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Preço da cesta de 35 produtos de largo consumo acumula alta de 4,55% no quadrimestre

Leite longa vida (+13,66%) segue entre as principais pressões de alta; carne bovina acumula avanço expressivo no quadrimestre

De Amanda Leiria
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O AbrasMercado — indicador que acompanha a variação de preços da cesta de 35 produtos de largo consumo — registrou em abril alta de 1,98%, a segunda mais intensa do quadrimestre, abaixo apenas da variação observada em março (+2,20%). No acumulado de janeiro a abril, a cesta acumula elevação de 4,55%. Com o resultado, o valor médio passou de R$ 820,54 para R$ 836,80.

No grupo de proteínas, a carne bovina segue entre os principais vetores de pressão. Em abril, o corte do dianteiro registrou alta de 2,62%, enquanto o traseiro avançou 1,53%. No acumulado do quadrimestre, as elevações chegam a 4,06% e 7,92%, respectivamente. Em sentido contrário, o frango congelado apresentou variação mais moderada de 0,56% no mês, com queda acumulada de 1,43% no ano. Já o pernil recuou 1,93% em abril e acumula queda de 3,89% no período. Os ovos avançaram 1,73% no mês e acumulam alta de 8,35% nos quatro primeiros meses do ano.

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Entre os produtos básicos, a principal pressão veio do leite longa vida, que registrou forte elevação em abril (+13,66%) e mantém trajetória de alta no acumulado do ano (+21,39%). Também apresentaram avanço no mês o feijão (+3,47%), o arroz (+2,53%) e o óleo de soja (+0,73%). De janeiro a abril, o feijão acumula alta expressiva de 32,56%.

No sentido oposto, as principais quedas de abril foram observadas no café torrado e moído (2,30%), açúcar refinado (-1,48%) e farinha de trigo (-1,55%). No acumulado do quadrimestre, os recuos mais relevantes seguem concentrados em açúcar refinado (-6,73%), café torrado e moído (-5,83%), óleo de soja (-5,83%), farinha de trigo (-4,22%) e arroz (-1,74%).

Entre os alimentos in natura, o movimento de alta permaneceu disseminado, com destaque para cebola (+11,76%), batata (+6,57%) e tomate (+6,13%). No acumulado do quadrimestre, as altas chegam a 27,47%, 21,53% e 54,35%, respectivamente.

Nos itens de higiene pessoal, os preços avançaram em abril em papel higiênico (+2,65%), xampu (+1,90%), sabonete (+1,61%) e creme dental (+1,27%).

Na limpeza doméstica, houve elevação em água sanitária (+1,38%), sabão em pó (+0,63%), desinfetante (+0,14%) e detergente líquido para louças (+0,05%).

Análise regional

Entre as regiões, o Norte registrou a maior variação de preços em abril, com avanço de 3,54%, elevando o valor médio da cesta de R$ 890,93 para R$ 922,44, mantendo a região com o maior custo médio do país.

O Sudeste apresentou elevação de 2,12%, com a cesta passando de R$ 840,86 para R$ 858,72.

No Sul, a alta foi de 2,11%, levando o valor médio de R$ 888,57 para R$ 907,28, permanecendo entre os maiores patamares nacionais.

No Centro-Oeste, a cesta subiu 1,96%, avançando de R$ 766,96 para R$ 781,96.

Já no Nordeste, a alta foi de 1,77%, com o valor médio passando de R$ 738,47 para R$ 751,53, mantendo a região com a cesta de menor valor médio entre as cinco regiões.

Recorte: cesta de 12 produtos básicos sobe 2,85% em abril

No recorte da cesta de 12 produtos básicos, o preço médio nacional avançou 2,85% em abril. Com o resultado, o valor médio passou de R$ 344,40 para R$ 354,22.

As principais pressões de alta vieram do leite longa vida (+13,66%) e do feijão (+3,47%), seguidos por carne bovina – corte do dianteiro (+2,62%), arroz (+2,53%), margarina cremosa (+1,25%), queijo muçarela (+1,13%) e farinha de mandioca (+0,85%).

No sentido oposto, as quedas mais relevantes foram registradas em café torrado e moído (2,30%), farinha de trigo (-1,55%), açúcar refinado (-1,48%) e massa sêmola de espaguete (-0,21%).

Regionalmente, o Sul liderou a variação em abril, com alta de 4,18% e custo médio de R$ 378,30, influenciado por aumentos mais intensos em carne bovina – corte do dianteiro (+3,53%, ante média nacional de +2,62%) e leite longa vida (+16,13%).

O Sudeste registrou a segunda maior alta, de 3,49%, levando a cesta ao valor médio de R$ 369,98.

No Norte, a variação foi de 3,36% com preços médios de R$ 438,31, mantendo a região com o maior custo médio do país nesse recorte. No Centro-Oeste, a elevação foi de 2,50%, com preço médio de R$ 344,50. Já o Nordeste apresentou a menor variação entre as regiões, com alta de 2,42%, e valor médio de R$ 311,67.

Capitais e regiões metropolitanas

Entre as capitais e regiões metropolitanas, os menores valores médios da cesta de 12 produtos seguem concentrados no Nordeste. Em abril, Fortaleza registrou R$ 306,53, Recife R$ 308,67, Salvador R$ 311,22, Aracaju R$ 314,17 e São Luís R$ 317,76, mantendo a região no menor patamar de custo médio do país.

No Centro-Oeste, os preços permaneceram em faixa intermediária, com Campo Grande (R$ 341,39), Brasília (R$ 345,12) e Goiânia (R$ 347,00), indicando relativa homogeneidade regional.

No Sudeste, a cesta apresentou patamar superior ao observado no Nordeste e no Centro Oeste, com São Paulo (R$ 365,69), Grande Vitória (R$ 369,48), Belo Horizonte (R$ 371,66) e Rio de Janeiro (R$ 373,09), refletindo estrutura de custos mais elevada nas grandes áreas metropolitanas.

Já no Sul, Curitiba registrou R$ 379,99 e Porto Alegre R$ 376,62 mantendo a região entre os maiores valores médios do país, atrás apenas do Norte.

O Norte segue concentrando os preços médios mais elevados da cesta, com Rio Branco (R$ 435,45) e Belém (R$ 441,18), mantendo a região no topo do ranking nacional de custo médio.

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