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sexta-feira, setembro 11, 2026
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Varejo

GPA vai separar a colombiana Éxito como fez com o Assaí

De Administrador SH 5 de setembro de 2022
Escrito por Administrador SH

Depois da distribuição das ações, o GPA teria participação minoritária de cerca de 13% no Éxito

O GPA informou que recebeu o resultado dos estudos preliminares para a potencial segregação entre seus ativos e os da controlada Éxito, varejista de alimentos com sede da Colômbia. Segundo a companhia, a transação deve ser feita por meio de uma redução de capital de GPA para distribuir aproximadamente 83% das ações do Éxito atualmente detidas pelo GPA.

Após a distribuição das ações, o GPA manteria participação minoritária de aproximadamente 13% no Éxito, com potencial de monetização no futuro.

De acordo com o comunicado, a operação deve ocorrer por meio da distribuição proporcional aos acionistas do GPA de ações ordinárias do Éxito, incluindo na forma de Brazilian Depositary Receipts nível II (BDRs) e American Depositary Receipts nível 2 (ADRs), ambos lastreados em ações ordinárias de emissão do Éxito.

Para o conselho de administração do GPA, a transação, que tem como objetivo aumentar o valor de mercado das ações de GPA e Éxito separadamente, tem um potencial de destravamento de valor a ser capturado de forma “isonômica” por todos os acionistas do GPA.

Os valores mobiliários emitidos pelo GPA continuarão aptos à negociação no Brasil, na B3, e nos Estados Unidos, na New York Stock Exchange. Da mesma forma, os valores mobiliários de emissão do Éxito continuarão a ser negociados na Colômbia, na BVC.

Além disso, o Grupo Éxito irá protocolar a documentação necessária junto à CVM e a Securities and Exchange Commission (SEC) para que os BDRs e ADRs sejam negociados no Brasil e nos Estados Unidos, respectivamente, de acordo com os elevados níveis de governança corporativa e de regulação aplicáveis a cada um dos mercados.

O conselho de administração do GPA autorizou a dar continuidade aos estudos, iniciar a preparação da implementação da transação, bem como a tomar as medidas necessárias para a sua formalização, incluindo todas as providências para a criação dos programas de BDRs e ADRs do Éxito no Brasil e nos Estados Unidos, tendo o conselho de administração do Éxito aprovado nesta data o começo dos trabalhos com essa finalidade.

Ainda de acordo com o GPA, a efetiva implementação da transação depende da conclusão dos trabalhos preparatórios, assim como da obtenção de aprovações necessárias, incluindo as aprovações dos órgãos reguladores competentes.

A decisão final sobre a transação deverá ser tomada pelos acionistas do GPA, reunidos em assembleia geral extraordinária. O GPA espera concluir a transação, com a entrega efetiva das ações ordinárias do Éxito, incluindo sob a forma de BDRs e ADRs, aos seus acionistas, durante o 1º semestre de 2023.

Ações do GPA subiram mais de 10% nesta segunda

As ações do Grupo Pão de Açúcar (GPA) tiveram um dia animado nesta segunda-feira, 5, depois que circularam notícias de uma possível volta de Abilio Diniz à rede originalmente fundada por seu pai. O dia também foi marcado pelo anúncio separação do negócio da Éxito, rede colombiana que está à venda, da estrutura do grupo. Assim, os papéis subiram 9,72%, fechando a R$ 23,70.

O francês Casino, que controla o GPA, já tem um plano traçado para a venda em até dois anos dos ativos, incluindo a bandeira de supermercados que dá nome à companhia. O antigo dono, Abilio Diniz, seria o principal interessado no negócio e se movimenta para encontrar um arranjo societário e recuperar o Pão de Açúcar, sem abrir mão de sua participação no Carrefour Brasil, do qual é sócio relevante desde 2014.

Uma das possibilidades estudadas é a venda da participação de Abilio no Carrefour na França, o que não aliviaria uma possível leitura do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) de concentração de mercado no País, mas liberaria recursos para a compra. A outra forma seria buscar um parceiro financeiro para a operação aqui no Brasil.

Holding do Casino tem até 2024 para quitar dívidas

Abilio Diniz, no entanto, ainda tem tempo para chegar a uma solução. A Rallye, holding do Casino e em recuperação judicial na França, tem até 2024 para acertar suas dívidas com credores. Até lá, o plano é extrair o máximo de valor com a venda fatiada do grupo brasileiro.

A primeira saída deve ser do Grupo Éxito, rede de varejo alimentar com atuação na Colômbia, Uruguai e Argentina, que hoje está debaixo do GPA. O próximo passo é a venda da participação de 34% do GPA na Cnova. Esse processo está congelado pelo momento adverso para ações de tecnologia no mundo e aguarda uma situação mais favorável de mercado para voltar à ativa.

Volta de Abilio é vista como ‘respiro’ para bandeira de varejo

Para a venda do Pão de Açúcar, a marca mais valiosa dentro do GPA hoje, a estratégia é primeiro “embelezar a noiva”, resolvendo o passivo da companhia para deixá-la mais atraente. Nesse processo, a empresa já se desfez de mais de 60 pontos comerciais do Extra Hiper.

Depois da separação do Assaí, a empresa perdeu o motor de crescimento e geração de caixa dos atacarejos. Além disso, a marca hoje carrega a pecha de “supermercado caro” e, com concorrentes muito competitivos, não consegue atender às exigências de um público tão sofisticado quanto mira.

O Península, gestora fundada por Abilio Diniz, afirmou não comentar “rumores de mercado”. O Casino e o GPA disseram que não comentariam.

Fonte: Valor e Estadão

5 de setembro de 2022 0 Comentários
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ESGVarejo

ABRAS e Imaflora criam Protocolo para rastrear origem de carne da Amazônia

De Administrador SH 5 de setembro de 2022
Escrito por Administrador SH

Padronização serve para identificar se frigorífico atua em área de desmatamento

Varejistas poderão a partir de agora seguir um protocolo padronizado, de adesão voluntária, para verificar se a carne que compram dos frigoríficos oriunda da Amazônia está relacionada a irregularidades, como desmatamento e trabalho escravo.

O Protocolo de Monitoramento dos Fornecedores de Carne do Varejo foi construído pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) em parceria com a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS).


O documento foi elaborado para padronizar as ações das empresas varejistas, que até então tinham protocolos próprios distintos um do outro. Segundo Lisandro Inakake de Souza, coordenador de Cadeias Agropecuárias do Imaflora, a falta de unificação dos processos entre as empresas era um dos maiores desafios para a compreensão da cadeia, pois impedia uma análise comparativa de desempenho e gerava uma “confusão de informações”.


O protocolo propõe às varejistas três níveis de exigência com relação aos seus fornecedores de carne, do essencial ao mais exigente.

No nível essencial, a empresa do varejo deve apenas solicitar ao frigorífico a apresentação periódica de informações de rastreabilidade das propriedades rurais que compõem os lotes de carne.


