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GPA cresce em rentabilidade e avança na reestruturação financeira no 2º trimestre

Com EBITDA de R$ 450 milhões e adesão de 97% dos credores elegíveis, varejista espera reduzir a dívida líquida de R$ 3,6 bilhões para R$ 1,2 bilhão

De Redação SuperHiper
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O Grupo Pão de Açúcar encerrou o segundo trimestre de 2026 avançando na execução de sua estratégia. No período, a companhia ampliou sua rentabilidade, acelerou a captura de ganhos de eficiência e avançou na Recuperação Extrajudicial, etapa necessária para restabelecer uma estrutura financeira compatível com as necessidades do negócio e criar condições para a execução de sua estratégia.

O EBITDA Ajustado alcançou R$ 450 milhões, alta de 7,3% em relação ao segundo trimestre de 2025, com expansão de 1,7 ponto percentual na margem, que atingiu 10,6%. A margem bruta evoluiu para 30,5%, refletindo a estratégia de priorizar operações mais rentáveis, um melhor mix de vendas no e-commerce e efeitos tributários. No primeiro semestre, a companhia capturou R$ 244 milhões em eficiências operacionais, o equivalente a aproximadamente 60% do guidance previsto para todo o ano.

As vendas totais somaram R$ 4,7 bilhões no trimestre, uma regressão de 7% na comparação com mesmo período do ano passado, refletindo decisões para priorizar a qualidade da receita e a rentabilidade do negócio, incluindo a descontinuação de formatos menos rentáveis, o reequilíbrio do e-commerce e uma gestão mais disciplinada do portfólio.

“O segundo trimestre foi um período de transição para o GPA. Tivemos impactos temporários da Recuperação Extrajudicial sobre as vendas e continuamos operando em um ambiente macroeconômico desafiador. Ainda estamos no início da nossa recuperação e sabemos que ela dependerá da capacidade de aumentar a eficiência da operação, reduzir despesas, fortalecer a geração de caixa e executar nossa estratégia com consistência”, afirma o CEO do GPA, Alexandre Santoro.

A geração de caixa também evoluiu no período. O Fluxo de Caixa Livre, excluindo impactos da venda da Stix, melhorou R$ 269 milhões nos últimos 12 meses, enquanto o Fluxo de Caixa Livre Operacional evoluiu marginalmente, refletindo a disciplina na gestão financeira da companhia. Em linha com sua disciplina na alocação de capital, o GPA reduziu em 55% os investimentos (Capex) no primeiro semestre.

“O trimestre, ainda que difícil, mostra uma evolução dos nossos resultados, especialmente em rentabilidade e eficiência operacional. Ao mesmo tempo, fortalecer a geração de caixa continua sendo uma prioridade. Com a conclusão da Recuperação Extrajudicial, teremos uma estrutura financeira mais adequada para acelerar nossa agenda de eficiência e ampliar nossa capacidade de execução”, destaca o CFO da companhia, Pedro Albuquerque.

Na frente financeira, 97% dos credores elegíveis à Recuperação Extrajudicial escolheram uma das opções de pagamento dentro do prazo estipulado, reforçando a ampla adesão ao plano. A companhia espera concluir sua homologação judicial ao longo do terceiro trimestre. Após essa etapa, a dívida líquida será reduzida de R$ 3,6 bilhões para R$ 1,2 bilhão, proporcionando uma estrutura financeira mais compatível com as necessidades atuais do negócio.

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