O Consumo nos Lares Brasileiros cresceu 1,48% em abril na comparação com março, segundo monitoramento mensal da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). Em relação a abril de 2025, o avanço foi de 3,17%. No acumulado do quadrimestre, o indicador registra alta de 2,18%.
Os dados são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e contemplam o desempenho de todos os formatos de supermercados.
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O consumo das famílias mantém trajetória positiva em 2026 e avança de forma consistente ao longo dos primeiros meses do ano. O movimento ocorre de forma mais progressiva do que em 2025: no ano passado, o consumo já havia iniciado acima de 2% em janeiro e manteve esse patamar durante todo o primeiro quadrimestre; neste ano, esse nível foi alcançado apenas em abril.
“Embora haja estímulos importantes de renda em circulação — como o reajuste do salário mínimo, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e a continuidade dos programas de transferência de renda — o crescimento do consumo ocorre de forma gradual. Isso mostra que parte desses recursos ainda vem sendo absorvida pelo orçamento das famílias, especialmente com despesas financeiras, contas recorrentes e recomposição do poder de compra”, analisa o vice-presidente da ABRAS, Marcio Milan.
Ao longo do início de 2026, a renda disponível das famílias passou a contar com reforços adicionais. A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais, somada à redução gradual da tributação até R$ 7.350, elevou a renda líquida de milhões de contribuintes. Soma-se a isso o reajuste do salário-mínimo, com impacto estimado de R$ 81,7 bilhões na economia no ano.
Também seguiram em circulação recursos provenientes de programas de transferência e pagamentos extraordinários. Em abril, o Bolsa Família manteve os repasses mensais aos beneficiários, com transferência de R$ 12,8 bilhões. Os pagamentos do Programa de Integração Social/Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP) injetaram cerca de R$ 5,4 bilhões na economia no terceiro lote, enquanto a Receita Federal do Brasil disponibilizou aproximadamente R$ 300 milhões referentes ao lote residual de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), ao final de abril. Outro reforço relevante foi a antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS, estimada em R$ 78,2 bilhões, com pagamentos iniciados em 24 de abril para cerca de 35,2 milhões de beneficiários.