Em um nível intermediário, o varejista recebe informações a partir de cada nota fiscal emitida pelo frigorífico e faz um monitoramento próprio das informações de rastreabilidade do lote de carne, seguindo os critérios do Protocolo de Monitoramento dos Fornecedores de Gado da Amazônia (PMFGA).


Em um nível mais exigente, o varejista realiza uma auditoria de segunda parte, própria ou contratada, para confirmar se o sistema de monitoramento está sendo efetivo na identificação das irregularidades.


O protocolo foi elaborado após dois anos de discussões com os varejistas Assaí, BIG, Carrefour e Grupo Pão de Açúcar e com os frigoríficos JBS, Marfrig e Minerva, além de consultas às organizações WWF-Brasil e National Wildlife Federation (NWF). O plano é que o protocolo seja adotado por todo o setor varejista, com apoio da Abras a empresas pequenas e médias.


O Imaflora já elaborou protocolos de conduta voltados aos frigoríficos, como o de monitoramento dos fornecedores da Amazônia e o protocolo de Auditoria dos Compromissos da Pecuária na Amazônia.

A Iniciativa para o Comércio Sustentável (IDH), o Carrefour Brasil e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também elaboraram recentemente um Protocolo de Produção Sustentável de Bezerro para rastrear animais desde o nascimento.
Faltava uma iniciativa que oferecesse orientações aos varejistas.

Em abril, o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e o Instituto O Mundo Que Queremos lançaram o Radar Verde, com objetivo de alcançar o consumidor final.

O radar vai compilar anualmente informações tanto sobre frigoríficos como sobre varejistas a respeito dos esforços para que a carne não seja oriunda de desmatamento da Amazônia.

Fonte: Valor

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Varejo

Índice aponta crescimento da indústria

De Administrador SH 5 de setembro de 2022
Escrito por Administrador SH

Pesquisa mostra que lançamento de produtos deve impulsionar a atividade industrial e gera otimismo para os empresários

O lançamento de produtos para atrair o consumidor às compras de fim de ano começa a se refletir no Índice GS1 de Atividade Industrial, medido mensalmente pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil. Em agosto, houve crescimento da intenção em lançar produtos de 19,5% em relação a julho. Já em relação a agosto de 2021, o crescimento de agosto de 2022 foi de 30,8%.

Na opinião de Virginia Vaamonde, CEO da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, “este é o segundo mês consecutivo que o índice apresenta resultado acima do realizado no ano passado”. “Os índices positivos no período refletem a movimentação histórica do indicador, pois é nesta época que as empresas renovam seu portfólio para as vendas do final de ano.”

Regional – As indústrias da Região Nordeste tiveram melhor desempenho em agosto

Setores – O setor que mais se destacou em agosto foi o têxtil

Entenda o índice

Índice antecedente de produção industrial que mede a intenção de lançamento de produtos no Brasil, por meio dos pedidos de códigos barras pelas empresas.

ORIGINAL – dado bruto reflete as solicitações de GTIN mês a mês.

DESSAZONALIZADO – série livre de efeito sazonal, exclui efeitos típicos de meses específicos e permite uma avaliação mais intuitiva de tendência do crescimento da série entre os meses (ex. comportamento histórico de aumento de pedidos por conta de datas comemorativas).

O Índice GS1 Brasil de Atividade Industrial será divulgado:

  • Todo 1º dia útil do mês
  • Primeiro indicador antecedente de Indústria a ser divulgado
  • Poder explicativo adicional – não direto – com significância estatística
  • Relacionado com Inovação – portfólio de produtos das empresas
  • Setores relacionados com CNAE – Divisão 10 a 33
  • Número Índice (Base: média de 2012 = 100)

Sobre a Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil

A Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, é uma organização multissetorial sem fins lucrativos que representa nacionalmente a GS1 Global. A entidade conta com cerca de 58 mil associados que representam 36% do PIB nacional e 12% dos empregos formais. Em todo o mundo, a GS1 é responsável pelo padrão global de identificação de produtos e serviços (Código de Barras e EPC/RFID) e comunicação (EDI e GDSN) na cadeia de suprimentos. Além de estabelecer padrões de identificação de produtos e comunicação, a associação oferece serviços e soluções para as áreas de varejo, saúde, transporte e logística.

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TecnologiaVarejo

Líder de candies ganha 15% de produtividade com novo sistema de gestão

De Administrador SH 5 de setembro de 2022
Escrito por Administrador SH

Parceria em tecnologia agiliza as operações e permite uma cadeia logística completamente transparente

No Brasil há mais de 20 anos e cliente TOTVS desde 2016, a The Fini Company, marca corporativa global que reúne as marcas Fini, líder no segmento de candies no Brasil, e a Dr. Good, primeira linha completa de suplementos vitamínicos infantis e adultos em formato de goma do País, contou mais uma vez com a parceria da maior empresa de tecnologia do Brasil para aumentar a produtividade e ganhar transparência em sua operação logística.

A partir da implementação do TOTVS WMS – Linha Protheus, sistema especialista para gestão de armazenagem, a empresa melhorou a produtividade de seu armazém em cerca de 15%, ganhando agilidade e precisão na operação. 

“Os principais desafios que nós tínhamos eram relacionados à gestão e sustentação da operação. O sistema anterior possuía mais de 40 ou 50 interfaces, o que onerava os nossos trabalhos e demandava muita mão de obra para fazer a sustentação. Diante dos desafios, precisávamos de uma solução que fosse aderente ao nosso negócio. Com a TOTVS, fizemos um levantamento e mapeamos todas as nossas necessidades, e assim fizemos a implantação da solução que melhor nos atendia, o TOTVS WMS – Linha Protheus”, destaca Rodrigo Razé, gerente-executivo de TI da The Fini Company.

Além do WMS, a The Fini Company também utiliza soluções da TOTVS para RH, gestão da produção no chão de fábrica e backoffice. E com a integração do sistema WMS ao ERP, a empresa também conseguiu aprimorar a rastreabilidade da operação, desde o processo produtivo até a entrega dos produtos para os clientes; garantindo a confiabilidade de informações e reportando dados precisos ao comitê executivo da companhia, que pode tomar decisões estratégicas baseadas em números confiáveis. Tudo isso, com a segurança de que todos os processos estão em conformidade com as normas legais e governamentais do mercado. 

Para a diretora de produtos de Manufatura, Angela Gheller, é muito importante quando uma empresa consegue mensurar em números o resultado de seu investimento em tecnologia. “Como parceiro estratégico de nossos clientes, para nós é imprescindível entender o core business de cada empresa, as necessidades e desafios que cada negócio enfrenta, como no caso da The Fini Company. É uma honra saber que estamos apoiando a operação de uma indústria tão relevante no país. Isso é o que nos move”, destaca a executiva.

Para saber mais sobre o portfólio de Manufatura da TOTVS, acesse.

