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quinta-feira, setembro 17, 2026
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Varejo

Por economia, brasileiro retoma hábito da compra mensal

De Administrador SH 30 de março de 2022
Escrito por Administrador SH

Levantamento da Horus aponta que os atacarejos são mais procurados em função da variedade de marcas e preços

Inflação alta, alimentos sendo remarcados semanalmente e consumidores voltando a fazer compras de mês para estocar comida. Esse é o retrato que um estudo exclusivo feito pela Horus Inteligência de Mercado, mostrou após a análise mensal de mais de 35 milhões de notas fiscais de compras feitas em supermercados e atacadões em todo o Brasil no último ano.  

O cenário lembra os tempos de hiperinflação vividos entre os anos 80 e início dos anos 90 e assusta os consumidores. De acordo com o estudo, os brasileiros estão buscando mercados maiores, como os atacarejos, para encontrar mais opções de marcas e preços e também para comprar em maior quantidade de produtos com menor preço unitário.

Se em fevereiro de 2021, o carrinho de compras contava com 24 itens em média, em fevereiro deste ano, a média de produtos passou a ser 36. O valor gasto pelo consumidor subiu 69% conforme aponta a análise, passando de R$127,23 em fevereiro de 2021 para R$215,37 em fevereiro deste ano.  

“Estamos voltando a uma situação em que o consumidor faz uma compra grande de abastecimento no início do mês. E assim como na época da hiperinflação, ele vai às compras assim que recebe o pagamento para tentar aumentar a rentabilidade do dinheiro e garantir o menor preço, uma vez que tudo é remarcado constantemente”, comenta Luiza Zacharias, diretora de Novos Negócios da Horus. 

A pesquisa ainda aponta que nessas compras de mês e em maior quantidade estão presentes sempre os itens de primeira necessidade como o feijão, arroz, leite, óleo, entre outros alimentos não perecíveis.

Quando o assunto são as hortaliças, frutas e legumes os preços também estão salgados com destaque para a cenoura que teve uma alta recorde de 155% no período entre os dias 02 de janeiro de 2022 a 12 de março de 2022.  

30 de março de 2022 0 Comentários
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Varejo

Grupo Zonta investe alto em novo atacarejo

De Administrador SH 29 de março de 2022
Escrito por Administrador SH

Companhia, que estreou neste canal em dezembro, aposta em estrutura confortável e sustentável para avançar neste formato

Gigante Atacadista inaugura nesta quinta-feira, 31 de março, a segunda unidade do atacarejo na cidade de Colombo-PR. O investimento de R$ 50 milhões vai contribuir com a geração de 140 empregos diretos e 110 terceirizados para a região, além de levar o conceito de preços baixos no atacado e no varejo.

Em uma área de 4.500m², o empreendimento oferece um mix de 12 mil itens de alimentos e não-alimentos, que se destaca pela diversidade e por oferecer packs promocionais tanto para pessoas que buscam o reabastecimento domiciliar quanto o comercial.

“Priorizamos o baixo custo operacional, mas garantindo um ambiente confortável, para que os nossos clientes usufruam de um momento de compra agradável e com a certeza de ofertas relevantes e que fazem a diferença no orçamento familiar ou empresarial”, afirma o presidente do Grupo, Pedro Joanir Zonta.

Dentro do mix, os clientes podem optar por produtos em embalagens unitárias, para compras em pequenos volumes, ou em embalagens institucionais, que possibilitam compras em maiores volumes e preços ainda melhores.

Os clientes também vão encontrar pão quente a todo o momento e outros produtos feitos na padaria da loja, além de um setor com hortifruti frescos e açougue com grande variedade de cortes prontos.

O Gigante Atacadista possui 18 checkouts e um estacionamento com capacidade para 3 mil vagas rotativas diárias.

Sustentabilidade

O empreendimento utiliza diversas tecnologias sustentáveis, entre elas, o CO2 no setor de congelados, um gás refrigerante 100% natural que não agride a natureza e não provoca o efeito estufa. Já no setor de refrigerados, é usado o Glicool, inofensivo à camada de ozônio e que reduz em até 90% os gases poluentes.

O consumo energético da loja será reduzido por meio da utilização de lâmpadas LED, instaladas em 100% do empreendimento, e um sistema de iluminação dimerizável, que ajusta a intensidade luminosa de acordo com a luz natural que entra através dos domus prismáticos instalados na cobertura, responsáveis por filtrar em até 98% os raios ultravioletas.

Outra alternativa encontrada para preservar os recursos naturais foi com a instalação do sistema de captação da água da chuva para ser utilizada na irrigação de jardins, limpeza de pisos e descarga de sanitários.

A loja também possui uma bacia de contenção para retardo de acúmulo de água da chuva na rua.

Serviço

O Gigante Atacadista está localizado na Rodovia da Uva, 1.976, Roça Grande, Colombo-PR, e seu horário de atendimento é de segunda a sábado das 7h30 às 22h e domingos e feriados das 8h às 22h.

