entre os produtos da linha estão coxinhas, bolinhos, batata temperada, anéis de cebola, entre outros produtos. “A ideia dessa linha é, justamente, conseguir aumentar nosso portfólio e não ficar só focado em batata. Portanto, ter uma abrangência maior, produtos de maior valor agregado, e conseguir abordar melhor esse momento de compartilhar”, complementou Luciana.

Luciana também comentou sobre o período da pandemia e como as incertezas com o foodservice impactaram e fizeram a McCain buscar soluções. Ela cita que a empresa sofreu com uma queda brusca no faturamento, impactada pelo foodservice, e que fez uma série de iniciativas para ajudar os clientes. “Tivemos bonificação de produtos, algumas ações com os clientes, cartilha e uma série de coisas para ajudar o mercado a retomar o mais rápido possível”, finalizou.

Fonte: Marcelo Audinino, M & C

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Gente

ESG do Assaí recebe selo GPTW

De Administrador SH 12 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

A premiação é o resultado das novas políticas implantadas com os 60 mil trabalhadores na companhia

O Assaí Atacadista acaba de ser certificado com o selo Great Place To Work (GPTW), que é organizado pela consultoria global do mesmo nome e que avalia as organizações a partir da cultura de confiança, alto desempenho e inovação. Trata-se da primeira vez que a companhia se submeteu a avaliação da GPTW e o resultado demonstra o alto nível das práticas de pessoas e governança. 

A GPTW avalia a relação de confiança nas empresas no Brasil desde 1997 e revela a percepção do(a) funcionário(a) em relação às várias políticas, práticas e aos comportamentos da organização, o que atrai e retém bons profissionais e ajuda a criar boas relações com acionistas.   

“Estamos muito orgulhosos(as) em conquistar este selo. É a primeira vez que participamos da pesquisa e é uma alegria sabermos que os(as) nossos(as) colaboradores(as) têm muito orgulho em fazer parte do Assaí e validam nossas práticas de pessoas quanto à desenvolvimento, oportunidade, incentivo, respeito e valorização. Um resultado que reflete o engajamento e a dedicação de nosso time, a Nossa Gente, de todo o Brasil”, conta Sandra Vicari, Diretora de Gestão de Gente e Sustentabilidade do Assaí. 

Essa certificação reflete o “Cuidado Com a Nossa Gente”, um dos principais valores presentes na Cultura da Companhia e que diariamente fomenta diversas iniciativas internas e externas em prol de um ambiente de trabalho que reconheça as boas contribuições e conquistas do time; respeite e valorize a diversidade e ofereça equidade de oportunidades a todos(as); garanta um ambiente seguro e acolhedor que proporcione o equilíbrio e que engaje as pessoas; além de oferecer oportunidades de crescimento e desenvolvimento para todo o time em qualquer nível hierárquico. 

Este último, inclusive, está atrelado a forte expansão do Assaí – que obteve um recorde de aberturas de lojas tanto para a empresa como para o setor de Cash&Carry em 2021 com a inauguração de 28 novas unidades – e que planeja abrir cerca de 50 novas lojas ainda este ano.   

“Aqui, temos o compromisso de garantir que o crescimento do nosso negócio represente o crescimento da nossa gente. Por isso, valorizamos a promoção de um ambiente diverso, que reflita a sociedade e ofereça oportunidades de crescimento interno. Temos ainda diversas outras frentes de trabalho sob diferentes aspectos de clima, gestão e práticas. A Universidade Assaí, por exemplo, é a nossa estrutura de educação corporativa e tem um papel fundamental no treinamento e capacitação do time interno, o que nos garante diversas movimentações internas e sustentar a nossa expansão”, comenta Sandra.  

Em 2021, foram gerados mais de 11 mil novos postos de trabalho e, para este, a projeção é criar cerca de 15 mil empregos em todo o país em linha com o forte plano de expansão do atacadista.   

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Negócios

Maior processador de castanha de caju do mundo expande os negócios de olho no plant-based

De Administrador SH 11 de julho de 2022
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Companhia com mais de 40 anos de história se associa à foodtech para ampliar participação no varejo

A multinacional brasileira Usibras, maior processadora de castanha de caju do mundo, comprou 50% da foodtech de leites vegetais potiguar Cajueiro. O valor do negócio não foi divulgado, mas a aquisição foi feita com recursos próprios, informou a Usibras.