Sobre a TOTVS 

Líder absoluta em sistemas e plataformas para gestão de empresas, a TOTVS entrega produtividade para 70 mil clientes por meio da digitalização dos negócios. Indo muito além do ERP, oferece serviços financeiros e soluções de business performance, investindo R$2 bilhões em pesquisa e desenvolvimento nos últimos cinco anos para atender as exigências de 12 setores da economia. Como uma empresa originalmente brasileira, a TOTVS acredita no “Brasil que Faz” e apoia o crescimento e a sustentabilidade de milhares de negócios e empreendedores, de norte a sul do país, por meio de sua tecnologia. Para mais informações, acesse o site: http://www.totvs.com.br/ 

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Pessoas

Multinacional traz publicitária para Direção de Marketing

De Administrador SH 5 de setembro de 2022
Escrito por Administrador SH

Executiva eleita uma das 100 maiores líderes do mercado publicitário tem o desafio de acelerar a transformação digital

A Reckitt Hygiene Comercial, parte do Grupo Reckitt — multinacional de bens de consumo em higiene, saúde e nutrição — dona de marcas como Veja, Vanish e SBP, anuncia a chegada de Renata Vieira como Diretora de Marketing para o Brasil.

Com mais de 21 anos de experiência em empresas multinacionais de bens de consumo, Renata passou por posições locais, regionais e globais, adquirindo expertise em negócio, construção de marca e estratégia, liderando turnaround de categorias e reposicionando grandes marcas das companhias nas quais atuou. Além disso, a executiva também é uma grande aliada da agenda de Diversidade & Inclusão.

Neste novo desafio, Renata busca elevar o papel do Marketing na companhia: “Estou animada para provocar e inspirar a sociedade através das nossas marcas, na busca por um mundo mais limpo e saudável; aprender a dinâmica de novas categorias acelerando a transformação digital e ESG do nosso portfólio”, afirma.

Renata é formada em Administração de Empresas pela PUC-SP, com especialização pela FIA-USP e mãe de dois filhos. Foi eleita pela Exame como uma das 100 maiores líderes do mercado publicitário e homenageada pelo Meio & Mensagem no projeto Women to Watch 2021, que destaca mulheres cujo trabalho vem contribuindo para a qualificação da indústria da comunicação.

Sobre o Grupo Reckitt

O Grupo Reckitt* existe para proteger, curar e nutrir na busca incansável por um mundo mais limpo e saudável. Acreditamos que o acesso à higiene, ao bem-estar e à nutrição de qualidade é um direito, não um privilégio. O Grupo Reckitt é a empresa por trás de algumas das marcas de consumo mais amadas e confiáveis do mundo em higiene, saúde e nutrição, incluindo, Sustagen, Strepsils, LuftaGastro, Naldecon, Olla, Jontex, Lysol, Dettol, Veet, Harpic, Veja, SBP, Mortein, Finish, Vanish, Woolite, Bom Ar e muito mais.

Todos os dias, mais de 20 milhões de produtos do Grupo Reckitt são comprados em todo o mundo. Sempre colocamos os consumidores e as pessoas em primeiro lugar, buscamos novas oportunidades, excelência em tudo o que fazemos e construímos sucesso compartilhado com todos os nossos parceiros. Visamos fazer a coisa certa, sempre. 

Somos um time global diverso de mais de 40.000 colaboradores. Usamos a nossa energia coletiva para atender às nossas ambições de marcas com propósitos, um planeta mais saudável e uma sociedade mais justa. Saiba mais ou entre em contato conosco aqui.

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Pessoas

Grupo Mateus foca no bem-estar dos colaboradores com a Campanha Setembro Amarelo

De Administrador SH 5 de setembro de 2022
Escrito por Administrador SH

Com muita informação, empresa traz atividades e ações para conscientizar sobre a importância do equilíbrio emocional e como ele reflete em várias áreas

Para o grupo Mateus, é fundamental informar e conscientizar sobre o suicídio. É comprovado que falar do assunto ajuda na prevenção.

Com essa finalidade, a rede realizou a abertura da Campanha Setembro Amarelo em São Luís, e no formato online transmitido para todo o Grupo com uma live comandada pelo Gerente de Saúde, Segurança e Meio Ambiente, Allan Bueno.

Na oportunidade foi divulgada uma série de ações que serão realizadas no mês de setembro, como: blitz nas lojas para distribuição de folders e outros materiais de orientação, plantões psicológicos, lives e até mesmo um cinema com a temática.

O Mateus também fechou parceria com a Estância BelaVista que através da plataforma You possibilitará atendimentos psicológicos online acessíveis aos nossos colaboradores, a fim de dar suporte ao nosso Núcleo de Saúde Emocional que já faz esse trabalho.

Toda sexta haverá uma atividade específica para todos os colaboradores.

A importância da felicidade, saúde mental e equilíbrio emocional são alguns temas já previstos para serem trabalhados nas próximas semanas, em palestras virtuais a serem transmitidas pelo canal no Grupo Mateus no YouTube.

O gerente de saúde, segurança e meio ambiente do Grupo Mateus, Allan Bueno, explica que o objetivo é reforçar o bem-estar dos colaboradores do Grupo Mateus. “Nós entendemos que a saúde emocional influencia em todos os âmbitos, inclusive no físico e no social. Se um desses pilares está comprometido, esse trabalhador é afetado. Esse trabalho enfatiza tudo o que nós temos trazido até então, de campanhas de saúde e segurança para a companhia como um todo”, relata.

Saúde emocional

A Campanha do Setembro Amarelo é parte, ainda, das ações do núcleo de saúde emocional do Grupo Mateus, cujas atividades foram iniciadas durante a pandemia, como forma de dar suporte aos colaboradores e atender às necessidades daquele momento. Naquela época, foram contratados psicólogos para dar suporte emocional aos funcionários. “O núcleo surge como resultado dessas ações desenvolvidas de forma interna”, explica Allan Bueno.

Atualmente, o núcleo conta também com funcionários do Grupo Mateus e tem, entre seus pilares de atuação, atendimento psicológico presencial e virtual; plantões psicológicos; visitas às lojas para ações de mobilização em saúde emocional; e psicoeducação, trabalhando a saúde emocional para a formação de novos líderes – este último, atrelado às ações da UniMateus, espaço de capacitação profissional da companhia.  “Nós estamos pensando de uma forma bastante ostensiva e monitorando sempre nossos indicadores de saúde emocional”, conclui.

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Varejo

GPA desconhece planos do Casino de vender seus ativos

De Administrador SH 4 de setembro de 2022
Escrito por Administrador SH

Devido à rumores, as ações do grupo ficaram entre as 10 mais valorizadas no dia na B3

O Grupo Pão de Açúcar informou na “que não tem conhecimento de informações acerca de decisão de venda da companhia pelo Casino e nem da possibilidade de uma oferta de um terceiro pela companhia e que tais informações se tratam de meras especulações de mercado”.