Sobre o Grupo Zonta

O Grupo Zonta é o conglomerado de empresas que atua no varejo com as operações do Condor Super Center, além de atuar no setor imobiliário, em postos de combustíveis, logística, administração de crédito, processamento de carnes e frios e no setor publicitário. São mais de 14 mil colaboradores no Paraná e Santa Catarina, que garantem o atendimento a mais de 50 milhões de clientes por ano.

29 de março de 2022 0 Comentários
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ESG

Rede conclui processo para rastrear a carne de ponta a ponta

De Administrador SH 29 de março de 2022
Escrito por Administrador SH

Protocolos feitos com IDH e CNA resultam na adoção de modelos sustentáveis na cadeia pecuária

A IDH (Iniciativa para o Comércio Sustentável), o Grupo Carrefour Brasil e a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) anunciaram nesta terça-feira (29/03) uma ferramenta para apoiar a rastreabilidade completa da produção pecuária brasileira, desde os bezerros até os consumidores finais, com inclusão, transparência e proteção de dados.

O objetivo do Protocolo de Produção Sustentável de Bezerros é oferecer soluções tecnológicas para acelerar a adoção de modelos mais sustentáveis na cadeia pecuária, garantindo que os consumidores finais conheçam os atributos socioambientais dos produtos originários dos bovinos de corte.

O protocolo

O protocolo é um conjunto de procedimentos que fornece instruções para a produção de bezerros com responsabilidade socioambiental, que começam no nascimento dos animais e continuam até a última fazenda antes do abate.

Com abrangência nacional, poderá ser aplicado em fazendas de cria em todos os biomas brasileiros e visa a assegurar que os animais sejam identificados desde o nascimento e que as fazendas estejam em conformidade socioambiental. O protocolo continuará sendo testado e ajustado, ganhando escala nos próximos anos.

“Estamos falando de algo que nunca foi feito nessa escala e formato, levando-se em consideração a visão dos produtores e produtoras rurais para entender o que é viável e possível de ser executado no dia a dia. É uma voz do campo ao mercado”, explica Daniela Mariuzzo, diretora executiva da IDH Brasil e do Programa de Paisagens Sustentável na América Latina. “A iniciativa é inovadora, pois possibilita a conexão mais rápida e segura entre produtores e consumidores. Além disso, pode posicionar o Brasil como líder em produção pecuária rastreada por blockchain”, complementa. “O próximo desafio é sair do modelo incubadora e ganhar escala, através da adesão em massa e de parcerias inovadoras, como com a Wholechain”, pontua a executiva.

Caso de sucesso 

O Protocolo foi elaborado a partir do Programa de Produção Sustentável de Bezerros, desenvolvido desde 2019, em Mato Grosso, com investimentos de 1,9 milhões de euros do Grupo Carrefour Brasil e da Fundação Carrefour, e de 1,6 milhões de euros da IDH. A meta para 2022 é aportar assistência técnica, financeira e ambiental para 557 produtores, totalizando mais de 190 mil cabeças de gado, 210 mil hectares de pastagens e cerca de 188 mil hectares de área conservada nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, em Mato Grosso.

Como resultado dessa iniciativa, em julho de 2021, foi vendido o primeiro lote de carne 100% livre de desmatamento, rastreada do nascimento do bezerro até a prateleira do supermercado e, principalmente, por um preço acessível. O produto foi disponibilizado em uma loja popular do Grupo Carrefour em São Paulo, para corroborar o fato de que o sustentável não precisa ser caro.

“Em 2018, o Grupo Carrefour Brasil, com o apoio da Fundação Carrefour França, firmou uma parceria com o IDH cujo objetivo era de ampliar projetos ligados à pecuária sustentável”, afirma Stéphane Engelhard, Vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Carrefour Brasil. “Uma de nossas missões, na posição de principal varejista alimentar do país, é colaborar para a educação alimentar da população. É muito importante que o consumidor saiba sobre a procedência dos produtos adquiridos, afinal, nós patrocinamos aquilo que consumimos. Sempre que decidimos por qualquer produto, estamos indo também de acordo com as ideologias, valores e práticas de uma determinada companhia. E a qualidade, para nós, é algo inegociável”, completa.

O protagonismo do produtor 

Os produtores brasileiros têm papel fundamental na construção de soluções para o setor. Por isso, a ferramenta foi elaborada colocando o pecuarista como protagonista dessa sustentabilidade em nível global, para acessar novas oportunidades. 

De acordo com o coordenador dos Protocolos de Rastreabilidade do Instituto CNA, Paulo Costa, a Confederação, como gestora do protocolo, garante a segurança das informações estratégicas dos produtores.  

“Por meio da validação das informações de campo com os dados oficiais do MAPA (Ministério da Agricultura), a CNA verifica se as garantias estabelecidas no protocolo estão sendo atendidas, sem que haja exposição de informações estratégicas dos produtores participantes aos demais elos da cadeia da carne bovina. Além disso, todo processo é auditado pela empresa de certificação de terceira parte, TÜV Rheinland, trazendo mais segurança, isenção e transparência ao protocolo”, disse Paulo.