Para a Cajueiro o negócio pode ser considerado estratégico porque reduz o principal gargalo da empresa, que é o acesso a matéria-prima para os leites vegetais. Enquanto para a Usibras, o movimento representa um fortalecimento do braço de varejo do grupo e a entrada em uma categoria que cresce vigorosamente ano a ano, declararam as empresas.

“O movimento com a Usibras permitirá a Cajueiro reposicionar preços em toda sua linha de produtos, lançar novos itens e entrar de forma consistente nos key accounts e principais redes do Brasil na primeira etapa do processo de integração. Na segunda etapa, o projeto é acoplar a linha Cajueiro à extensa malha de exportação da Usibras”, comunicaram a

“Estamos observando atentamente os novos hábitos e anseios dos consumidores ao redor do planeta e reforçando vigorosamente nossa presença no varejo. Incrementamos o portfólio da nossa marca tradicional Dunorte e mais recentemente lançamos uma marca de perfil extremamente inovador: a Love Nuts. A chegada da Cajueiro com a linha de leites vegetais e e bebidas saudáveis era uma vertical que estava faltando em nosso portfólio”, disse Cinthya Assis, da Usibras, em nota.

A Usibras tem mais de 40 anos de história e é a maior processadora de castanha de caju do mundo com unidades de processamento no Ceará, Rio Grande do Norte, Gana, na África e New Jersey, nos EUA. Apenas nas unidades do Brasil, a empresa processa mais de 100 mil toneladas de castanha de caju por ano.

A Cajueiro foi fundada em 2018 e possui uma linha de bebidas veganas e clean label, ou seja, 100% puras e naturais, sem gomas espessantes, conservantes, estabilizantes, emulsificantes ou qualquer tipo de aditivo.

Fonte: Fernanda Pressinott, Valor

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Negócios

Grupo regional faz generoso investimento em novas lojas

De Administrador SH 10 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Rede é conhecida por valorizar o produtor local, fomentando a economia circular de forma proativa

A rede de Supermercado Leal acaba de inaugurar mais uma loja em Uberlândia. A unidade que vai funcionar na Avenida Alípio Abraão, nº 1.730, no Bairro Gravatás, gerou 100 empregos diretos e outros 300 indiretos.

Desde abril, a rede supermercadista já investiu R$ 65 milhões na cidade. A expectativa é de que as 10 unidades ativas da rede em 2023 somem mais de 3 mil empregos diretos e indiretos.

Para o próximo ano estão previstas a inauguração de lojas nos bairros Jardim Holanda, Shopping Park, Novo Mundo e Jardim Célia. Um centro de distribuição também será construído.

Com os novos investimentos, serão, ao todo, dez lojas em Uberlândia, com 12 mil m2 de área comercial, e um total de cerca de 3.500 empregos diretos e indiretos na cidade. Também será construído um Centro de Distribuição, no Distrito Industrial.

“Hoje, 90% dos nossos produtos são de produtores locais. É muito gratificante a gente poder crescer e investir na cidade. Eu cresci aqui e estamos com um plano muito arrojado, trazendo muitas inovações e coisas boas para a população. Além de novas lojas, temos nos modernizado para atender melhor os nossos clientes e proporcionar qualidade de trabalho aos colaboradores”, conta o diretor comercial da rede de supermercados Leal, Leandro Souza.

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Negócios

Qual o comportamento do cliente com a inflação acima de 10%?

De Administrador SH 10 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Consumidor retoma estratégias da década de 80 quando o Brasil enfrentava a hiperinflação

Com o litro do leite e o pacote pequeno de café na casa dos R$ 10, a cartela de ovo a R$ 17 e o quilo do queijo a preço do que era o filé mignon, o brasileiro está se virando como pode para esticar o salário ao longo do mês, o que afeta toda a cadeia de suprimentos. Para lidar com inflação que está há dez meses acima de 10%, consumidores, varejistas e fabricantes mudaram o jeito de comprar alimentos.

O consumidor voltou a adotar uma estratégia comum nos anos 1980, período da hiperinflação: ir ao mercado logo que recebe o salário. Mas, em vez de fazer a compra inteira do mês logo de largada, essa ida inicial ao mercado se concentra nos itens básicos.