A manifestação da empresa ocorre após ser consultada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre notícia veiculada na edição de sexta do Estadão, sobre a existência de um plano do Casino para a venda dos ativos do GPA.

Segundo o comunicado, em relação a “possíveis venda de ativos da companhia, a notícia veiculada não apresenta nenhuma novidade. Conforme é de conhecimento do mercado, a companhia está sempre olhando oportunidades de monetização de ativos, como a mencionada venda da participação na Cnova.”

E complementa: “No entanto, neste momento, exceto pela venda dos pontos Extra Hiper e dos estudos para segregação de Éxito mencionados na notícia e que já foram devidamente divulgados ao mercado, não existe nenhuma decisão ou processo em andamento que se configure como um como um fato relevante”.

As ações do GPA subiram 5,11% nessa sexta na B3, entre as dez maiores valorizações do dia.

O PLANO

As possibilidades em torno do processo de venda dos negócios do grupo francês Casino são mais complexas e amplas, e passam por um acerto de várias “pontas” ao mesmo tempo, apurou o Valor. O desenho que vem sendo pensado, reservadamente entre as partes, ainda no campo da análise, envolve uma possível negociação da operação do Casino na França para o Carrefour global, e a saída de Abilio Diniz da sociedade no Carrefour, de maneira a se desvincular e estar livre para a compra do GPA. O que pode ocorrer com a entrada de fundos num pacote maior.

Apesar de ser um processo que dependeria de muitas etapas para avançar, parte do movimento pode ter começado, diz uma fonte.

Em junho, o Casino informou uma reorganização da operação na França para uma “simplificação” das sociedades. Segundo duas fontes, isso está dentro de uma estratégia de divisão dos ativos do Casino em quatro áreas principais, e negociá-las, ou buscar um outro rumo aos ativos em bolsas locais, separadamente. São elas: França, Brasil, Grupo Éxito e braço digital (Cnova). Oficialmente, o grupo francês disse em junho que todas as suas subsidiárias de distribuição de alimentos (inclui redes como Franprix e Monoprix) ficarão sob uma holding conjunta 100% detida pelo Casino Guichard-Perrachon.

O veículo apurou que essa ideia de simplificação está dentro desse plano maior de destravar valor dos ativos no mundo e poder vendê-los, se necessário.

Isso pode ser o pontapé inicial para Jean-Charles Naouri, CEO do Casino, avançar num acordo de venda do braço da França ao Carrefour, a depender de um entendimento com Alexandre Bompard, o CEO do Carrefour, e fechar outro acordo com Abilio Diniz, envolvendo o GPA.

Abilio, Naouri e Bompard

Qualquer movimentação passa necessariamente por Bompard, que teria ganhado força maior no Carrefour nos últimos anos, dentro do conselho de administração e nas discussões estratégicas. Neste momento, não há uma negociação em andamento, mas houve uma aproximação entre Naouri e representantes do Carrefour no último um ano.

A pandemia acabou postergando maiores contatos, mas há uma “janela já aberta”, nas palavras de uma fonte a par do tema.

Por esse desenho, Bompard continuaria dando as cartas na França, com uma operação maior (a depender de um aval do governo francês para o negócio), que é o seu desejo. E de forma paralela, haveria a saída de Abilio do Carrefour global, num movimento que já estaria sendo pensado também por outras razões.

Abilio tinha a ambição de fazer mais mudanças no Carrefour e implementar outro ritmo, algo que até avançou desde a sua chegada, no fim de 2014, mas ainda esbarra numa estrutura de tomada de decisões lenta e visões diferentes sobre certos temas.

Segundo uma fonte, não estaria fora de hipótese Abilio deixar sua posição no Carrefour Brasil, caso um negócio de fusão da rede com o GPA levasse a alguma dificuldade frente ao Cade, órgão antitruste. Fora do Carrefour, ele retornaria ao GPA — para alguns, ainda é o sonho de Abilio a sua volta à empresa da família.

A dúvida de pessoas a par do assunto é até que ponto um acordo com Abilio envolveria o Assaí.

Apuramos que Naouri até aceita negociar a França , mas quer manter Assaí hoje, porque vê potencial de Assaí ser muito maior do que é (maior até que GPA no passado), e poderia se desfazer do negócio num outro patamar de preço.

A questão também é se Abilio teria interesse, ou tamanho de cheque, para um pacote incluindo a posição de cerca de 40% do Casino no Assaí, o que colocaria a sua volta ao GPA em outro patamar.

No campo de negócios um pouco menores, mas que reforçam esse movimento com os ativos, o Casino já se desfez, há cerca de um mês, de sua posição na sua operação de energia GreenYellow, por 600 milhões de euros, e esse veículo apurou que deve se desfazer do site do Monoprix, rede de moda da empresa, para os franceses do grupo Beaumanoir. As conversas estão em andamento.

O Casino ainda tem outras opções na mesa, envolvendo outras redes europeias, caso esse desenho com Carrefour não avance.

Dívidas e renegociações

Parte dessa movimentação tem, como pano de fundo, a liquidação das dívidas da Rallye na França, a holding do Casino. A empresa obteve, em 2018, uma proteção contra credores, espécie de recuperação judicial, e tem um plano de alienação de ativos até o fim de 2023.

Essa reestruturação de dívidas diz respeito à França e ainda resta pagar 1,2 bilhão de euros de um total de 4,5 bilhões de euros. Há meses o Casino vem pagando e se desfazendo de ações e ativos, numa relação que parece estar numa boa fase com bancos, bem melhor do que no começo desse processo.

Uma fonte afirma que os planos de Naouri não têm relação apenas com alavancagem na França. Ele já teria decidido dar outro rumo aos seus negócios e à sua fortuna, após um período turbulento de negociações com bancos e frente à investidores, e não tem um DNA de varejista, mas cabeça de financista.

Paciência e “timing”

Dentro desse plano, ainda entra o futuro de Éxito e Cnova. O mercado pode acreditar que esses são pontos centrais do plano do Casino, mas são um capítulo de um possível novo redesenho de forças do varejo no país.

No Éxito, o projeto em estudo, como já publicado pela imprensa internacional no ano passado, é a separação da empresa, que faz parte do GPA, para um re-IPO na bolsa colombiana, mas apenas quando a janela de mercado reabrir, portanto possivelmente entre 2023 e 2024.

Esse “spin-off” pode ajudar a destravar valor da rede e elevar a sua liquidez, e, eventualmente, avançar para uma negociação do ativo, caso existam interessados.

Na Cnova, o Casino já disse que planeja aumentar a liquidez do papel, numa oferta de ações quando uma janela de mercado aparecer, e GPA tem 34% das ações da empresa, o que seria positivo para os acionistas do GPA e vem sendo aguardado pelos investidores.