Sobre o Grupo Carrefour Brasil

Há 46 anos no país, o Grupo Carrefour Brasil é líder de mercado de distribuição de alimentos. A partir de uma plataforma omnicanal e multiformato, reúne operações de varejo e Cash & Carry, além do Banco Carrefour e de sua divisão imobiliária, o Carrefour Property. Atualmente, conta com os formatos Carrefour (hipermercado), Carrefour Bairro e Carrefour Market (supermercado), Carrefour Express (varejo de proximidade), Carrefour.com (e-commerce), Atacadão (atacado e atacado de autosserviço), além de postos de combustíveis e drogarias. Presente em todos os Estados e Distrito Federal, sua operação já abrange quase 780pontos de vendas. Com faturamento de R$ 81,2 bilhões em 2021 e mais de 100 mil colaboradores no Brasil, a empresa é a segunda maior operação dentre os países nos quais o Grupo Carrefour opera. A companhia se destaca ainda por ser uma das maiores empregadoras privadas do país e uma das 20 maiores empresas listadas na bolsa brasileira (B3). Além disso, tem focado em democratizar cada vez mais o acesso da população à alimentação saudável, promovendo o movimento Act For Food. No mundo, o Grupo Carrefour atua em mais de 30 países e, nos próximos anos, implementa estratégia prevista no plano Carrefour 2022, por meio da qual lidera intenso movimento de omnicanalidade, transformação digital e transição alimentar para que seus clientes consumam ainda melhor em qualquer lugar. Com mais de 325 mil colaboradores e 12 mil lojas espalhadas pela Europa, Ásia e América Latina, está presente na vida de mais de 105 milhões de clientes. Em 2021, a receita global da companhia totalizou € 80,7 bilhões. Clique aqui e conheça mais sobre o Grupo. 

Sobre a IDH

A IDH, Iniciativa para o Comércio Sustentável (IDH) se empenha em prol de mercados prósperos para promover melhores empregos, melhores rendas e um meio ambiente melhor. Quando a IDH é bem-sucedida, as empresas reequilibram as relações entre os colaboradores que empregam, os clientes que atendem e o planeta que serve a todos nós. O trabalho da IDH é viabilizado através do financiamento e da confiança de vários governos europeus e fundações privadas.

Para obter mais informações, visite o site ou siga @IDHTrade no Twitter e LinkedIn.

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ESG

Grupo investe pesado em energia renovável

De Administrador SH 29 de março de 2022
Escrito por Administrador SH

Rede com mais de 200 lojas cash & carry busca redução de um terço das suas emissões de carbono

Com o objetivo de avançar ainda mais em seu planejamento de eficiência energética, o Assaí Atacadista anuncia a compra de mais de 200 mil certificados internacionais de energia renovável.

A aquisição, realizada pelo Assaí, segue o International REC Standard (I-REC), sistema global de certificação e rastreamento de atributos ambientais de energia renovável, o qual garante aos(as) consumidores(as) que a energia comprada foi considerada “limpa”, ou seja, sem emissões de gases causadores do efeito estufa.  

Na prática, os I-RECs vendidos pela GreenYellow, empresa global especializada em energia solar, comercialização, gestão de energia e eficiência energética, foram utilizados na sede administrativa e em 194 lojas do Assaí que integram o Mercado Livre de Energia e estão presentes nas cinco regiões do país. A ação reduziu as emissões de carbono na atmosfera em 2021, contribuindo para a jornada de descarbonização da matriz de consumo do atacadista.  

“No Assaí, estamos comprometidos com a agenda climática e trabalhamos com um plano de modernização de tecnologias e utilização de fontes mais limpas de energia em nossas operações. Finalizamos o ano de 2021 com 92% do nosso consumo oriundo do Mercado livre de Energia e a utilização dos I-REC garante esses impactos ambientais positivos e a transparência do processo”, explica Lucas Attademo, Gerente de Contas Públicas e Galerias do Assaí Atacadista.  

A emissão de I-RECs é realizada pelo dono do ativo renovável ao comprovar a geração no período, sendo 1 REC equivalente a 1 MWh.  “Ao comprar os certificados, o Assaí pode comprovar a proveniência da energia consumida, neste caso, de fontes hídrica e eólica, reduzindo, assim, as emissões de Escopo 2 da empresa”, explica Roberto Zerkowski, diretor-presidente da GreenYellow. “Atuamos em toda cadeia, desde a emissão de I-RECs dos nossos ativos e de terceiros, até à comercialização dos certificados para grandes consumidores”, complementa Zerkowski.  

Meta de redução emissões de carbono  

A Companhia conta, ainda, com a meta de reduzir em 38% as suas emissões de carbono até 2030, com base no total emitido por suas operações no ano de 2015, considerando escopos 1 e 2.  

A iniciativa, atrelada a remuneração variável dos(as) executivos(as) do Assaí, segue o compromisso do controlador do atacadista, o grupo francês Casino. Em linha com essa meta, o Assaí já registrou redução de 8,2% em 2021 em relação a 2020, mesmo diante de uma expansão histórica no ano passado – foram abertas 28 novas lojas – o que representou um recorde para a empresa e para o setor de Cash&Carry. Atualmente, o Assaí possui mais de 210 lojas em funcionamento no país.  