Os produtos não essenciais ficam para depois, numa caça a promoções que usa estratégias típicas da nova geração: tecnologia para consultar ofertas, redes sociais em busca de dicas. Do lado das empresas, a receita é armazenar mais os itens sujeitos à variação do dólar.

Ronda na vizinhança

As compras urgentes têm mais força no começo do mês, quando as pessoas estão mais propensas a pagar um tíquete médio maior. É o caso da aposentada Terezinha Santana da Silva, de 70 anos. Ela, que viveu a superinflação dos anos 1980/1990, prefere fazer a compra do mês com produtos mais básicos e importantes logo que recebe a aposentadoria.

Conforme o marido vai recebendo por trabalhos esporádicos eles vão comprando o que consideram supérfluos:

— Prefiro comprar o básico logo. Feijão, arroz, óleo e algum material de limpeza. Está tudo muito caro. A carne substituí por ovo, empanados e frango. Mas a sobrecoxa, porque o peito não dá.

No restante do mês, o jeito é fazer compras mais fragmentadas para esticar a renda. A pesquisa Consumer Insights da consultoria de varejo Kantar mostra que o e-commerce se tornou ferramenta importante para achar promoções.

— Hoje, o consumidor é mais empoderado. É muito comum a pessoa consultar o celular em frente à gôndola — diz Rafael Couto, diretor de Soluções Avançadas da Kantar.

A estudante e administradora Hannah Santiago Barros, de 24 anos, acompanha os sites de supermercados, onde consegue descontos de até 20% e sempre sai de casa com uma ecobag para aproveitar o trajeto que faz na vizinhança, no Ingá, em Niterói, e passar por vários mercados e hortifrútis comprando pingado.

— Dá diferença. Às vezes acho o queijo por R$ 35 o quilo e outras por R$ 22. Tem que pesquisar.

Elisângela Alencar fazia compras na sexta-feira em um mercado da Zona Norte do Rio. Ela visita os sites dos supermercados com frequência e passou a comprar produtos essenciais, como arroz, feijão e itens de limpeza de 15 em 15 dias. Além disso, toda semana frequenta quitandas e hortifrútis em busca dos melhores preços.

Ela trabalha como fiscal da Petrobras e divide a casa com o companheiro, os filhos e uma netinha em um total de cinco pessoas. A família costumava gastar R$ 600 por mês com alimentação. Agora a conta chega a R$ 1 mil somente para cobrir o necessário.

Está tudo muito caro, principalmente carne, café e leite. Quando um produto está muito acima do preço, eu o substituo por outro, nem sempre é o que eu queria, mas não tem jeito. Se não dá para levar outra coisa, o segredo é comprar em menor quantidade.

A alta dos preços nos alimentos mexe com toda a cadeia. Segundo Fábio Melo, diretor de Marketing da M. Dias Branco, dona de marcas como Piraquê, Adria e Isabela, as redes maiores e os atacarejos conseguem aproveitar mais as oportunidades de compra, com estoques mais altos para antecipar futuros aumentos de preço da indústria.

Já o pequeno ou médio varejista dificilmente eleva estoques, mas fica mais seletivo com o sortimento nas lojas:

— No lado da indústria, buscamos estabelecer targets de estoque e acompanhamos esses níveis no varejo para não super abastecer ou gerar rupturas que representam perdas para nós e para os varejistas, evitando a frustração dos consumidores.

No caso de supermercados, as oscilações do dólar que incidem sobre commodities, como óleo de soja, levam as redes a manter estoques cheios.

— Compra-se hoje olhando para o futuro. Se tiver algum problema de safra ou subir muito, está com preço garantido — diz o presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio (Asserj), Fábio Queiróz. — Os supermercados estão negociando cada centavo com fornecedores. Já estamos com as margens sacrificadas. O alerta para o consumidor é: pesquise.

Experimentar marcas

Segundo a Kantar, a mudança de hábitos indica que 63% só compram aquilo que já tinham se programado para adquirir, 46% estão aproveitando mais as promoções e 24% trocaram as marcas favoritas por opções mais baratas.

De acordo com Viviane Areal, diretora do SuperPrix, clientes têm experimentado novas marcas e ido mais vezes em busca de descontos:

— Os consumidores têm feito compras semanais e até diárias em busca de melhores oportunidades. Também percebemos que quando encontram boas promoções, compram quantidade maior.