O que é bom ficar claro ao mercado é o conjunto de condições necessárias para que todo esse jogo de xadrez, envolvendo decisões de Naouri, Bompard e Abilio, possa avançar.

Há anos, eventuais acordos envolvendo essas empresas não saíram do campo dos rumores por diversas razões. Há um detalhe hoje, que pode fazer diferença: os planos individuais de cada um dos três, e o ambiente mais favorável a eventuais acordos. “Abilio e Jean nunca estiveram tão bem desde a separação”, diz uma fonte, sobre o fim do acordo de sociedade em 2012.

De qualquer forma, quanto ao “timing” relativo aos planos dos ativos no Brasil, Colômbia e França, é bom os investidores terem alguma dose de paciência porque ainda há muitas peças soltas, e são diferentes empresas e empresários com suas próprias agendas, e é pouco provável que isso destrave completamente no curto prazo.

Fonte: Adriana Mattos, Valor

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Varejo

Como ficam as margens no 3º tri?

De Administrador SH 4 de setembro de 2022
Escrito por Administrador SH

Maior parte dos varejistas reduziu os ganhos diante a disparada da inflação para não perder vendas, apura Economatica

A escalada da inflação em 2022 e, especialmente, no segundo trimestre do ano, fez o varejo mexer nas suas margens de lucro. Em abril, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) atingiu o pico de 12,13% em 12 meses, para fechar junho em 11,89% no acumulado anual.

De acordo com levantamento feito pela consultoria Economatica para a Folha, dos 29 varejistas com ações negociadas na Bovespa, 21 reduziram no segundo trimestre a sua margem bruta (diferença entre a receita e o custo da mercadoria vendida), seja em relação ao primeiro trimestre do ano, seja em comparação ao segundo trimestre de 2021.

O levantamento apontou que, entre abril e junho deste ano, os varejistas aplicaram margens brutas entre 10,5% e 67,6%. No período, o indicador apresentou reduções entre 0,1 ponto percentual (p.p.) e 7,5 p.p.

“As reduções na margem bruta indicam que o varejo procurou segurar em parte o aumento da inflação e não repassá-lo na sua totalidade ao consumidor, a fim de não perder vendas”, disse Carlos Vieira, analista-chefe da TC Economatica.

De acordo com Vieira, a tendência é que agora, no segundo semestre do ano, com o incremento do pagamento do Auxílio Brasil de R$ 600 na economia, as varejistas voltem a recompor suas margens –ou seja, repassar todo o custo da inflação.

“Ao mesmo tempo, as empresas tendem a absorver a redução do custo do frete, proporcionada pela queda no preço dos combustíveis”, diz o economista.

A pesquisa da Economatica, uma das maiores provedoras de informações financeiras do país, levou em conta a classificação setorial internacional NAICs Nível 1, onde se encontram a maior parte das varejistas de capital aberto.

As empresas Americanas, C&A, Dimed (dona da rede de farmácias Panvel), Enjoei, Magazine Luiza, Pague Menos, RaiaDrogasil e Via (Casas Bahia e Ponto) não reduziram suas margens no segundo trimestre. Dessas 8, porém, 3 apresentaram queda na receita líquida (Via, Magazine Luiza e Americanas) e 3 registraram prejuízo no período (Magazine Luiza, Americanas e Enjoei).

Quanto ganhou o varejo no 2º trimestre

Margem bruta de 21 dos 29 varejistas na Bolsa recuou na comparação com o 1º tri de 2022 e/ou com o 2º tri de 2021

EmpresaSegmento BovespaReceita no 2º tri.22, em R$ milhõesVariação da receita no 2º tri.22 x 1º tri.22, em %Variação da receita 2º tri.22 x 2º tri.21, em %Margem bruta no 2º tri.22, em %Variação da margem bruta no 2º tri.22 x 1º tri.22, em p.p.Variação da margem bruta no 2º tri.22 x 2º tri.21, em p.p.Lucro líquido do 2º tri.22, em R$ milhões
AlliedEletrodomésticos1.269-7,2-16,9014,40,30-0,124
AssaíAlimentos13.29116,132,3016,10,2-1319
CarrefourAlimentos25.27926,33518,1-0,5-1,20620
D1000 FarmaMedicamentos e outros produtos374,614,436,3033,92,5-0,412,3
EmbparMaterial de transporte21929,6-10,7021,20-27-1,5
Eurofarma–1.675-2311,7063,80-3,1-0,70139,70
Lojas GrazziotinTecidos vestuário e calçados217,872,6011,554,2-1,200,149,2
Grupo MateusAlimentos5.20213,6039,722,60,2-0,60261,2
Grupo SBF/CentauroProdutos diversos1.4638,830,345,80-0,4-0,832,1
Grupo IMC (restaurantes)Restaurante e similares621,527,539,534,808,5-1,3-4,80
Le BiscuitProdutos diversos178,57,41344,30-0,70-3,6-37,2
Lojas MarisaTecidos vestuário e calçados731,4025,620,542,30-0,601,40-27,8
Lojas RennerTecidos vestuário e calçados3.62638,8045,760,80-0,21,8360,40
Minasmáquinas/Mercedes-BenzMaterial de transporte203,70366,510,5-1,30,7011
Mobly Móveis e DecoraçãoProgramas e serviços148,70-2,7-15,338-1,10,5-27,8
CDB/Grupo Pão de AçúcarAlimentos10.1160,5-14,825,8-0,10,4-173
Lojas Quero-QueroProdutos diversos556,12,9012,1033,6-0,70-6-4,4
Track&FieldVestuário131,416,839,254,1-5,9-5,517,3
VivaraAcessórios469,4039,129,7067,60-0,1-0,589
ViveoMedicamentos e outros produtos1.9462,4020,4016,71-6,3045,7
WLM/ScaniaMaterial de transporte461,5113,60-14,413,4-7,51,634,4

Fonte: Economatica

Na opinião do consultor em varejo Alberto Serrentino, sócio da Varese Retail, o principal movimento do segundo trimestre foi o aperto na margem líquida (percentual do lucro líquido em relação à receita total).

“Grande parte das empresas de varejo têm algum nível de despesa financeira associada a crédito aos clientes ou ao financiamento da operação”, diz Serrentino. “Com a disparada dos juros, essa despesa financeira ficou muito maior e comprime a margem líquida.”

No caso de grandes varejistas como o Carrefour, que viu a margem bruta diminuir no segundo trimestre do ano, Serrentino acredita que foi uma medida estratégica. “Segurar os preços foi claramente uma iniciativa para não perder participação de mercado”, afirmou.

Procurado, o Carrefour não atendeu ao pedido de entrevista. Também não atenderam a reportagem as empresas Grupo Pão de Açúcar, Assaí, Renner, Marisa, SBF/Centauro, IMC, Track & Field e Grupo Mateus.

