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Dia do Miojo: um raio-X do mercado de massas instantâneas no mundo e no Brasil

Categoria cresce no mundo impulsionada por inovação, praticidade e preço acessível, enquanto varejo acompanha mudanças nos hábitos de consumo e a popularização da cultura coreana

De Redação SuperHiper
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Por Redação SuperHiper  

Sinônimo de massa instantânea no Brasil, o “miojo” ganhou um dia para chamar de seu: 25 de agosto. Mas quais são as oportunidades e os desafios que a categoria traz para o varejo alimentar diante das mudanças nos hábitos de consumo? 

De um lado, avança a busca por uma alimentação com menos itens ultraprocessados e teores reduzidos de sódio e gordura. De outro, a popularização da cultura coreana igualmente ganha força. Isso sem contar atributos que esse tipo de produto carrega: praticidade e preço acessível. 

Mercado de massas instantâneas cresce no mundo 

Segundo o relatório do Mercado de Macarrão Instantâneo da Mordor Intelligence, esse segmento deve crescer de US$ 51,03 bilhões em 2025 para US$ 55,68 bilhões em 2026 e atingir US$ 87,21 bilhões até 2031, com CAGR (taxa de crescimento anual composta) de 9,39% entre 2026 e 2031. 

A Ásia-Pacífico é o maior mercado e o de crescimento mais rápido, sendo responsável por 74,82% do valor global em 2025. 

Em 2023, o Japão registrou 46 porções per capita, enquanto a Coreia do Sul superou 75 porções per capita, o maior índice do mundo. 

Isso mostra que, nesses países, a categoria está integrada à dieta local, além de fazer parte do “kit de sobrevivência” da população. No Japão, o governo exige estoque de emergência de três dias de alimentos, e o macarrão instantâneo representa cerca de 25% dessas reservas. 

Inovação é ingrediente central da categoria 

Para se manter relevante, a inovação é o principal ingrediente da indústria. 

O relatório da Mordor detalha que, embora as versões não vegetarianas ainda liderem, com 43,67% do mercado em 2025, os SKUs vegetarianos devem crescer a 9,91% ao ano até 2031, principalmente por causa do mercado indiano. 

Há também opções “gourmet”. Variantes fritas ou sem caldo representaram 18% dos lançamentos de novos produtos no Japão em 2024. 

Outras alavancas são edições especiais e limitadas. 

O rámen de frango picante Buldak, da Samyang, teve crescimento de receita de 28,7% em 2024, impulsionado por desafios virais nas redes sociais e presença em mais de 100 países. 

A marca Cup Noodles lançou o sabor de edição limitada Dill Pickle. 

E, em 2024, a Nissin lançou no Japão um macarrão em copo com cafeína, com ingredientes de bebidas energéticas como cafeína, arginina e niacina. 

América do Sul tem mercado menor, mas emergente 

Na visão da Mordor, que coloca a América do Sul, o Oriente Médio e a África em um mesmo recorte, as massas instantâneas compõem um mercado menor do que o asiático, porém emergente. 

Preço acessível e longa vida útil destacam-se como os principais fatores que impulsionam a adoção do produto nessas regiões. 

O Brasil e a Argentina são citados nominalmente. A urbanização e o aumento da renda disponível estão contribuindo para o crescimento da demanda por miojo nesses dois países, mas o relatório pondera que a infraestrutura de distribuição ainda é menos desenvolvida do que na Ásia-Pacífico. 

Massas instantâneas representam 35% do faturamento 

Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), compilados com exclusividade a pedido de SuperHiper, de janeiro a junho de 2026, as massas instantâneas responderam por 35% do faturamento e 13,7% da produção. Os valores são referentes ao total de massas produzidas no Brasil. 

Dessa forma, nos seis primeiros meses deste ano, foram produzidas no País 642 mil toneladas de massas alimentícias, que responderam por R$ 7,6 bilhões. 

No contraponto a igual período de 2025, isso representa um recuo de 1,5% em volumes e 0,8% em valores. 

Em relação às massas instantâneas, foram produzidas 88 mil toneladas, o que corresponde a R$ 2,7 bilhões. Ou seja, uma retração de 7,3% em volumes e 3,5% em valores, no contraponto entre o primeiro semestre de 2026 e os primeiros seis meses do ano passado. 

Os tipos de massas instantâneas mais consumidos no Brasil 

  1. Macarrão: 77,1 mil toneladas  
  2. Cup: 5 mil toneladas  
  3. Espaguete: 2,8 mil toneladas  
  4. Talharim: 1,8 mil toneladas  
  5. Yakisoba: 1,7 mil toneladas  

Fonte: Abimapi/ Ranking de janeiro a junho de 2026 

Ainda que o resultado global seja de retração, o presidente da Abimapi, Claudio Zanão, faz uma leitura positiva. Para ele, os associados da Abimapi têm entregado produtos que unem a praticidade, característica do segmento, em diversos formatos, sabores e com a qualidade que o consumidor conhece. 

Nissin amplia portfólio de massas instantâneas 

Na semana passada, a Nissin Foods do Brasil anunciou o lançamento de 13 SKUs até o fim de 2026, incluindo versões instantâneas em copo e pacote do udon, tipo de macarrão japonês grosso e macio. 

As novidades incluem a chegada da marca asiática de rámen Geki ao Brasil. 

E, ao que tudo indica, a ampliação do portfólio contemplará ainda versões proteicas que passarão a fazer parte da família Cup Noodles por aqui. 

Nissin terá terceira fábrica no Brasil 

O novo momento da Nissin do Brasil envolve ainda a construção de uma terceira fábrica em Ponta Grossa (PR), que deverá entrar em operação em 2027. 

O objetivo é maximizar a produção do portfólio atual, que sai das plantas de Ibiúna (SP) e Glória do Goitá (PE), acelerar o crescimento e a expansão da linha de produtos no Brasil e ampliar as exportações para países vizinhos da América do Sul, como a Argentina, o Uruguai e o Paraguai. 

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