No Grupo Mateus, rede com grande atuação no Nordeste, as compras migraram para o início do mês, diz o diretor executivo Sandro Oliveira:

— A renda acaba se concentrando nos produtos básicos e nos períodos de recebimento de salários, seja pela compra em volume que traz esse benefício ou pelo risco da variação de preços dentro de períodos curtos.

Fonte: Por Raphaela Ribas e Bruna Martins, O Globo

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Negócios

Indústria de massas, biscoitos e pães prevê discreto crescimento em 2022

De Administrador SH 10 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Nem mesmo a proximidade da Copa do Mundo pode incrementar os números, avaliam os empresários

Depois de apresentar um bom crescimento em 2020, em torno de 6% no volume de vendas, o setor de biscoitos, massas e pães e bolos industrializados preveem encerrar o ano de 2022 com uma elevação menor no volume, em torno de 1%. Apesar de parecer um crescimento pequeno, esse ainda seria um bom resultado, disse Claudio Zanão, presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi).

“Nossa expectativa é de crescimento de volume em torno de 1% no máximo. Mas se estabilizar em 0% será um bom resultado também”, disse ele durante o 17º Congresso Internacional das Indústrias. “A nossa categoria de produtos vem se mantendo muito bem durante a pandemia. Houve um crescimento maior em 2020, com o auxílio-emergencial. Em 2021 e 2022 houve uma queda, mas em paralelo a 2019, que era período pré-pandemia. Então não há nenhum motivo para uma explosão de consumo novamente”, explicou.

Nem mesmo a proximidade da Copa do Mundo pode trazer reflexos mais positivos. “Infelizmente não é a Copa do Mundo, nem as eleições [que vão influenciar nos números], mas o poder aquisitivo, que continua baixo. O auxílio-emergencial está menor e inconstante. Então isso faz com que se tenha menos dinheiro no bolso e o resultado é menos consumo”, falou o presidente-executivo da Abimapi.

No ano passado, esses setores juntos perderam 1,5% em volume, comparando com 2020. Porém, na comparação com 2019, um ano antes da pandemia de covid-19, o resultado foi positivo: aumento de 3%. Mas o que realmente impressionou no ano passado foram as exportações. “Batemos recorde em 2021 com 200 mil toneladas exportadas e US$ 240 milhões. E esperamos, nessa mesma ideia, continuar em 2022 a crescer mais 10% ou 15% também”, disse Zanão.

Abicab

A associação que representa os setores de chocolates, amendoins e balas não trabalha com previsões futuras. Mas aposta na influência da Copa do Mundo para motivar a produção e comercialização desses produtos.

“Esperamos que esse crescimento continue acontecendo. Tudo leva a crer – e essa não é uma posição oficial da Abicab – que continuaremos com desempenho positivo”, falou Ubiracy Fonsêca, presidente executivo da Abicab.

No ano passado, segundo Fonsêca, o setor de chocolates foi um dos destaques, crescendo em torno de 36%. “Foi um crescimento bem expressivo. Fechamos com 693 mil toneladas de produto acabado, sem contar o achocolatado. As pessoas podem dizer que cresceu 2021 contra 2020, que foi um ano de pandemia. Mas é bom lembrar que em 2020 a produção não caiu: crescemos 0,5% em relação a 2019, que foi um ano sem pandemia. E no primeiro trimestre deste ano crescemos 6%”, disse Fonsêca.

O setor de amendoins também é outro que está indo bem, apesar de ter enfrentado problemas com seus principais compradores externos: a Ucrânia e a Rússia, que estão em guerra. “A Rússia e a Ucrânia juntas representavam mais de 50% das exportações do Brasil do amendoim granulado. A Abicab atuou fortemente nisso, visitando os órgãos de governo, a ApexBrasil, etc, para que pudéssemos encontrar caminhos. E obtivemos êxito, tivemos uma ponte positiva com a China que até então não importava o produto granulado diretamente do Brasil, importava via terceiros. Estamos em fase de acertos burocráticos para que o Brasil passe também a exportar para a China”, disse ele.

Já o setor de balas foi o que encontrou mais dificuldades nos últimos anos. “Na pandemia, por exemplo, ele foi muito mais impactado porque muitos dos setores de vendas do setor de balas [estavam fechados]. Mas ele já está se recuperando. Temos empresas com bons resultados”, falou.