5G E COPA DEVEM MOVIMENTAR VENDA DE ELETRÔNICOS, APOSTA ALLIED

A varejista eletrônicos Allied confirma que o maior problema tem sido o custo do dinheiro. “O custo do crédito foi o principal fator para comprimirmos as margens no primeiro e no segundo trimestres”, afirma Silvio Stagni, presidente da Allied.

Segundo ele, a inflação dos eletrônicos é lastreada em dólar e, apesar de alguns picos de alta da moeda este ano, não houve uma grande variação em relação ao ano passado.

Ao mesmo tempo, o mercado de eletrônicos apresentou um desempenho excepcional nos anos de 2020 e 2021, lembra, por conta do aumento das atividades online. “Agora voltamos ao patamar de 2019, com a diferença de enfrentarmos uma taxa de juros bem maior.”

A empresa tem um ecommerce próprio (Mobcom), é revendedora autorizada das marcas Apple, Google, HyperX e Xiaomi em grandes marketplaces, e opera 160 pontos de venda da Samsung no país.

O executivo, porém, está otimista com o segundo semestre. “A chegada do 5G movimenta o mercado de smartphones, aumentando o tíquete médio da categoria”, afirma.

Como exemplo, ele cita o levantamento da consultoria GfK, que apontou preço médio de R$ 1.350 para um smartphone 4G, enquanto um aparelho 5G custa R$ 3.055.

Stagni lembra que em novembro ocorre o tradicional melhor momento para as vendas de TVs, a Copa do Mundo, que neste ano será realizada no Catar.

“Infelizmente, a data coincide com outro momento de peso para os eletrônicos, a Black Friday”, afirma. “A gente acaba perdendo uma data, mas, de qualquer forma, as margens devem começar a melhorar.”

Para o consultor em varejo Eugênio Foganholo, da Mixxer Desenvolvimento Empresarial, neste terceiro trimestre o consumo ainda está andando de lado.

“Mas os últimos meses do ano devem se mostrar bem aquecidos”, diz Foganholo. “Depois das eleições, com a definição de um novo mandato presidencial, independentemente de quem assume, o consumidor vai ficar com a confiança renovada”, afirma o consultor.

Na visão de Foganholo, segmentos que demandam financiamento, como eletrônicos e material de construção, devem ser mais favorecidos. “Ainda que, objetivamente, não haja muito dinheiro disponível”, diz.

Carlos Vieira, da Economatica, concorda que as festas de fim de ano e o aumento da geração de emprego devem impulsionar o varejo no último trimestre, com destaque para os segmentos de vestuário e cosméticos. “Mesmo que estes empregos não venham acompanhados de aumento da renda.”

Já Alberto Serrentino acredita que a perspectiva do segundo semestre depende do cenário de juros para o próximo ano. “A inflação já está cedendo, embora com base em medidas temporárias e considerando a variável combustíveis”, diz.

“Mas se o preço do combustível seguir um movimento de acomodação e queda no mercado internacional, e caso não haja qualquer outra turbulência global que provoque novos surtos inflacionários, a inflação brasileira pode observar uma tendência de queda, com recuo nos juros”, afirma. “O que melhoraria imediatamente o cenário para o varejo, com um alívio nas despesas financeiras.”

Fonte: Daniele Madureira, Folha SP

4 de setembro de 2022 0 Comentários
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TendênciasVarejo

Alimentos amassados e prestes a vencer ajudam no orçamento das famílias americanas

De Administrador SH 4 de setembro de 2022
Escrito por Administrador SH

Inflação e sustentabilidade têm levado mais clientes às lojas especializadas, aumentando as vendas e evitando o desperdício

Em um mundo onde um pote de manteiga de amendoim custa US$ 1 a mais do que no ano passado e o preço de um litro de leite convencional chega a US$ 1,59 em algumas cidades, pagar US$ 1,49 por uma caixa gigante de flocos de arroz crocantes pode parecer uma boa ideia, mesmo que seja agosto e o cereal seja tingido de vermelho e verde para o Natal.

Nessas lojas, negócio é negócio

Com os preços nos supermercados dos Estados Unidos 13,1% mais altos do que um ano atrás, segundo o índice de preços ao consumidor de julho, um novo grupo de clientes descobriu as alegrias e as armadilhas de fazer compras em lojas de resgate de alimentos, onde uma caixa amassada nunca é um problema, as datas nas embalagens são meras sugestões e tentativas de marketing questionáveis saem de vista (cápsulas de café com sabor de bolinho de chocolate com creme?).

As lojas, que trafegam no que os principais varejistas de alimentos chamam de “invendáveis”, operam numa zona cinzenta entre bancos de alimentos para pessoas de baixa renda e grandes redes de descontos como a importadora alemã Aldi ou a Dollar General, que cresceu para mais de 18 mil lojas.

Com nomes como Sharp Shopper, Dented Can e Stretch-a-Buck, as lojas de resgate de alimentos têm sido uma salvação para famílias com orçamentos apertados e as naturalmente parcimoniosas. Compradores aventureiros em busca de pechinchas as usam para caçar tesouros culinários. Agora, os cansados da inflação estão se somando a eles.

Maggie Kilpatrick, uma blogueira e professora de culinária em St. Paul, em Minnesota, que tem doença celíaca, visitou uma loja de resgate de alimentos pela primeira vez em junho, depois que o custo de seus produtos sem glúten favoritos disparou. Alguém em um grupo “sem glúten” do Facebook mencionou uma loja de resgate a mais de 30 quilômetros de distância.

“Fiquei chocada”, disse ela. “Havia muitas coisas sem glúten, orgânicas e de alta qualidade que você nunca pensou que encontraria nessa pequena loja em Fridley, Minnesota.”

Um pacote com duas baguetes de uma marca que ela adora costuma ser vendido por cerca de US$ 6,99. Ela pegou três por US$ 5. A manteiga vegana custava US$ 1,99, cerca de US$ 5 a menos do que ela pagaria no Whole Foods Market.

“Entendo por que as pessoas ficam viciadas nisso”, disse ela

Muitas dessas lojas são pequenas e algumas não usam scanners de preços no caixa nem aceitam cartões de crédito, por isso, ter uma visão geral das vendas em todos os EUA é um problema. Uma análise de 405.101 recibos enviados por consumidores ao aplicativo de recompensas Fetch mostrou que o número de famílias que compraram em lojas de resgate no primeiro semestre deste ano foi mais de 8% maior que no ano anterior.

O gerente da Dickies, pequena rede da Carolina do Norte, disse que as vendas aumentaram 36% em relação ao verão passado. Outros gerentes de loja relataram aumentos de dois dígitos. “Tenho visto entrar muita gente que nunca esteve aqui antes”, disse Nicholas Duke, 27, gerente do que até recentemente se chamava Price Is Right nesta região turística nas montanhas Blue Ridge.

Os proprietários recentemente rebatizaram a loja de Uplifting Deals (Negócios Animadores). É parte de um plano de rebranding que eles esperam que atraia novos compradores, inclusive pessoas que antes poderiam torcer o nariz para lugares que vendem tubos de carne moída congelada por US$ 2 o quilo, limões amarelados e uma mistura de artigos, de tomates enlatados a vidros de molho de chef famoso por US$ 0,99.