O resultado é fruto de ações como a modernização dos sistemas de refrigeração nas lojas, uso de iluminação 100% em LED; e fachada de vidro e telhas translúcidas, que garantem o melhor aproveitamento da luz natural, contribuindo para a diminuição do consumo de energia. Outro destaque é a continuidade do processo de migração das lojas para o Mercado Livre de Energia, que teve início em 2019 e, atualmente, já está disponível em 194 lojas. Com ele, as unidades passam a contar com uma energia mais limpa, que utiliza matrizes 100% renováveis provenientes das fontes eólica, solar, biomassa e pequenas hidrelétricas.  

Além disso, o Assaí também conta com 7 usinas solares em operação com a GreenYellow em suas lojas nos estados de PA, RJ, GO, PR e MT. Todos os painéis fotovoltaicos foram instalados na cobertura dos estacionamentos das unidades e geram energia que abastece parte da operação. A mais recente delas foi a usina de Rio Verde, que teve sua operação iniciada em dezembro de 2021 e foi instalada no telhado da unidade da Companhia na cidade do mesmo nome, em Goiás. A usina conta com 2.160 painéis solares, responsáveis por gerar 1,1 GWh anuais e que serão utilizados unicamente nesta loja, ou seja, no modelo de autoconsumo.  

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Tendências

Supermercados reforçam vocação de saúde e bem-estar

De Administrador SH 29 de março de 2022
Escrito por Administrador SH

Ideia de “alimento como remédio” ganha força no varejo e é bem aceita por quase metade dos consumidores americanos

Nos Estados Unidos, as redes de supermercados estão indo além de sua missão tradicional de oferecer alimentos a preços competitivos. Cada vez mais, as empresas do setor estão assumindo a vocação de ajudar os consumidores a melhorar sua saúde e bem-estar.

De acordo com o relatório “The Food as Medicine Opportunity in Food Retail”, desenvolvido pelo FMI, 48% dos consumidores acreditam que seu supermercado preferido contribui para sua saúde, índice superior ao de nutricionistas (47%) e farmacêuticos (45%).

Segundo o relatório, a pandemia teve um efeito positivo sobre os hábitos alimentares dos americanos, já que eles perceberam a importância de uma alimentação mais saudável: 35% dos consumidores dizem estar se alimentando melhor do que antes de março de 2020. O mesmo percentual de entrevistados disse que sua visão sobre os alimentos mudou de forma permanente nos últimos dois anos.

Com isso, cresce o conceito de “alimento como remédio”. Nada melhor do que comer comida “de verdade” para estar mais saudável – isso é visto como positivo por 70% dos varejistas ouvidos no estudo.

Quase 80% dos americanos dizem estar comendo mais frutas e vegetais, enquanto 70% passaram a consumir grãos integrais, por exemplo. Quase 40% ativamente buscam produtos com baixo teor de açúcar, 33% com baixo sódio e 31%, itens com muitas fibras e sem adição de açúcar. Isso tem muita relação com o fato de que, atualmente, 48 milhões de residências americanas têm pelo menos um indivíduo com uma doença que vem sendo administrada por meio da dieta, como obesidade, problemas cardíacos ou diabetes.

Para o relatório do FMI, é possível aplicar o conceito de “alimento como remédio” nos supermercados de 5 maneiras diferentes (e complementares): programas de prescrição alimentar, programas de incentivo à alimentação saudável, nutrição personalizada, marketing ao longo da jornada de compras, e educação nutricional personalizada.

Segundo o estudo, os supermercados têm hoje a oportunidade de aumentar suas chances de sucesso ao combinar estrategicamente esses diversos modelos, dando suporte a iniciativas específicas e desenvolvendo indicadores para medir o sucesso das ações.

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Tecnologia

Nestlé experimenta nova tecnologia em robótica

De Administrador SH 29 de março de 2022
Escrito por Administrador SH

Multinacional pretende investir mais de R$ 1,1 bilhão nesse projeto em seus parques produtivos

Um robô que circulou pelo centro de tecnologia e inovação da Nestlé, em São José dos Campos (SP), no fim de janeiro, entregando correspondência, foi o primeiro teste da tecnologia 5G pela multinacional de alimentação no país, em conjunto com a consultoria Accenture.

Neste ano a Nestlé prevê investir R$ 1,1 bilhão para aumentar a produtividade das operações industriais, incluindo robôs conectados e adequações de infraestrutura para novas tecnologias, nas fábricas de Araras e Caçapava (SP), Ituiutaba e Montes Claros (MG).

“Partimos de uma aplicação bem simples para testar a latência de rede”, diz Gustavo Moura, gerente do Programa de Transformação Digital para Operações da Nestlé Brasil, referindo-se ao tempo que os dados levam para trafegar na rede da empresa – desde a ordem de comando da máquina até a resposta do servidor.

O robô era controlado remotamente pela Pollux, divisão da consultoria Accenture, em Joinville (SC), por meio de uma rede 5G privada. Um exemplo de aplicação de robôs comandados por 5G, segundo o executivo, seria o transporte de matérias-primas de menor dosagem e materiais para embalagens do armazém para a fábrica.

