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Ovo ganha espaço no café da manhã dos brasileiros

Movimento se insere em um cenário mais amplo de reorganização do consumo de proteínas no País, com frango como destaque nas refeições principais

De Redação SuperHiper
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O ovo está ganhando espaço no café da manhã dos brasileiros. No acumulado de janeiro a junho de 2026, a categoria avançou 3,8 pontos percentuais nessa refeição e já responde por cerca de metade (50,1%) dos pratos com proteína consumidos nesse momento do dia.

Enquanto isso, os frios seguem perdendo espaço no mesmo horário. A mortadela teve queda de 11,8%, e a presuntaria apresentou recuo de 2,3% no mesmo intervalo, frente a 2025.

O avanço, porém, é específico do café da manhã. No total das ocasiões analisadas, o comportamento é outro: a categoria registrou recuo de 0,7 ponto percentual na comparação com igual período do ano anterior.

O dado evidencia que o ovo vive dois movimentos distintos, a depender da refeição: cresce pela manhã e perde espaço no consumo geral.

Por que o ovo está ganhando espaço no café da manhã?

O movimento se insere em um cenário mais amplo de reorganização do consumo de proteínas no País, no qual as escolhas variam significativamente de acordo com o momento do dia.

Enquanto os ovos ampliam sua relevância pela manhã, frango e carne bovina ganham presença principalmente nas refeições principais, impulsionados por dinâmicas distintas de consumo e acessibilidade.

Como o consumo de proteínas muda ao longo do dia?

Nas refeições principais, a dinâmica é diferente.

No almoço, os ovos perdem espaço diante do avanço de bovinos e, principalmente, do frango, que se beneficia de maior acessibilidade. Juntas, carne bovina e frango já estão presentes em quase 75% dos pratos com proteína nessa refeição.

No jantar, frango e bovinos também continuam ganhando presença, enquanto os ovos conseguem manter relevância na composição dos pratos.

Qual é a participação de cada proteína no consumo geral?

No total das ocasiões analisadas no acumulado de 2026, a carne bovina se mantém como a proteína de maior presença, com 33,7%, seguida pelo frango, com 22,8%, e pelos ovos, com 16,2%.

Na comparação com igual período do ano anterior, a carne bovina avançou 5,5 pontos percentuais, e o frango, 2,6 pontos percentuais.

Os ovos, como mencionado, recuaram 0,7 ponto percentual no total das ocasiões — um comportamento que só faz sentido quando analisado por refeição, já que o desempenho no café da manhã é oposto ao do consumo geral.

Carne suína (-0,8 p.p.) e linguiças (-2 p.p.) também perderam presença no período.

Preço e acessibilidade influenciam as escolhas?

As diferenças entre os momentos do dia mostram que a reorganização do consumo de proteínas não acontece de maneira uniforme.

Preço, acessibilidade e ocasião ajudam a determinar quais alternativas ganham espaço em cada refeição.

A pressão sobre os preços da carne bovina continua influenciando as escolhas dos consumidores e pode abrir espaço para outras proteínas. Nesse cenário, o frango se destaca pela maior acessibilidade, especialmente nas refeições principais.

Para os ovos, no entanto, o comportamento revela uma dinâmica própria. Embora a categoria apresente leve retração no total das ocasiões, seu avanço expressivo no café da manhã mostra uma concentração maior do consumo em um momento específico da rotina alimentar.

Mais do que uma simples substituição entre proteínas, os dados revelam, portanto, uma redistribuição das escolhas ao longo do dia: o frango ganha força nas refeições principais, enquanto os ovos ampliam sua importância no café da manhã.

Os dados e as análises acima são da Worldpanel by Numerator.

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