“Estamos tentando melhorar a imagem e mostrar às pessoas que pode ser uma experiência de compra real”, disse Duke.

Em outra reviravolta, as lojas de alimentos recuperados estão atraindo consumidores ambientalmente conscientes decididos a fazer o possível para reduzir os US$ 161 bilhões em alimentos que o Departamento de Agricultura estima serem despejados todos os anos em aterros sanitários.

É por isso que Lynne Ziobro iniciou há dois anos o site Buy Salvage Food (Compre comida resgatada). Ela mantém um mapa nacional de lojas de alimentos recuperados e oferece orientação sobre maneiras de reduzir o desperdício.

“A maioria das pessoas que visitam meu site está procurando maneiras de economizar dinheiro em mantimentos, e espero poder conscientizá-las sobre o desperdício alimentar enquanto estão lá”, disse ela.

A ideia surgiu depois que ela ficou frustrada ao ajudar um amigo a encontrar um varejista para vender suas nozes saborizadas, que a Amazon estava retirando da plataforma à medida que a data de validade se aproximava. As visitas ao seu site, disse Ziobro, mais que triplicaram desde o ano passado e hoje giram em torno de 11 mil por mês.

Um punhado de novas empresas preocupadas com o desperdício adotaram o conceito de loja de resgate online, enviando promoções em carnes e laticínios, estouros de estoque e alimentos de agricultores que poderiam ser descartados.

“Acho que a mentalidade do guerreiro contra o desperdício de alimentos anda de mãos dadas com os que buscam valor”, disse Abhi Ramesh, que fundou a empresa de entregas em domicílio Misfits Market em 2018. A empresa está crescendo rapidamente e já enviou mais de 14 milhões de encomendas desde que começou.

Como qualquer comprador de resgate inteligente sabe, as datas nas embalagens de alimentos geralmente não significam muito. Seja “vender até”, “consumir antes de” ou “expira em”, elas se destinam a ajudar as lojas e os fabricantes a controlar o estoque e a informar aos consumidores quando um produto está com qualidade máxima.

O governo dos Estados Unidos não exige ou regula datas em nenhum alimento, exceto fórmulas infantis. A maioria dos estados tem regras sobre datas de validade de alimentos, mas elas variam muito.

No ano passado, o Congresso começou a considerar uma regra nacional uniforme que usaria apenas duas frases: “Melhor se usado até” para indicar qualidade e “usar até” para indicar quando um alimento pode se tornar impróprio para consumo. A Refed, organização que pesquisa o desperdício de alimentos, disse que um padrão universal acabaria com a confusão que leva as pessoas a gastar US$ 29 bilhões em alimentos seguros e comestíveis a cada ano.

“Não há nada de errado com alimentos recuperados ou algo que já passou da data”, disse Sarah Kaplan, 29, que administra as quatro lojas de alimentos de sua família em Asheville. “Fui criada com isso toda a minha vida e não morri.”

Veteranos das compras de resgate sugerem que os recém-chegados conheçam a loja e os funcionários, que podem indicar as verdadeiras pechinchas.

Confie em si mesmo e não em rótulos, dizem eles. Descubra em quais dias a mercadoria é entregue na loja e chegue cedo para obter a melhor seleção. E certifique-se de escolher uma boa loja. Elas variam de redes com cujas lojas poderiam estar em bairros ricos a mercearias com prateleiras desordenadas e legumes amassados.

“Eu disse a muitos dos meus amigos e colegas de trabalho: ‘Você precisa estar disposto a verificar as coisas que não estão boas para descobrir o que está”, disse Molly Nicholie, diretora executiva da Projeto de Agricultura Sustentável dos Apalaches, com sede em Asheville.

Embora ela aprecie as economias, Nicholie gosta de procurar. Durante sua incursão mais recente, encontrou meio quilo de manteiga tipo europeu embrulhada em papel alumínio por US$ 2,50. A caixa de transporte, que continha 16 quilos, foi aberta e uma embalagem rasgada, então o distribuidor vendeu a caixa inteira para um corretor de alimentos resgatados.

As corretoras de alimentos podem ser pequenas –algumas pessoas ambiciosas com um caminhão e algumas conexões em um armazém de distribuição para restaurantes. Outras são operações sofisticadas que trabalham diretamente com gigantes de alimentos como Hormel ou Mondelez.

Os produtores precisam descarregar grandes quantidades de estoque extra porque reformularam um produto ou modificaram a embalagem. Às vezes, as previsões de vendas mudaram. Os fabricantes vendem para lojas ou corretores que concordam em manter os alimentos fora do varejo normal para que a estratégia de preços e a imagem da marca não sejam prejudicadas.

Alguns donos de lojas de resgate têm relacionamentos diretos com cadeias de supermercados que precisam se livrar de alimentos que não conseguiram vender com desconto ou que se aproximam do prazo de vencimento. Alguns proprietários compram pão diretamente da pessoa que dirige uma rota de entrega local.

É um sistema imprevisível, cuja moeda é reputação, conexões e correria. E tem sua parcela de maus atores.

“Eu conheci pessoas que apagavam datas da maionese”, disse David Fox, presidente da Java Holdings, liquidatária de alimentos e mercadorias em Los Angeles. Ele começou há 31 anos trabalhando para uma empresa que vendia latas amassadas de vegetais de fábricas de conservas do norte da Califórnia que foram atingidas pelo terremoto de 1989.

Hoje sua empresa tem 11 funcionários, vários centros de distribuição e a capacidade de reembalar e rotular mercadorias excedentes para esconder os nomes de marcas nacionais. Quando a pandemia interrompeu as viagens, deixando linhas de cruzeiros e companhias aéreas com toneladas de refeições congeladas e tonéis de suco de laranja, ele encontrou compradores. Quando a PepsiCo aposentou a marca Aunt Jemima em 2021 por causa de suas conotações racistas, ele liquidou 50 caminhões de melado e massa para panquecas.

“Estou viciado”, disse ele. “Meu melhor amigo chama isso de cassino.”

Fonte: Kim Severson, NYT – FSP

4 de setembro de 2022 0 Comentários
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Varejo

Pequenos atacarejos se multiplicam nas grandes cidades

De Administrador SH 4 de setembro de 2022
Escrito por Administrador SH

Marcas desconhecidas se fixam em áreas pouco atrativas para as megaempresas do ramo

Até novembro de 2020, o terreno do n.º 140 na rua Eulálio da Costa Camargo, no bairro do Limão, na zona norte de São Paulo, era ocupado por um galpão onde eram despejados os entulhos recolhidos em caçambas espalhadas pela capital paulista. Há pouco mais de um ano, no entanto, o espaço se transformou no endereço de um atacarejo – modelo também conhecido como autosserviço – e passou a atender tanto os pequenos lojistas, como donos de lanchonetes, quanto ao público final.