Fonte: Exame, Agência Brasil

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Internacional

Lojas autônomas avançam no varejo alemão

De Administrador SH 10 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Líder local Rewe implementa loja sem checkouts em Berlim em parceria com startup israelense

*Por Renato Muller

O grupo supermercadista alemão Rewe, um gigante de 70 bilhões de euros por ano, engrossou a lista dos varejistas globais que estão experimentando o conceito de lojas autônomas. A empresa inaugurou um ponto de venda de quase 400 metros quadrados no bairro de Prenzlauer Berg, em Berlim – a segunda unidade 100% autônoma da rede, que conta com 6.000 lojas na Alemanha e 3.500 em outros países.

A iniciativa é uma parceria com a startup israelense Trigo e, em uma fase inicial, está aberta somente para colaboradores da rede e clientes portadores do cartão fidelidade da marca. Nos próximos meses, a unidade será liberada para o público em geral. No ano passado, a rede abriu uma loja autônoma de 200 metros quadrados no coração de Colônia, com foco em conveniência.

A unidade de Berlim, por sua vez, foi projetada para atender às necessidades de consumidores que fazem suas compras semanais de abastecimento, inclusive de itens em maior quantidade e embalagens “jumbo”. A tecnologia implementada na loja permite que produtos sejam adquiridos por peso, em vez de somente por unidade – o que facilita a venda de hortifrutis.

O novo teste da Rewe tem um potencial disruptivo no varejo alemão, até hoje um dos mercados europeus com menor penetração de cartões de crédito. Mais do que parte do folclore do varejo local, fazer compras com moedas é parte da cultura alemã – e um movimento incentivado em várias redes. Com a loja autônoma, a Rewe quer testar o conceito de um PDV sem checkout e pagamento digital em um dos principais hubs de startups da Europa, com uma população jovem acima da média do país.

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Negócios

Cenário econômico acelera a importância do comércio online

De Administrador SH 10 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Empresas que focam na digitalização e logística vendem mais, inclusive os atacarejos

Uma das tendências aceleradas pela pandemia, a compra online de produtos de supermercado se tornou parte indispensável da estratégia e do faturamento dos principais varejistas do país.

Segundo números da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), 44% dos supermercadistas vendem pelo WhatsApp, e 36% operam por ecommerce.

Não apenas os novos hábitos introduzidos com a crise sanitária, mas também os preços dos alimentos têm colaborado para que o consumidor, pressionado pela crise na hora da compra, procure tanto novos canais como novos centros de compra.

A inflação de alimentos e bebidas medida pelo IBGE nos últimos 12 meses registrou alta de 13,47% até abril, mas para alguns produtos da cesta básica a variação no preço ao consumidor pode chegar a quase 200%.

O DataFolha fez uma pesquisa onde avaliou as respostas dos consumidores em relação aos fornecedores de artigos de supermercado pela internet.

Pelo estudo, os vencedores no segmento atacadista são Assaí e Atacadão

No formato Supermercado: Americanas, Carrefour e Extra

“Já havia uma tendência de maior busca de entregas em domicílio. Mas por meio dos canais digitais há também o processo de comparação de preços, que é um ponto importante em um contexto de renda deprimida’’, explica Silvio Laban, professor de marketing do Insper.

Nesse cenário, as marcas mais lembradas na pesquisa Datafolha têm em comum o investimento na digitalização e em logística —com diversificação dos canais de venda e parcerias para realizar entregas mais rápidas.

ATACADISTA: ASSAÍ E ATACADÃO

ALÉM DE INVESTIR NO FÍSICO, ATACAREJO SE VOLTA À DIGITALIZAÇÃO

Em ascensão, o chamado atacarejo vem investindo não apenas em interfaces mais atraentes nas lojas físicas, mas também em melhorar a experiência para o cliente online.

Segundo a Abras, o atacarejo respondeu por 51% do faturamento e concentrou 41% de investimentos das supermercadistas em 2021. As duas maiores marcas do setor, Assaí e Atacadão, seguem, cada uma, sua estratégia para atender o cliente no digital —ambas dividiram o pódio na categoria atacadista online, com 8%, segundo pesquisa Datafolha.