Simplificar o parque computacional das fábricas, transferindo comandos executados por servidores presenciais para a nuvem, é uma das propostas de uso da nova geração de redes móveis pela Nestlé Brasil, segundo Moura. “Com o 5G posso levar comandos computacionais que estão hospedados em máquinas da fábrica para a nuvem, e realizar operações remotas com muito mais segurança, além de contar com um poder de processamento quase infinito”.

A capacidade de transferir um volume maior de dados pelo 5G permite, por exemplo, o monitoramento remoto de imagens da produção como o padrão do diâmetro de uma linha de biscoitos. “Vou poder processar imagens mais pesadas e contar com uma máquina que detecte anomalias e tome decisões”, explica Moura.

Uma das principais vantagens de aplicações remotas via redes 5G é a redução da latência de rede, que promete ser de 10 milisegundos, em média, intervalo oito vezes inferior à latência das redes 4G, segundo dados da Accenture.

Outra expectativa da empresa é monitorar e resolver problemas em linhas de produção virtuais. “Posso chamar um especialista da Europa para discutirmos uma solução no ambiente virtual, em tempo real”, diz o gerente.

Por enquanto, as aplicações do 5G no chão de fábrica estão em fase de testes na Nestlé, sem data para entrar em prática.

Entre 2021 e 2035, aplicações da tecnologia 5G devem gerar até US$ 1,2 trilhão para o Produto Interno Produto (PIB) do Brasil, de acordo com estudo da finlandesa Nokia e da empresa de análises de dados britânica Omdia. Somente no setor de manufatura, o impacto previsto é de US$ 181 bilhões no PIB, no mesmo período.

Fonte: Daniela Braun, Valor

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Varejo

Grupo inaugura segundo atacarejo em menos de 15 dias

De Administrador SH 28 de março de 2022
Escrito por Administrador SH

Expressivo aporte empregado pela companhia no mercado gaúcho ocorre em paralelo a boom de investimentos no estado

Os nomes do grupo e da bandeira já estão estampados na fachada da nova loja. Na multiplicação de atacarejos que se verifica no Rio Grande do Sul desde o começo de 2022, somente a Comercial Zaffari, de Passo Fundo, vai abrir a segunda unidade em menos de 15 dias.

Isso mesmo. Bem na frente de Porto Alegre, em Guaíba, vai estrear a 21ª filial da bandeira Stok Center. Na Capital, tem uma filial na Zona Norte, ao lado da Havan, aberta em setembro de 2021. Na Região Metropolitana (RMPA), tem mais dois Stok Center: em Canoas e Gravataí. Futuramente, Esteio também vai ter uma unidade, às margens da BR-116 Norte.

A abertura será em 5 de abril, conforme comunicado do grupo. Em 22 de março, foi inaugurada a loja número 20, às margens da BR-1471, em Santa Cruz do Sul, no Centro do Estado. 

A nova Stok fica na avenida Nestor Moura Jardim, 507, no Parque 35, perto da BR-116 Sul, para quem for acessar de fora da cidade. Na área em frente, onde ficam as quase 400 vagas de estacionamento, ainda havia, nessa sexta-feira (25), arremates para fazer em passeios e acessos.

Mas o grande painel vertical, com o nome da bandeira e a assinatura da Comercial Zaffari, já está identificando o novo varejo. O atacarejo vai funcionar de segunda a sábado, das 7h às 22h, aos domingos, das 8h às 21h, diz a rede.

A loja tem 5.127,80 metros quadrados de área de vendas e fica em uma área total de 11.114,15 metros quadrados, segundo a Comercial. São 37 caixas de atendimento, e 6 mil tipos de produtos à venda. Também foram gerados 180 empregos diretos, o que fez o grupo superar a marca de 4 mil empregados em 31 varejos, sendo 10 supermercados da bandeira Comercial Zaffari, com uma unidade na Capital.

Dois outros atrativos badalados pelo grupo é o Clube Stok Center, programa de fidelidade com descontos, e as compras pelo site para entrega em casa ou no comércio (atacarejos abastecem pequenos mercados) ou retirar na loja.

As outras filiais ficam em Passo Fundo (3), Caxias do Sul (2), Capão da Canoa (1), Cruz Alta (1), Ijuí (1), Lagoa Vermelha (1), Pelotas (1), Rio Grande (1), Santa Cruz do Sul (1), Santa Maria (1), Santa Rosa (1), Santo Ângelo (1) e Vacaria (1), no Rio Grande do Sul, e Lages(1), em Santa Catarina. A Comercial é o segundo maior grupo supermercadista gaúcho, atrás apenas do grupo Zaffari.

Concorrência acirrada nas redondezas

Em Porto Alegre, outra bandeira de atacarejo deve inaugurar até abril. O Desco, do grupo Imec, de Lajeado, terá a sua segunda filial em Porto Alegre, desta vez na Zona Sul.

Na região, também tem outra novidade para breve no segmento. O Center Kan, da rede Super Kan, vai abrir até maio e terá um atacarejo na operação, primeira do tipo no bairro Restinga.

Este ano já abriram os atacarejos da Unidasul, o Macromix, terá uma nova loja em abril e outra está programada para Portão ainda este ano. 