Foi na pandemia que a JMW Foods resolveu dar um “upgrade” no próprio negócio: de distribuidora de alimentos resolveu investir em um atacarejo. Foi uma mudança motivada pela pandemia de covid-19, de acordo com a empresa. Com os clientes do setor de alimentação com as lojas fechadas por causa do isolamento social, o jeito foi ampliar os horizontes e encontrar novos consumidores.

O terreno no bairro do Limão, que já pertencia à companhia, facilitou esse processo. “Foi o jeito que encontramos de continuar vendendo e pagando os boletos”, resume o gerente geral da única loja da JMW Foods, Cleiton Nascimento. “Hoje nosso público principal são os restaurantes e lanchonetes aqui do entorno, além dos moradores do bairro.”

Assim como a JMW Food, outros pequenos atacarejos estão abrindo as portas em áreas não tradicionais para o modelo de negócio. Se no passado os endereços das redes como Assaí, Atacadão, Roldão e Makro estavam localizados em áreas mais afastadas, como em rodovias e próximos a trevos de cidades, agora os autosserviços começam a se instalar mais perto da casa dos clientes, em regiões de maior densidade populacional e em bairros de diferentes poder aquisitivo.

A Associação Brasileira dos Atacadistas e Distribuidores (Abad) entende que negócios de menor porte tentam “surfar a onda” de popularidade do modelo, impulsionada pela alta da inflação nos últimos anos. “Os pequenos devem ganhar mercado principalmente nas regiões menores onde as redes não têm atratividade para investir em novas lojas”, diz a associação.

Consumidor prefere economia ao ‘luxo’

Apesar de o modelo de negócio ter nascido com a função de atender os “transformadores”, que vão revender posteriormente as mercadorias, ao longo dos últimos anos, dada a possibilidade de economizar, o modelo de autosserviço tem atraído os clientes do tipo pessoa física. O atacarejo, com isso, vem se sofisticando: um sinal forte dessa tendência é o movimento de sofisticação empreendido pelo Assaí nas lojas que a rede comprou do Extra Híper, bandeira que o Grupo Pão de Açúcar (GPA) resolveu desativar.

Essa preferência pelo atacarejo aparece claramente em dados da NielsenIQ. O levantamento aponta que, em 2022, o modelo já atinge 67% dos lares dos brasileiros, tendo crescido 5 pontos porcentuais desde 2019, no pré-pandemia. Neste mesmo período, a utilização do serviço de hipermercados no mercado nacional caiu 4 pontos percentuais, chegando a 42% este ano.

Em 2015, quando o levantamento começou a compilar dados do setor, a disseminação do autosserviço no Brasil era de 47%. Nos últimos sete anos, portanto, o modelo cresceu 20 pontos porcentuais; enquanto isso, a utilização dos hipermercados, na mesma comparação, ficou estacionada em 42% dos lares.

Na avaliação do consultor de varejo Eugênio Foganholo, sócio da Mixxer Desenvolvimento Empresarial, novas marcas de atacarejo estão captando o público antes fiel ao modelo de supermercado. Agora, segundo ele, as pessoas estão dispostas a abrir mão da experiência de compras pela economia no preço da nota no final. “Esse é um movimento que já vem acontecendo há algum tempo”, diz.

De olho nessa mudança no perfil dos clientes, o empresário Fábio Dias decidiu mudar o foco do negócio de sua família. Há 28 anos atuando no ramo de supermercados em Sorocaba, no interior Paulista, ele investiu R$ 3 milhões na construção de uma nova loja para vender itens no atacado, no mesmo município. “Antes eu comprava de revendedor, agora vou direto nas fábricas e negocio o melhor o preço. Assim, consigo repassar os descontos para quem compra no atacado”, relata.

A estimativa inicial do empresário era de começar a ver retorno do investimento no atacarejo em até dois anos, mas o desempenho da loja surpreendeu. Em 11 meses de operação, o negócio já se sustenta sozinho. Por isso, Dias refez as contas e se prepara para lançar a segunda unidade focada no atacado, com investimento inicial de R$ 1 milhão. “Nós percebemos que os nossos clientes do mercado também gostavam de comprar em quantidade, para economizar”, afirma.

No caso do atacarejo JWM Foods, os planos também são de expansão. Depois de ampliar o tamanho da primeira loja e aumentar as vendas em 40% nos últimos seis meses, a companhia vai inaugurar uma segunda unidade em Cajamar, na região metropolitana de São Paulo, conforme adianta o gerente da empresa. “Vamos inaugurar no próximo mês. Já estamos com quase tudo pronto, faltam só alguns detalhes de decoração”, afirma Nascimento.

Gigantes do atacarejo avançam rapidamente

A entrada dos atacarejos nos bairros não é, no entanto, uma movimentação exclusiva dos pequenos varejistas. Quem também acompanha de perto essa mudança é o Assaí. No ano passado, a companhia comprou 71 lojas da bandeira de hipermercados Extra e se prepara para chegar em regiões onde o preço dos terrenos costuma ser mais caro. O investimento nessas aquisições, anunciado em 2021, foi bilionário.

Conforme conta o diretor de operações para o sudeste do Assaí, Luís Carlos Araújo, a aquisição das unidades acelerou o processo de expansão da bandeira e possibilitou a chegada em endereços mais nobres. “A localização das lojas sempre foi algo importante para o nosso negócio”, diz. “A compra do Extra, para nós, veio principalmente para entrar nos grandes centros. Cada vez mais nós queremos atingir o consumidor final.”

Diferentemente do JMW Foods e do Atacado Dias, ambos com menos de 2 mil metros quadrados de loja, as novas unidades do Assaí terão entre 6 mil e 10 mil metros quadrados.

Aumento no custo de operação

Para agradar os consumidores, as empresas têm ampliado os serviços disponíveis, introduzindo espaços para padarias e açougues, além de ampliar o “mix” de produtos ofertados nas lojas. Nas futuras unidades da rede do Assaí, principalmente nos endereços em áreas nobres das cidades, até o número de rótulos de vinho da adega foi ampliado para atrair os clientes.

Para o consultor Foganholo, essas facilidades podem afetar o principal diferencial competitivo dos atacarejos, que costumam ofertar preços mais baixos justamente por ter operações mais enxutas. “Quanto mais serviços, maior é a despesa operacional e menor o desconto nos produtos”, avalia.

Fonte: Wesley Gonsalves, Estadão

4 de setembro de 2022 0 Comentários
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Publicação oficial da  Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS)

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SuperHiper é a publicação oficial do setor supermercadista, produzida pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) há 50 anos. É uma importante ferramenta utilizada pela entidade para compartilhar informações e conhecimento com todas as empresas do autosserviço nacional, prática totalmente alinhada à sua missão de representar e desenvolver os supermercados brasileiros.

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