No caso do Atacadão, o volume de vendas por canais online registrou aumento de quase oito vezes no primeiro trimestre deste ano na comparação com os últimos três meses de 2021. Um dos passos a contribuir para o resultado foi a aquisição, em 2020, de 51% da startup CotaBest, que oferece soluções para compra e venda na internet.

A operação permitiu o desenvolvimento de um marketplace, que, além de vender produtos das unidades do Atacadão, também lista mercadorias de mais de 300 vendedores parceiros, entre elas bebidas e itens de escritório. A marca também trabalha com entregas por meio de plataformas como o Rappi, a depender da unidade.

A parceria com aplicativos de entrega também foi a estratégia adotada pelo Assaí para atender pedidos online. Com o Cornershop, por exemplo, a cobertura de delivery da marca chega a 55 cidades e 17 estados do país. As vendas pelo canal cresceram 178% nos primeiros quatro meses de operação, iniciada em setembro do ano passado. A rede planeja expandir o serviço para outras empresas de delivery.

Com o incremento e a busca do consumidor por preços menores, as vendas líquidas do Assaí renderam R$ 11,4 bilhões nos primeiros três meses de 2022, aumento de 81% em relação a igual período de 2019.

SUPERMERCADO: AMERICANAS, CARREFOUR E EXTRA

NA CORRIDA POR VENDAS PELA INTERNET, MARCAS REFORÇAM LOGÍSTICA

Três empresas empataram na preferência dos brasileiros quando perguntados pelo Datafolha qual melhor supermercado da internet: Americanas (5%), Carrefour (4%) e Extra (4%).

No caso da Americanas, a pandemia fez com que a categoria se tornasse um dos destaques do seu ecommerce. Em agosto de 2021, a marca anunciou a aquisição por R$ 2,1 bilhões do Hortifrúti Natural da Terra para atender a demanda de alimentos frescos. Com a transação, tornou-se possível comprar pelo site da Americanas e receber em casa itens de 77 lojas do hortifrúti em quatro estados.

Além do Natural da Terra, a Americanas tem mais de 1.500 parceiros conectados ao seu marketplace, entre mercados de bairro e grupos nacionais.

Uma das iniciativas do Carrefour para acompanhar as mudanças de consumo foi a entrega de alimentos em até duas horas, implementada em outubro de 2021, com produtos comprados online saindo de gôndolas de lojas em vez de estoques exclusivos. “Qualquer ponto físico pode ser considerado um minicentro de distribuição”, diz Samuel James, diretor do departamento digital do Grupo Carrefour Brasil.

O Extra passou por uma divisão de suas operações que culminou em 2019, quando o Grupo Pão de Açúcar vendeu sua participação na Via, companhia dona de marcas como Casas Bahia e Ponto.

Desde então, o GPA comanda o ecommerce Clube Extra (clubeextra.com.br), que oferece entrega de produtos frescos e perecíveis em até duas horas ou retirada em apenas uma hora nas lojas físicas do Mini Extra e Mercado Extra.

ENTENDA A PESQUISA

Levantamento trata de serviços online e comportamento do brasileiro conectado

  • Datafolha

O levantamento que dá origem às matérias deste caderno especial foi feito pelo Datafolha e teve dois módulos, com duas pesquisas distintas, uma sobre as marcas favoritas dos brasileiros para serviços que envolvam a internet e outra sobre o seu comportamento online

  • Marcas

A pesquisa sobre as marcas reflete 1.500 entrevistas feitas entre 21 e 28 de março de 2022, com brasileiros de 16 anos ou mais, de todas as classes sociais e regiões do Brasil, que acessam a internet todos os dias. A margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais, e sua confiabilidade é de 95% –isso significa que, se cem pesquisas iguais a esta fossem feitas, em 95 os resultados estariam dentro da margem de erro

  • Comportamento

A pesquisa sobre o comportamento online do brasileiro reflete 2.064 entrevistas feitas entre 16 e 24 de março com brasileiros de 16 anos ou mais, de todas as classes sociais e regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, considerando um nível de confiança também de 95%

Já a Via permaneceu à frente do Extra.com.br, marketplace de eletrônicos que também oferece itens de casa e alimentos perecíveis —o que permite recorrência de compras e aumento no ticket médio dos clientes.

Fonte: Ana Paula Pereira, Folha SP

10 de julho de 2022 0 Comentários
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