Em abril também, a catarinense Passarela expande mais sua presença, com a operação da Via Atacadista em Caxias do Sul. A bandeira já tem unidades em Bento Gonçalves e Farroupilha, além de Erechim, e vai ter nova em Santa Cruz do Sul.

Fonte: Andressa Pufal, Jornal do Comércio

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Varejo

Forte concorrência de cash & carry na Bahia agita mercado

De Administrador SH 28 de março de 2022
Escrito por Administrador SH

Entrada de novos grupos movimentam os negócios em cidades de porte médio e grande

Teixeira de Freitas deve contar até 2023 com pelo menos 6 atacarejos. A pujança do comércio local e sua localização estratégica tem atraído os principais empreendimentos do segmento atacadista do país para o extremo Sul baiano.

O Mix Mateus, que inaugura as suas instalações nesta terça-feira, 29 de março, será o quinto empreendimento desta modalidade a ser instalado no município com pouco mais de 164 mil habitantes, segundo o último censo 2021 divulgado pelo IBGE.

A implantação da unidade em solo teixeirense é resultado de um investimento de cerca de R$ 50 milhões, numa associação entre grupo Mateus e grupo Brasileiro e contará com 313 funcionários.

A expectativa é que a concorrência que abriu o mercado para instalação de 5 atacadistas, com a construção da sexta unidade do grupo Assaí, já em andamento beneficie e muito a economia local através da geração de emprego e renda.

Na prática, o consumidor final tem como expectativa, uma maior competitividade e melhor qualidade dos produtos e serviços, num possível acirramento entre as empresas da busca por melhor posicionamento no mercado regional.

Será a segunda loja do grupo maranhense na Bahia. A primeira foi inaugurada em Juazeiro, no mês passado. O investimento em Teixeira de Freitas integra plano de expansão do grupo que planeja ter lojas em todos os estados nordestinos em até 10 anos.

A expansão do grupo ocorre depois da abertura de capital, em outubro de 2020, tornando-o hoje a maior rede de varejo alimentar do Norte/Nordeste e a quarta do país. A unidade de Teixeira de Freitas terá 313 funcionários. Toda a rede emprega 45 mil pessoas, segundo a empresa.

CIDADE ESTRATÉGICA

“Para dar suporte à expansão, montamos um time bastante qualificado, com vasta experiência de mercado. Estamos selecionando cidades estratégicas, e Teixeira de Freitas é uma delas”, afirmou o presidente e fundador do Grupo, Ilson Mateus. O Grupo Mateus atua com operações no varejo de supermercados, atacarejo (cash and carry), atacado, móveis e eletrodomésticos, indústria de panificação, central de fatiamento e porcionamento.

Fonte: Sul Bahia News

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Varejo

Rede de vizinhança amplia participação com nova unidade

De Administrador SH 28 de março de 2022
Escrito por Administrador SH

Loja moderna e ampla oferece um mix de 3 mil produtos além de televendas e delivery

Também conhecida como antiga Europa brasileira, Nova Friburgo vai ganhar a primeira unidade Supermarket, oferecendo mais uma opção para quem deseja fazer suas compras.

A partir de 30 de março, quarta-feira, às 9h, a cidade serrana contará com sua primeira unidade da Rede, funcionando de segunda a sábado, das 7h às 22h, e aos domingos, das 8h às 20h. Localizada na Avenida Walter Machado Thedin, 440, em Mury.

A loja ocupará uma área de cerca 1.700 m², disponibilizando 14 checkouts, além de capacidade de atendimento diário a 4 mil clientes e estacionamento, com 100 vagas. A nova unidade contará, também, com serviço de televendas e, em breve, serviço de delivery, via Ifood, oferecendo maior conforto e comodidade aos clientes.

Composta por mais de 120 unidades, a Rede Supermarket é uma ‘rede de lojas de bairro’, e tem como objetivo estar sempre perto do cliente. Para suprir a demanda de Nova Friburgo, município polo, que atrai consumidores de pelo menos 11 cidades em seu entorno, o Supermarket chega oferecendo um mix de mais de 3 mil produtos, além de ambiente moderno e amplo para atender, também, à população local, com a qualidade e o conforto.

Para a semana de inauguração, a nova loja vai exibir mídias na cidade, circulando pela região e destacando a marca da Rede, além de promover ações na unidade, como a distribuição de brindes, seguindo o slogan de toda a rede, “é preço, é perto, é Supermarket”.

Para o primeiro trimestre de 2022, o Grupo Alvorada, integrante da Rede Supermarket, tem programada a inauguração de mais uma unidade, em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Para mais informações, acesse Rede Supermarket.

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Varejo

Cerveja vai subir de preço por conta da Guerra da Ucrânia

De Administrador SH 28 de março de 2022
Escrito por Administrador SH

Entenda os motivos. Em 2021, bebida teve a maior alta em sete anos de acordo com dados do IBGE

Bebida alcóolica mais consumida pelos brasileiros, a cerveja teve em 2021 a maior alta de preços no país em sete anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A cerveja consumida em casa ficou em média 8,7% mais cara no ano passado, enquanto em bares e restaurantes subiu 4,8%.

As duas variações foram as maiores registradas nestes produtos no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desde 2015.

As perspectivas para 2022 são pouco animadoras, porque a guerra entre Rússia e Ucrânia pressiona os preços globais da cevada e do malte, ingredientes da cerveja.

Os dois países respondem por 28% das exportações globais da cevada, e a Rússia é o terceiro maior fornecedor de malte ao Brasil.

Assim como em fertilizantes, o Brasil é fortemente dependente de importações no setor cervejeiro.

Veio no exterior 78% da cevada e 65% do malte consumidos no país em 2021, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv).

O lúpulo, terceiro ingrediente central da cerveja, é praticamente 100% importado atualmente.

Embora Uruguai e Argentina sejam os principais fornecedores de matéria-prima para cerveja para o Brasil, assim como com o trigo, a alta global de preços causada pela redução da oferta mundial de cereais em meio à guerra tende a afetar todos os compradores.

Um ponto positivo foi a valorização recente do real em relação ao dólar, porque isso ajuda a contrabalançar a pressão no preço das commodities.

Além disso, a Ambev, líder de mercado com 61,6% de participação no Brasil, diz contar com uma proteção de, em média, 12 meses contra variação cambial ou de preços das principais commodities que afetam seu custo de produção.

Mas analistas avaliam que empresas menores podem ter maior dificuldade com eventual alta de custos, tendo que repassar aumentos para o consumidor ou ter menos lucro.

A alta de preços já é bastante perceptível nas prateleiras e aplicativos de entrega, e os consumidores adotam estratégias para não ficar sem a bebida.

Segundo uma pesquisa da Kantar, os brasileiros têm trocado marcas consideradas de alto padrão, como Heineken, Stella Artois e Eisenbahn, por outras mais populares – e baratas -, com Skol, Brahma, Schin e Itaipava, na contramão do que vinha acontecendo em anos recentes.

Maior inflação em sete anos

Segundo o Sindicerv, entidade que representa Ambev e Heineken (que produzem quase 80% da cerveja nacional), a alta de preços em 2021 refletiu o aumento de custos da cadeia de produção, principalmente energia elétrica, combustíveis e commodities – o preço da cevada, por exemplo, subiu com a safra menor do que a esperada nos Estados Unidos.

“A maior parte da importação de cevada do Brasil vem de Argentina e Uruguai”, observa Luiz Nicolaewsky, superintendente executivo do Sindicerv. “Mas, com a quebra de safra nos Estados Unidos, eles avançaram sobre o Mercosul, adquirindo cevada dos países do grupo, o que naturalmente causa escassez para o Brasil, fazendo com que os preços subam.”

O representante da indústria destaca ainda que o setor cervejeiro tem uma frota de 40 mil veículos, portanto a alta de 49% dos combustíveis também atingiu em cheio os custos dos fabricantes.

Pesou ainda a alta do dólar, que saiu de uma média de R$ 3,94 em 2019, antes da pandemia, para R$ 5,16 em 2020 e R$ 5,39 em 2021.

Como o Brasil importa a maior parte das matérias primas da cerveja, isso aumentou fortemente os custos de produção.

No caso lúpulo, Nicolaewsky destaca que o preço aumentou também por causa da multiplicação das cervejarias artesanais no Brasil e no mundo, o que ampliou a demanda pelo broto que dá o sabor amargo característico da cerveja.

“Hoje, temos mais de 1,3 mil cervejarias cadastradas no Ministério da Agricultura, então naturalmente cresce a demanda”, diz Nicolaewsky.

Mesmo com essa explosão no número de cervejarias, as três maiores fabricantes — Ambev, Heineken e Petrópolis — ainda representam mais de 90% do mercado nacional, restando a todas as demais apenas 8,4% do mercado.

Inflação não é resultado só da alta de custo

Leonardo Alencar, analista-chefe de agro, alimentos e bebidas da XP Investimentos, destaca que os custos não são o único fator na inflação da cerveja. Pesam também o comportamento do consumidor e a estratégia de preço das empresas.

A pandemia mudou os hábitos de consumo, com menos procura por bares, restaurantes, baladas e eventos, e o aumento do consumo em casa.

Isso ajuda a explicar por que a inflação da cerveja consumida em domicílio foi quase o dobro da tomada fora de casa em 2021.

“Outro ponto relevante é que o preço da cerveja, no passado, era reajustado uma ou duas vezes no ano, exceto promoções ocasionais. Hoje em dia, algumas cervejarias – Ambev principalmente – têm plataformas de vendas e entrega, o Bees e o Zé Delivery, em que a gestão é feita de maneira mais estratégica para gerar mais valor”, destaca Alencar.

O Bees é uma plataforma da Ambev destinada à venda para pequenos e médios empreendimentos comerciais, já o Zé Delivery conecta consumidores a vendedores de cerveja da sua região, que entregam a bebida já gelada.

Por meio delas, os vendedores conseguem agora reajustar a cerveja mais vezes ao longo do ano e de forma regionalizada.

“Ao invés de ter uma tabela de preços única e subir para o país todo, em um ano como 2021, com uma dinâmica muito favorável ao agronegócio, a empresa pode optar, por exemplo, por subir mais os preços fora das capitais. E os indicadores de inflação captam melhor a dinâmica das capitais”, observa o analista.

“Até arrisco dizer que a alta real do preço da cerveja foi maior do que os indicadores captaram por conta desse maior dinamismo da precificação”, afirma o analista da XP.

Pressão nos preços em 2022

Segundo o analista da XP e o sindicato das cervejarias, a pressão nos preços da cerveja é de alta em 2022, mas ela pode ser em parte mitigada pelo câmbio e atingir empresas grandes e menores de formas diferentes.

A Ambev estima uma alta de custo por hectolitro (100 litros) de 16% a 19% em 2022. No ano passado, o aumento foi de 17,4%.

A estimativa foi feita pela empresa antes da explosão da guerra na Ucrânia, mas a cervejaria disse à BBC News Brasil que as projeções estão mantidas, devido à sua política de proteção de custos (chamada de hedge, em inglês) de 12 meses.

A Ambev declinou pedido de entrevista e disse que não se manifestaria nesta reportagem.

Já a Heineken, mesmo antes da guerra, projetava um crescimento de custos por hectolitro na casa dos 15% em 2022, devido a aumento nos preços de commodities, energia e frete.

“Compensaremos esses aumentos de custo de insumos por meio de preços, o que pode levar a um consumo de cerveja menor”, disse em fevereiro Harold van den Broek, diretor financeiro do grupo, em comentário sobre resultados.

A guerra na Ucrânia acrescenta pressão a esse cenário que já era de aumento de custos na percepção das maiores empresas do setor.

O Brasil é o terceiro maior mercado produtor de cerveja do mundo, atrás de China e Estados Unidos, tendo produzido 151,9 milhões de hectolitros da bebida em 2020, segundo dados do relatório BarthHaas Hop Report 2020/2021, usado como referência pelo Sindicerv.

Na ponta das matérias primas, Rússia e Ucrânia são gigantes, respondendo juntas por 28% das exportações globais de cevada em volume e por 24% em valor.

Os dois países também têm volumes relevante de vendas externas de malte — produzido a partir da germinação da cevada ou outro cereal, cujos brotos são então tostados ou torrados.

Como os preços das commodities variam globalmente e os Estados Unidos devem continuar a competir pela cevada e o malte do Mercosul, a pressão de custos afeta o Brasil.

“O custo da cerveja do mundo subiu, todas as cervejarias estão sendo impactadas por isso”, observa Leonardo Alencar, da XP.

“Mas a região onde o custo é menor é aqui no Brasil e as cervejarias mais verticalizadas [que controlam todas as etapas do processo produtivo], como a Ambev, sofrem menos com a alta de custos. Ela poderá decidir entre não subir tanto os preços e ganhar participação de mercado ou proteger suas margens. Outras empresas, como as artesanais, vão sofrer com a mesma pressão de custos sem a mesma estrutura.”

Como o consumidor responde à inflação

O comportamento do consumidor afeta a dinâmica de preços e vice-versa, porque o avanço da inflação muda o consumo de cerveja.

“Há uma migração de cervejas de alto padrão para as populares, então, diminuiu a quantidade de vezes em que os consumidores tomam cervejas como Heineken, Budweiser e Stella Artois e houve um aumento de outras marcas mais baratas”, observa Hudson Romano, gerente sênior de consumo fora do lar da Kantar.

Ainda segundo o analista, embora o mercado brasileiro de cerveja venha ganhando novos consumidores, a frequência de compra caiu pela metade.

“Por conta do aumento de preços, o consumidor continua bebendo, mas, em vez de beber três vezes por semana, ele bebe uma vez e meia. Essa diminuição no consumo é um problema para a indústria.”

Uma das respostas tem sido o lançamento de novas marcas. A Ambev, por exemplo, investe em um segmento intermediário entre as cervejas de alto padrão e populares, com marcas como Brahma Duplo Malte e Spaten.

“O consumo de cerveja é muito ligado a crescimento do PIB [Produto Interno Bruto]”, observa Alencar, da XP. “Em um ano em que teremos menos crescimento, há um efeito disso no consumo de cerveja.”

“A pressão inflacionária tira poder aquisitivo, e deixamos de consumir um produto mais caro por um intermediário. Ou trocamos um intermediário por um mais barato. Isso favorece a cerveja em relação às demais bebidas alcóolicas, porque ela é mais barata, e as cervejas populares e intermediárias”, observa.

Os analistas avaliam ainda que o local de consumo deve seguir a mudança do mercado de trabalho. Ou seja, se antes se trabalhava e bebia mais fora de casa, agora a tendência é o trabalho e o consumo híbrido, com mais cerveja sendo bebida em casa.

“Os jovens estão saindo, mas estão indo menos a bares e baladas e mais à casa de amigos e locais públicos”, diz Romano, da Kantar.

“Ainda estamos na pandemia, mas com uma liberdade muito maior que em 2020, estamos botando o pé na água e cada vez mais vamos afundando, até a gente voltar a nadar. Mas, enquanto não estiver 100% seguro, as pessoas vão continuar se preservando.”

Fonte: Thais Carrança, BBC News Brasil

28 de março de 2022 0 Comentários
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